Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador CPI da Região Serrana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CPI da Região Serrana. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

ALERJ aprova relatório da CPI das chuvas na Região Serrana #Rio Texto mostra fortes indícios de 'corrupção endêmica'

Texto seguirá para TCE, TCU, MP, governador e prefeitos.
Cuidados com rios e encostas são algumas das sugestões da CPI.
Do G1 RJ

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou nesta quarta-feira (21), em discussão única, o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou as responsabilidades nas tragédias causadas pelas chuvas na Região Serrana.

A Alerj informou que receberão o texto o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria Geral da União (CGU), e os Ministérios Públicos estadual e federal.

O governador Sérgio Cabral, os prefeitos e os presidentes das Câmaras de Vereadores das cidades serranas afetadas pelas enchentes de janeiro também receberão o documento.

“Precisamos estimular a continuidade das investigações, sobretudo nos ministério públicos, até porque foram muitas as denúncias de corrupção”, disse o presidente da CPI, deputado Luiz Paulo (PSDB).

Em 261 páginas, o documento tem relatórios, gráficos, fotos e 43 sugestões de ações para remediar e prevenir novas tragédias.

Entre as diversas propostas, há dois anteprojetos de lei: um, criado em parceria com o MP, coibindo as ocupações irregulares, e outro criando um fundo para as catástrofes.

“Há ainda a necessidade de construção, nos próximos quatro anos, de 40 mil habitações, de dragagem de rios, de contenção de encostas e de controle do uso do solo e de um sistema organizado de Defesa Civil”, disse Luiz Paulo, a necessidade de que haja um efetivo “e organizado” sistema de Defesa Civil.
'Corrupção endêmica'
O relatório da CPI da Serra foi aprovado por unanimidade, em 22 de agosto pelos deputados que compõem a Comissão. Ao abrir a sessão, o presidente da CPI, deputado Luiz Paulo (PSDB), disse que o texto mostra fortes indícios de 'corrupção endêmica' na Região Serrana.

A CPI investiga as responsabilidades dos órgãos públicos nos dias que se seguiram às chuvas de janeiro, que mataram mais de 900 pessoas.

Causas da tragédia
Em relação às causas da tragédia, o relatório do deputado Nilton Salomão (PT) fez críticas à "extrema fragilidade" das Defesas Civis dos municípios da Região Serrana. Os deputados pediram no relatório empenho dos órgãos envolvidos para que não haja mais mortes no verão que se aproxima.

A falta de políticas de uso do solo, permitindo a ocupação de áreas de risco, também foi criticada no relatório de Salomão.

O deputado Luiz Paulo chamou a corrupção em Teresópolis de "tragédia dentro da catástrofe".
"A corrupção é estrutural, já existia antes da tragédia", disse o presidente, explicando por que colocou a corrupção como causa das mortes provocadas pelas chuvas.

Ele pediu à sociedade para lutar contra a corrupção afirmando que "Teresópolis já disse não", referindo-se ao afastamento do prefeito Jorge Mário pela Câmara dos Vereadores. Uma Comissão Processante investiga denúncias de mau uso do dinheiro destinado à recuperação da cidade após as chuvas de janeiro

sexta-feira, 11 de março de 2011

CPI DA REGIÃO SERRANA - Comissão que investiga tragédia para apurar responsabilidades de 904 mortos



Comissão que investiga tragédia estará em Nova Friburgo amanhã
Do R7 | 11/03/2011 às 07h23

Marcos de Paula / AE
Teresópolis foi uma das cidades mais afetadas pela chuva


A CPI da região serrana aprovou na quinta-feira (10) o primeiro roteiro de visitas às cidades atingidas pelas fortes chuvas em 11 de janeiro e, nesta sexta-feira (11), quando a tragédia que matou mais de 900 pessoas completa dois meses, a comissão fará sua primeira visita ao município de Teresópolis, onde será recebida pelo prefeito Jorge Mário Sedlacek.

A visita tem o objetivo de saber como é feito pelo município a identificação das áreas de risco, conhecer o sistema de monitoramento de construções irregulares, sistema de medidas compensatórias em empreendimentos e as regras básicas na aprovação da construção de condomínios.

Logo após, os membros da CPI irão para Câmara Municipal, onde tomarão ciência da legislação municipal para o uso e parcelamento do solo bem como um levantamento das ações da Câmara de Teresópolis no acompanhamento da tragédia.

De acordo com o relator da CPI, Nilton Salomão (PT), após as primeiras oitivas na sede da @Alerj o recolhimento de dados dos municípios darão clareza a CPI no que diz respeito ao critério de convocação dos agentes políticos para as futuras audiências a qual serão convocados.

- Fazem-se necessários o recolhimento deste tipo de dados em cada prefeitura e cada Câmara Municipal para dar mais clareza àquilo que é realmente o objeto de nossa investigação. Não tenho dúvida de que a
responsabilidade da tragédia da região serrana não é apenas da natureza. Ações preventivas poderiam ser tomadas, senão evitando todas as mortes, atenuando essa que foi uma das maiores tragédias que se tem conhecimento na história de nosso país.

A CPI da região serrana visitará no sábado (12) o município de Nova Friburgo sob orientação do mesmo cronograma a ser efetuado no município de Teresópolis. A comissão deverá também visitar alguns abrigos e áreas onde houve escorregamento de terra em área de encostas.

Tragédia das chuvas 

Um forte temporal atingiu a região serrana do Estado do Rio de Janeiro entre a noite de 11 de janeiro e a manhã do dia seguinte. Choveu em 24 horas o esperado para o mês inteiro e o resultado foi a maior tragédia climática registrada no país, segundo especialistas de várias áreas.

Deslizamentos de terra e enchentes mataram mais de 900 pessoas e deixaram quase 400 desaparecidas. Cerca de 30 mil sobreviventes ficaram desalojados ou desabrigados. Escolas, ginásios esportivos e igrejas viraram abrigos. Hospitais ficaram cheios de feridos na primeira semana; estando a maioria já recuperada. Cerca de 15 dias depois da catástrofe, doenças como leptospirose (provocada pelo contato com a urina de rato) começaram a assolar a população. Autoridades então passaram a monitorar casos confirmados e pacientes suspeitos, além de educar o povo em relação à prevenção.

As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jardim e Areal foram as mais afetadas e decretaram estado de calamidade pública. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados durante alguns dias.



As três esferas de governo se uniram para ajudar as vítimas e reconstruir as cidades. No dia 14 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa em Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. No dia 27 do mesmo mês, a presidente esteve no Rio e anunciou a entrega de 8.000 casas para desabrigados.

A ajuda também veio através de doações. Pessoas de diversos estados e países se comoveram com a tragédia e enviaram principalmente dinheiro, roupas, alimentos, remédios, água e colchões. Em fevereiro, as maiores necessidades, de acordo com as prefeituras dos municípios afetados, são material de limpeza, material de higiene pessoal e material descartável (como copos e fraldas).

Os animais que perderam seus donos e conseguiram sobreviver não foram esquecidos pela corrente de solidariedade. Entidades de defesa dos animais e pet shops organizaram feira de adoções. Centenas de cães e gatos ganharam novos lares e há até fila de espera de pessoas interessadas em cuidar dos bichinhos.