Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 12 de abril de 2012

MEIO-AMBIENTE - Mais de 40% do lixo coletado não tem destinação adequada

Mais de 40% do lixo coletado não tem destinação adequada, mostra relatório
Os estados e os municípios brasileiros têm até agosto de 2012 para entregar ao Ministério do Meio Ambiente um plano que dê destino correto ao lixo sólido.



Os estados e os municípios brasileiros têm até agosto de 2012 para entregar ao Ministério do Meio Ambiente um plano que dê destino correto ao lixo sólido. O objetivo dessa exigência é acabar com os lixões no nosso país. Nessa semana, o Jornal Nacional teve acesso com exclusividade a um estudo que mostra como o lixo é descartado atualmente no Brasil.

Economia crescendo, brasileiro comprando mais e produzindo mais lixo: esse ciclo levou à geração de quase 62 milhões de toneladas de lixo em 2011, 1,8% a mais do que em 2010.

Em média, cada brasileiro produziu um quilo e 223 gramas de lixo por dia em 2011. De todo o lixo produzido, 10% não foram coletados; 6,4 milhões de toneladas.

As informações foram levantadas com os municípios pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

O relatório mostra que quase 42% do lixo coletado não tem destinação adequada. Praticamente o mesmo percentual de 2010. Esse lixo vai parar em lixões ou aterros controlados.

“Não tem praticamente nenhuma diferença do lixão. Lixão é a pior forma de destinação, em que o lixo é abandonado sobre um terreno sem nenhum cuidado. O aterro controlado tem algum cuidado só para dar uma disfarçada”, diz Carlos Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe.

As regiões Sudeste e Nordeste são as que mais produzem lixo no Brasil. O Sudeste é o que dá melhor destinação aos resíduos. O Centro-Oeste, a pior destinação.

“Se compararmos os dados hoje disponibilizados no Brasil com a realidade de outros países, de outras cidades, mesmo que do mesmo porte, percebemos que o Brasil está bem distante de investir os volumes de recursos adequados ou necessários para avançar nessa questão”, avalia Carlos Silva Filho.

Fonte JN
    

quarta-feira, 4 de abril de 2012

RECICLE-SE - Dobradura substitui sacolas plásticas que se encaixa nas lixeiras de casa. REPASSE A IDÉIA



Dobradura substitui sacolas plásticas

Aprenda a fazer o saquinho de jornal que encaixa direitinho nas lixeiras que você tem em casa. E repasse essa ideia sustentável!

Beatriz Levischi
Ana Maria - 23/03/2012

Agora que os supermercados de São Paulo suspenderam o fornecimento de sacolinhas plásticas (e a moda pode pegar no resto do Brasil), nosso lixo sobrará desembrulhado?

Se depender de Juliana Valentini, dona do blog De Verde Casa, de jeito nenhum!

Ela inventou um saquinho de jornal que cabe na maioria dos cestos de pia e banheiro existentes por aí. Uma vez por semana, então, basta despejar o conteúdo deles em um saco grande e colocar na rua. O lixo de escritório, que é limpo, pode ser colocado direto na lixeira.

Confira no infográfico o passo a passo a seguir. Inspirado no origami do copo, o saquinho de jornal leva 20 segundos para tomar forma. E, quanto mais folhas você usar, mais resistente ele ficará.



MEIO-AMBIENTE - Dados sobre o lixo produzido no Brasil


Lixo brasileiro: baixo tratamento e reaproveitamento

Dados sobre o lixo produzido no Brasil 

No Brasil são produzidas, diariamente, cerca de 250 mil toneladas de lixo. Sendo que a cidade de São Paulo é a que mais produz lixo no país, com cerca de 19 mil toneladas por dia.


 Composição do lixo brasileiro: 
- lixo orgânico (52%)
- papel e papelão (26%)
- plástico (3%)
- metais como, por exemplo, ferro, alumínio, aço, etc. (2%)
- vidro (2%)
- outros (15%) 

 Destino do lixo brasileiro: 
- aterros sanitários (53%)
- aterros controlados (23%)
- lixões (20%)
- compostagem e reciclagem (2%)
- outros destinos (2%)

Alguns dados importantes sobre a reciclagem do lixo brasileiro:

- O Brasil recicla cerca de 97% das latinhas de alumínio que são descartadas;
- Apenas 55% das garrafas PET são recicladas. 


terça-feira, 3 de abril de 2012

VAZAMENTO NO RJ - MPF exige nova indenização da Chevron

Empresa poderá pagar mais R$ 20 bilhões por dano ambiental e social na Bacia de Campos

RIO
- A petroleira Chevron sofreu mais um revés na Justiça nesta terça-feira com a decisão do Ministério Público Federal (MPF) em Campos de ingressar com uma nova ação civil pública contra a multinacional e a empresa contratada Transocean. Na ação, o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira pede nova indenização de R$ 20 bilhões pelos danos ambientais e sociais causados pelo segundo derramamento de óleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, ocorrido no último dia 4 de março.

O MPF quer a paralisação imediata das atividades na região, a proibição de remessa de lucros ao exterior - inclusive por parte de diretores e agentes - e a reavaliação do Plano de Emergência Individual, já que o primeiro vazamento, em novembro de 2011, deveria ter provocado mudanças no procedimento. A medida também prevê proibição na contratação de empréstimos ou seguros de risco ambiental, além de impedir que o maquinário usado no Brasil seja enviado ao exterior.

"O vazamento de óleo das jazidas da União no Campo do Frade ainda não foi contido. Os prejuízos ambientais e ao patrimônio da União são, a esta altura, incalculáveis. Cada novo evento aumenta este prejuízo e expõe os erros nos procedimentos anteriores e posteriores dos réus. O MPF está atento e vai continuar adotando todas as providências para evitar novos desastres e punir os culpados." afirmou o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira


Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mpf-exige-nova-indenizacao-da-chevron-por-vazamento-de-oleo-4485802#ixzz1r0mtGWeX
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DESMATAMENTO ILEGAL - Greenpeace denuncia desmate ilegal em assentamento no Pará

Relatório do Greenpeace entregue ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Santarém, no Pará, aponta ação ilegal de empresa madeireira em assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Com fotos e mapas que mostram a ação de empresa madeireira, a extração "predatória", de acordo com a organização ambientalista, ocorre no assentamento Corta Corda, na região do Rio Curuá-Uma, a cerca de 140 quilômetros de Santarém.

