Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador teresópolis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador teresópolis. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de abril de 2012

DELTA NO RJ ii - Delta concentrou 17% de 28 contratos sem licitação na Região Serrana

TCU e MPF investigam se houve irregularidades nos repasses de verbas

Em Teresópolis, a situação continuava a mesma em dezembro de 2011, quase um ano depois das chuvas que devastaram a Região Serrana em janeiro do mesmo ano
Guilherme Leporace / O Globo

RIO
- O Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal no Rio investigam se houve irregularidades do governo estadual ao destinar R$ 27,4 milhões a um grupo de empresas que atuaram na recuperação da Região Serrana, após as chuvas de 2011. Desse total, cerca de 17% foram repassados para a Delta Construções. Em 28 contratos analisados, a Delta foi a maior beneficiada. Os contratos foram celebrados em caráter de emergência, sem licitação, logo nos primeiros dias da tragédia. Os recursos enviados ao Rio saíram da conta do Ministério da Integração Nacional.

A Delta ficou com a maior parcela do pacote: R$ 4,7 milhões, seguida da Carioca Christian com repasses de R$ 3,8 milhões. As tempestades castigaram a região em janeiro de 2011, matando 918 pessoas e deixando desaparecidos e um rastro de destruição em sete municípios.

Valores foram repassados sem assinatura de contratos

Veja tambémGoverno volta a contratar Delta sem licitação para obras na Região Serrana
Oito meses depois, Cabral constitui comissões de ética
Manual de conduta prevê que servidor do Rio pode receber presentes de até R$ 400; na União limite é R$ 100
Eike: empréstimo de jatinho a Cabral não foi 'ilegalidade'
Delta lidera ganhos entre suas concorrentes em obras do estado

Como revelou O GLOBO numa série de reportagens no ano passado, o governador Sérgio Cabral mantinha relações pessoais com Fernando Cavendish, controlador da Delta Construções. A empreiteira recebeu R$ 1,49 bilhão do governo Cabral. A empresa também foi citada nos grampos da Operação Monte Carlo, que revelou os métodos de ação do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Ela também é a empreiteira número um do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No no ano passado, a Delta recebeu R$ 884,4 milhões da União.

Os contratos firmados pelo governo estadual estão passando por fiscalização do TCU desde de maio do ano passado e também são investigados em inquérito civil pelo Ministério Público Federal. O TCU confirmou ontem que seus técnicos encontraram irregularidades e investigam o caso. Segundo o tribunal, os recursos teriam sido repassados para as empresas antes de os contratos serem formalizados. O estado nega qualquer irregularidade e já encaminhou documentos aos órgãos.

O TCU sustenta, em documentos obtidos pelo GLOBO, que o procedimento do estado foi ilegal e feriu a Lei de Licitações. Segundo técnicos, mesmo em situações de emergência, quando há dispensa de licitação, contratos precisam ser formalizados. Além da Delta, foram beneficiadas grandes empresas como a Carioca Christian-Nielsen, a Andrade Gutierrez, Camargo Correa e a Construtora Queiroz Galvão. Outras 19 receberam recursos do estado.

O primeiro lote de recursos foi repassado pelo Ministério da Integração Nacional para contas do governo estadual e de sete municípios da Região Serrana atingidos. Foram R$ 70 milhões para o estado e R$ 30 milhões diretamente para os municípios: Friburgo (R$10 milhões); Teresópolis e Petrópolis (R$ 7 milhões cada); e Sumidouro, Areal, Bom Jardim e São José do Vale do Rio Preto (R$1,5 milhão cada). Investigações do MP e da Controladoria Geral da União (CGU) identificaram desvios dos recursos por parte das prefeituras. Em Teresópolis e Nova Friburgo, os prefeitos foram afastados e o assunto virou tema de duas CPIs municipais e uma estadual.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/delta-concentrou-17-de-28-contratos-sem-licitacao-na-serra-4674888#ixzz1sOUlC3oM

sábado, 14 de abril de 2012

REGIÃO SERRANA - Prefeito de Teresópolis, ARLEI ROSA, contrata bufê por R$ 1 milhão, mesmo com várias família desabrigadas na cidade

Com desabrigados, Teresópolis contrata bufê por R$ 1 milhão
Denúncia surge a menos de uma semana da chuva que matou 5 pessoas.
Moradores que tiveram casas destruídas pela chuva estão indignados.

Do G1 RJ



A notícia de que a Prefeitura de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, fez uma licitação para gastar R$ 1 milhão com serviço de bufê revoltou os moradores da cidade, que há menos de uma semana foi atingida por um temporal que matou cinco pessoas e deixou quase mil desabrigados. O dinheiro para lanches e refeições não chegou a sair dos cofres públicos, mas a previsão dos gastos provocou reação, como mostrou reportagem do RJTV desta sexta-feira (13).

O resultado da licitação foi divulgado nesta semana. A prefeitura convocou a concorrência e deu detalhes do que queria. Cada um dos 800 almoços com bebidas, sobremesa, dois tipos de carne, saladas, arroz, feijão, farofa e massas, por exemplo, sai por R$ 30. O valor total é de R$ 24 mil.

VEJA TAMBEMTeresópolis tem quase mil pessoas desalojadas, diz Defesa Civil
Veja fotos do estrago da chuva em Teresópolis
Moradores dizem que alerta de chuva demorou a tocar em Teresópolis

Os dez coquetéis para mil pessoas, com salgados, canapés, fruta e bebidas, custam R$ 214.500. A prefeitura ainda faz uma exigência: o refrigerante oferecido deveria ser de primeira linha. Somados, os 17 itens pedidos no edital saem por mais de R$ 1 milhão.

Enquanto Teresópolis prevê gastar R$ 1 milhão com o serviço, moradores seguem desabrigados em escolas públicas. Segundo associação de moradores, a prefeitura diz que não há dinheiro. Num abrigo estão 40 famílias e muitas queixas. “A Defesa Civil interditou tudo, interditou minha igreja, interditou as casas todinhas e a gente está aqui sem saber o que fazer”, disse o pastor Fabiano Ribeiro.

O bairro Vale da Revolta foi um dos mais atingidos no temporal da semana passada: 92 casas estão interditadas, mas ainda há pessoas vivendo nelas. “A gente não tem aluguel social”, explica a moradora Luciana Carreira.

O que diz o prefeito
O prefeito atual é Arlei Rosa, ex-presidente da Câmara de Vereadores, que assumiu o cargo em agosto do ano passado, depois que o então prefeito, Jorge Mário, foi afastado por suspeita de desviar as verbas de recuperação da cidade, destruída pela chuva de janeiro de 2011.

Nesta sexta-feira (13), o prefeito Arlei Rosa disse que na verdade a empresa que ganhou a licitação ofereceu o serviço por R$ 785 mil. E que só não cancelou o contrato por falta de tempo.

