Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 12 de abril de 2011

ENERGIAS ALTERNATIVAS - Torres de usina eólica começam a ser montadas na fronteira oeste do Rio Grande do Sul




De acordo com o jornal Zero Hora, as torres que sustentarão 45 hélices da Usina Eólica Cerro Chato, em Santana do Livramento, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, estão começando a aparecer. Já foram concretadas 20 bases e a primeira torre está sendo montada às margens da BR-293. Com previsão de funcionamento pleno para setembro deste ano, o parque deve gerar energia suficiente para abastecer uma cidade três vezes maior do que Livramento (90MW/h). 


Na semana que vem, as hélices começarão a ser colocadas. Até o dia 27 de abril, cinco torres já estarão funcionando e gerando energia. Para que o parque funcione, explica o coordenador de implantação Flanklin Fabrício Lago, além das torres, são necessárias uma subestação e uma linha de transmissão. A linha terá 25 km e liga o parque à subestação Livramento 2.


Ao todo, a Eletrosul e a alemã Wobben investiram R$ 400 milhões. Lago explica que em 2009 a Eletrosul participou de um leilão e vendeu energia para Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com compromisso de energização do parque, fornecendo 90 MW a partir de julho de 2012.

— Para colocação, precisamos contratar um guindaste que suporta 600 toneladas. Esse equipamento chegou na cidade dividido em 15 carretas — conta Lago.

terça-feira, 27 de abril de 2010

MEIO-AMBIENTE - Eólica domina novo leilão de energia


   
AGNALDO BRITO
da Reportagem Local


A EPE (Empresa de Pesquisa Energética) acaba de anunciar a lista com o cadastramento de 478 empreendimentos para o próximo Leilão de Energia de Reserva, prometido para ocorrer até o final de junho. O leilão de reserva é um tipo de contratação de energia renovável, prevista no modelo brasileiro, que fica disponível para eventuais momentos críticos do sistema de geração hidrelétrica.
No total, o número de projetos ofertados representa 14.529 MW em nova potência instalada que deverão estar construídas e à disposição para geração a partir de 2011 até 2013. Por ano, o país precisa ampliar entre 3.000 e 4.000 MW de capacidade instalada.
O foco desse leilão é viabilizar a construção de novas centrais de energia eólicas, termelétricas movidas a biomassa (bagaço de cana, resíduo de madeira e até capim elefante) e pequenas centrais hidrelétricas. O cadastramento dos projetos ainda não significa que disputarão o leilão, mas demonstra que há no país um movimento do setor privado em estruturar empreendimentos de energia renováveis com vistas aos leilões do governo.
Dos 478 projetos cadastrados, 399 referem-se a parques de geração eólica, o que representa uma capacidade instalada de 10,5 mil MW --praticamente o tamanho total da Usina Hidrelétrica Belo Monte, projeto que acaba de ser leiloado e que será construído no Rio Xingu (PA). Além das eólicas, outros 61 projetos de térmicas com biomassa e outras 18 pequenas usinas hidrelétricas completam a carteira apresentada à EPE. Todos os projetos passarão por avaliação documental para recebimento da habilitação que dará direito a participação no leilão, ainda sem dada para ser realizado.
O avanço da oferta de energia eólica em leilões para contratação desse tipo de energia tem viabilizado custos mais interessantes do ponto de vista dos consumidores. Os últimos leilões de eólica, energia até agora considerada cara em relação às outras opções, revelam que o preço para o consumidor já estava em R$ 140 por megawatt-hora, o mesmo que usinas a biomassa. A expansão dessa oferta pode dar escala na produção de equipamentos necessários a esse tipo de geração e baratear o custo do MW instalado.