Os ambientalistas fotografaram pátios de madeira, toras cortadas, desmatamento recente, serraria e o tráfego de caminhões carregados com madeira.
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Apoie o Desmatamento Zero: www.ligadasflorestas.org.br

Segundo o chefe da Divisão de Obtenção de Terras do Incra, unidade oeste do Pará, Ulai Batista, o instituto vai propor uma ação conjunta com o Ibama na região. "Precisamos fazer a constatação de todas as denúncias que chegam para nós. Não posso, a partir de pareceres de terceiros, encaminhar denúncia, que pode ser infundada", explica Batista.

O chefe do Incra diz que a denúncia não é uma novidade. "Recebemos denúncias e temos conhecimento, mas trabalhamos, no setor de meio ambiente, com três servidores que atuam nessas denúncias e cuidamos de 42 milhões de hectares de terra. O desaparelhamento é um obstáculo à fiscalização adequada por aqui", lamenta. Segundo Batista, a unidade recebe uma média de 10 a 15 denúncias por semana. 

Fonte Terra

MEIO-AMBIENTE - O QUE É COMPOSTAGEM??

O que é compostagem, reciclagem do lixo orgânico, adubo orgânico, meio ambiente e saúde humana, usinas de compostagem

Adubo orgânico: resultado do processo de compostagem do lixo



O que é compostagem 

Compostagem é um processo de transformação de matéria orgânica, encontrada no lixo, em adubo orgânico (composto orgânico). É considerada uma espécie de reciclagem do lixo orgânico, pois o adubo gerado pode ser usado na agricultura ou em jardins e plantas.

A compostagem é realizada com o uso dos próprios microorganismos presentes nos resíduos, em condições ideais de temperatura, aeração e umidade.

Importância para o meio ambiente e saúde das pessoas 

A compostagem, usada principalmente na zona rural, é de extrema importância para o meio ambiente e para a saúde dos seres humanos. O lixo orgânico, muitas vezes, é descartado em lixões, ruas, rios e matas, poluindo o meio ambiente. Além disso, o acúmulo de resíduos orgânicos a céu aberto favorece o desenvolvimento de bactérias, vermes e fungos que causam doenças nos seres humanos. Além disso, favorece o desenvolvimento de insetos, ratos e outros animais que podem transmitir doenças aos homens.

Com a compostagem, além de se evitar a poluição e gerar renda, faz com que a matéria orgânica volte a ser usada de forma útil.

A coleta seletiva do lixo orgânico 
Para que ocorra a compostagem de forma adequada, é necessário que as pessoas realizem a coleta seletiva do lixo, encaminhando o lixo orgânico para usinas de compostagem e os resíduos sólidos para recicladores. A compostagem também pode ser realizada em casa, seguindo algumas orientações técnicas básicas 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

MEIO-AMBIENTE - SUSTENTABILIDADE




Sustentabilidade: desenvolvimento presente garantindo o futuro das próximas gerações


Conceito de sustentabilidade
Sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações. Ou seja, assustentabilidade está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e material sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham no futuro. Seguindo estes parâmetros, a humanidade pode garantir o desenvolvimento sustentável.

Ações relacionadas a sustentabilidade
- Exploração dos recursos vegetais de florestas e matas de forma controlada, garantindo o replantio sempre que necessário.

- Preservação total de áreas verdes não destinadas a exploração econômica.

- Ações que visem o incentivo a produção e consumo de alimentos orgânicos, pois estes não agridem a natureza além de serem benéficos à saúde dos seres humanos;

- Exploração dos recursos minerais (petróleo, carvão, minérios) de forma controlada, racionalizada e com planejamento.

- Uso de fontes de energia limpas e renováveis (eólica, geotérmica e hidráulica) para diminuir o consumo de combustíveis fósseis. Esta ação, além de preservar as reservas de recursos minerais, visa diminuir a poluição do ar.

- Criação de atitudes pessoais e empresarias voltadas para a reciclagem de resíduos sólidos. Esta ação além de gerar renda e diminuir a quantidade de lixo no solo, possibilita a diminuição da retirada de recursos minerais do solo.

- Desenvolvimento da gestão sustentável nas empresas para diminuir o desperdício de matéria-prima e desenvolvimento de produtos com baixo consumo de energia.

 - Atitudes voltadas para o consumo controlado de água, evitando ao máximo o desperdício. Adoção de medidas que visem a não poluição dos recursos hídricos, assim como a despoluição daqueles que se encontram poluídos ou contaminados.


Benefícios
A adoção de ações de sustentabilidade garantem a médio e longo prazo um planeta em boas condições para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana. Garante os recursos naturais necessários para as próximas gerações, possibilitando a manutenção dos recursos naturais (florestas, matas, rios, lagos, oceanos) e garantindo uma boa qualidade de vida para as futuras gerações.

        

domingo, 1 de abril de 2012

CRÉDITOS AMBIENTAIS - Polícia Federal apura fraude na venda



Sorocaba - A Polícia Federal está investigando um suposto esquema de venda de créditos ambientais gerado pelas áreas de Mata Atlântica do Estado de São Paulo em benefício de empresas, prefeituras, funcionários públicos e organizações não governamentais.

De acordo com denúncia protocolada na delegacia da Polícia Federal de Sorocaba, um grupo formado por advogados, ONGs e agentes públicos do setor ambiental convence os prefeitos de cidades com matas a criarem unidades de conservação (UCs), como parques e reservas. Em seguida, a gestão da unidade é transferida para uma ONG que vende créditos de carbono a empresas nacionais e estrangeiras a título de compensação ambiental. O valor total do negócio pode passar de R$ 1 bilhão.

