Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II

terça-feira, 23 de março de 2010

RIO DE JANEIRO/GOVERJ/SEGURANÇA PÚBLICA - Policiais sobem o Morro de São Carlos e matam o traficante Roupinol



Roupinol era um dos bandidos mais procurados do Rio. A operação acontece um dia depois que o Morro da Providência, próximo ao local, foi ocupado para a instalação da próxima UPP.
 

A manhã de hoje (23) foi tensa no Morro São Carlos, no Estácio. Houve muito tiroteio durante uma operação da Polícia Civil. O chefe do tráfico, conhecido como Roupinol, morreu no confronto.

A operação começou cedo, às 6h. Quem descia para a escola ou para o trabalho encontrou muitos policiais nas ruas. Alguns moradores ficaram no meio do fogo cruzado.

A Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) subiu o morro para combater o tráfico de drogas e de armas. Dois blindados e um helicóptero deram apoio aos agentes.

A operação da Polícia Civil no Morro São Carlos tinha como objetivo prender o chefe do trafico. Mas, no confronto com policiais, Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol, acabou morrendo.

Roupinol estava foragido desde 2006 e era um dos bandidos mais procurados do Rio; havia 28 mandados de prisão contra ele. O Disque-Denúncia oferecia uma recompensa de R$ 2 mil para quem desse informações que levassem ao traficante. Segundo os investigadores, ele era o maior fornecedor de cocaína da cidade. Só para a Rocinha, entregava uma tonelada da droga por mês.

De acordo com os agentes, Roupinol foi encontrado em uma casa, com quatro granadas e uma pistola amarradas ao corpo. Cinco comparsas conseguiram fugir.

Roupinol veio de Macaé e se estabeleceu no Morro de São Carlos no Rio. O comentarista de segurança do RJTV, Rodrigo Pimentel, disse que essa talvez tenha sido a ação da Polícia Civil mais importante deste ano. “Ele (Roupinol) era uma espécie de Beira-Mar hoje da sua facção. Ele já estava em outra escala da hierarquia. Ele tinha contatos na Colômbia, refinava”, disse Rodrigo Pimentel.

Em 2007, a Polícia Federal estourou refinaria de cocaína no norte do estado, apreendeu drogas e armas, que - segundo o Disque-Denúncia, seriam de Roupinol. A quadrilha dele é rival à do Morro da Providência.

Rodrigo Pimentel afirmou que Roupinol é acusado de ter executado os jovens no Morro da Providência, que foram levados pelos militares do Exercito Brasileiro da Providência a São Carlos.

“Apesar de esta ação estar desarticulada da polícia das UPPs, é uma ação importante para o estado do Rio de Janeiro”, afirmou Rodrigo Pimentel.

Em cinco bairros de Macaé, o comércio foi fechado e escolas de três bairros da periferia também não estão funcionando. O policiamento na cidade foi reforçado para tentar controlar a situação.

Roupinol era o maior traficante do Rio de Janeiro, procurado pela Polícia Federal, porque trazia drogas de outros países, como Bolívia e Paraguai. No local onde ele foi encontrado, a polícia encontrou também um vasto material sobre toda a movimentação do tráfico de drogas no Rio de Janeiro, com nomes e localização de armas.

O diretor do Departamento de Polícia Especializada do Rio de Janeiro, Rodrigo Oliveira, disse que as investigações sobre Roupinol já duram mais de cinco anos, que agora vai ser muito mais difícil a chegada da cocaína no Rio e que o material encontrado mostra a capacidade financeira do tráfico de entorpecentes. “São realmente substâncias vultuosas, que merecem uma análise mais detalhada e isso será feito e estudado posteriormente. A gente esperou o momento preciso e o local certo. A gente juntou um grupo capacitado para a operação, com cerca de 20 policiais, com o apoio da aeronave e fomos felizes em nosso propósito”, disse Rodrigo Oliveira.

O comentarista Rodrigo Pimentel destacou que não há risco de uma ação criminosa na cidade de Macaé. Ele disse também que o Morro de São Carlos está cercado por favelas de facções rivais, como o Morro da Mineira, o Morro do Querosene, o Morro do Falé e o Morro do Fogueteiro. Veja em vídeo.




 


 

Nenhum comentário: