Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II

terça-feira, 1 de novembro de 2011

TECNOLOGIA - Como rastrear um celular perdido ou roubado

Por Nayara Fraga 
Rastrear telefones celulares em caso de crimes e sequestros tem se revelado prática crescentemente adotada pela polícia de vários países. No Brasil, o Sistema Global de Posicionamento (GPS) embutido em smartphones foi o que deu a pista, nos últimos meses, para localizar suspeitos de roubar uma produtora na Zona Sul de São Paulo e a de quatro homens que assaltaram um lava-jato em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília.

Mas não é só caso de polícia que pode revelar o paradeiro daquele smartphone comprado em muitas prestações e perdido numa noite de festa ou viagem. Você pode baixar um aplicativo no seu aparelho cuja finalidade seja localizá-lo. Há alguns, como o “Where is My Droid”, que informam a latitude e a longitude exata do local do celular. Este é um dos disponíveis no Android Market, loja de aplicativos do Google. Para iPhones, iPads e iPod Touch, tem o próprio aplicativo da Apple, chamado “Find My iPhone”.

Foi este que permitiu às autoridades chilenas a localização dos destroços do avião que caiu no arquipélago Juan Fernández, no Oceano Pacífico, em setembro. Uma das vítimas estava com seu iPhone no momento do acidente. Assim, um de seus familiares se conectou ao programa “Find My iPhone” e comunicou a descoberta às equipes de busca.

Entenda o rastreamento
Existem, basicamente, duas formas de saber onde seu celular está, segundo o pesquisador da Escola Politécnica da USP Aislan Foina: por meio do GPS do aparelho e por meio da operadora de telefonia. A segunda opção se revela mais complicada, pois envolve as questões de privacidade do assinante. Ela é usada em casos extremos — por exemplo, no assassinato da juíza Patrícia Accioli, em Niterói (RJ).

Veja no infográfico abaixo como pode ser feito o rastreamento de smartphones.
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arte_rastreamento.gif
Pesquise na loja de aplicativos de seu smartphone quais são as opções para rastreá-lo. Na App World, da BlackBerry, um dos aplicativos é o FollowMee GPS Tracker.

AGRESSÃO DE TROGLODITAS - Repórter da Globo é agredida ao vivo. Um agressor já foi reconhecido

Monalisa Perrone falava ao vivo em frente a hospital durante o Jornal Hoje.
Um homem a empurrou. ABI divulgou nota de repúdio.             


A repórter Monalisa Perrone, da TV Globo, foi agredida nesta segunda-feira (31), quando falava ao vivo durante o "Jornal Hoje", por um homem que já atrapalhou transmissões ao vivo da TV Globo e de outras emissoras.

A agressão ocorreu no início do telejornal. Monalisa Perrone estava em frente ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e foi chamada pela apresentadora Sandra Annenberg para dar mais informações sobre o tratamento quimioterápico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Quando começou a falar, dois homens apareceram correndo atrás dela. Um deles a derrubou.

A transmissão do hospital foi interrompida. Do estúdio, a apresentadora Sandra Annenberg lamentou o fato. Uma reportagem sobre o quadro de Lula foi exibida e, quatro minutos depois, Monalisa voltou a falar ao vivo, direto do hospital. "Levei um susto enorme. Estou tremendo. Em 20 anos de profissão isso nunca me aconteceu. Um desrespeito enorme. Mas, enfim, televisão ao vivo é isso", disse.

Em seguida, ela passou o microfone para o repórter José Roberto Burnier, que completou a reportagem. "Estou passando para meu colega, que está mais calmo."

A Central Globo de Comunicação (CGCom) informou: "Trata-se de pessoas cujo propósito é aparecer. Não é a primeira vez". A TV Globo registrou queixa contra os agressores.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) divulgou uma nota, em que se diz "estarrecida com o ato de vandalismo".

Leia a íntegra da nota da ABI:"A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) de São Paulo, estarrecida com o ato de vandalismo contra a jornalista Monalisa Perrone durante sua participação ao vivo no Jornal Hoje, vem prestar solidariedade à jornalista e à direção de jornalismo da Globo, num momento tão delicado onde vândalos agridem a liberdade de imprensa e o trabalho do jornalista.
Jamais, em tempo algum, ato de agressão física é aceito por qualquer motivo que seja. Debates e diferenças de ideias devem ser mostradas em discussões civilizadas e com o mínimo de dignidade.

O ato de agredir publicamente um jornalista no desempenho de sua profissão e no desempenho da informação livre ao povo é o mais baixo de todos os atos, que deve ser punido como tortura contra a pessoa, que foi o que realmente aconteceu, além de ameaça direta e pública contra o povo livre.