A ação do grupo foca principalmente os municípios do Vale do Ribeira, região que concentra as maiores reservas de Mata Atlântica do Estado. Pelo menos 20 prefeituras já fizeram decretos visando à criação de reservas municipais. As áreas transformadas em parques incluem matas fechadas particulares ou da União, como territórios quilombolas e de comunidades tradicionais.

O simples decreto de utilidade pública da área basta para que o contrato seja firmado entre a ONG e as empresas. Ainda conforme a denúncia, as cotas correspondentes a um hectare de mata seriam vendidas por R$ 13 mil, sendo que R$ 11 mil ficariam com a ONG incumbida da gestão da unidade. Os R$ 2 mil restantes seriam divididos entre a prefeitura e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Juntas, as áreas com decreto somam 200 mil hectares no Estado.


Decreto

Um dos casos citados na denúncia envolve a prefeitura de Apiaí, a 322 km de São Paulo. Em dezembro de 2011, o prefeito Emilson Couras da Silva (DEM) baixou decreto criando o Parque Municipal de Apiaí, com 18,5 mil hectares. O decreto foi baixado sem discussão prévia e houve protestos. O prefeito revogou a criação do parque, mas, em fevereiro, baixou novo decreto delimitando uma reserva biológica de 29 mil hectares. A assessoria de Silva informou que o objetivo é garantir a preservação da área para eventual criação de unidades municipais de conservação.

A prefeitura de Iporanga também declarou de utilidade pública uma área de 14,3 mil hectares. Com a mobilização de ambientalistas contrários à proposta, o decreto também foi revogado, mas a prefeitura editou outro, com área de 5,2 mil hectares, em fevereiro deste ano. A então secretária municipal do Meio Ambiente, Janayna de Oliveira, que se opôs à proposta, foi demitida.

Segundo o prefeito Ariovaldo da Silva Pereira (DEM), a criação do parque permitirá ao município se beneficiar do sistema de compensação da reserva legal, previsto no novo Código Florestal. A ideia consiste em desonerar o agricultor da necessidade de prover a reserva legal dentro de sua propriedade e averbá-la a uma área verde municipal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


MEIO-AMBIENTE - RESÍDUOS SÓLIDOS



Resíduos sólidos: originários de indústrias, residências, construção civil, escolas, etc

 

Definição

Os resíduos sólidos são partes de resíduos que são gerados após a produção, utilização ou transformação de bens de consumos (exemplos: computadores, automóveis, televisores, aparelhos celulares, eletrodomésticos, etc).

Grande parte destes resíduos é produzida nos grandes centros urbanos. São originários, principalmente, de residências, escolas, indústrias e construção civil.

Muitos destes resíduos sólidos são compostos de materiais recicláveis e podem retornar a cadeia de produção, gerando renda para trabalhadores e lucro para empresas. Para que isto ocorra, é necessário que haja nas cidades um bom sistema de coleta seletiva e reciclagem de lixo. Cidades que não praticam este tipo de processo, jogando todo tipo de resíduo sólido em aterros sanitários, acabam poluindo o meio ambiente. Isto ocorre, pois muitos resíduos sólidos levam décadas ou até séculos para serem decompostos.

Alguns tipos de resíduos sólidos são altamente perigosos para o meio ambiente e merecem um sistema de coleta e reciclagem rigorosos. Podemos citar como exemplos, as pilhas e baterias de celulares que são formadas por compostos químicos com alta capacidade de poluição e toxidades para o solo e água.

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sábado, 31 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - COLETA SELETIVA DE LIXO

Coleta seletiva: bom para a economia e meio ambiente

Definição


Coleta seletiva de lixo é um processo que consiste na separação e recolhimento dos resíduos descartados por empresas e pessoas. Desta forma, os materiais que podem ser reciclados são separados do lixo orgânico (restos de carne, frutas, verduras e outros alimentos). Este último tipo de lixo é descartado em aterros sanitários ou usado para a fabricação de adubos orgânicos.

No sistema de coleta seletiva, os materiais recicláveis são separados em: papéis, plásticos, metais e vidros. Existem indústrias que reutilizam estes materiais para a fabricação de matéria-prima ou até mesmo de outros produtos.

Pilhas e baterias também são separadas, pois quando descartadas no meio ambiente provocam contaminação do solo. Embora não possam ser reutilizados, estes materiais ganham um destino apropriado para não gerarem a poluição do meio ambiente.

Os lixos hospitalares também merecem um tratamento especial, pois costumam estar infectados com grande quantidade de vírus e bactérias. Desta forma, são retirados dos hospitais de forma específica (com procedimentos seguros) e levados para a incineração em locais especiais.

A coleta seletiva de lixo é de extrema importância para a sociedade. Além de gerar renda para milhões de pessoas e economia para as empresa, também significa uma grande vantagem para o meio ambiente uma vez que diminui a poluição dos solos e rios. Este tipo de coleta é de extrema importância para o desenvolvimento sustentável do planeta.
 

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sexta-feira, 30 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - MATERIAIS NÃO RECICLÁVEIS


Relação dos produtos e materiais que não são recicláveis, meio ambiente

Nem todos os materiais podem ser reciclados



Introdução
A reciclagem é um ato de extrema importância nos dias atuais. Além de ajudar na preservação do meio ambiente, gera renda para milhares de pessoas. Porém, por questões técnicas, nem todos os materiais descartados por pessoas ou indústrias podem passar pelo processo de reciclagem. estes, após passarem por processos industriais, não podem ser reutilizados. Grande parte destes materiais não recicláveis, tem como destino o lixo comum.

