Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador homicídios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador homicídios. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de outubro de 2011

VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO - São Paulo teve 16 motoristas presos por homicídio doloso neste ano

MARCELO GODOY, WILLIAM CARDOSO - O Estado de S.Paulo
A polícia prendeu em flagrante neste ano 16 motoristas por homicídio doloso (com intenção de matar) após acidentes graves na cidade de São Paulo. Os dados são de um levantamento inédito da Polícia Civil.

Ele mostra que dez desses casos ocorreram após o engenheiro Marcelo Málvio Alves de Lima, de 36 anos, causar a morte da advogada Carolina Menezes Cintra Santos, de 28. Segundo a polícia, ele dirigia alcoolizado e em alta velocidade seu Porsche 911 turbo, no Itaim-Bibi, zona sul. Ele nega.

O acidente com o Porsche no dia 9 de julho foi um ponto de inflexão na forma como a polícia trata os acusados desses crimes na capital. Até então, só haviam sido acusados de homicídio doloso ao volante um motoboy que atropelou um PM na Rodovia Raposo Tavares, dois rapazes que participavam de um racha na zona leste e outros dois acusados de roubo que mataram no trânsito durante perseguição policial.

O fato de ter bebido antes de provocar o acidente passou a ser preponderante para o indiciamento por homicídio doloso, depois de 9 de julho. Foi uma decisão do diretor da Polícia Judiciária da Capital, delegado Carlos José Paschoal de Toledo.

Depois disso, foram dez prisões. Em nove delas, a ingestão de álcool - normalmente associada à alta velocidade - foi tomada pela polícia como indicativo de que o motorista assumiu o risco de matar. Nenhum desses nove indiciados continua preso - todos obtiveram o direito de responder ao processo em liberdade. Além dos 16 casos com morte, houve um enquadrado como tentativa de homicídio e outro como lesão corporal dolosa.

Os dados mostram que os motoristas jovens são os menos prudentes. De 16 detidos, nove têm entre 19 e 29 anos - só três acima dos 40.Todos são homens. A região recordista de prisões por morte no trânsito em geral foi a zona leste (seis casos). Quando só a bebida é a causa do acidente, as zonas sul e oeste, conhecidas pela vida noturna, respondem por sete dos nove casos - três na zona oeste e quatro na zona sul.

Entre os casos em que a bebida foi apontada como fundamental para a ocorrência das mortes, os veículos conduzidos são: dois Gols, um Golf, um Fiesta, um caminhão, um Peugeot 206, um Porsche 911 Turbo, uma Toyota Hilux e um Camaro.

Proximidade. Nem sempre a vítima do motorista alcoolizado é um pedestre ou um desconhecido. Em um acidente no dia 20, na Avenida do Cursino, zona sul, um comerciante de 22 anos dirigia em alta velocidade e alcoolizado, segundo a polícia, quando bateu em um caminhão de lixo. O passageiro foi arremessado para fora do carro e morreu na hora. Eram amigos de infância. Situação semelhante aconteceu com um caminhoneiro que, alcoolizado, bateu na parede do Túnel Ayrton Senna e viu seu ajudante morrer, em 28 de agosto.

sábado, 24 de setembro de 2011

Morte de juíza: um dos acusados tentou forjar álibi #rio

Antônio Werneck (werneck@oglobo.com.br) e Vera Araújo (varaujo@oglobo.com.br)

RIO - Um depoimento mantido em sigilo por policiais da Divisão de Homicídios (DH) revela que um dos três PMs presos, acusados de assassinar a juíza Patrícia Acioli, tentou forjar um álibi para justificar sua presença nas proximidades do Fórum de São Gonçalo na noite do crime. O policial procurou uma advogada e tentou convencê-la a mentir, pedindo a ela que dissesse que esteve com ele na noite da execução. A advogada recusou a proposta. Patrícia foi morta com 21 tiros em Piratininga, Niterói, no último dia 11 de agosto.

LEIA MAIS: Polícia faz busca em residências de pessoas ligadas aos PMs acusados de matar juíza em Niterói

FORA DO TRAJETO: Polícia investiga participação de patrulhas em assassinato da juíza Patrícia Acioli

EMBOSCADA: Câmeras registram perseguição a juíza Patrícia Acioli, morta por policiais militares em Niterói

O rastreamento dos celulares dos três PMs feito pela DH revelou que dois deles estiveram perto do Fórum onde a juíza trabalhava na noite do assassinato - um deles era o que pediu um álibi à advogada. A dupla teria permanecido no local por mais de uma hora, até desligar seus celulares. Até agora, os três são os únicos acusados formalmente pelo assassinato. Patrícia saiu do Fórum de São Gonçalo às 23h13m e foi executada às 23h55m, na porta de casa.