A ABI já viveu momentos de defesa da liberdade de imprensa contra as torturas e ameaças de violência contra a liberdade de ideias nos momentos mais triste do Brasil.

Exatamente por isto não podemos deixar de passar este momento de agressão à mídia e à imprensa sem prestarmos solidariedade à Rede Globo e repulsa a todos aqueles que agridem moral e fisicamente a liberdade.

Rodolfo Konder e James Akel"


Nota do Blog  aquele cuja cara é mais evidente, informa “O Dia” Online, é Thiago de Carvalho Cunha, que já participou de outras manifestações “contra a mídia”.

Link para ver a agressão http://youtu.be/libLmcxL2Xk

FARRA DAS ONG'S NO GOVERNO - Líder do PPS na Câmara diz que devassa nos convênios com ONGs é confissão de culpa do governo

O Globo (opais@oglobo.com.br)


BRASÍLIA - O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), disse nesta segunda-feira que a decisão da presidente Dilma Rousseff em fazer uma devassa nos convênios firmados entre o governo e ONGs é uma confissão de culpa. Segundo o parlamentar, o governo está reconhecendo sua incompetência em impedir a corrupção. A medida está em decreto assinado por Dilma, em que também se estabelece a suspensão de repasses a ONGs por 30 dias.


''A medida anunciada agora pela presidente Dilma precisa ser vista, em primeiro lugar, como uma confissão de culpa ''

- A medida anunciada agora pela presidente Dilma precisa ser vista, em primeiro lugar, como uma confissão de culpa. Em segundo lugar, o decreto não passa de um paliativo tardio, uma espécie de satisfação à opinião pública. Trata-se de usar um band-aid para tratar de uma fratura exposta - afirmou Rubens Bueno, questionando a lisura com que a medida será aplicada:

- Como vamos confiar em um pente fino sob a responsabilidade dos mesmos técnicos que, tempos atrás, como ocorreu no ministério do Esporte, fabricaram documentos para escamotear fraudes cometidas por ONGs?

Para Rubens Bueno, o decreto vem com atraso, uma vez que, já em 2006, surgiram denúncias contra ONGs.

- De lá para cá o governo não fez nada para barrar essa farra. Ao contrário, multiplicou o número de convênios com esse tipo de entidade - afirmou o líder do PPS, acrescentando ainda que há o perigo de "efeitos colaterais" indesejados:

- A medida pode provocar uma verdadeira corrida da propina em direção aos ministérios e autarquias do governo federal. Preocupadas em manter a boquinha, centenas de ONGs correrão aos balcões da Esplanada para regularizar sua situação junto ao governo. E nesse balcão, como sabemos, costumam pousar malas de dinheiro.

Segundo o líder do PPS, é preciso ir além, promovendo o desaparelhamento político do Estado e pondo fim à prática de entregar ministérios de "porteira fechada", ou seja, dando a um partido a tarefa de indicar todos os ocupantes de cargos numa pasta.

- Sem isso, qualquer medida é mero marketing político.

O deputado lembrou os escândalos durante o governo Dilma e também pediu a instalação de uma CPI:

- As ONGs foram causa direta da queda de pelo menos três ministros de Dilma: Wagner Rossi, da Agricultura, Pedro Novais, do Turismo, e Orlando Silva, do Esporte - afirmou.

- Nós, do PPS, insistimos na abertura da CPI da Corrupção - acrescentou. 

Rubens Bueno aproveitou para criticar o PCdoB, partido que comanda a pasta do Esporte desde 2003. Ele lembra que em 2007 chegou a ser aberta no Congresso a CPI das ONGs, mas ela acabou por encerrar seus trabalhos sem aprovar um relatório.

- É bom que se lembre, o relator da CPI foi o senador Inácio Arruda, do PCdoB, partido que agora ganhou o centro do noticiário nacional por, justamente, usar o Ministério do Esporte e ONGs de militantes da legenda para desviar o dinheiro do contribuinte

Fonte O Globo  http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/31/lider-do-pps-na-camara-diz-que-devassa-nos-convenios-com-ongs-confissao-de-culpa-do-governo-925704288.asp#ixzz1cRbXsH8C

BUEIROS VOADORES - Agência multa CEG em mais de R$ 1,5 milhão por explosões em bueiros

Multas se referem a uma explosão no Centro e outra na Zona Sul do Rio.
Companhia afirma que apresentará sua defesa técnica em recurso.
Do G1 RJ                               

O Conselho Diretor (Codir) da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio (Agenersa) multou a Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro (CEG) em mais de R$ 1,5 milhão por duas explosões de bueiros: uma ocorrida na calçada e instalações da Biblioteca Nacional, no Centro, e outra em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, em agosto do ano passado. A concessionária tem cinco dias para entrar com recurso.