“Devido a tudo o que aconteceu, eu estava na rua, ajudando a tragédia, eu nem tive cabeça e nem soube para pedir pra cancelar. Esse dinheiro não foi gasto e eu pretendo não gastar devido ao que a nossa cidade está passando”, disse o prefeito.

Nota da prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Teresópolis informa que, "apesar de se tratar de um procedimento de rotina, para atender aos eventos realizados durante todo o ano pelas secretarias municipais, bem como garantir a alimentação dos funcionários municipais que trabalham de plantão em eventos, como carnaval, Festa do Produtor Rural e ChocoSerra, entre outros, está cancelando o registro de preços para coquetel e coffe break realizado no dia 12 de abril, uma vez que o procedimento ainda não foi homologado".

A nota diz ainda que pelo registro de preços, a prefeitura retira e paga somente pelo serviço que utilizar, independentemente do valor total do pregão. Esse registro de preço é feito para que, caso haja algum evento, o serviço possa ser retirado do pregão e efetuado pela empresa vencedora, que apresentou o menor preço, conforme estabelece o Art. 2º do Decreto Municipal 2.970/2002, que diz que "a administração não estará obrigada a adquirir/contratar os materiais/serviços da detentora da ata de registro de preços".

A prefeitura informa que a administração municipal tem pleno respeito e consciência dos últimos acontecimentos no município e sabe como deve ser empregado o dinheiro público



terça-feira, 10 de abril de 2012

REGIÃO SERRANA - Após novo desastre, Cabral e Pezão prometem NOVAMENTE construir mais casas

Governo do RJ promete construir mais casas
Após forte chuva em Teresópolis, 379 casas foram interditadas pela Defesa Civil

Band

A Defesa Civil orientou moradores de áreas de risco a abandonar suas casas e procurar abrigos oferecidos pela prefeitura
Fuca Burgos/Futura Press


Veja também
Sobreviventes das chuvas de Teresópolis
Criança relata tensão em deslizamento no Rio
Cabral promete casas a desabrigados até 2013
Teresópolis: sirenes falham durante temporal

Um ano e três meses após a tragédia da região serrana do Rio de Janeiro, moradores de Teresópolis viveram novo desastre e escutaram do governo do Estado mais uma promessa.

Nessa segunda-feira, o governador Sérgio Cabral afirmou que, até o fim de 2013, mais de 2 mil apartamentos serão construídos na Serra para abrigar as famílias que perderam suas casas nas enchentes do ano passado.

Além das habitações, o governador prometeu empregar na região serrana a estratégia de compra assistida, já realizada em comunidades cariocas que receberam obras do PAC das Favelas.

Segundo Cabral, a iniciativa agiliza a solução do problema para as famílias sem teto. “A compra assistida dá agilidade. Assistentes sociais do Estado procuram a família, definem o valor do imóvel, retiram os moradores da área de risco, e acompanham a compra de um imóvel em local seguro. Depois, nas áreas de risco desocupadas ainda são construídos parques e áreas de lazer”, explicou Cabral.

No entanto, entraves judiciais colaboram para a demora das desapropriações. Segundo o vice-governador Luiz Fernando Pezão, “os proprietários não concordam com o valor”.

Até hoje, nenhum apartamento foi entregue aos desabrigados na Serra. No ano passado, a tragédia deixou mais de 900 mortos. Na sexta-feira, a chuva que atingiu a Teresópolis matou cinco pessoas e deixou 24 feridas.

Ontem, a Defesa Civil orientou moradores de áreas de risco a abandonar suas casas e procurar abrigos oferecidos pela prefeitura. Ao todo, 379 casas foram interditadas e 179 pessoas ainda estão desabrigadas.

Segundo a Defesa Civil, as falhas registradas durante o temporal no sistema de alerta contra enchentes, instalado após a tragédia de 2011, já estão sendo investigadas. Das 20 sirenes da cidade, quatro não funcionaram.

A demora no acionamento dos equipamentos também foi alvo de reclamações. Entre os bairros que ficaram sem sirenes estão Fonte Santa e Pimentel, onde uma pessoa morreu vítima de deslizamento.

“A luz apagou. O desespero foi grande. Subimos as ruas gritando para o pessoal descer, porque a sirene deu problema. Foi um verdadeiro pânico”, contou o presidente da Associação de Moradores de Pimentel, Marcos da Silva.


sábado, 7 de abril de 2012

REGIÃO SERRANA - População continua sofrendo. Chuvas deixaram 5 mortos e mais 800 desabrigados

Bombeiros confirmam 5ª morte após chuva forte em Teresópolis, RJ
Número de desabrigados pode chegar a 800, segundo Corpo de Bombeiros.
Em 4h choveu mais do que o esperado no município para o mês inteiro.

Do G1, em São Paulo



Subiu para cinco o número de mortos após a chuva forte que caiu em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, informou na madrugada deste sábado (7) o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Sérgio Simões.

A vítima localizada é uma mulher, que estava sob os escombros de uma casa no bairro de Santa Cecília. O filho dela, de cinco anos, foi resgatado com vida, de acordo com o coronel Simões.

Segundo as primeiras informações, uma vítima teria 14 anos, moradora do bairro Quinta Lebrão. Um casal teria sido retirado sem vida em um desabamento em Bom Retiro e ainda uma outra vítima morreu em um deslizamento na comunidade Pimentel.

Anteriormente, os bombeiros informaram que a vítima de 14 anos era do sexo masculino, porém às 23h41 a corporação afirmou que era uma menina. Segundo Simões, o número de desabrigados em Teresópolis pode chegar a 800.

saiba maisInternautas fotografam alagamentos em Teresópolis
Barco faz resgate de moradores 'ilhados' pela chuva em Teresópolis

A chuva deu trégua no município por volta das 23h. Bombeiros do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) e cães da corporação estão a caminho.

Segundo a Secretaria de Estado da Defesa Civil, o sistema de alerta sonoro da cidade foi acionado nos bairros de Perpétuo e Rosário, e moradores estão sendo orientados a seguir para os pontos de apoio.



chega a oito o número de deslizamentos de terra em Teresópolis. A informação foi confirmada pela Secretaria de estado de Defesa Civil.

A serra Rio-Teresópolis chegou a ficar cerca de 3 horas totalmente interditada.

De acordo com a Concer, concessionária responsável pela via, a interdição ocorreu por medida preventiva, já que chovia muito forte na cidade.


Friburgo Em Nova Friburgo, também na Região Serrana, a chuva forte do fim desta tarde provocou um deslizamento de terra na RJ-142, estrada que liga os distritos de Mury a Lumiar. Segundo a Defesa Civil do município, motoristas que trafegam pelo local devem dirigir com atenção, pois a rodovia opera em meia pista.