Relação de Materiais Não Recicláveis
VIDROS
- Vidro de automóveis
- Vidro de janela
- Espelhos
- Cristais
- Lâmpadas (de todos os tipos)
- Vidro de boxe de banheiro
- Vidro temperado
- Ampolas de remédios

PAPÉIS

- Papel celofane
- Papel carbono
- Papel Higiênico
- Guardanapos e papel toalha com restos de alimentos
- Papel laminado
- Papel plastificado
- Fraldas descartáveis
- Espuma
- Etiquetas e adesivos
- Fotografias
- Fita Crepe

VIDROS

- Cerâmicas, porcelanas e louças
- Acrílicos
- Boxes temperados
- Lentes de óculos
- Tubo de TV

METAIS

- Latas enferrujadas
- Clipes e grampos
- Esponjas de aço
- Latas de tinta, verniz, inseticida e solvente
- Aerossóis

Isopor: este material (espécie de plástico) pode ser reciclado. Porém, muitas empresas que trabalham com reciclagem rejeitam o isopor em função do baixo retorno financeiro que representa.

* Pilhas, lâmpadas fluorescentes e baterias, embora não recicláveis, devem ser coletados separadamente e não descartados com o lixo comum, pois em contato com o meio ambiente podem gerar contaminação do solo e água.

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quinta-feira, 29 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - RECICLAGEM DE VIDRO

Reciclagem de vidro, vidro reciclável, importância, tipos de vidros recicláveis, coleta seletiva, separação


Reciclagem de vidro: geração de renda e preservação do meio ambiente



Introdução
O vidro é um dos produtos mais utilizados nas tarefas do dia-a-dia. Ao ser descartado por pessoas e empresas, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento na produção do vidro reciclado.O vidro reciclado tem praticamente todas as características do vidro comum. Ele pode ser reciclado muitas vezes sem perder sua características e qualidade.

Importância

A reciclagem do vidro é de extrema importância para o meio ambiente. Como sabemos, o vidro é produzido através da celulose de determinados tipos de árvores. Quando reciclamos o vidro ou compramos vidro reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois este material deixa de ir para os aterros sanitários ou para a natureza (rios, lagos, solo, matas). Não podemos esquecer também, que a reciclagem de vidro gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em cooperativas de catadores e recicladores de vidro e outros materiais reciclados.

Coleta seletiva
Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de vidro é a separação e coleta seletiva do vidro. Nas empresas, condomínios e outros locais existem espaços destinados ao descarte de vidro.

Separação no processo de reciclagem

Uma das primeiras etapas no processo de reciclagem do vidro é sua separação por cores (âmbar, verde, translúcido e azul) e tipos (lisos, ondulados, vidros de janelas, de copos, etc). Esta separação é de extrema importância para a fabricação de novos objetos de vidro, pois garante suas características e qualidades.

Tipos de vidros recicláveis

- Garrafas de sucos, refrigerantes, cervejas e outros tipos de bebidas;
- Potes de alimentos
- Cacos de vidros
- Frascos de remédios
- Frascos de perfumes
- Vidros planos e lisos
- Pára-brisas
- Vidros de janelas
- Pratos, tigelas e copos (desde que não sejam de acrílico, cerâmica ou porcelana)

quarta-feira, 28 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - RECICLAGEM DE METAL

Reciclagem de metal, metal reciclável, importância, tipos de metais recicláveis, coleta seletiva, aço, ferro, alumínio



Reciclagem de metal: bom retorno financeiro e uma atitude em prol do meio ambiente 


Introdução 
O metal é um dos produtos mais utilizados nas tarefas do dia-a-dia. Encontramos embalagens de metais, fios e outros produtos metálicos em diversos produtos. Ao ser descartado por pessoas e empresas, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento na produção do metal reciclado.O metal reciclado tem praticamente todas as características do metal comum. Ele pode ser reciclado muitas vezes sem perder suas características e qualidade. O alumínio, por exemplo, pode ser usado sem limites. O aço após ser reciclado volta para a cadeia produtiva para ser transformado em latas e peças automotivas, por exemplo.


Importância
A reciclagem do metal é de extrema importância para o meio ambiente. Quando reciclamos o metal ou compramos metal reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois este material deixa de ir para os aterros sanitários ou para a natureza (rios, lagos, solo, matas). Não podemos esquecer também, que a reciclagem de metal gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em cooperativas de catadores e recicladores de metal e outros materiais reciclados. O metal tem um alto valor para a reciclagem.

Coleta seletiva
Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de metal é a separação e coleta seletiva do metal. Nas empresas, residências e outros locais existem espaços destinados ao descarte de metal.



Separação no processo de reciclagem
Na primeira fase do processo de reciclagem de metal, os mesmos são separados por tipos e características. Desta forma, alumínio, cobre, aço e ferro passam por processos de reciclagem diferentes.

Tipos de metais recicláveis

- Latas de alumínio (refrigerante, cerveja, etc) e aço (latas de sardinha, molhos, óleo, etc)
- Arames, pregos, parafusos
- Fios de metal
- Tampas de metal
- Tubos de pasta
- Panelas sem cabo
- Arames
- Chapas de metal
- Objetos de alumínio (janelas, portas, portões, etc)
- Fios e objetos de cobre;
- Ferragens
- Canos de metal
- Molduras de quadros
- Tampinhas de garrafa
- Tampas metálicas de potes de iogurtes, margarinas, queijos, etc
- Papel alumínio
  
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RECICLAGEM - DE PLÁSTICO

terça-feira, 27 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - RECICLAGEM DE PLÁSTICO

Reciclagem de Plástico, plástico reciclável, importância, tipos de plásticos recicláveis, coleta seletiva, separação, PET



Reciclagem de Plástico: economia e respeito ao meio ambiente


Introdução 
O plástico é um dos produtos mais utilizados na sociedade atual. Ao ser descartado por pessoas e empresas, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento na produção do plástico reciclado.O plástico reciclado tem praticamente todas as características do plástico comum.