Procurada pelo G1, a assessoria da companhia informou, por meio de nota, que "em recurso, a Ceg apresentará sua defesa técnica".

Na penúltima sessão regulatória do ano, realizada nesta segunda-feira (31), a Agenersa julgou 46 processos, sendo 34 relativos à CEG. Com relação ao processo do Centro, a companhia foi considerada culpada pelos conselheiros já que havia a presença de gás natural no local. A multa foi de R$ 1,25 milhão.

O Codir também julgou um recurso da CEG referente à explosão de um bueiro da Light em Laranjeiras, em agosto do ano passado e decidiu manter a multa de R$ 288 mil

InSEGURANÇA NO RIO - @MarceloFreixo aceitou convite da Anistia Internacional após ameaças. #Milícias

‘Minha saída é estratégica’, diz Freixo sobre temporada fora do país

Deputado estadual aceitou convite da Anistia Internacional após ameaças.
Segundo Freixo, só nó último mês foram sete ameaças à sua segurança.
 

Do G1, com informações da Globo News



Após aceitar o convite da Anistia Internacional, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), do Rio de Janeiro, afirmou, na noite desta segunda-feira (31), em entrevista ao Jornal das Dez, da Globo News, que decidiu passar uma temporada fora do país por questões estratégicas.

Menos de três meses após a execução da juíza Patrícia Acioli, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, ameaças de morte obrigaram o deputado a tomar a decisão.

Só nos últimos dias, o deputado foi informado de sete ameaças de morte. Para ele, além das prisões, é preciso tirar a fonte financeira das milícias, como o controle do transporte alternativo e TV a cabo. O deputado classificou as mílícias como uma "máfia que tenta calar o pode público". Freixo ressaltou, ainda, que o combate ao crime organizado deve envolver todo o estado.

Ainda sobre a sua temporada fora do país, o deputado ressaltou que essa não é uma forma de recuo. Ele reafirmou a sua proposta de combater as milícias e disse que retorna ao Brasil ainda neste mês, sem abrir mão da sua função pública.

"A minha saída é uma saída estratégica porque tem uma pressão muito grande. São sete ameaças e eu não posso brincar com isso. A Patrícia Acioli recebeu as mesmas ameaças e nós vimos no que deu. Então é um tempo de reorganizar a minha segurança, mas eu volto ainda no mês de novembro para continuar esse enfrentamento”, disse o deputado.

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Secretaria do RJ diz que Freixo pediu escolta para filho há cinco dias
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CPI das Milícias Freixo está no segundo mandato de deputado estadual e sempre esteve ligado a denúncias de grupos de extermínio. Em 2008 foi o presidente da CPI que investigou a ação das milícias no Rio e terminou com o indiciamento de mais de 220 pessoas, inclusive políticos e policiais. Desde então, ele passou a sofrer ameaças. Na semana passada, ele também pediu proteção para o filho.

“Não é uma viagem planejada, nem uma viagem dos sonhos. A Anistia Internacional é uma parceira de muitos anos na luta em defesa dos direitos humanos, eles estão insistindo há algum tempo para que eu saia um pouco desse foco. Ninguém mais pode duvidar da capacidade criminosa desses grupos. Porque, enfim, eles foram capazes de torturar jornalistas, matar uma juíza, são capazes perfeitamente de matar um deputado", completou Freixo.

O deputado atribuiu as ameaças ao trabalho que ele realiza na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele afirmou que não possui nenhum problema particular ou pessoal com as milícia: “Não devo nada às milícias, não tem isso. Como é a mesma coisa do caso Patrícia Acioli, foi morta pelo exercício da sua função como juíza. E mais, como é bom lembrar, a Patrícia foi morta por pessoas que usaram as armas da própria polícia, com munição da própria polícia. Isso não foi um descuido, isso foi um recado”, disse.

Pedido de escolta A Secretaria de Segurança Pública do Rio afirmou em nota que o deputado Marcelo Freixo solicitou escolta para seu filho, por meio de uma carta, no dia 26 de outubro. Ainda de acordo com a secretaria, a escolta foi solicitada para começar em novembro.
Ofício enviado à secretaria pelo deputado Marcelo
Freixo (Foto: Divulgação/Secretaria de Segurança
Pública)

A secretaria enviou uma carta à presidência da Alerj nesta segunda informando que todas as ameaças ao deputado "foram verificadas e devidamete processadas", mas, "que esse tipo de investigação, por envolver a segurança de pessoas é realizada de forma sigilosa". E que o pedido de escolta foi "prontamente aceito" e "no mesmo dia, o comando da PM entrou em contato com o parlamentar".

