Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 10 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Ainda insuficiente, doação ao PV sobe 1.000%


EDUARDO SCOLESE
da Sucursal de Brasília

Infladas por empresários simpáticos à pré-candidatura presidencial de Marina Silva, as doações ao PV passaram de cerca de R$ 20 mil em todo o ano passado para R$ 200 mil somente entre janeiro e março de 2010, um avanço de 1.000% até o momento.
Esse salto, porém, não significa fartura na campanha da senadora acriana nem alívio no caixa do partido.
Tal montante, oriundo de pessoas físicas filiadas ou não à legenda e alavancado por depósitos via internet, não consegue cobrir nem mesmo a produção do mais recente programa partidário de TV, veiculado no início deste mês e que consumiu cerca de R$ 300 mil.
Os limites orçamentários também travam o avanço da pré-campanha da senadora.
As pesquisas de opinião, por exemplo, usadas pela coordenação de campanha para guiar os focos da agenda e dos discursos de Marina, têm sido encomendadas apenas diante de "novos fatos", como no caso das recentes inserções na TV. Isso porque cada uma custa em torno de R$ 40 mil.
"A gente tem feito até menos [pesquisas], justamente pela falta de recursos. Ou seja, neste momento ainda não podemos fazer o que gostaríamos", afirma o secretário de finanças do PV, Reynaldo Morais.
Outra limitação: por conta das despesas com passagem e hospedagem, nem todos os auxiliares da pré-campanha têm acompanhado a senadora nas viagens pelos Estados.
A partir de julho, com o início oficial da campanha e o consequente aumento do ritmo de deslocamentos, Marina deve ter à disposição um jatinho. Alguns dos empresários simpáticos à sua candidatura já ofereceram suas aeronaves ao PV.
Marina trabalha para ter o empresário Guilherme Leal, fundador e presidente do Conselho de Administração da Natura e filiado ao PV, como o vice de sua chapa. Ele pediu ao partido que aguarde até junho para uma definição.
Por ora, o partido tem se virado com o dinheiro do Fundo Partidário, como são chamados os repasses às legendas definidos em lei. Por este meio, o PV recebeu neste ano R$ 1,6 milhão, ante R$ 6,4 milhões do PT e R$ 5,9 milhões do PSDB.
O sistema on-line do PV ainda não permite doações via cartões de crédito e de débito, apenas com boleto bancário. Oficialmente, o dinheiro é direcionado ao partido. Mas, na prática, é usado na pré-campanha eleitoral de Marina.
A meta do PV é arrecadar R$ 3 milhões dessa forma até o final da campanha, o que não inclui as doações de empresas. Só a pré-campanha de Marina está orçada em R$ 5 milhões.

 


 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

&&&&& Câmara diz que deputados faltosos estavam trabalhando &&&&&

E alega que 25% das ausências foram por problemas de saúde
A maior parte do elevado número de ausências de deputados nas sessões plenárias deliberativas em 2009 ocorreu porque os deputados estavam participando de trabalhos das comissões permanentes e temporárias, da Comissão Mista de Orçamento e de CPIs, segundo justificativa apresentada ontem pela Assessoria de Imprensa da Câmara.
Por meio de nota, na qual contesta números do levantamento feito pelo site "Congresso em Foco" e publicado pelo GLOBO, a assessoria afirma que as atividades paralelas dos deputados, na própria Câmara, são responsáveis por 60% das faltas justificadas de 2009.
Segundo a assessoria, muitas vezes os deputados estão com ministros em audiências públicas na Câmara, em visitas de CPIs nos estados e em outras atividades de comissões externas, não podendo, nessas ocasiões, comparecer às sessões.
Na nota, a assessoria destaca que, enquanto em 2008 estiveram em funcionamento 31 comissões especiais e três CPIs, em 2009 funcionaram 80 comissões especiais e cinco CPIs.
"O trabalho das comissões, que motivou a maior parte das ausências dos parlamentares, resulta na aprovação conclusiva de mais proposições do que o plenário. Em 2009, foram aprovados conclusivamente 341 projetos de lei nas comissões, ante 237 em 2008. Enquanto isso, o plenário aprovou 231 proposições em 2009 e 209 em 2008", diz o texto.
Na nota, a assessoria da Câmara afirma também que a diferença entre as ausências dos parlamentares nas sessões plenárias entre 2008 e 2009 foi de 1.883 e não de 2.185, número divulgado pelo site "Congresso em Foco".
No levantamento, o site encontrou 9.820 faltas dos deputados em 2009 contra 7.643 em 2008.
Leia mais em O Globo