Ainda de acordo com a Defesa Civil, em quatro horas choveu mais do que o esperado no município para o mês inteiro. Mais cedo, o Rio Bengalas, no Centro da cidade, chegou a transbordar, mas as águas já retornaram ao nível normal.

Todos os rios da Região Serrana estão em estágio de atenção, ainda de acordo com o Inea. A Defesa Civil do estado informou que as equipes estão mobilizadas nos dois municípios.

Em janeiro de 2011, a chuva que devastou municípios da Região Serrana deixou mais de 900 mortos.


    

Fonte G1

terça-feira, 13 de março de 2012

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - Ex-prefeitos condenados a devolver R$ 707.399

Chefes do executivo de Teresópolis, Mário Tricano e Roberto Petto vão ter que ressarcir os cofres públicos por aumento indevido dos próprios salários em 71,43%


Rio - Condenados por improbidade administrativa em ação civil pública, iniciada em 2001, os ex-prefeitos de Teresópolis Mário Tricano e Roberto Petto terão que devolver à prefeitura da Região Serrana R$ 707,3 mil. A quantia refere-se à diferença dos valores recebidos a mais durante a vigência de uma lei de sua autoria, no ano de 2000, que aumentou o próprio salário e do seu vice em 71,43%.

Os dois terão 15 dias a partir da notificação para acertar as contas com os cofres públicos, sendo R$ 508,4 mil para Tricano (PP) e R$ 199 mil para Petto (PMDB), vice de Tricano à época. Em caso de descumprimento da decisão judicial terão que arcar com multa de 10% sobre o valor.

Na sentença, a desembargadora Maria Inês da Penha Gaspar da 17ª Câmara Cível. considerou a atitude antiética e afirmou que Tricano feriu o “princípio da moralidade administrativa”quando alegou falta de recursos para aumentar os salários dos servidores há seis anos sem reajuste, mas aceitou a correção dos seus vencimentos e do vice-prefeito, Petto, que depois se elegeu prefeito de Teresópolis. Não cabe mais recurso por decisão do Superior Tribunal de Justiça.

MÁFIA DO BICHO
Tricano também é acusado de envolvimento com a máfia do jogo do bicho. Ele foi apontado pela Corregedoria da Polícia Civil como chefe da contravenção em Teresópolis. No final do ano passado, dos 60 acusados de contravenção que tiveram a prisão preventiva decretada, Tricano foi o único capo detido, na operação Dedo de Deus. Preso em Bangu, Tricano beneficiado por um habeas corpus para responder o processo em liberdade. No mesmo processo foi concedida também liminar a Hélio Ribeiro de Oliveira, o Helinho da Grande Rio, e ao presidente de honra da Beija-Flor de Nilópolis, Aniz Abraão David.


Fonte O Dia


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

CORRUPÇÃO - Ex-prefeito de Teresópolis Jorge Mario é cassado por unanimidade pela Câmara



RIO - A Câmara Municipal de Teresópolis cassou, por unanimidade, o ex-prefeito da cidade Jorge Mario Sedlacek. A votação ocorreu na noite desta terça-feira sem a presença do político. Nem ele nem seus advogados compareceram à sessão, embora tivessem direito de apresentar a defesa do ex-prefeito durante duas horas. Em agosto, os vereadores já haviam decidido afastar o prefeito do cargo por 90 dias.

Na quinta-feira, vereadores de Teresópolis, reunidos em sessão na Câmara Municipal, aprovaram por unanimidade relatório da comissão processante que pedia a cassação definitiva do prefeito . A reunião durou uma hora.

Jorge Mario, eleito pelo PT, expulso do partido e hoje sem partido, é suspeito de envolvimento num suposto esquema de corrupção e pagamento de propina que operava na prefeitura de Teresópolis. Segundo investigações, houve desvio de dinheiro público enviado à cidade pela União, para socorrer moradores e ajudar na recuperação do município depois dos estragos provocados pela chuvas de janeiro. O esquema de corrupção foi revelado pelo GLOBO numa série de reportagens .

O prefeito Jorge Mario nega todas as acusações. Os advogados dele alegam que não tiveram direito de defesa durante os trabalhos da comissão processante. O relator da comissão processante, vereador Anderson da Conceição Silva (PRB), o major Anderson, rebateu as alegações da defesa do prefeito. Segundo ele, foi dado todo o direito de defesa ao prefeito Jorge Mario.

- A defesa não quis se pronunciar, alegando que não teve direito de defesa. Essa é apenas uma desculpa, porque eles não têm o que falar. Eu convoquei Jorge Mario para se explicar e a defesa disse que ele não queria vir - afirmou major Anderson.

Como O GLOBO revelou, um empresário contou em depoimento ao Ministério Público Federal, que, na semana da tragédia de janeiro, uma reunião na prefeitura entre empresários e secretários municipais acertou o reajuste da propina. Normalmente os servidores públicos pediam 10% de propina para selecionar empresas que ganhariam recursos para realizar obras no município. Na semana das enxurradas, a propina exigida subiu para 50%.

Diante das irregularidades, a Controladoria Geral da União (CGU) determinou o bloqueio da conta da prefeitura de Teresópolis abastecida pela União. A CGU também passou a exigir o ressarcimento de R$ 7 milhões transferidos para a cidade. Os tribunais de Contas da União (TCU) e do Estado (TCE) também apontaram irregularidades na aplicação de recursos públicos nos sete municípios da Região Serrana atingidos pelas chuvas.

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/11/01/ex-prefeito-de-teresopolis-jorge-mario-cassado-por-unanimidade-pela-camara-925721443.asp#ixzz1cXhDFyRC

domingo, 23 de outubro de 2011

REGIÃO SERRANA - Burocracia e poucos recursos para prevenir desastres preocupam população serrana

Publicada em 22/10/2011 às 20h36m

Fábio Vasconcellos (fabiovas@oglobo.com.br)
 

RIO - Se num passado recente a ausência de ações preventivas do poder público tornou ainda mais dramática a maior tragédia natural do país, com a morte de mais de 900 pessoas durante as chuvas na Região Serrana, agora é a burocracia, somada ao baixo volume de recursos, que deixa a população em alerta. Anunciados logo após a enxurrada de janeiro, os novos radares meteorológicos, que poderiam prever chuvas com até duas horas de antecedência, só entrarão em operação em 2012, após o período dos temporais. Enquanto os equipamentos não vêm, os moradores de áreas de risco terão que contar com outras medidas de prevenção para evitar maiores danos durante as chuvas.

Criada também com a finalidade de desenvolver ações para se antecipar aos desastres naturais, a Secretaria estadual de Defesa Civil reservou recursos no orçamento de 2012 para este propósito. Mas, pelos números, não há o que comemorar. O órgão pretende aplicar R$ 57,6 milhões em projetos de ampliação de sua capacidade de atendimento. Deste total, apenas R$ 980 mil, ou seja, 1,7%, serão destinados ao programa "prevenção de desastres". O restante do orçamento da Defesa Civil vai para pagamento de pessoal, manutenção do Corpo de Bombeiros e compra de carros e equipamentos. A maior parte dos recursos vem do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom), formado pela cobrança da taxa de incêndio.