A secretaria diz ainda que a segurança de Freixo é feita por diversos policiais da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).

A secretaria divulgou também a carta enviada por Freixo solicitando a escolta. No entanto, no ofício, não é explicitado que a escolta só fosse iniciada em novembro. Ele pede, em caráter preventivo, segurança para o filho.

Já Freixo destacou que solicitou segurança para a família em 27 de agosto: "Dizer que as investigações foram feitas em caráter sigiloso, foi sigiloso demais, porque nem eu sei do resultado dessa investigação. Eu imagino que, mais do que o secretário, eu tenho o interesse em saber que investigação é essa. Foram 276 denúncias de informações e planos e nenhuma delas eu recebi um retorno da secretaria", disse o deputado.

Documento relata atentado No dia 17, representantes de diferentes partidos políticos e entidades se reuniram num ato em defesa do deputado, depois que um documento da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar apontou que Freixo seria alvo de um atentado.

O documento da PM, endereçado à Coordenadoria Institucional de Segurança da Alerj, indica que o miliciano conhecido como Carlão planejava o assassinato de Marcelo Freixo. De acordo com a Coordenadoria, o miliciano receberia dinheiro de um ex-PM se executasse o deputado

 Fonte g1 http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/10/minha-saida-e-estrategica-diz-freixo-sobre-temporada-fora-do-pais.html

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

ORÇAMENTO - Governo só investe 9% do aumento de impostos

SÃO PAULO

Uma fatia pequena do aumento expressivo da carga tributária ocorrido desde meados da década de 90 se traduziu em novos investimentos públicos no Brasil, informa reportagem de Érica Fraga, publicada na Folha desta segunda-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
De acordo com cálculo feito pelo economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, de cada R$ 100 a mais em impostos arrecadados entre 1995 e 2010, apenas R$ 8,6 foram direcionados para elevar investimentos feitos pelo governo.
Entre os investimentos estão construção de escolas e hospitais, ampliação de portos e aeroportos e melhorias em estradas.
Segundo especialistas, a estrutura do gasto público brasileiro limita o crescimento econômico do país.

Alex Argozino/Editoria de Arte
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PILANTROPIA - Dilma suspende por 30 dias pagamentos de ONG's

Só neste ano, ONGs receberam mais de R$ 2 bilhões da União por meio de convênios e parcerias

Marta Salomon
Decreto da presidente Dilma Rousseff suspenderá a partir de amanhã o repasse de dinheiro público a entidades privadas sem fins lucrativos. Só neste ano, ONGs receberam mais de R$ 2 bilhões da União por meio de convênios e parcerias. O decreto equivale a uma devassa nos convênios.

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RELEMBRE: Aldo descarta novos convênios com ONGs no Esporte 

A ordem da presidente é que esses contratos sejam revistos no prazo de até 30 dias. O dinheiro só voltará a ser liberado depois de um parecer técnico que ateste a regularidade da parceria com entidades sem fins lucrativos, afirma o texto do decreto obtido pelo Estado.

Além do parecer técnico, a validação do contrato terá de contar com o aval pessoal do ministro de Estado da pasta que contratou a organização não-governamental.

Se a regularidade não for comprovada em até 90 dias, o dinheiro liberado terá de ser devolvido aos cofres públicos e a entidade ficará impedida de celebrar novos convênios.

As únicas exceções abertas pelo decreto beneficia entidades que mantém convênios regulares por pelo menos cinco anos, com as prestações de contas devidamente analisadas e aprovadas. Além desse caso, serão liberados os repasses para programas de proteção a pessoas ameaçadas e do Sistema Único de Saúde. As exceções terão de ser justificadas por parecer técnico prévio.

O decreto presidencial é mais uma tentativa de conter fraudes nos repasses bilionários à entidades privadas sem fins lucrativos. Em setembro, a presidente determinou que os próprios ministros passassem a ser responsáveis pelos novos convênios

CRISE MUNDIAL - Fundo de resgate da Europa pedirá recursos ao Japão(???)

Diretor da Linha Europeia de Estabilidade Financeira vai a Tóquio, após China se mostrar cautelosa   
        
Dow Jones / Agência Estado
 
PEQUIM - O diretor da Linha Europeia de Estabilidade Financeira (EFSF), Klaus Regling, irá ao Japão, após a China ter se mostrado cautelosa em comprar bônus europeus até que os líderes da Europa forneçam mais detalhes sobre seu plano para salvar a zona do euro. O Japão sempre se mostrou receptivo à compra dos bônus europeus e o ministro das Finanças japonês, Jun Azumi, disse na semana passada que seu país está pronto para comprar mais.

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Na quinta-feira, líderes europeus chegaram a um acordo para reduzir a dívida da Grécia em 50% e expandir o poder de fogo da EFSF em quatro ou cinco vezes, o que faria com que a EFSF provesse garantias para uma soma ao redor de 1 trilhão de euros (US$ 1,4 trilhão). Os líderes da União Europeia (UE) querem que essa soma, em parte, seja fornecida com dinheiro dos países que possuem muita reserva estrangeira em caixa, como a China e o Japão
"Uma Europa estável é algo do interesse do nosso país. A partir deste ponto de vista, tomaremos as medidas necessárias de um modo oportuno", disse Azumi, quando questionado em sessão parlamentar no Japão sobre uma possível contribuição japonesa ao resgate europeu. Mas ele não deu detalhes sobre o que e nem quanto essa contribuição japonesa envolveria, informou o Wall Street Journal.
O Japão já comprou 20% dos bônus emitidos pela EFSF nas linhas já existentes. Regling disse que a China é uma compradora regular dos bônus, mas não disse quanto. Outros países asiáticos, com exceção do Japão, compraram outros 20% dos bônus da ESFS, criada em maio do ano passado para combater a crise da dívida soberana europeia.
Regling não quis comentar neste domingo detalhes das suas reuniões em Pequim com funcionários do Ministério das Finanças da China ou do Banco do Povo da China, o banco central chinês. Ele disse apenas que as reuniões foram "produtivas" e "simpáticas".
Um comentário publicado neste domingo na agência estatal de notícias Xinhua alertou que embora a China tenha expressado boa vontade em cooperar em uma parceria "benéfica a todos", os europeus devem se preparar para fazer concessões. "E importante que no encontro europeu (do G-20, que começa em Cannes na quinta-feira), os líderes da Europa levem em conta as vozes das economias emergentes, cuja notável contribuição à recuperação da economia mundial merece melhor compreensão e tratamento recíproco". As informações são da Dow Jones.
 

MINHA CASA, MINHA VIDA - ONGs cobram taxa por vagas no programa

Entidades forjam documentos para burlar regras de acesso ao programa.
Governo vai investigar, mas Caixa admite ser ‘difícil’ comprovar fraudes.
Do G1, com informações do Fantástico
                    


Entidades cadastradas pelo governo estão cobrando “taxas” para incluir pessoas no Programa Minha Casa, Minha Vida, que financia moradias populares para famílias de baixa renda. Reportagem do Fantástico, exibida neste domingo (30), mostra dirigentes de entidades negociando vantagens para burlar o processo de seleção do programa

As fraudes acontecem por meio de uma modalidade específica, em que organizações não-governamentais e cooperativas são habilitadas como parceiras. De acordo com a reportagem, a parceria com as ONGs é a parte menor do programa.
Em geral, os compradores negociam os imóveis com as construtoras, e o governo paga parte da dívida. Com autorização do governo, as ONGs selecionam as famílias, elaboram os projetos e, em alguns casos, executam as obras. Só pode se candidatar quem tem renda familiar de até R$ 1,6 mil.
As fraudes, em geral, consistem em informar renda inferior e omitir ou acrescentar dados sobre o candidato para que ele se encaixe no perfil do programa e facilite sua inscrição. A seleção deve priorizar mulheres chefes de família, portadores de necessidades especiais, idosos e pessoas consideradas em situação vulnerável, como moradores de áreas de risco.
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Criado em 2009, o Minha Casa, Minha Vida já entregou mais de 450 mil casas e apartamentos. Para ter a casa própria, as famílias pagam 10% do salário, durante 10 anos, e o governo custeia o restante do imóvel.
O Ministério das Cidades, responsável pelo programa, disse que vai investigar os casos apontados pela reportagem. O superintendente da Caixa, que financia o programa do governo, Paulo José Galli, admite que é difícil comprovar a fraude.
“Ao receber essa declaração de autônomo, a Caixa não tem como saber se ela é verdadeira ou falsa. A gente presume, quer dizer, existe uma entidade que está apresentando, existem pessoas que apresentam essa documentação. A gente parte do pressuposto que existe seriedade e honestidade. Uma vez detectada qualquer irregularidade a Caixa vai atuar de maneira efetiva”, afirmou Galli.
Fraudes
Um dos projetos em que foram encontradas irregularidades é o da Cooperativa Habitacional dos Moradores do Distrito Federal e Entorno, em Luziânia. A obra ainda não foi aprovada pela Caixa Econômica Federal, e não saiu do papel. Mesmo assim, a cooperativa ajuda a negociar lotes de pessoas que ainda não receberam a casa, mas já têm intenção de vendê-la.

