Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sexta-feira, 23 de março de 2012

VAZAMENTO NO RIO - Relatório da ANP indica erro humano na avaliação do revestimento interno do poço


ANP aponta falhas graves da Chevron
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Eduardo Rodrigues - O Estado de S.Paulo
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O relatório sobre o vazamento de petróleo ocorrido em novembro no Campo de Frade, na Bacia de Campos, concluído pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), aponta falhas graves na operação da empresa Chevron e pode até mesmo cassar a concessão da petrolífera. Ontem, o assessor da diretoria-geral da ANP, Sílvio Jablonski, disse que pode ter havido falha humana.

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Novo vazamento não tem potencial de tragédia, diz ANP




Ed Ferreira/AE
Audiência. O diretor da Chevron Rafael Jaen Williamson (ao fundo) observa o procurador do MPF .
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No entanto, nem a empresa nem o órgão regulador sabem as causas do novo vazamento identificado no início do mês.

Em audiência esvaziada na Comissão de Meio Ambiente do Senado, com a presença de pouquíssimos parlamentares, Jablonski afirmou ontem que o relatório da agência sobre o incidente de novembro indica que a companhia fez uma avaliação errada sobre a necessidade de revestimento interno do poço, o que trouxe risco operacional para a exploração.

"A situação poderia ser evitada se o revestimento fosse mais extenso, por mais 300 ou 400 metros. Mesmo se houvesse ruptura, esse óleo não teria condições de chegar ao oceano", detalhou o assessor da ANP.

Por isso, avaliou Jablonski, a hipótese de falha no equipamento da companhia estaria praticamente descartada. "Se foi um erro de avaliação, então não foi culpa de um robô, mas da equipe de engenheiros que tomou a decisão. Então acabaremos chegando à falha humana", completou.

Ele lembrou que a empresa ainda tem 15 dias para responder ao relatório, para que a ANP possa tomar uma decisão final, que pode chegar à quebra do contrato.

"Multa é uma das penalidades possíveis, mas isso não afasta a possibilidade de se exigir a mudança do operador da concessão ou até mesmo que se opte pela rescisão do contrato", concluiu o assessor da agência.

Sobre o novo vazamento de óleo detectado na área do Campo de Frade, Jablonski avaliou que o incidente não tem potencial para se tornar uma "tragédia". Segundo ele, as "gotículas" de petróleo que saem do solo estão sendo recolhidas por equipamentos instalados pela Chevron no local. "Sobrevoos diários não indicam nada de anormal. Além disso, robôs no fundo do mar estão observando os pontos e não percebemos nada de trágico."

Segundo o assessor da ANP, a agência ainda não tem uma resposta sobre as causas do incidente que envolve a petroleira americana. "Temos nove hipóteses, incluindo a possibilidade de ser óleo do vazamento anterior", afirmou. "Mesmo que não tenhamos causa estabelecida para o segundo incidente, não se trata de nada catastrófico, até porque o reservatório tem pouco óleo."

Oficial. O diretor de assuntos corporativos da Chevron, Rafael Jaen Williamson, também participou da audiência. Ele relatou que a companhia está conduzindo um estudo técnico suplementar para conhecer melhor estrutura geológica da área. Segundo ele, com a suspensão da exploração no Campo de Frade desde o dia 15, a empresa tem deixado de retirar 5 mil barris por dia.

O presidente da companhia no Brasil, George Buck, era originalmente o convidado pelos senadores a prestar esclarecimentos, mas não compareceu. A pedido do MPF, a Justiça proibiu Buck e outros membros da Chevron de deixarem o País.

Fonte Estadao

quinta-feira, 22 de março de 2012

VAZAMENTO NO RIO - Presidente da Chevron e outros 16 são denunciados por vazamento