VOTE:Você acha que, após a tragédia da Serra, o poder público passou a se preocupar mais com a prevenção de catástrofes?

Moradores querem pressionar governos
O valor para prevenção, que a própria secretaria reconhece como "insuficiente", chega ser uma contradição com o que preconiza o Plano Plurianual (PPA) 2012-2015 do governo, que identifica todas as metas e prioridades para os próximos quatro anos. Pelo documento, a Defesa Civil tem como objetivo "promover a redução de desastres com ações nas áreas de prevenção, preparação para as emergências e resposta, incluindo a prestação de socorros diversos à população". Pelo PPA, os R$ 980 mil serão aplicados no programa "preparação para emergência e desastres", cuja meta é realizar 23 cursos de defesa civil e apoio a 40 unidades de Defesa Civil nos municípios. Até o fim de 2015, o objetivo é realizar 115 cursos e treinar agentes de 70 unidades municipais, especialmente de cidades que não contam com estrutura mínima de atendimento à população. As equipes das cidades da Região Serrana, onde já foram identificadas 40 áreas de risco, também devem ser beneficiadas.

Mas é a proposta orçamentária da Secretaria e os recursos para a prevenção que deixam ainda mais preocupados os moradores da Serra. O presidente da Associação de Vítimas das chuvas em Teresópolis, Joel Caldeira, diz que a tempestade do fim de semana passado deixou moradores assustados, pois houve pequenos deslizamentos de terra e alagamento de ruas. Ele diz que os moradores farão uma audiência pública no dia 28 para pressionar o governo do estado e a prefeitura a acelerarem a aplicação de recursos na recuperação do município e na prevenção das tragédias

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/10/22/burocracia-poucos-recursos-para-prevenir-desastres-preocupam-populacao-serrana-925637190.asp#ixzz1bazs8frq


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

ALERJ aprova relatório da CPI das chuvas na Região Serrana #Rio Texto mostra fortes indícios de 'corrupção endêmica'

Texto seguirá para TCE, TCU, MP, governador e prefeitos.
Cuidados com rios e encostas são algumas das sugestões da CPI.
Do G1 RJ

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou nesta quarta-feira (21), em discussão única, o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou as responsabilidades nas tragédias causadas pelas chuvas na Região Serrana.

A Alerj informou que receberão o texto o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria Geral da União (CGU), e os Ministérios Públicos estadual e federal.

O governador Sérgio Cabral, os prefeitos e os presidentes das Câmaras de Vereadores das cidades serranas afetadas pelas enchentes de janeiro também receberão o documento.

“Precisamos estimular a continuidade das investigações, sobretudo nos ministério públicos, até porque foram muitas as denúncias de corrupção”, disse o presidente da CPI, deputado Luiz Paulo (PSDB).

Em 261 páginas, o documento tem relatórios, gráficos, fotos e 43 sugestões de ações para remediar e prevenir novas tragédias.

Entre as diversas propostas, há dois anteprojetos de lei: um, criado em parceria com o MP, coibindo as ocupações irregulares, e outro criando um fundo para as catástrofes.

“Há ainda a necessidade de construção, nos próximos quatro anos, de 40 mil habitações, de dragagem de rios, de contenção de encostas e de controle do uso do solo e de um sistema organizado de Defesa Civil”, disse Luiz Paulo, a necessidade de que haja um efetivo “e organizado” sistema de Defesa Civil.
'Corrupção endêmica'
O relatório da CPI da Serra foi aprovado por unanimidade, em 22 de agosto pelos deputados que compõem a Comissão. Ao abrir a sessão, o presidente da CPI, deputado Luiz Paulo (PSDB), disse que o texto mostra fortes indícios de 'corrupção endêmica' na Região Serrana.

A CPI investiga as responsabilidades dos órgãos públicos nos dias que se seguiram às chuvas de janeiro, que mataram mais de 900 pessoas.

Causas da tragédia
Em relação às causas da tragédia, o relatório do deputado Nilton Salomão (PT) fez críticas à "extrema fragilidade" das Defesas Civis dos municípios da Região Serrana. Os deputados pediram no relatório empenho dos órgãos envolvidos para que não haja mais mortes no verão que se aproxima.

A falta de políticas de uso do solo, permitindo a ocupação de áreas de risco, também foi criticada no relatório de Salomão.

O deputado Luiz Paulo chamou a corrupção em Teresópolis de "tragédia dentro da catástrofe".
"A corrupção é estrutural, já existia antes da tragédia", disse o presidente, explicando por que colocou a corrupção como causa das mortes provocadas pelas chuvas.

Ele pediu à sociedade para lutar contra a corrupção afirmando que "Teresópolis já disse não", referindo-se ao afastamento do prefeito Jorge Mário pela Câmara dos Vereadores. Uma Comissão Processante investiga denúncias de mau uso do dinheiro destinado à recuperação da cidade após as chuvas de janeiro

sexta-feira, 11 de março de 2011

CPI DA REGIÃO SERRANA - Comissão que investiga tragédia para apurar responsabilidades de 904 mortos



Comissão que investiga tragédia estará em Nova Friburgo amanhã
Do R7 | 11/03/2011 às 07h23

Marcos de Paula / AE
Teresópolis foi uma das cidades mais afetadas pela chuva


A CPI da região serrana aprovou na quinta-feira (10) o primeiro roteiro de visitas às cidades atingidas pelas fortes chuvas em 11 de janeiro e, nesta sexta-feira (11), quando a tragédia que matou mais de 900 pessoas completa dois meses, a comissão fará sua primeira visita ao município de Teresópolis, onde será recebida pelo prefeito Jorge Mário Sedlacek.

A visita tem o objetivo de saber como é feito pelo município a identificação das áreas de risco, conhecer o sistema de monitoramento de construções irregulares, sistema de medidas compensatórias em empreendimentos e as regras básicas na aprovação da construção de condomínios.

Logo após, os membros da CPI irão para Câmara Municipal, onde tomarão ciência da legislação municipal para o uso e parcelamento do solo bem como um levantamento das ações da Câmara de Teresópolis no acompanhamento da tragédia.

De acordo com o relator da CPI, Nilton Salomão (PT), após as primeiras oitivas na sede da @Alerj o recolhimento de dados dos municípios darão clareza a CPI no que diz respeito ao critério de convocação dos agentes políticos para as futuras audiências a qual serão convocados.

- Fazem-se necessários o recolhimento deste tipo de dados em cada prefeitura e cada Câmara Municipal para dar mais clareza àquilo que é realmente o objeto de nossa investigação. Não tenho dúvida de que a
responsabilidade da tragédia da região serrana não é apenas da natureza. Ações preventivas poderiam ser tomadas, senão evitando todas as mortes, atenuando essa que foi uma das maiores tragédias que se tem conhecimento na história de nosso país.