“Eu não declarei renda lá também, porque se for declarar renda, Deus me livre! Ia sair caro demais. Eu tiro R$ 2 mil por mês. E já passou pela Caixa. Seria interessante você não dar nenhum comprovante de renda, porque aí, quando passar para o financiamento da Caixa, vai pagar só 10%. Vai ficar barato”, revelou um dos inscritos no programa por meio da ONG de Luziânia que já conseguiu duas casas em nome dele e da mulher.
“Eu falei que eu tinha cadeirante, que eu precisava pegar ônibus e tudo. Então, você tem que inventar umas coisas para ficar com um lote melhor”, afirmou.
De acordo com a diretora de produção habitacional da Secretaria Nacional de Habitação, do Ministério das Cidades, Maria do Carmo Avesani, é proibido que um casal, mesmo que em união estável, seja beneficiado duas vezes pelo programa.
“Se ele tem uma união estável, ele é um único núcleo familiar, por que ter duas casas? O ‘Minha Casa, Minha Vida’ não é para fazer comércio”, afirmou a diretora.
“As famílias, quando dão as declarações, elas também se responsabilizam pelas declarações que são dadas. Qualquer declaração falsa, o cidadão que deu a declaração falsa irá arcar com as consequências daquele fato e daquele ato”, completou Maria do Carmo Avesani.

Uma funcionária da mesma entidade de Luziânia disse ao Fantástico que para ser um dos beneficiários do Minha Casa, Minha Vida bastava pagar R$ 4,5 mil. Ela chegou a afirmar que a lista de inscritos estava completa, mas ofereceu contatos de pessoas que queriam vender um de seus lotes, sem sequer ter recebido o imóvel.
“Eu vou vender um para sanar algumas dívidas. Depois, se eu conseguir outro, eu vou pegar mais um, porque vai ser investimento”, disse o participante do programa ouvido pela reportagem.
A presidente da cooperativa de Luziânia, Fabiana Maria Lima de Morais, negou que o inscrito no programa que falou à reportagem tenha duas vagas. “Ele só tem o cadastro dele. Vendo ali a oportunidade de passar aquela cota, ele inventou que tinha dois cadastros”, afirmou.
Por telefone, o rapaz também negou as declarações que havia feito à reportagem. Mesmo assim, a presidente da cooperativa pretende excluí-lo do projeto. Segundo Fabiana, a funcionária da ONG também deu informações erradas e será demitida.

Em São Paulo, outra organização, Conselho Comunitário de Educação, Cultura e Ação Social (CCECAS), cobra R$ 5,5 mil pela vaga. “O valor é assim: você paga R$ 5,5 mil, parcelado ou à vista. como for melhor. Já está tudo aprovado com a Caixa”, informa um homem.
“Eu diria que cobrar R$ 5,5 mil para se inscrever num programa onde as famílias pagam 10% de contribuição depois da unidade pronta, ou no mínimo R$ 50, não é coerente”, afirmou a diretora do Ministério das Cidades.
Desde 2008, a entidade oferece apartamentos em um terreno em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Até agora, nada foi construído e o projeto não foi aprovado pela Caixa. Seriam 12 prédios em uma área, atualmente, tomada pelo mato.
A ONG foi criada pelo presidente do Partido Verde da região e ex-candidato a prefeito, Ricardo Silva. Ele e a mulher afirmaram ter pelo menos cinco parentes entre os beneficiários.
A administradora de empresas Eliane Cristina Rengies e ex-funcionária da ONG e diz que foi obrigada a incluir parentes dos dirigentes no lugar de outras famílias.