O Ministério Público Federal denunciou hoje à Justiça a Chevron, concessionária do campo de Frade, a Transocean, operadora da sonda que perfurava o poço onde ocorreu um vazamento em novembro do ano passado, onze funcionários da Chevron, cinco da Transocean e uma da Contecom, empresa contratada para armazenar o óleo recolhido.
Eles foram denunciados sob acusação de terem se omitido nos fatos que levaram ao vazamento de 2.400 barris de petróleo na bacia de Campos e sob suspeita de terem dificultado a apuração das causas do acidente.
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Entre os denunciados está o presidente da Chevron no Brasil, o americano George Raymond Buck III. De acordo com a denúncia, em seu depoimento ele afirmou que a empresa subestimou a pressão do reservatório e superestimou a resistência do poço, apesar de já ter feito 19 outras perfurações no local.
Ele e mais três funcionários da empresa responderão por dificultar a fiscalização do Poder Público, omissão em cumprir obrigação de interesse ambiental, apresentar um plano de emergência enganoso e por falsidade ideológica --a Procuradoria afirma que eles alteraram documentos apresentados a autoridades públicas.
Em sua denúncia, o procurador Eduardo Santos de Oliveira afirma que a ação da Chevron e da Transocean "protagonizou um dos maiores desastres ecológicos de que se tem notícia no país, sendo apenas mais um dos muitos que podem ser encontrados na história da operação da Chevron em vários países".
Segundo ele, o vazamento é tão grave que há fendas no solo que podem comprometer a utilização do Campo de Frade. "Não vejo condições da Chevron operar livremente no Brasil", disse.
"A Chevron não mostrou nenhuma capacidade técnica de encerrar com o vazamento apesar dos planos apresentado a ANP."
O Ministério Público também pediu o sequestro de todos os bens dos denunciados, bem como o pagamento de fiança de R$ 1 milhão para cada pessoa e R$ 10 milhões para cada empresa.
Se forem condenados, o valor da fiança servirá para pagar a indenização de danos, multa e custas do processo.

ECOSSISTEMA
A denúncia aponta que o derramamento de óleo afetou todo o ecossistema marítimo, podendo levar à extinção de espécies, e causou impactos às atividades econômicas da região, além de danos ao patrimônio da União, uma vez que o vazamento ainda está em curso.
O procurador Oliveira afirmou que os funcionários das empresas Chevron e Transocean causaram uma "bomba de contaminação de efeito prolongado" ao empregarem uma pressão acima da suportada, ocasionando fraturas nas paredes do poço que extravasaram o óleo no mar, mesmo após o seu fechamento.
A ANP (Agência Nacional de Petróleo) detectou falhas gravíssimas em equipamentos que estavam em uma plataforma de propriedade da Transocean, "demonstrando a precariedade das condições em que a Chevron promovia a perfuração dos poços de petróleo", informou o Ministério Público.
"Embora constasse em seu Plano de Emergência Individual (PEI), a Chevron não tentou recolher o óleo do mar, optando pelo uso da dispersão mecânica, que causou o espalhamento do petróleo e aumentou o desastre ambiental", informou a Procuradoria.
A auditoria da ANP evidenciou ainda a presença de apenas uma embarcação destinada a dispersão mecânica da mancha.
Uma analista ambiental da empresa Contecom, presa em flagrante pela Polícia Federal em novembro de 2011 pelo armazenamento e processamento inadequado de produtos tóxicos provenientes da perfuração da Chevron no Campo de Frade, também foi denunciada.
"Foi constatado que o material transbordava no tanque, misturando-se a outros produtos tóxicos e escorrendo até galerias de águas pluviais", afirmou o MPF.
Rogério Santana - 18.nov.11/Divulgação
Área atingida pelo vazamento da Chevron em novembro de 2011, na bacia de Campos (RJ)
Área atingida pelo vazamento da Chevron em novembro de 2011, na bacia de Campos (RJ)
ÓLEO DIFERENTE
A Chevron entregou ao Ibama relatório sobre o segundo afloramento de óleo, detectado no dia 14 a três quilômetros do primeiro vazamento.
O teor do documento não foi divulgado, mas fontes ligadas à Chevron informaram que o óleo recolhido agora não tem a mesma composição daquele analisado em novembro, o que indicaria não ser este vazamento uma consequência do primeiro.
Mesmo assim, a fissura de 800 metros de onde, segundo a Chevron, afloraram cinco litros de petróleo está dentro da área da empresa, o que mantém com a petroleira a responsabilidade de investigar os motivos do acidente.
Desde sábado a Chevron suspendeu a produção para fazer nova avaliação geológica da região. Diariamente, de lá saiam 61 mil barris.
O relatório da Chevron será analisado hoje em reunião entre Ibama, ANP e Marinha, que ontem fez dois sobrevoos na região atingida.
Os voos foram feitos em um avião e um helicóptero da Chevron, mas a Marinha não explicou por que não usou transporte próprio.
Em nota, a ANP informou que a mancha de óleo está diminuindo.
Editoria de Arte/Folhapress