A CPI da região serrana visitará no sábado (12) o município de Nova Friburgo sob orientação do mesmo cronograma a ser efetuado no município de Teresópolis. A comissão deverá também visitar alguns abrigos e áreas onde houve escorregamento de terra em área de encostas.

Tragédia das chuvas 

Um forte temporal atingiu a região serrana do Estado do Rio de Janeiro entre a noite de 11 de janeiro e a manhã do dia seguinte. Choveu em 24 horas o esperado para o mês inteiro e o resultado foi a maior tragédia climática registrada no país, segundo especialistas de várias áreas.

Deslizamentos de terra e enchentes mataram mais de 900 pessoas e deixaram quase 400 desaparecidas. Cerca de 30 mil sobreviventes ficaram desalojados ou desabrigados. Escolas, ginásios esportivos e igrejas viraram abrigos. Hospitais ficaram cheios de feridos na primeira semana; estando a maioria já recuperada. Cerca de 15 dias depois da catástrofe, doenças como leptospirose (provocada pelo contato com a urina de rato) começaram a assolar a população. Autoridades então passaram a monitorar casos confirmados e pacientes suspeitos, além de educar o povo em relação à prevenção.

As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jardim e Areal foram as mais afetadas e decretaram estado de calamidade pública. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados durante alguns dias.



As três esferas de governo se uniram para ajudar as vítimas e reconstruir as cidades. No dia 14 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa em Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. No dia 27 do mesmo mês, a presidente esteve no Rio e anunciou a entrega de 8.000 casas para desabrigados.

A ajuda também veio através de doações. Pessoas de diversos estados e países se comoveram com a tragédia e enviaram principalmente dinheiro, roupas, alimentos, remédios, água e colchões. Em fevereiro, as maiores necessidades, de acordo com as prefeituras dos municípios afetados, são material de limpeza, material de higiene pessoal e material descartável (como copos e fraldas).

Os animais que perderam seus donos e conseguiram sobreviver não foram esquecidos pela corrente de solidariedade. Entidades de defesa dos animais e pet shops organizaram feira de adoções. Centenas de cães e gatos ganharam novos lares e há até fila de espera de pessoas interessadas em cuidar dos bichinhos.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

TRAGÉDIA NA REGIÃO SERRANA - Número de mortes causadas pela chuva chega a 894



O número de mortos identificados na região serrana do Rio de Janeiro em consequência da catástrofe provocada pela chuva no mês passado é de 894 pessoas, de acordo com o último balanço da Polícia Civil do Rio, divulgado hoje (12), quando a tragédia completa um mês. Nova Friburgo tem o maior número, com 424 óbitos, seguida de Teresópolis (373), Petrópolis (71), Sumidouro (21), São José do Vale do Rio Preto (quatro) e Bom Jardim, onde uma pessoa morreu.

O número de desaparecidos na região chega a 408, segundo balanço divulgado ontem (11), pelo Programa de Identificação de Vítimas (PIV) do Ministério Público do Rio de Janeiro. O município de Teresópolis lidera a lista de desaparecidos, com 223 nomes, seguido de Nova Friburgo (85), Petrópolis (56) e Sumidouro (dois). Em São José do Vale do Rio Preto e em Bom Jardim não há desaparecidos.

Na próxima segunda-feira (14), o Ministério Público deverá divulgar uma nova atualização da lista de desaparecidos.

SIGA BRASIL - Cidadãos podem monitorar dinheiro enviado para ajudar o Rio


Milton Júnior
Do Contas Abertas


O Senado Federal anunciou nesta semana mais uma ferramenta de controle social pela internet. Por meio do portal Siga Brasil, um sistema de informações sobre as leis orçamentárias que reúne diversas bases de dados, o cidadão poderá acompanhar todos os repasses federais para as cidades do Rio de Janeiro atingidas pelas chuvas no início deste ano. Os interessados poderão identificar, por exemplo, qual órgão liberou efetivamente os recursos, para qual município ou estado, com que foi gasta a verba, além de verificar quem foram os favorecidos diretos.

Segundo dados da nova ferramenta, os principais municípios da região serrana do estado receberam, em janeiro, cerca de R$ 30 milhões do programa de “resposta aos desastres e reconstrução”, do Ministério da Integração Nacional. De acordo com o Siga Brasil, Nova Friburgo recebeu um terço do valor, enquanto Teresópolis e Petrópolis receberam R$ 7 milhões, cada uma. O restante foi distribuído entre as cidades de Sumidouro, Areal, Bom Jardim e São José do Vale do Rio Preto.

O sistema desenvolvido pelo Senado poderá ainda ajudar o próprio governo, segundo reportagem institucional. A equipe técnica da Secretaria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU) no Rio, por exemplo, encarregada de fiscalizar a aplicação dos recursos federais repassados às prefeituras, será um deles. A equipe começou o trabalho de fiscalização pela Secretaria de Obras do estado, que já recebeu R$ 70 milhões do crédito extraordinário dos R$ 780 milhões aberto pela MP 522/11.

Instruções

Para identificar se os recursos destinados a socorrer vítimas das enchentes foram liberados para as prefeituras das áreas atingidas, basta acessar o link “Orçamento”, na página do Senado na internet.Clique aqui para ir direto ao site. Recomenda-se usar o Internet Explorer e o Java 2 versão 1.4.2. Veja aqui o infográfico produzido pelo Jornal do Senado para exemplificar o caminho que o internauta deverá percorrer.


Se o atalho não for usado, selecione estados e municípios à esquerda da página. Em seguida, escolha 2011 (por enquanto, os dados disponíveis nessa consulta pronta incluem apenas 2010 e o atual exercício). Localize na parte "Orçamento em números", a chamada referente à "Defesa Civil – recursos aplicados pela União por município".

Monitoramento também no Executivo

A Controladoria-Geral da União (CGU) também anunciou nesta semana que acompanhará de forma preventiva a aplicação dos recursos públicos federais transferidos aos municípios do Rio. Além de monitorar in loco o quadro situacional e assessorar tecnicamente os gestores, a Controladoria “estuda” incluir no Portal da Transparência o detalhamento dos gastos realizados pelos estados e municípios para atendimento às situações de calamidade.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

CANALHICE - Voluntários denunciam desvio de donativos em Teresópolis


Prefeitura diz que 2 foram presos suspeitos de desviar doações para venda.

Prefeitura divulgou telefones para receber denúncias.



TDo G1 RJ, em Teresópolis

As doações para os desabrigados na tragédia causada pela chuva na Região Serrana do Rio lotaram galpões, abrigos e ginásios poliesportivos. Diante do fácil acesso a roupas, comidas, água potável e itens de higiene começaram a surgir casos de desvio de donativos nas cidades.