Importância
A reciclagem do plástico é de extrema importância para o meio ambiente. Quando reciclamos o plástico ou compramos plástico reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois este material deixa de ir para os aterros sanitários ou para a natureza, poluindo rios, lagos, solo e matas. Não podemos esquecer também, que a reciclagem de plástico gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em empresas e cooperativas de catadores e recicladores de materiais reciclados.
Coleta seletiva

Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de plástico é a separação e coleta seletiva do Plástico. Nas empresas, condomínios e outros locais existem espaços destinados ao descarte de plástico. Esta é uma atitude extremamente positiva e ecologicamente correta.


Reciclagem de embalagens PET (politereftalato de etileno)
Nas últimas décadas as indústrias, principalmente de bebidas e alimentos, estão substituindo as embalagens de vidro e latas pelas de plástico PET. Por serem mais resistentes e econômicas, o PET já está presente nas embalagens de sucos, águas, óleos e refrigerantes. Quando começou a ser usado, o PET não era reciclado e seu descarte na natureza provocava muita sujeira e poluição ambiental. Atualmente, a reciclagem de PET é praticada em larga escala por cooperativas e empresas de reciclagem. O processo de reciclagem do PET passa pelas seguintes etapas: 1º) As embalagens PET são lavadas e passam por um processo de prensagem; 2º) Os fardos de PET são triturados, gerando os flocos; 3º) Os flocos passam por um processo de extrusão, gerando os grãos; 4º) Os grãos são transformados em fios de poliéster ou outros produtos plásticos.


Tipos de plásticos recicláveis
- Garrafas PET
- Potes Plásticos diversos
- Tampas de embalagens
- Sacos plásticos diversos
- Canos de pvc
- Para-choques de carros
- Copos descartáveis
- Plásticos de brinquedos
- Embalagens de produtos de limpeza

   

RECICLAGEM - DE PAPEL

segunda-feira, 26 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - RECICLAGEM DE PAPEL

Reciclagem de papel, papel reciclável, importância, tipos de papéis recicláveis, reciclagem caseira, papelão


Reciclagem de papel: uma atitude que ajuda na preservação do meio ambiente 

Introdução 

O papel é um dos produtos mais utilizados nas tarefas do cotidiano. Quando não está sendo mais utilizado, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento na produção do papel reciclado.O papel reciclado tem praticamente todas as características do papel comum, porém sua cor pode variar de acordo com o papel utilizado no processo de reciclagem.

Importância

A reciclagem do papel é de extrema importância para o meio ambiente. Como sabemos, o papel é produzido através da celulose de determinados tipos de árvores. Quando reciclamos o papel ou compramos papel reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois árvores deixaram de ser cortadas. Não podemos esquecer também, que a reciclagem de papel gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em cooperativas de catadores e recicladores de papel.

Coleta

Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de papel é a separação e coleta seletiva do papel. Nas empresas, condomínios e outros locais existem espaços destinados ao descarte de papel.

Tipos de papéis recicláveis

Tipos de papel que podem ser reciclados: papel sulfite, papelão, caixas de embalagens de produtos, papel de presente, folhas de caderno, entre outros.

Como fazer papel reciclado em casa (reciclagem caseira)
1º - Separe o papel que não está mais sendo utilizado, recorte em pequenos pedaços e coloque num recipiente com água. Deixe assim durante um dia completo.
2º - Pegue este papel molhado e bata num liquidificador ou mexa bastante até dissolver e virar uma espécie de massa.
3º - Coloque esse massa espalhada (no formato fino) numa espécie de rede fina e cubra com um peso que terá a função de prensar.
4º - Depois de 24 horas, retire o peso e deixe o papel secar, de preferência em ambiente seco ou ao sol.


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RECICLAGEM - O que é ???

domingo, 25 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - RECICLAGEM, O QUE É

Introdução
Reciclar significa transformar objetos materiais usados em novos produtos para o consumo. Esta necessidade foi despertada pelos seres humanos, a partir do momento em que se verificou os benefícios que este procedimento trás para o planeta Terra.

Importância e vantangens da reciclagem
A partir da década de 1980, a produção de embalagens e produtos descartáveis aumentou significativamente, assim como a produção de lixo, principalmente nos países desenvolvidos. Muitos governos e ONGs estão cobrando de empresas posturas responsáveis: o crescimento econômico deve estar aliado à preservação do meio ambiente. Atividades como campanhas de coleta seletiva de lixo e reciclagem de alumínio e papel, já são comuns em várias partes do mundo.

O processo de reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera riquezas, os materiais mais reciclados são o vidro, o alumínio, o papel e o plástico. Esta reciclagem contribui para a diminuição significativa da poluição do solo, da água e do ar. Muitas indústrias estão reciclando materiais como uma forma de reduzir os custos de produção.

Um outro benefício da reciclagem é a quantidade de empregos que ela tem gerado nas grandes cidades. Muitos desempregados estão buscando trabalho neste setor e conseguindo renda para manterem suas famílias. Cooperativas de catadores de papel e alumínio já são uma boa realidade nos centros urbanos do Brasil.

Sacolas feitas com papel reciclável


Muitos materiais como, por exemplo, o alumínio pode ser reciclado com um nível de reaproveitamento de quase 100%. Derretido, ele retorna para as linhas de produção das indústrias de embalagens, reduzindo os custos para as empresas.

Muitas campanhas educativas têm despertado a atenção para o problema do lixo nas grandes cidades. Cada vez mais, os centros urbanos, com grande crescimento populacional, tem encontrado dificuldades em conseguir locais para instalarem depósitos de lixo. Portanto, a reciclagem apresenta-se como uma solução viável economicamente, além de ser ambientalmente correta. Nas escolas, muitos alunos são orientados pelos professores a separarem o lixo em suas residências. Outro dado interessante é que já é comum nos grandes condomínios a reciclagem do lixo.


SÍMBOLOS DA RECICLAGEM




Assim como nas cidades, na zona rural a reciclagem também acontece. O lixo orgânico é utilizado na fabricação de adubo orgânico para ser utilizado na agricultura.