“Eu tive de falar: ‘Olha, você não passou na pesquisa da Caixa. No Cadin, na sua renda, você ultrapassa o que a Caixa exige. Muitas vezes, foi mentira. Ele só chegou com a documentação, me entregou e falou: ‘Essa pessoa tem que entrar, que é minha sobrinha’”, contou a ex-funcionária.
Ricardo negou que tenha privilegiado familiares. “Eu acho o seguinte: eu não posso fazer nada que beneficie o meu sobrinho ou a minha filha, mas também não posso fazer nada que os prejudique. O programa diz o seguinte: é para famílias de baixa renda, de zero a três salários-mínimos. Ele está dentro do perfil? Tem filhos? Tem família? Tem casa? Não tem. Então, se inscrevem no programa”, disse Ricardo Silva.
Outra irregularidade é que, entre as 160 casas do conjunto, metade serão entregues a solteiros. “Não é um fato positivo, com certeza, selecionar hoje uma pessoa solteira, diante de tantas outras que têm famílias e que teriam prioridade pelas diretrizes gerais do programa”, afirmou a diretora de produção habitacional do Ministério das Cidades.
No município de Poá, na Grande São Paulo, a ONG Conpoá chegou a cadastrar 200 moradores para um projeto habitacional em um terreno. Mas o Ministério das Cidades afirmou que não autorizou a entidade a trabalhar em nome do “Minha Casa, Minha Vida”.
Pessoas como a cabeleireira Terezinha de Lima Torres acreditaram que se tratava de uma parceria com a Caixa. Ela pagou R$ 300 para que a ONG elaborasse um projeto que nunca saiu do papel.
“Como entra a Caixa Econômica Federal, a gente sempre confia. Eu caí num golpe. Mas ainda bem que eu... Quer dizer, perdi R$ 300, que parece que não é muito, mas faz falta”, lamenta Dona Terezinha.
A presidente da ONG, Roseli Sousa da Fonseca, disse que vai devolver o dinheiro. “Eu faço agenda e faço as devoluções para as famílias. A minha consciência, eu deito e durmo de boa, porque eu tenho a certeza de que eu não estou lesando ninguém”, afirmou.
Depois de saber das irregularidades a Caixa suspendeu os processos das associações de Luziânia e de São Paulo e pediu esclarecimentos às ONGs de Itaquaquecetuba e de Poá.
Investigação


O Ministério Público Federal informou que investiga a atuação das ONGs na Grande São Paulo. Segundo o procurador da República Matheus Baraldi Magnani, tanto a construtora quanto os beneficiários do programa são selecionados pelas entidades privadas, o que dificulta a fiscalização por parte do governo
“Tanto a construtora quanto os beneficiários são escolhidos, literalmente escolhidos por uma ONG. Ou seja, uma entidade privada. E o Estado não tem nenhum controle efetivo direto. O cadastramento das famílias nem sempre é feito com base em critérios objetivos. É um convite à corrupção, sem sombra de dúvida. São praticamente inexistentes filtros contra a corrupção no ‘Minha Casa, Minha Vida’. Isso é muito grave”, afirma o procurador.
Veja dicas para evitar fraudes:
- Veja se a entidade está autorizada pelo Ministério das Cidades. A lista está no site www.cidades.gov.br;
- Procure conhecer a ONG e saber como ela atua na comunidade;
- Informe-se sobre outras obras já executadas;
- Participe das discussões do projeto;
- Qualquer pagamento também deve ser discutido entre todos os associados. Não aceite cobranças de taxas com as quais você não concorde;
- O dinheiro pago a entidades não garante um lugar no programa. A Caixa precisa aprovar todas as famílias selecionadas pela ONG.
- Os pagamentos para a Caixa só começam depois que o imóvel está pronto.

Fonte G1

CRISE CHEGOU - Varejo reduz encomendas para o Natal

Corte nos pedidos de eletrodomésticos e eletroeletrônicos varia entre 5% e 10%
Márcia De Chiara, de O Estado de S. Paulo
          
SÃO PAULO - Depois de adiar os pedidos em setembro, o varejo agora reduz as encomendas para o Natal. O corte nos volumes de televisores, aparelhos de áudio e vídeo, máquinas de lavar, geladeiras e eletroportáteis varia entre 5% e 10%. A mudança nas expectativas de vendas para o fim de ano ocorreu após a forte desaceleração do comércio varejista depois do Dia da Criança.
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 O tom do fim do ano mudou e já se cogita até a possibilidade de que as vendas de dezembro empatem com as de 2010. A queda no rendimento médio real do trabalhador de 1,8% em setembro ante agosto, a primeira desde abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), explica parte da revisão das expectativas dos lojistas.
Mas o resultado de outubro do indicador de Intenção de Consumo das Famílias (ICF)da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio - SP), que será divulgado hoje, traduz em números o mau humor do consumidor já captado pelos varejistas. Em outubro, o ICF caiu 3,5% na comparação com setembro.