PM afirma que estava em encontro amoroso

Em seu depoimento, também sob sigilo, o PM que tentou forjar o álibi contou que estava na Zona Sul do Rio, horas antes do crime, quando recebeu a ligação de um dos outros dois PMs acusados. Segundo ele, os três combinaram um encontro amoroso com mulheres do Morro do Castro, na Engenhoca, em Niterói. Ainda de acordo com o depoimento do policial, o grupo estava namorando na Região Oceânica, também em Niterói, no momento em que a juíza foi morta. O policial admitiu que esteve antes na porta do Fórum para conversar com a advogada que o assistia, mas contou que houve um desencontro entre eles.

A advogada foi a responsável, na noite do crime, por avisar aos três policiais militares que a juíza Patrícia Acioli decretaria a prisão deles e de mais cinco policiais do 7º BPM (Alcântara) pelo assassinato de Diego da Conceição Beline, de 18 anos. O rapaz foi morto em junho deste ano na Favela do Salgueiro, em São Gonçalo. Os PMs tentaram forjar um auto de resistência (morte em confronto), deixando uma arma (pistola 9mm) e um punhado de drogas ao lado do corpo. A versão dos policiais não convenceu, e eles acabaram acusados de homicídio.

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/09/23/morte-de-juiza-um-dos-acusados-tentou-forjar-alibi-925431438.asp

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Polícia investiga participação de patrulhas em assassinato de juíza Patrícia Acioli

O Globo
Publicada em 21/09/2011 às 01h39m
Antônio Werneckwerneck@oglobo.com.br

RIO - O deslocamento fora da rotina de duas patrulhas do 12º BPM (Niterói) na noite do assassinato da juíza Patrícia Acioli passou a ser investigado pelos policiais da Divisão de Homicídios (DH). Os veículos em que estavam seis policiais militares foram rastreados pelo sistema de GPS da noite do dia 11 de agosto (data da execução) até a madrugada do dia seguinte. A DH trabalha com a possibilidade de o crime ter a participação de mais policiais. Até agora, o tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes e os cabos Sérgio Costa Júnior e Jefferson de Araújo Miranda, lotados no 7 BPM (São Gonçalo), são os únicos acusados formalmente pelo assassinato.

Carro da PM ficou apagado na Praia de Piratininga

Sem autorização de um oficial superior e contrariando a orientação do comando, uma patrulha com dois policiais deixou por volta das 22h o Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) no bairro Vila Progresso, em Pendotiba, e ficou estacionada com as luzes apagadas na Praia de Piratininga até a hora da execução da juíza, quando foi acionada pela central 190 (o serviço de emergência da corporação). Ela foi a primeira a chegar ao local do crime.

- Ela deveria ficar posicionada no DPO e só sair para atender uma ocorrência - disse um oficial da PM.

O deslocamento de uma outra patrulha é o que mais intriga os investigadores. O veículo com quatro PMs, do 12º BPM (Niterói), deveria policiar o bairro de São Francisco, na Zona Sul de Niterói - a cerca de 10km da Região Oceânica, onde o assassinato ocorreu. Entretanto, às 22h06m, o GPS indicou que o carro, em alta velocidade (média de 95km/h), deixou São Francisco e seguiu até a Estrada Francisco da Cruz Nunes, que liga o Largo do Batalha ao bairro de Itaipu. Ele ficou parado num posto de gasolina até as 23h58m, quando, sem ser acionado, foi para o local do crime, aonde chegou aos nove minutos do dia 12.
Segundo os policiais, os assassinos podem ter usado a Estrada Francisco da Cruz Nunes como rota de fuga. Também há suspeita de que eles tenham passado pela Avenida Central e pelo DPO da Vila Progresso. A forma como o veículo com os quatro policiais saiu de São Francisco, onde deveria ficar baseado, e seguiu em alta velocidade para a Região Oceânica despertou a suspeita dos investigadores.

Acusados estiveram na rua da juíza um mês antes
A juíza Patrícia Acioli foi seguida do Fórum até sua casa, onde foi executada com 21 tiros. Ela deixou o trabalho às 23h13m e foi morta às 23h55m. A quebra do sigilo telefônico do tenente e dos dois cabos revelou que eles estiveram na rua da juíza um mês antes do crime, no dia 11 de julho. Também mostrou que, dos três policiais acusados do crime, dois estiveram próximo ao Fórum na noite do crime.

Os três PMs e mais cinco policiais do 7º BPM tiveram a prisão decretada pela juíza no dia da morte dela. Eles são acusados de matar Diego de Souza Beliene, de 18 anos, irmão de um traficante da Favela do Salgueiro, em São Gonçalo

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/09/20/policia-investiga-participacao-de-patrulhas-em-assassinato-de-juiza-patricia-acioli-925407871.asp#ixzz1Ya9bh71C