Como podemos observar, se o homem souber utilizar os recursos da natureza, poderemos ter , muito em breve, um mundo mais limpo e mais desenvolvido. Desta forma, poderemos conquistar o tão sonhado desenvolvimento sustentável do planeta.
Exemplos de Produtos RecicláveisVidro: potes de alimentos (azeitonas, milho, requeijão, etc), garrafas, frascos de medicamentos, cacos de vidro.
- Papel: jornais, revistas, folhetos, caixas de papelão, embalagens de papel. 
- Metal: latas de alumínio, latas de aço, pregos, tampas, tubos de pasta, cobre, alumínio.
- Plástico: potes de plástico, garrafas PET, sacos pláticos, embalagens e sacolas de supermercado.


segunda-feira, 19 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - Enquanto reciclagem de lixo patina no Rio, países da Europa reaproveitam até 79% das embalagens


Rejeitado aqui, cobiçado lá fora.
Emanuel Alencar
Rogério Daflon
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Dados do Eurostat mostram que a média de reciclagem de embalagens de papel, plástico, alumínio, vidro, madeira e metal chegou a 60% na Europa
Paco Colomer

RIO - Se a reciclagem não deslancha no Rio, o panorama é bem diferente na Europa, onde há sistemas que funcionam com eficiência há mais de 20 anos. Dados do Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat) mostram que a média de reciclagem de embalagens de papel, plástico, alumínio, vidro, madeira e metal nos 12 países mais populosos do bloco chegou a 60% em 2009 — última parcial divulgada.

A Bélgica lidera o ranking, gerando 1,64 milhão de toneladas dessas embalagens e reciclando 1,29 milhão, um aproveitamento de 79,07%. Holanda (74,86%), Alemanha (73,43%), República Tcheca (68,83%) e Itália (63,97%) completam a lista dos mais eficientes. Na outra ponta, Grécia (43,82%) e Romênia (40,47%) apresentam percentuais mais baixos.

A maior economia do mundo também atinge bons percentuais. Os Estados Unidos recuperaram 46,3% de suas embalagens em 2010, segundo dados da Agência de Proteção Ambiental. O país produz, anualmente, 200 milhões de toneladas de lixo (três vezes mais que o Brasil). As embalagens representam cerca de metade do volume total de resíduos. No Canadá, o retorno das embalagens é semelhante: 47%.

Portugal conseguiu erradicar lixões
Na Europa, a Alemanha foi a pioneira na implantação de um modelo de reaproveitamento de resíduos. Em 1972, foi editada a primeira lei, estabelecendo o monitoramento do lixo. Vinte anos depois, saía a ordenação sobre embalagens, as bases de um sistema chamado "Ponto Verde". O comércio foi obrigado a estimular os consumidores a utilizarem sistemas de recolhimento de embalagens. Os custos são pagos através da indústria e do comércio e transferidos para os preços.

Já Portugal vivia, em 1996, uma situação semelhante à do Estado do Rio: cada município contava com lixões a céu aberto (eram 341 ao todo) e não havia um sistema de coleta seletiva estruturado. Investimentos maciços da União Europeia e do governo português — de 1997 a 2006 foi aplicado 1,6 bilhão de euros — foram decisivos para mudar o panorama. O país erradicou os lixões e cumpre as metas estabelecidas pelo Parlamento Europeu.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/rejeitado-aqui-cobicado-la-fora-4347184#ixzz1pYZW9AEp

    

sábado, 17 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - Sacolas retornáveis conquistam consumidores

Mais de 5 bilhões de sacolas plásticas deixaram de ser produzidas e consumidas no país nos últimos anos
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NAS COMPRAS, a enfermeira Telma usa bolsas retornáveis e evita pegar sacolas de lojas e farmácias: “É uma obrigação moral”
Foto: Fabio Rossi / O Globo
NAS COMPRAS, a enfermeira Telma usa bolsas retornáveis e evita pegar sacolas de lojas e farmácias: “É uma obrigação moral”
Fabio Rossi / O Globo
RIO — Todos os dias, mais de 40 milhões de sacolas plásticas são usadas no Brasil, apontam dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Já foi pior. Nos últimos anos, mais de 5 bilhões de sacolas deixaram de ser produzidas, e consumidas, no país. Esta redução se deve em parte a adesão crescente — porém tímida — dos consumidores às sacolas retornáveis, que custam a partir de R$ 1,99 e aparecem, cada vez mais, em supermercados, grifes e até em restaurantes.
— No Rio, são cerca de 180 milhões de sacolas plásticas num mês, o que, apesar de uma quantidade enorme, já representa uma redução de 15% nos últimos dois anos. Mas a procura pelas bolsas retornáveis cresce de forma tímida. É preciso haver mais estímulos para que as famílias deixem de usar a sacola plástica, que é tida como de graça — disse Aylton Fornari, presidente da Associação de Supermercados do Rio de Janeiro (Asserj).
No Zona Sul, as vendas das sacolas retornáveis subiram 7,5% em 2011. Mas, segundo Pietrangelo Leta, diretor comercial da rede, ainda existe um longo trabalho pela frente. Fazer o consumidor se lembrar de levar a sacola retornável para o supermercado, explicou, ainda é o maior desafio dessa transição:
— Reduzimos em torno de 3,5% a compra de sacolas de 2010 para 2011, mas ainda está longe da nossa meta.
Leta acrescenta que a rede importa a cada dois meses as suas sacolas retornáveis e negocia com fornecedores redução ainda maior do valor de custo de produção: as mesmas sacolas que custavam R$ 3,99 agora saem por R$ 2,98.
Desde 2009, o Grupo Pão de Açúcar já vendeu mais de 6,1 milhões de unidades de sacolas reutilizáveis, sendo que, desse total, 2,2 milhões foram comercializadas apenas em 2010, e outras 2,6 milhões de unidades em 2011 (excluindo as de dezembro). A rede oferece 13 opções de sacolas reutilizáveis feitas de materiais como lona, TNT ou PET reciclados, com preços de R$ 1,99 a R$ 13,90.
O Walmart, por sua vez, em pouco mais de três anos já vendeu cerca de três milhões de sacolas reutilizáveis, a preço de custo, em todo o Brasil. E, na rede, há até caixas preferenciais para quem não usa sacola plástica. Tudo para reduzir o uso das sacolinhas plásticas em pelo menos 50% até 2013, em todas as suas lojas no Brasil.
Além das redes de supermercados, várias lojas do mundo da moda aderiram à causa verde. A Cantão substituiu os tradicionais sacos plásticos ou de papel por “ecobags”. Para Marta Zollinger, produtora de moda da marca, a mudança veio mesmo sem ser mais vantajosa economicamente:
— A sacola que usamos atualmente é de TNT, mais cara que a de papel ou de plástico. O consumidor gosta delas principalmente porque são mais úteis e bonitas, mas nossa preocupação é cuidar do meio ambiente.
O brechó infantil Bebê Bis também está ligado à sustentabilidade — mas de uma forma diferente. Quem comprar em uma das lojas, no Centro ou em Ipanema, pode sair de lá com uma sacola de outra marca em mãos.
— Nós temos um pequeno estoque de sacolas de outras lojas, onde recebemos os produtos. Achamos melhor reutilizá-las do que gastar uma nova, mas há clientes que não aceitam bem — contou Laura Aguiar, uma das donas do brechó.
A enfermeira Telma Maria Nunes, de 55 anos, tenta abolir as sacolas plásticas há muito tempo. Para ela, cuidar do meio ambiente traz benefícios ecológicos e econômicos. Além de sempre usar as bolsas retornáveis no supermercado, faz questão de não pegar as sacolas de lojas e farmácias.
— Pra mim, isso é uma obrigação moral. Se eu já tiver uma bolsa, por que vou pegar outra?