Fonte Folha
   

sexta-feira, 16 de março de 2012

PEDE PRA SAIR !!! - Campo da Chevron da Bacia de Campos tem novo vazamento

Empresa suspende produção no país.
Ramona Ordoñez
Liana Melo*
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Imagem de arquivo da plataforma da Chevron no Campo de Frade, na Bacia de Campos
Márcia Foletto / Agência O Globo

RIO — A gigante americana Chevron passou do paraíso, quando iniciou, em 2009, a produção de petróleo no Brasil, ao inferno, nesta quinta-feira, ao anunciar que vai suspender a produção de petróleo no país. Toda a produção da petrolífera em território brasileiro está hoje concentrada no campo de Frade, na Bacia de Campos, onde foi detectado um novo vazamento de óleo no último dia 4, provocado por uma fissura de 800 metros de extensão e afundamento do solo marítimo. Segundo a companhia, o vazamento foi de apenas cinco litros.


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A decisão de uma empresa suspender, ainda que temporariamente, toda sua produção de petróleo é inédita no país e foi anunciada nesta quinta-feira pelo novo diretor de Assuntos Corporativos da Chevron Brasil, Rafael Jaen. De acordo com o executivo, o objetivo é descobrir as causas do novo acidente, que ocorreu a cerca de três quilômetros a leste do poço onde houve o derramamento do dia 7 de novembro do ano passado, quando vazaram cerca de 3,4 mil barris de petróleo.

—A decisão de suspender temporariamente a produção foi tomada por precaução em virtude do novo afloramento de óleo e o rebaixamento do terreno — disse Jaen.

A companhia encaminhou na quinta-feira às 13h55m a solicitação para a suspensão da produção à Agência Nacional do Petróleo (ANP). A produção de Frade é de 61,5 mil barris por dia.

A ANP informou que a Chevron foi autuada na quarta-feira por não ter atendido notificação da agência para apresentar as salvaguardas solicitadas para evitar novos vazamentos na área. A empresa virou alvo de um novo processo administrativo no órgão. Desde quinta-feira, técnicos da agência estão no Centro de Comando de Crise da Chevron. Entre as medidas já tomadas, foi determinada a instalação de um coletor no novo ponto de vazamento identificado pela empresa.

Ibama: vazamento decorre do anterior
O secretário estadual do Ambiente do Rio, Carlos Minc, disse que um novo vazamento no poço da Chevron mostra, mais uma vez, a importância de um estudo de análise de risco, bem como a adoção de rigorosas medidas ambientais preventivas para atividades de perfuração de óleo no fundo do mar. Minc enfatizou ter “faltado transparência” por parte da empresa quando do primeiro acidente, em novembro de 2011, em relação a sua real dimensão, e disse que as informações até agora disponíveis, neste segundo caso, são ainda insuficientes:

— Não está claro se é um novo vazamento ou um rescaldo daquele do ano passado. Já tínhamos advertido que o vazamento na Bacia de Campos não havia sido completamente resolvido. Além disso, a causa do acidente não foi completamente esclarecida. Naquela época, a Chevron foi informada que havia uma fissura no fundo do mar. A empresa fez o encapsulamento de apenas parte da fissura, quando o correto era ter feito em toda a área.

Para o Ibama, informações preliminares apontam que o vazamento é decorrente do vazamento registrado ano passado, não se tratando de um novo, uma vez que o poço não estava operando.

O diretor da Chevron explicou que no dia 4 a companhia identificou uma pequena mancha de óleo na superfície. A partir de então, a empresa trabalhou usando um robô submarino para encontrar a origem. A descoberta da fissura ocorreu no dia 13, quando o caso foi comunicado à ANP. A companhia coletou cerca de cinco litros de petróleo, com três equipamentos iguais aos utilizados no vazamento de novembro, que continua até hoje.

Jaen afirmou que a empresa não sabe ainda as causas do novo vazamento, mas que não teria qualquer ligação com o vazamento anterior. Com a suspensão da produção, a companhia pretende realizar um amplo estudo técnico para melhor entender a estrutura geológica da área. A suspensão da produção foi aprovada também pelos sócios da Chevron no Frade, a Petrobras e a japonesa Inpex.

O oceanógrafo David Zee, da Uerj, está convencido de que o acidente da Chevron não pode ser analisado de forma isolada. Nos últimos meses, desde novembro, a indústria de petróleo no país tem registrado um acidente por mês.