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

JUSTIÇA - Mais de 500 mil homicídios aguardam julgamento pelo Brasil, diz CNJ

Bom Dia Brasil abre esta edição de quinta-feira (3) com um exemplo de como a lentidão da justiça pode causar sofrimento. Famílias de vítimas de assassinato permanecem sem resposta. O tempo passa, os processos não andam e ninguém vai a julgamento.
Tem muita gente nesta situação. Quase meio milhão de famílias brasileiras sofrem por não ver a Justiça se realizar. Isso também significa uma ameaça para toda a sociedade, porque muitos criminosos estão soltos sem julgamento. Para quem perdeu parentes, cada dia é de expectativa e sofrimento.
Há dois anos Francisca da Silva Milfont vive um pesadelo. “É aquela agonia por dentro, parece que está fechando tudo. É remédio que eu tenho que tomar e aquela ansiedade, aquela angústia e aquele aperto dentro do coração por falta dessa justiça”, lamenta.
O filho dela, Alberto, tinha 22 anos quando foi assassinado dentro de uma loja depois de discutir com um vigia. De acordo com a investigação policial, a briga começou porque Alberto estava sentado em um colchão que ele tinha acabado de comprar. Mesmo depois de ele ter mostrado a nota, o bate-boca não terminou. O vigia, armado, deu um tiro nele.
O crime ocorreu em novembro de 2008. Até hoje Dona Francisca espera uma resposta. “Eu peço encarecidamente a essa nossa Justiça para que faça alguma coisa e que não deixe mais um assassino impune, como os muitos que já têm por aí”, pede a mãe da vítima.
Casos como de Dona Francisca são cada vez mais frequentes em todo o país. É o que revela um levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O CNJ estima que 500 mil casos de homicídios que foram investigados pela polícia ainda não foram levados a julgamento.
O juiz Ulysses de Oliveira Gonçalves Júnior diz que vários fatores atrapalham o andamento dos processos. “Hoje no Brasil nós temos quatro instâncias e um número de recursos bastante extenso, que faz com que o processo acabe se retardando no seu andamento natural”, explica.
O secretário geral do CNJ, Fernando Marcondes, diz que os processos serão agilizados só depois de um grande esforço. “O CNJ está em uma campanha junto com seus juízes auxiliares, com os conselheiros e com a corregedoria tentando instrumentalizar e modernizar os tribunais para que a resposta da Justiça seja mais rápida, mais eficaz e mais concreta”, conta Marcondes.
O vigia acusado de matar Alberto ficou 15 dias preso. A Justiça decidiu que ele vai a júri popular, mas também concedeu ao vigia o direito de aguardar o julgamento em liberdade. A loja onde Alberto foi morto informou, em nota, que está colaborando com a Justiça e que vai atender todas as determinações.

domingo, 21 de março de 2010

BAHIA/SALVADOR/SEGURANÇA PÚBLICA - registro de 19 assassinatos no fim de semana

O final de semana em Salvador foi marcado pelo alto número de homicídios: foram 19 mortes registradas entre a noite de sábado e o fim da tarde de domingo. Pelo menos quatro das vítimas eram adolescentes de 14 a 17 anos.
O corpo de um jovem que aparentava ter cerca de 16 anos foi encontrado em uma rua de barro na região da avenida Paralela, uma das mais movimentadas de Salvador.
A vítima apresentava três perfurações na cabeça, duas no lado direito e uma no esquerdo da testa, e tinha pernas e braços amarrados com fitas plásticas pelos punhos e tornozelos. Próximo ao corpo havia quatro cápsulas de balas. Não foram encontrados documentos de identificação e não há pistas da autoria e motivação do crime.
Outro adolescente foi morto, por volta da 0h de domingo, no bairro de Castelo Branco, periferia da cidade. Segundo testemunhas, Joilson Vinícius, 14 anos, foi assassinado junto com a mãe, Maria de Lourdes, 40 anos, quando os dois voltavam para a casa.
O terceiro adolescente vítima da violência tinha 14 anos e morreu com um tiro no pescoço no bairro do Rio Sena, também na periferia. Já o jovem L.C.M, 16 anos, foi morto por volta das 8h de domingo e chegou já sem vida ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde deu entrada com ferimento grave por disparados de arma de fogo. As razões de ambos assassinatos são ignoradas.
Além dos adolescentes, um duplo homicídio foi registrado pela polícia às 21h15 de sexta-feira. Cláudia Regina Germano dos Santos, 29 anos, e Luís Henrique Nunes do Carmo, 28 anos, foram assassinados com vários disparos de arma de fogo no bairro de Rio Vermelho, orla marítima de Salvador. Segundo a polícia, o irmão de Luís afirmou que ele era envolvido com tráfico de drogas e tinha saído recentemente da cadeia.
Também foram assassinados no final de semana, no sábado, Paulo, o Zoião, 30 anos, às 20h; um homem com identidade ignorada, aparentando 26 anos, às 19h; Felipe de Assis dos Santos Maceno, 19 anos, às 22h50. Já no domingo, morreram Alan de Jesus Teles, 18 anos, às 00h21; Cristiano de Jesus Rodrigues da Silva, 34 anos, às 4h; uma mulher com identidade ignorada, às 3h; e um homem com identidade ignorada, aparentando 19 anos, que morreu às 8h30 no HGE, todos vítimas de arma de fogo.