sexta-feira, 16 de março de 2012

PEDE PRA SAIR !!! - Campo da Chevron da Bacia de Campos tem novo vazamento

Empresa suspende produção no país.
Ramona Ordoñez
Liana Melo*
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Imagem de arquivo da plataforma da Chevron no Campo de Frade, na Bacia de Campos
Márcia Foletto / Agência O Globo

RIO — A gigante americana Chevron passou do paraíso, quando iniciou, em 2009, a produção de petróleo no Brasil, ao inferno, nesta quinta-feira, ao anunciar que vai suspender a produção de petróleo no país. Toda a produção da petrolífera em território brasileiro está hoje concentrada no campo de Frade, na Bacia de Campos, onde foi detectado um novo vazamento de óleo no último dia 4, provocado por uma fissura de 800 metros de extensão e afundamento do solo marítimo. Segundo a companhia, o vazamento foi de apenas cinco litros.


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A decisão de uma empresa suspender, ainda que temporariamente, toda sua produção de petróleo é inédita no país e foi anunciada nesta quinta-feira pelo novo diretor de Assuntos Corporativos da Chevron Brasil, Rafael Jaen. De acordo com o executivo, o objetivo é descobrir as causas do novo acidente, que ocorreu a cerca de três quilômetros a leste do poço onde houve o derramamento do dia 7 de novembro do ano passado, quando vazaram cerca de 3,4 mil barris de petróleo.

—A decisão de suspender temporariamente a produção foi tomada por precaução em virtude do novo afloramento de óleo e o rebaixamento do terreno — disse Jaen.

A companhia encaminhou na quinta-feira às 13h55m a solicitação para a suspensão da produção à Agência Nacional do Petróleo (ANP). A produção de Frade é de 61,5 mil barris por dia.

A ANP informou que a Chevron foi autuada na quarta-feira por não ter atendido notificação da agência para apresentar as salvaguardas solicitadas para evitar novos vazamentos na área. A empresa virou alvo de um novo processo administrativo no órgão. Desde quinta-feira, técnicos da agência estão no Centro de Comando de Crise da Chevron. Entre as medidas já tomadas, foi determinada a instalação de um coletor no novo ponto de vazamento identificado pela empresa.

Ibama: vazamento decorre do anterior
O secretário estadual do Ambiente do Rio, Carlos Minc, disse que um novo vazamento no poço da Chevron mostra, mais uma vez, a importância de um estudo de análise de risco, bem como a adoção de rigorosas medidas ambientais preventivas para atividades de perfuração de óleo no fundo do mar. Minc enfatizou ter “faltado transparência” por parte da empresa quando do primeiro acidente, em novembro de 2011, em relação a sua real dimensão, e disse que as informações até agora disponíveis, neste segundo caso, são ainda insuficientes:

— Não está claro se é um novo vazamento ou um rescaldo daquele do ano passado. Já tínhamos advertido que o vazamento na Bacia de Campos não havia sido completamente resolvido. Além disso, a causa do acidente não foi completamente esclarecida. Naquela época, a Chevron foi informada que havia uma fissura no fundo do mar. A empresa fez o encapsulamento de apenas parte da fissura, quando o correto era ter feito em toda a área.

Para o Ibama, informações preliminares apontam que o vazamento é decorrente do vazamento registrado ano passado, não se tratando de um novo, uma vez que o poço não estava operando.

O diretor da Chevron explicou que no dia 4 a companhia identificou uma pequena mancha de óleo na superfície. A partir de então, a empresa trabalhou usando um robô submarino para encontrar a origem. A descoberta da fissura ocorreu no dia 13, quando o caso foi comunicado à ANP. A companhia coletou cerca de cinco litros de petróleo, com três equipamentos iguais aos utilizados no vazamento de novembro, que continua até hoje.