A Secretaria de Segurança de Teresópolis afirmou que duas pessoas já foram presas acusadas de praticar o crime no município. No ginásio poliesportivo Pedrão, principal ponto de distribuição das doações, os voluntários estão atentos para reprimir a prática ilícita.

Roupas e tênis
O aposentado João de Oliveira Campos, de 68 anos, é um dos coordenadores voluntários do Pedrão. Ele conta que já viu pessoas tentando furtar, principalmente roupas e tênis, do local. Segundo o aposentado, uma das táticas adotadas pelos criminosos é a de se passar por voluntário na organização dos donativos no ginásio.

Para evitar o crime, João passou a ficar de olhos atentos e ensinou seu grupo de voluntários a perceber quando há pessoas com o intuito de desviar as doações.

“No início, quando tudo estava uma bagunça e tinha muita gente ainda morando no Pedrão, eu vi um grupo de sete jovens, que não eram de áreas atingidas pela chuva, recolhendo várias sacolas com roupas. Quando eu percebi, essas pessoas estavam com o crachá de voluntário, então eu tive que me exaltar e pedi que eles não voltassem mais. É muito injusto tirar aquilo que as pessoas estão necessitando”, diz o aposentado.


O analista de controle Eberson Costa enfrentou 32 horas de viagem de Roraima a Teresópolis, especialmente para trabalhar como voluntário. Ele afirma que resolveu ir à serra ajudar as vítimas da chuva, após perder a esposa e o filho de 2 anos em um deslizamento de terra provocado pelo temporal em Blumenau, Santa Catarina. O episódio aconteceu em 2008.
Eberson virou voluntário após perder esposa e filho
na tragédia provocada pela chuva em Blumenau

Eberson está ajudando na distribuição de donativos em Teresópolis há uma semana. Ele conta que durante o período, já presenciou algumas pessoas indo ao Pedrão por repetidas vezes para buscar colchonetes.

“A pessoa diz que mora com quatro pessoas, aí vem aqui e leva seis colchonetes, depois no dia seguinte chega aqui para buscar mais colchonetes de novo. Agora, tento gravar a fisionomia das pessoas e saber o que elas buscaram nas visitas anteriores”.

A estudante Camila Gonçalves também faz parte do time de voluntários no Pedrão. Ela conta que já desmascarou uma “colega” de trabalho, que tentou desviar quatro sacolas de roupas.

“Nós começamos a perceber que ela só ficava num canto separando roupas, aí depois vimos que ela saiu por três dias seguidos com sacolas. Na quarta vez nós seguimos ela, aí não teve mais jeito, a farsa foi descoberta e ela não teve outra saída a não ser devolver as peças”, relata.

Pedido de donativos
Antes de recolher os donativos, as pessoas atingidas pela chuva precisam requerer uma guia na Secretaria de Assistência Social solicitando os itens necessários à família. Além disso, elas precisam informar o endereço e o número de parentes que dividem a residência.

Os coordenadores voluntários argumentam que a guia não é digitalizada e que assim, a prefeitura de Teresópolis não consegue controlar o número de vezes que o indivíduo foi ao local receber os donativos.

Prefeitura recebe denúncias
O secretário de Segurança Pública de Teresópolis, Laet Moutinho, afirma que não é possível burocratizar o acesso aos donativos diante da crise. De acordo com ele, as autoridades presumem a honestidade das pessoas que recorrem aos abrigos e aos pontos de distribuição.

Moutinho diz ainda que a prefeitura já recebeu muitas denúncias de desvio de donativos. Segundo o secretário, as informações foram checadas, mas não foram comprovadas.

“Nós só conseguimos comprovar dois casos. Uma foi de uma falsa delegada que tentou abastecer um caminhão com botijões de gás, e a outra aconteceu esta semana, quando uma senhora foi flagrada por um PM do Bope vendendo fraldas que ela tinha recolhido nas doações”, enumera.

Crime com até 2 anos de prisão
O secretário esclarece que o recolhimento de donativos por pessoas não necessitadas é crime e pode ser configurado como estelionato, apropriação indébita e furto. Nesses casos, segundo Moutinho, a pena pode chegar a dois anos de prisão.

“Por exemplo, se a pessoa for moradora de um bairro X, que não foi afetado pela chuva e mentir, dizendo que morava no bairro Y que ficou destruído, ela está mentindo para tirar vantagens, logo isso é crime”, conta.

No entanto, ele afirma que não configura crime o estoque de donativos por igrejas, assim como o ato de negar a distribuição de donativos em locais que não sejam controlados pelo Poder Público.

“Muitas pessoas ligaram reclamando que a igreja de tal lugar está abarrotada de alimentos e que não quis doar para as pessoas. Nesse caso, a instituição é autônoma e pode decidir para quem e quando doar. O que não pode acontecer é a doação em busca de benefício próprio, como por políticos e candidatos, a doação em troca de favores e o material doado ser usado para revenda. Agora, faço questão de esclarecer que no Pedrão, que é controlado pela prefeitura, a distribuição não pode ser negada, a não ser que haja a suspeita de vantagem ilícita por parte de quem está solicitando o material”, explica Laet Moutinho.

Telefones para denúncia
A Secretaria de Segurança Pública de Teresópolis disponibilizou alguns números de telefone para receber denúncias de desvio de doações. DENUNCIE ESSES CANALHAS . As informações podem ser repassadas pelo (21) 2742-4704 / 2742-9321 / 2743-0155 / 2742-7351.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Crea-RJ : 80% das mortes na Região Serrana poderiam ter sido evitadas



Rio - O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Economia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) afirmou que tragédia que vitimou mais de 830 pessoas na Região Serrana do Rio ocorreu por uma " foi exacerbada pela falta de planejamento dos órgãos públicos". A acusação de Agostinho Guerreiro foi feita nesta quarta-feira após a entrega de um estudo aos prefeitos de Teresópolis e Nova Friburgo sobre os fatores que causaram as enchentes nas duas cidades.

"Se tivesse sido cumprida a Lei brasileira correspondente a desmatamentos, certamente teríamos salvo 80% de vidas na região", afirma Guerreiro. Além de determinar as causa da tragédia, o documento, concebido por técnicos e especialistas do Crea-RJ nos três dias que se seguiram às chuvas, apresenta sugestões de obras possíveis de serem realizadas até o próximo verão para amenizar os riscos.

"São obras de pequeno porte, como contenção de encostas e pequenas barragens no topo dos afluentes que não exigem grandes gastos ou grande aparato para serem realizadas", sugere o engenheiro.

Ele também ressaltou a urgência para a realização das obras sugeridas. "No verão do ano que vem, nós teremos novas catástrofes. Só não sabemos onde". 