—Tem algo muito errado acontecendo, porque os acidentes estão se repetindo e nem a ANP nem o Ibama estão repensando a estratégia de prevenção de acidentes no país — alerta Zee, defendendo que a Marinha seja mais bem aparelhada para viabilizar acesso aos campos de exploração em alto mar mais rapidamente.

O diretor da Chevron garantiu que a companhia não pretende sair do Brasil, apesar dos problemas:

— A gente não vai alterar o plano de investimentos no Brasil agora, nem estamos pensando em alterar.

Na quarta-feira, o presidente da Chevron para África e América Latina, Ali Moshiri, e o presidente da Chevron para o Brasil, George Buck, estiveram com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para debater a atuação da empresa no país após o vazamento de novembro. Naquele dia, a Chevron já investigava o novo problema.

Ação do Ministério Público pede que Chevron seja proibida de extrair óleo no Brasil
Uma ação civil pública movida pelo procurador da república Eduardo Santos de Oliveira exige que a Justiça proíba a Chevron de extrair óleo no Brasil e que a empresa pague uma indenização de R$ 20 bilhões, junto com a Transocean, pelo vazamento de novembro do ano passado.

Essas punições ainda vão ser analisadas pela Justiça, mas em 24 de fevereiro o juiz Raffaele Felice Pirro, da 1ª Vara Federal do Rio, negou liminar requisitada pelo Ministério Público Federal para proibir imediatamente a Chevron de produzir no Brasil.

Na ocasião, o juiz argumentou que a proibição imediata da extração de óleo seria "antecipar a condenação final sem o crivo do contraditório", já que o processo ainda estava em trâmite inicial.

(*)(Colaboraram Danilo Fariello e Daniel Haidar)


Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/campo-da-chevron-da-bacia-de-campos-tem-novo-vazamento-4319130#ixzz1pHMUEBFG

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

VAZAMENTO DA CHEVRON - PF indicia 17 por vazamento de petróleo, inclusive o Presidente da famigerada CHEVRON

Todos vão responder por crime ambiental, incluindo o presidente da Chevron do Brasil

Sílvio Barsetti / RIO



A Polícia Federal indiciou 17 pessoas e as empresas Chevron e Transocean por causa de um vazamento de 2,5 mil a 3 mil barris de óleo ocorrido no início de novembro no Campo de Frade, na Bacia de Campos, no norte do Rio. Todos vão responder por crime ambiental, incluindo o presidente da Chevron no Brasil, George Buck.

Divulgação
Mar sujo pelo óleo que vazou:delegado da PF criticou ‘atitude leviana’ da Chevron e da Transocean


"As empresas atuaram no caso de maneira leviana, irresponsável", disse o delegado Fábio Scliar, chefe das investigações, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, que teve acesso ao inquérito. Do total dos indiciados, 16 são acusados também de falsidade ideológica, pois, de acordo com a PF, teriam sonegado informações em depoimentos.
O relatório da Polícia Federal está em poder da Justiça e ainda será estudado pelo Ministério Público. Scliar atribuiu o desastre ambiental "à ganância e à conduta leviana" dos executivos e funcionários das duas empresas, que, segundo ele, recorrem a perfurações temerárias, com riscos de acidentes.

No documento, ele reitera que o vazamento foi provocado por excesso de pressão no poço e sustenta que a Chevron, até então operadora do Campo de Frade, sabia que a zona perfurada era de alta pressão. "As duas empresas estavam trabalhando no limite do limite, como foi admitido por várias das pessoas que vieram depôr", contou o delegado.

Se as empresas forem condenadas, podem ser proibidas de manter atividades no País. Já as pessoas indiciadas pelos dois crimes podem ser condenadas a até 14 anos de prisão.

Segundo o JN, a Chevron questionou o relatório final da Polícia Federal. A empresa se defendeu ao informar que colaborou com as investigações. Já a Transocean, responsável pela plataforma, criticou os indiciamentos e afirmou que seus funcionários terão todo apoio jurídico até o encerramento do caso Ilha Grande - a empresa Modec Serviços de Petróleo do Brasil foi multada ontem em R$ 16,66 milhões pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por ter atingido "com substâncias oleosas" uma área em torno da Baía da Ilha Grande, paraíso turístico de Angra dos Reis, litoral sul fluminense.

O vazamento de 10 mil litros de óleo ocorreu na sexta-feira. De acordo com o secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Minc, o Inea se cercou de diversos cuidados antes de aplicar o auto de infração: "Temos respaldo legal para tanto". Minc também disse que a empresa será obrigada a financiar a recuperação da área degradada.