Jaen afirmou que a empresa não sabe ainda as causas do novo vazamento, mas que não teria qualquer ligação com o vazamento anterior. Com a suspensão da produção, a companhia pretende realizar um amplo estudo técnico para melhor entender a estrutura geológica da área. A suspensão da produção foi aprovada também pelos sócios da Chevron no Frade, a Petrobras e a japonesa Inpex.

O oceanógrafo David Zee, da Uerj, está convencido de que o acidente da Chevron não pode ser analisado de forma isolada. Nos últimos meses, desde novembro, a indústria de petróleo no país tem registrado um acidente por mês.

—Tem algo muito errado acontecendo, porque os acidentes estão se repetindo e nem a ANP nem o Ibama estão repensando a estratégia de prevenção de acidentes no país — alerta Zee, defendendo que a Marinha seja mais bem aparelhada para viabilizar acesso aos campos de exploração em alto mar mais rapidamente.

O diretor da Chevron garantiu que a companhia não pretende sair do Brasil, apesar dos problemas:

— A gente não vai alterar o plano de investimentos no Brasil agora, nem estamos pensando em alterar.

Na quarta-feira, o presidente da Chevron para África e América Latina, Ali Moshiri, e o presidente da Chevron para o Brasil, George Buck, estiveram com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para debater a atuação da empresa no país após o vazamento de novembro. Naquele dia, a Chevron já investigava o novo problema.

Ação do Ministério Público pede que Chevron seja proibida de extrair óleo no Brasil
Uma ação civil pública movida pelo procurador da república Eduardo Santos de Oliveira exige que a Justiça proíba a Chevron de extrair óleo no Brasil e que a empresa pague uma indenização de R$ 20 bilhões, junto com a Transocean, pelo vazamento de novembro do ano passado.

Essas punições ainda vão ser analisadas pela Justiça, mas em 24 de fevereiro o juiz Raffaele Felice Pirro, da 1ª Vara Federal do Rio, negou liminar requisitada pelo Ministério Público Federal para proibir imediatamente a Chevron de produzir no Brasil.

Na ocasião, o juiz argumentou que a proibição imediata da extração de óleo seria "antecipar a condenação final sem o crivo do contraditório", já que o processo ainda estava em trâmite inicial.

(*)(Colaboraram Danilo Fariello e Daniel Haidar)


Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/campo-da-chevron-da-bacia-de-campos-tem-novo-vazamento-4319130#ixzz1pHMUEBFG

domingo, 11 de março de 2012

MEIO-AMBIENTE - Mais de 60% das capitais brasileiras proíbem uso de sacolas plásticas em supermercados


Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Mais de 60% das capitais brasileiras – 17 das 27 capitais - aprovaram leis que proíbem ou que regulam o uso de sacolas plásticas em supermercados e outros estabelecimentos comerciais. Em pelo menos três capitais – Manaus, Fortaleza e Curitiba – há projetos tramitando na Câmara Municipal sobre o assunto. Entretanto, aprovar a lei não significa colocá-la em prática. Em diversas cidades há ações na Justiça para suspender a aplicação da norma.

Em Recife, a Justiça considerou inconstitucional a lei que obriga o fornecimento, por parte dos comerciantes, de sacolas oxibiodegradáveis (que contém um aditivo que causa degradação mais rápida). O argumento é que o município não pode legislar sobre matéria de meio ambiente. Essa competência, segundo a Constituição, cabe à União, aos estados e ao Distrito Federal.

O município de Recife recorreu da decisão. Se o pedido de recurso for acatado pelo Tribunal de Justiça local, a matéria seguirá para decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Enquanto isso, a ação fica suspensa.

Na maior cidade do país, São Paulo, a Justiça também considerou a lei inconstitucional. Entretanto, foi assinado um acordo com a Associação Paulista de Supermercados para que, até 3 de abril, os estabelecimentos forneçam caixas de papelão gratuitamente ou sacolas biodegradáveis por R$ 0,19 e ecobags por R$ 1,80. A partir de 4 de abril, os consumidores deverão transportar suas compras em sacolas próprias.

O ideal, segundo o presidente do Instituto Sócioambiental dos Plásticos (Plastivida), Miguel Bahiense, é o uso racional das sacolas plásticas. Ele destacou que estudos mostram que sacolas plásticas têm melhor desempenho, inclusive no acondicionamento de lixo, do que outras embalagens.

“Num aterro sanitário 0,2% é sacola plástica, 65% são material orgânico. A saída é ter incineração, reciclagem energética. Dizer que as sacolas abarrotam os aterros sanitários é uma mentira deslavada”, disse. “É preciso ter sacolas resistentes e que seu uso envolva preservação ambiental e uso consciente”, completou.

Para a fundadora da Fundação Verde (Funverde), Ana Domingues, a solução é acabar com as sacolas plásticas e educar o consumidor a usar engradados ou sacolas retornáveis. Caixa de papelão, segundo ela, deve ser a última opção. “Já passou da hora de banir as sacolas. Não tem lógica usar um segundo pra fabricar um produto, usar por meia hora e demorar 500 anos para tirar do meio ambiente”, comentou.

Abandonar a sacola plástica tem sido a decisão de muitos consumidores, mesmo antes de leis regularem o assunto. A dona de casa Maria do Carmo Santos, por exemplo, diz que as sacolas retornáveis oferecem maior resistência, durabilidade e segurança para as suas compras. “Eu já abandonei o uso das sacolinhas de plástico há muito tempo. Elas poluem demais e sujam nossa casa. Eu até faço coleção dessas sacolas ecológicas que são lindas, práticas e duram muito mais do que as de plástico”, disse.

A dona de casa Graciana Maria de Jesus tem a mesma opinião. Para ela, as sacolas plásticas oferecidas no mercado não são de boa qualidade. “Essas sacolinhas de mercado não valem nada! Além de a gente passar raiva, porque rasgam com facilidade e nem para colocar no lixo servem. Comprei essa bolsa (ecobag) que dá para colocar mais produtos e para carregar é bem melhor”, disse.

Edição: Fernando Fraga

Fonte Agencia Brasil