De acordo com Guerreiro, apesar de o fenômeno natural das chuvas ter ocorrido em grande intensidade, a intervenção humana na região não pode ser desconsiderada como fator preponderante na força das cheias e deslizamentos. "Aqueles que colocam a culpa apenas no fenômeno natural estão prestando um desserviço ao comportamento dos órgãos públicos".

Além do aquecimento global, que, segundo o engenheiro, intensifica os fenômenos naturais, o desmatamento de encostas e a ocupação irregular do solo fazem com que a velocidade e o volume das águas que descem os morros aumentem, desencadeando o processo.

Região Serrana enfrenta a pior catástrofe de sua história

Castigada por um temporal que fez chover em 24 horas mais do que era esperado para todo o mês, a Região Serrana do Rio enfrenta desde a noite da terça-feira 11 de janeiro a pior catástrofe natural do Brasil. Com o número de mortos, desabrigados, desalojados, feridos e desaparecidos, a tragédia já superou o registrado em janeiro do ano passado, em Angra dos Reis e, em abril, na capital e Niterói.

Localidades inteiras foram soterradas por lama no município de Teresópolis. No bairro Caleme, uma represa da Cedae transbordou por causa da tromba d’água, provocando o deslizamento de encostas sobre casas e carros. Em Nova Friburgo, três bombeiros que seguiam para resgatar vítimas quando o carro onde estavam foi soterrado por uma avalanche.

Petrópolis também sofreu devastação em diferentes pontos. O Distrito de Itaipava foi o mais atingido. O soterramento de uma casa na localidade Vale do Cuiabá matou 12 pessoas de uma mesma família. Corpos foram recolhidos por moradores e depositados às margens de um rio à espera de resgate. Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto, também cidades da região, também contabilizam mortos.

Com informações do Terra

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

RECONSTRUÇÃO DA REGIÃO SERRANA - Entidades vão acompanhar aplicação de recursos públicos na recuperação de Teresópolis

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A população de Teresópolis está se organizando para acompanhar os investimentos na recuperação do município - um dos mais castigados pelas fortes chuvas e deslizamentos de terra que devastaram a região serrana do Rio no último dia 12. Vinte e três entidades da sociedade civil - entre elas, igrejas, sindicatos e organizações não governamentais – decidiram se juntar para reivindicar que a prefeitura os ouça antes de decidir sobre aplicação do dinheiro público e de doações.

O governo federal destinou R$ 30 milhões para reconstruir as cidades serranas. Teresópolis recebeu R$ 7 milhões, assim como Petrópolis. Nova Friburgo ficou com R$ 10 milhões e mais quatro municípios dividiram o restante. Cerca de R$ 6 milhões também foram depositados nas contas abertas pelas prefeituras pera receber doações.

Segundo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Teresópolis, Jefferson Farias Soares, que faz parte do grupo, o objetivo é elaborar com a prefeitura planos de longo prazo, como o bairro que receberá os desabrigados. De acordo com ele, a sociedade quer participar da escolha do projeto das casas, das construturas e da urbanização.

“Nossa participação visa a resguardar o que interessa à sociedade, buscando melhores preços e projetos", disse Soares. Segundo ele, o objetivo do movimento é assegurar uma boa na gestão financeira.

Além de contar com o Tribunal de Contas da União (TCU) para fiscalizar os gastos públicos, as organizações da sociedade têm o apoio Ministério Público Federal (MPF). Procuradores da República têm trocado informações e estão cobrando das prefeituras projetos e informações sobre a liberação de verbas.

O procurador da República em Nova Friburgo Marcelo Medina disse que essa é uma das funções do MPF, mas que neste momento de calamidade pública e de dispensa de licitação exige maior atenção.

Segundo Medina, os procuradores estão acompanhando os processos para que o dinheiro destinado à recuperação dos municípios não seja desviado para outras áreas. "Esperamos que seja um trabalho fácil, que haja colaboração da prefeitura, que nos entregue num prazo hábil os documentos necessários."

Edição: João Carlos Rodrigues

domingo, 23 de janeiro de 2011

CARAMELO - 'É tudo mentira', diz coveiro sobre cão fotografado ao lado de sepultura


   

No dia da foto, cão Joe acompanhava coveiro, que cavava sepulturas.
Segundo coveiro, animal foi abandonado no cemitério Carlinda Berlim.

Henrique Porto
Do G1 RJ
Ao longo da última semana, a fotografia de um cão que supostamente velava o corpo da dona vítima das chuvas na cidade de Teresópolis, Região Serrana do Rio, ganhou destaque em jornais no Brasil e no mundo. Identificado como Caramelo, o comportamento do cachorro comoveu leitores e chamou a atenção de quem buscava notícias sobre a tragédia.

Mas a história, digna de folhetim, ganhou novo capítulo a partir de uma revelação. "É tudo mentira", protestou o verdadeiro dono do animal, o coveiro Rodolfo Júnior. "O nome do cachorro da foto é Joe e está comigo há 1 ano", revelou.

Ele conta que, no dia em que a fotografia foi feita, Joe o acompanhava enquanto trabalhava como voluntário cavando sepulturas para abrigar os corpos das vítimas. "Ele deitou ao lado de uma cova. A foto foi feita e escreveram que era a dona dele, e que ele estaria ali acompanhando. E rolou esse boato todo", explicou Rodolfo.
O cachorro Joe, confundido com o cão Caramelo, na foto em que aparece ao lado de um uma cova em Teresópolis, na Região SerranaO cachorro Joe, confundido com o cão Caramelo, na foto em que aparece ao lado de um uma cova em Teresópolis, na Região Serrana (Foto: Vanderlei Almeida/ AFP)

Parceiros
Segundo o coveiro, o cão foi abandonado no Cemitério municipal Carlinda Berlim, no bairro Vale do Paraíso. "Ele havia sido adotado por uma outra pessoa, mas ela teve que voltar para o Rio de Janeiro e não pôde mais ficar com ele. Então eu o adotei. Já está comigo há 1 ano e é meu parceiro. Onde eu vou, ele vai junto", explicou.

E Caramelo, o cão que levou o mérito e virou celebridade instantânea? "Caramelo existe realmente. Ele foi encontrado no bairro do Caleme. Saiu em outra foto sendo socorrido no colo de uma pessoa", diz Rodolfo.
Apesar da confusão envolvendo os dois animais, o coveiro viu o episódio com bom humor. "Ficou engraçado, uma maluquice danada, né? Mas serviu de exemplo. Depois desta história e diante dessa tragédia, muita gente passou a recolher os cachorros que estavam na rua", destacou.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

CHUVAS NO RJ - Número de mortes na Região Serrana chega a 672, segundo prefeitura #ChuvasRJ


   

Rio - As prefeituras das cidades da Região Serranas atingidas pelas chuvas desde a terça-feira, dia 11 de janeiro, já contabilizam 672 corpos encontrados. De acordo com os levantamentos oficiais, até o momento, 318 pessoas morreram em Nova Friburgo, 274 em Teresópolis, 58 em Petrópolis, 20 em Sumidouro e 2 em São José do Vale do Rio Preto. O número de desabrigados e desalojados de toda a região já passa de 15 mil.