 Fonte estadao http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,pf-indicia-17-por-vazamento-de-petroleo,814019,0.htm


    

sábado, 17 de dezembro de 2011

VAZAMENTO DA MODEC - Empresa em R$ 10 mi por vazamento de óleo no mar

A secretaria estadual do Ambiente do Rio informou neste sábado que a empresa Modec será multada em R$ 10 milhões pelo vazamento de óleo ocorrido próximo à Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ).
Veja tambem
Segundo o Inea (Instituto Estadual do Ambiente), foram despejados 10 mil litros de óleo no mar durante manobra do navio plataforma Cidade de São Paulo, que é operado pela Modec. A embarcação estava sendo encaminhada para o estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, onde passaria por reparos.
O vazamento, de acordo com o órgão, já foi controlado após operação que envolveu nove embarcações. Ainda são feitos trabalhos de dispersão mecânica por meio de jatos d'água, para reduzir ao máximo o que restou da mancha de óleo.
O acidente é quase um décimo do ocorrido no mês passado, em campo de exploração da empresa Chevron, no qual vazaram ao menos 380 mil litros de óleo


Fonte Folha z'http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1022917-rio-multa-empresa-em-r-10-mi-por-vazamento-de-oleo-no-mar.shtml

   

domingo, 27 de novembro de 2011

MEIO-AMBIENTE - Carlos Minc ( @mincrj ): ‘Vou mandar óleo para eles’ (Entrevista)

POR PEDRO LANDIM

Rio - Investir em estudos ambientais para a prevenção de acidentes, em apoio ao Plano de Contingência Federal — força-tarefa prevista para março —, é o caminho apontado pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, para proteger o Rio de prováveis novos desastres. Classificando como “festival de erros” a atuação da empresa Chevron no episódio do vazamento de óleo na Bacia de Campos, Minc diz que análises ambientais feitas no governo Lula o levaram à negar licença recente à construção de porto em Arraial do Cabo. Ele afirma que o incidente no Norte Fluminense deixa claro que os royalties do petróleo devem priorizar os estados produtores. O secretário vai presentear governadores contrários aos direitos do Rio com amostras de óleo.

O DIA: O senhor disse que o risco zero de acidentes não existe no setor petrolífero. O que pode ser feito em relação a futuras tragédias ambientais?

MINC: — Esse é apenas um acidente de muitos que podem vir. Não podemos achar normal um conjunto de crimes ambientais como esse. No governo Lula, mapeamos a sensibilidade do litoral em trabalho de dois anos, envolvendo 14 universidades, formando diversos atlas das bacias em cada estado. Estudamos ventos, correntes, fauna marinha, vegetação, manguezais. É uma forma importante de pensar prevenção.

De que forma os estudos e conclusões podem ser utilizados no Rio?
Em cima do que foi mapeado, negamos recentemente a licença para a construção de um porto ‘offshore’ em Arraial do Cabo. E até o fim do ano, será lançada a Área de Proteção Ambiental (Apa) da Baía de Ilha Grande, onde muitas empresas querem construir portos e estaleiros ligados à exploração do pré-sal. Não se trata de impedir, mas de colocar ordem na bagunça, regularizar. Navios não poderão, por exemplo, navegar a menos de quatro quilômetros da costa.

Há um plano de contingência sendo articulado pelo governo federal. Há projetos estaduais de prevenção em andamento?
O plano de contingência federal vai ser arrematado em dezembro e está previsto para março de 2012. É uma ação coordenada que envolve diversos ministérios, áreas de Defesa, Portos, Minas e Energia. A criação de um plano estadual só pode vir depois, em colaboração. Quando o problema extrapola, a exemplo do acidente ocorrido no ano 2000, na Baía de Guanabara, entram em cena bombeiros, a Marinha, a Aeronáutica. Mas num caso como esse da Chevron, porém, com ou sem plano de contingência, a Lei do Óleo determina que a responsabilidade por tudo é individual e total da empresa.

Haverá também investimentos em veículos, aparelhagem e tecnologia com essa finalidade?
O acidente mostra que um bom estudo de prevenção significa uma economia gigantesca. Mas o monitoramento tem que ser rigoroso e permanente, contando com aviões, barcos e imagens de satélites. Notificamos a Chevron, e todo o equipamento que está sendo utilizado nas investigações vai ser pago por eles.

Em que medida os royalties do petróleo podem ser importantes para a segurança na exploração e a proteção ambiental?
Isso é algo evidente e que eu venho dizendo há muito tempo. Estamos expostos e vulneráveis, falando de um problema ocorrido a 800 metros abaixo da terra, num poço de 1.500 metros de profundidade. Imagine no Pré-Sal, a partir de 6 mil metros. Coletei varias amostras do óleo e vou mandar frascos de presente para os governadores de outros estados que querem os royalties do Rio. Vou perguntar se eles também querem ficar com um pouco do óleo vazado em Campos.

Quais foram os principais erros da Chevron durante o episódio do vazamento?
Foi um festival de erros. O estudo geológico apontou a vulnerabilidade do solo e a Chevron operou de forma apressada e afoita em relação ao que estava detectado. Em seguida, a empresa minimizou o acidente, editou fotografias para esconder os danos e afirmou, após a ocorrência, que não sabia o que fazer para conter o vazamento. O delegado Fábio Scliar (da Delegacia do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, da Polícia Federal) gravou essa afirmação, feita por um dos responsáveis pela empresa.

E quais foram os principais crimes ambientais cometidos no episódio?
No texto de cada licença de operação dada pelo Ibama, há 20 condicionantes ambientais, como não atuar em desacordo com o que aponta o estudo da geologia. O descumprimento de cada um dos itens configura um crime diferente, segundo a lei de 1998. Então, já falamos aqui de diversos crimes, da negligência à falta de informações. O estrago poderia ter sido pior se as correntes levassem o óleo às praias. Não podemos aceitar passivamente e depois chorar o óleo derramado



Fonte O Dia http://odia.ig.com.br/portal/economia/html/2011/11/carlos_minc_vou_mandar_oleo_para_eles_208798.html
    

terça-feira, 27 de abril de 2010

MEIO-AMBIENTE - Vazamento de petróleo pode ser um dos piores da história dos EUA: oficial



   
O vazamento de petróleo no Golfo do México pode tornar-se um dos piores da história dos Estados Unidos se o poço não for selado, informou nesta quinta-feira uma oficial da guarda-costeira que lidera a resposta ao desastre. "Vou dizer diretamente. Os esforços da BP para controlar o vazamento no bloco obturador do poço não tem sido bem sucedidos", informou a contraalmirante Mary Landry, em entrevista coletiva.
Landry negou-se a comparar este incidente com o desastre do petroleiro Exxon Valdez, em 1989, mas acrescentou: "se não tornarmos o poço seguro, sim, será um dos vazamentos de petróleo mais significativos da história dos Estados Unidos".
Esta terça-feira, a mancha se moveu a 33 km do frágil ecossistema costeiro da Louisiana e as autoridades federais informaram que estão considerando uma "queima controlada" do petróleo já recolhido em barreiras flutuantes no Golfo.
A plataforma petrolífera "Deepwater Horizon", administrada pela gigante britânica BP, afundou na quinta-feira a 200 km a sudoeste de Nova Orleans e continua vazando azando petróleo dois dias depois de uma explosão na qual morreram 11 operários.
Quatro robôs submarinos operavam no local nesta terça-feira numa corrida contra o tempo para interromper o vazamento, sem conseguir maiores avanços, enquanto um grupo de engenheiros construía um domo gigante que poderia ser colocado sobre os locais de escape para deter o derramamento.
str-ag/ds/mvv
AFP

small noaa logo Casa | Emergency Response | Respondendo a derramamentos de óleo
What's the Story em derrames de óleo?


Quando falamos de derramamentos de óleo, quanto petróleo estamos falando?
Bastante:
  • Os Estados Unidos utilizam cerca de 700 milhões de galões de óleo a cada dia.
  • O mundo usa cerca de 3 bilhões de galões por dia.
  • O maior derramamento nos Estados Unidos até agora foi a Exxon Valdez, derrame em Prince William Sound, Alasca, em março de 1989. Um petroleiro que encalhou a causa deste derrame de cerca de 11 milhões de galões de petróleo bruto. Enquanto isto foi um derrame de grande, era na verdade apenas uma pequena parcela - menos de 2 por cento - do que nos Estados Unidos usa em um dia!
Esses grandes números são difíceis de se relacionar com a vida cotidiana, por isso vamos fazer algumas comparações. Para entender melhor o quanto 11 milhões de galões de petróleo é, verificar a tabela abaixo. Ele mostra quantos quartos familiares ou edifícios seria preenchido pelo montante aproximado de óleo derramado no Exxon Valdez,. Por exemplo, que o óleo teria preenchido nove ginásios da escola e 430 salas de aula.