Em outro balanço, divulgado às 22h desta segunda-feira, a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil contabiliza 665 vítimas fatais pelas fortes chuvas na região. Deste número, 312 são de Nova Friburgo, 276 de Teresópolis, 58 de Petrópolis e 19 do município de Sumidouro. Os dois corpos encontrados em São José do Vale do Rio Preto foram confirmados apenas pela prefeitura.

De acordo com a Secretaria, há 3.600 desalojados e 2.800 desabrigados em Petrópolis, 960 e 1.280 em Teresópolis e 3.220 e 1.970 em Nova Friburgo.
Foto: Divulgação
Peritos exibem fotos das vítimas em frente ao IML para reconhecimento por parentes e os primeiros corpos começam a ser sepultados no cemitério municipal de Teresópolis, onde foram abertas 300 covas | Foto: Divulgação
Concessionária de energia reforça equipes na Região Serrana

A concessionária de energia Ampla enviará à região serrana do Rio de Janeiro mais 70 equipes de emergência para se juntar às turmas que trabalham desde a semana passada de forma ininterrupta para regularizar o abastecimento de energia nas áreas atingidas pelos temporais.

Dos 105 mil moradores que ficaram sem energia,93% já tiveram o fornecimento normalizado, o que representa 98,5 mil clientes.

Segundo a Ampla, 96% dos clientes já estão com a energia em suas casas em Teresópolis. Em São José do Vale do Rio Preto, a concessionária já conseguiu restabelecer o fornecimento em 93% dos consumidores. Em Petrópolis e Areal, o fornecimento já voltou para 94% dos moradores.

A concessionária estendeu ainda o prazo de pagamento da conta de luz de janeiro para os clientes afetados. Durante 30 dias após o vencimento, não serão cobrados multa e juros.

A companhia disponibilizou geradores para atender os serviços essenciais na região serrana da rede hospitalar, postos de saúde e abrigos que estão atendendo desabrigados e desalojados da tragédia. 

Região Serrana enfrenta a pior catástrofe de sua história


Castigada por um temporal que fez chover em 24 horas mais do que era esperado para todo o mês, a Região Serrana do Rio enfrenta desde a noite da terça-feira 11 de janeiro a pior catástrofe natural do Brasil. Com o número de mortos, desabrigados, desalojados, feridos e desaparecidos, a tragédia já superou o registrado em janeiro do ano passado, em Angra dos Reis e, em abril, na capital e Niterói.

Localidades inteiras foram soterradas por lama no município de Teresópolis. No bairro Caleme, uma represa da Cedae transbordou por causa da tromba d’água, provocando o deslizamento de encostas sobre casas e carros. Em Nova Friburgo, três bombeiros que seguiam para resgatar vítimas quando o carro onde estavam foi soterrado por uma avalanche.

Petrópolis também sofreu devastação em diferentes pontos. O Distrito de Itaipava foi o mais atingido. O soterramento de uma casa na localidade Vale do Cuiabá matou 12 pessoas de uma mesma família. Corpos foram recolhidos por moradores e depositados às margens de um rio à espera de resgate. Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto, também cidades da região, também contabilizam mortos.
Com informações do Terra

sábado, 27 de março de 2010

RIO DE JANEIRO/GOVERJ/SAÚDE - Primeira UPA 24h na serra fluminense


Teresópolis também recebeu uma ambulância UTI e sete veículos para o Corpo de Bombeiros, como apoio à unidade de emergência

Teresópolis - Os moradores da cidade serrana de Teresópolis passam, agora, a ser atendidos também na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nathan Garcia Leitão, inaugurada pelo governador Sérgio Cabral, na presença do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e do prefeito teresopolitano Jorge Mario Sedlacek.

No mesmo dia, foram entregues uma ambulância UTI e sete novas viaturas do Corpo de Bombeiros para auxiliar o funcionamento da UPA, primeira da Região Serrana e 27ª do Estado do Rio. Sete máquinas e equipamentos da patrulha mecanizada ficarão à disposição da cidade, oficialmente, para atuar na recuperação e manutenção das estradas vicinais.

SAÚDE DE PONTA

“Teresópolis está recebendo tudo o que há de mais moderno para o atendimento de urgência e de emergência na área de saúde. Importantes investimentos caracterizam a parceria vitoriosa que a nossa administração vem mantendo com o presidente Lula e o governador Sérgio Cabral. A cidade é a grande beneficiada com essa aliança política séria e comprometida com o bem-estar da população”, comemorou o prefeito Jorge Mario, que mereceu elogios do governador: “É um político sério, decente e honesto, que sabe pedir melhorias em benefício dos habitantes de Teresópolis. Muitas vidas serão salvas nesta UPA”.

Nathan Garcia Leitão, filho da cidade, morreu em janeiro aos 15 anos, vítima de leucemia crônica. É considerado símbolo de luta contra a doença e de mobilização pela realização de campanhas para cadastramento de voluntários para a doação de medula óssea, aumentando o número de doadores, conforme informação do ministro Temporão.

 


 

sábado, 20 de março de 2010

RIO DE JANEIRO/GOVERJ/ROYALTIES - Cabral diz confiar em veto de Lula a projeto

De Débora Thomé, da Agência Estado:

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, voltou a comentar hoje a disputa pelos royalties do pré-sal em uma inauguração em Teresópolis (RJ). Ele reforçou sua convicção de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetará o projeto que distribui os royalties do pré-sal de forma igualitária entre Estados e municípios.
"É mais fácil o Sargento Garcia prender o Zorro do que o presidente Lula não vetar essa barbaridade contra os Estados produtores. Eu conheço o presidente. Ele é o presidente mais solidário que o Rio já teve. Jamais vamos permitir covardia contra o Rio. O Congresso Nacional ainda tem chance de modificar essa barbaridade feita contra os Estados e municípios produtores", afirmou o governador.
Já em Brasília, também hoje, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, mesmo criticando os novos critérios para a redivisão dos royalties do petróleo, afirmou que não se trabalha com a hipótese de o presidente vetar esta decisão do Legislativo.

 

 

sexta-feira, 19 de março de 2010

RIO DE JANEIRO/GOVERJ/SAÚDE - Região serrana do Rio ganha primeira Unidade de Pronto-Atendimento


Agência Brasil
Publicação: 19/03/2010 08:48



O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, participam nesta sexta-feira (19/3), às 10h, em Teresópolis, da inauguração da primeira Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da região serrana do estado.

A unidade vai beneficiar 350 mil pessoas. A expectativa é de que sejam realizados 500 atendimentos por dia, durante 24 horas, inclusive nos fins de semana.