Volume TotalGalõesAcademiasCasasSalas de aulaSalas
Exxon Valdez, Derramamento de óleo10,800,0009108430797
Escola Academia
(50' * 50' * 65')
1,274,1631135194
Média da Casa
(40' * 40' * 8')
100,3650.1147
Média da Sala de Aula
(20' * 20' * 8')
25,0910.020.2512
Média da Sala
(12' * 18' * 8')
13,5490.010.1250.51
O que queremos usar o petróleo para este?
Você pode não estar ciente de todas as formas como usamos a óleo. Vamos utilizá-lo
  • para abastecer nossos carros, caminhões e ônibus, e para aquecer nossas casas.
  • para lubrificar máquinas grandes e pequenos, como bicicletas ou prensas.
  • para fazer o asfalto que usamos para preparar as nossas estradas.
  • para fazer plásticos, tais como os brinquedos que jogamos com os rádios portáteis e leitores de CD ou ouvimos.
  • para tornar os medicamentos, tintas, fertilizantes, pesticidas, tintas, vernizes e eletricidade.

Amoco Cadiz partially submerged
Como derrames acontecer?
Derramamentos de óleo em rios, baías e oceano são causados por acidentes envolvendo navios, barcaças, gasodutos, refinarias e instalações de armazenamento, geralmente quando o óleo está sendo transportado para nós, seus usuários (como na foto à direita, que mostra uma superpetroleiro, o Amoco Cadiz, Naufrágio ao largo da costa da França, em 1978).
Derrames podem ser causados por:
  • pessoas a cometer erros ou serem descuidados.
  • equipamento quebrar.
  • desastres naturais como furacões.
  • atos deliberados pelos terroristas, os países em guerra, vândalos ou dumpers ilegal.
Então o que acontece?
Óleo flutua na água salgada (o mar) e geralmente flutua na água doce (rios e lagos). Muito óleo pesado por vezes pode afundar em água doce, mas isso acontece muito raramente. Petróleo geralmente se espalha rapidamente através da superfície da água para formar uma fina camada que chamamos de uma mancha de óleo. Como o processo continua se espalhando, a camada se torna mais fina e mais fina, tornando-se finalmente uma camada muito fina chamada de brilho, que muitas vezes parece um arco-íris. (Você pode ter visto sheens em estradas ou estacionamentos após uma chuva).
Dependendo das circunstâncias, os derrames de petróleo pode ser muito prejudicial para as aves e mamíferos marinhos, e também pode prejudicar os peixes e mariscos. Você pode ter visto imagens dramáticas de aves oleada e lontras marinhas que tenham sido afetados por derramamentos de óleo. Óleo destrói a capacidade isolante da peles dos mamíferos, tendo, como lontras do mar, e as habilidades de água repelente de penas de um pássaro, expondo assim essas criaturas aos elementos ásperos. Muitas aves e animais também ingerir (engolir) de óleo quando eles tentam limpar-se, que pode envenená-los. Dependendo de onde e quando acontece um vazamento, de apenas alguns até centenas ou milhares de aves e mamíferos podem ser mortos ou feridos.
Depois do petróleo derramado, qualquer um de vários locais, estaduais e órgãos do governo federal, bem como as organizações voluntárias podem responder ao incidente, dependendo de quem está necessitado. As pessoas podem usar qualquer um dos seguintes tipos de ferramentas para limpar o óleo derramado:
  • booms, que são barreiras flutuantes de óleo (por exemplo, uma grande explosão pode ser colocado em torno de um tanque que está vazando óleo, para recolher o óleo).
  • skimmers, que são barcos que skim óleo derramado da superfície de água.
  • absorventes, que são grandes as esponjas usadas para absorver o óleo.
  • dispersantes químicos e agentes biológicos, que dividem o óleo em seus constituintes químicos.
  • queima in-situ, que é um método de queima de petróleo recém-derramado, geralmente quando ele está flutuando na água.
  • lavagem de petróleo perto das praias tanto com pressão alta ou baixa pressão mangueiras.
  • caminhões a vácuo, o que pode vácuo derramou petróleo ao largo das praias ou a superfície da água.
  • pás e equipamentos rodoviários, que são por vezes utilizados para captar o óleo ou mover areia da praia oleada e cascalho até onde ele pode ser limpo por ser tombado em torno das ondas.
Que métodos e ferramentas que as pessoas escolher depende das circunstâncias de cada caso: o clima, o tipo ea quantidade de óleo derramado, o quão longe da costa o petróleo derramado, ou que as pessoas não vivem na área, que tipos de pássaros e animais habitats estão na área, e outros fatores. Diferentes métodos de limpeza trabalham em diferentes tipos de praias e com diferentes tipos de óleo. Por exemplo, equipamentos rodoviários funciona muito bem em praias de areia, mas não pode ser usado em pântanos ou em praias com grandes blocos ou pedras (pedras redondas que são maiores do que pedras, mas menor do que pedras).
As pessoas também podem criar estações onde se pode limpar e recuperar animais selvagens. Às vezes, as pessoas não podem decidir a resposta a todos a um derrame, porque em alguns casos, a resposta não é útil ou mesmo acrescenta ao dano causado pelo vazamento.

Worker using power washer to spray oil off rocks on a beach.
Quem cuida do problema?
Nos Estados Unidos, dependendo de onde ocorre o vazamento, nem os E.U. Guarda Costeira ou os E.U. Agência de Proteção Ambiental toma posse da resposta do derramamento. Eles, por sua vez, muitas vezes chamada de outras agências (NOAA e do Fish and Wildlife Service são chamados) para obter ajuda e informações.
O objetivo da nova regulamentação federal é para evitar os derrames de petróleo aconteça. As pessoas que causam derrames de petróleo agora deve pagar penas severas, e os regulamentos exigem também para o projeto mais seguro navio na esperança de evitar vazamentos futuros. Em os E.U., as pessoas que respondem a derrames de petróleo deve praticar a realização de exercícios, e as pessoas que gerenciam navios e das instalações que armazenam ou transportam petróleo devem desenvolver planos de explicar como eles reagiriam a um derrame, de modo que possam responder eficazmente a um derrame se necessário.



E o resto de nós?
Porque petróleo e derivados no ambiente podem causar danos, temos de evitar problemas quando pudermos. Por exemplo, evitando o dumping de petróleo ou de resíduos de óleo no esgoto ou lixo, evita poluir o meio ambiente em que vivemos Às vezes, podemos encontrar formas de evitar a utilização de petróleo, em primeiro lugar: por exemplo, bicicleta pode, a pé, ou tomar o ônibus ao invés de tomar um carro a alguns lugares é preciso ir. Quando usamos menos petróleo, menos precisa ser transportado, e há um menor risco de derrames de petróleo no futuro. Devemos entender que é porque contamos com o óleo que nós corremos o risco de derramamentos de óleo. Isso significa que todos nós compartilhamos a responsabilidade pela criação do problema dos derrames de petróleo e da responsabilidade de encontrar maneiras de resolver o problema.




Referências
Algumas das informações desta página são provenientes da seguinte fonte ligada. Além disso, utilizamos vários arquivos e relatórios do OR NOAA R & Response Centro de Referência em Seattle, Washington.



NOAA logo

domingo, 4 de abril de 2010

MEIO-AMBIENTE - Vazamento de petróleo ameaça Grande Barreira de Corais


Queensland (Austrália) - O vazamento de combustível de uma embarcação chinesa de transporte de petróleo ameaça a Grande Barreira de Corais da Austrália, perto da qual ficou encalhado o navio no litoral de Queensland.

O governo de Queensland disse que o Shen Neng 1 ficou encalhado no sábado à noite em um banco de areia a 70 km do litoral, perto da ilha de Kepel, nordeste da Austrália, e alertou do risco que o escapamento de petróleo danifique a maior barreira de corais do planeta.

As autoridades detectaram após vários voos de reconhecimento pela região, várias manchas de petróleo próximas ao navio e "um pequeno número delas a duas milhas náuticas ao sudeste da nave". As autoridades planejam salpicar a região com um composto químico para dispersar as manchas, se as condições meteorológicas permitirem.

O navio, de 230 metros de comprimento e que transportava 65 mil toneladas de carvão e 950 toneladas de petróleo, será rebocado para o porto mais próximo. A Grande Barreira de Corais é composta por quase três mil pequenos recifes e mais de 900 ilhas ao longo de 2.600 quilômetros no oceano Pacífico.

As informações são da EFE