Foi a primeira retração em quatro meses de um indicador que varia de zero a 200 pontos. Nessa escala, abaixo de 100 o indicador é considerado negativo e acima de 100, positivo.
Em outubro, o ICF ficou em 135 pontos e foi influenciado pela perspectiva do emprego e da renda atual. Os dois quesitos tiveram desempenho negativo entre os cerca de 2.200 consumidores da cidade de São Paulo ouvidos pela pesquisa.
A perspectiva para o emprego caiu 9,9% em outubro na comparação com setembro, puxada para baixo especialmente pelas famílias que ganham menos de dez salários mínimos (-11,2%). O quesito renda atual também caiu 6% em outubro na comparação com setembro.
"Essa é a fotografia de um momento desagradável, que reuniu alta da inflação, do câmbio e do IPI para veículos importados", observa o assessor econômico da Fecomércio-SP, Fábio Pina. Ele acredita que os resultados estão na direção correta, isto é, apontam para a desaceleração do varejo, mas pondera que a magnitude pode ser exagerada.
Dia da Criança. De toda forma, os números da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) confirmam a forte perda de fôlego do comércio após o Dia da Criança. Na primeira quinzena de outubro, as consultas para vendas à vista e a prazo cresciam 3,5% em relação a igual período de 2010.
Já a taxa de aumento anual de outubro até o dia 26 é bem menor, de 0,8%. A perspectiva é que o mês feche com variação próxima de zero, prevê o economista da Associação Comercial, Emílio Alfieri.
Como as vendas enfraqueceram muito na segunda quinzena de outubro, a perspectiva para o Natal é incerta, diz Alfieri, que não descarta o empate. A última estimativa era de crescimento de até 5% sobre o ano passado. Se a previsão de empate se confirmar, ele ressalta que o resultado não será ruim porque o Natal de 2010 foi o melhor dos últimos dez anos.

domingo, 30 de outubro de 2011

FARRA COM O DINHEIRO PUBLICO - Senado gasta R$ 140,3 mil em cadeiras

Antonio Maldonado
Do Contas Abertas

Na sexta-feira (28), Dia do Funcionário Público, não seria justo que os servidores do Senado Federal não recebessem nenhum presente, além do final de semana prolongado pelo feriado. Dessa forma, a Casa comprou 250 novas cadeiras. O total da nota de empenho é de R$ 140,3 mil e as aquisições foram feitas na Linear Moveis LTDA.

Ao todo, são 16 cadeiras de espaldar alto (com apoio de cabeça) no valor total de R$ 38,9 mil, 30 cadeiras de espaldar pequeno (sem braços) custando R$ 12,9 mil, 150 cadeiras de espaldar pequeno (com braços) no montante de R$ 73,8 mil, 30 cadeiras para copa por R$ 6,6 mil e, curiosamente, 28 cadeiras para desenhista (com braços) que custaram cerca de R$ 12 mil.

Dando continuidade às comemorações, a Secretaria do Superior Tribunal de Justiça (STJ) gastou quase R$ 25 mil no Encontro sobre Planejamento e Gestão de Projetos das Escolas de Magistratura, que acontecerá nos dias 27 e 28 de outubro, em Brasília. A empresa contratada para a organização do evento foi a Evidence Produtora de Eventos LTDA através de pregão. 

De volta ao Senado e ainda nas festividades para o servido público, a demissão do agora ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, parece não ter afetado os ânimos. Mesmo com toda a movimentação que ocorreu nos corredores do Planalto esta semana, uma das preocupações da Presidência da Casa durante a tarde da última quinta-feira (27), quando era escolhido o substituto para o cargo, foi emitir duas notas de empenho para almoço que será realizado na Residência Oficial do Presidente, José Sarney. A empresa Cerimonial Festas LTDA foi contratada para o serviço de decoração da festa e a RLPA Zanello Buffet para serviço de Buffet. Os empenhos contabilizam R$ 2,2 mil e R$ 5,4 mil, respectivamente.

O próprio Ministério do Esporte não se abalou com a crise e também ofereceu um presente aos servidores, que, aliás, veio a calhar. Na semana do servidor público, os funcionários da Pasta ganharam uma palestra motivacional, cujo tema foi “Fazer acontecer, desafiando a construção do meu futuro!”. A apresentação foi oferecida aos servidores no último dia 26 de outubro, com a justificativa de “treinamento de qualificação profissional”. A palestra custou R$ 7.850,00 aos cofres públicos.

A Câmara dos Deputados também arrematou certos serviços e objetos curiosos esta semana. A começar pelo empenho do montante de R$ 3,8 mil para análise dos aspectos microbiológicos e físico-químicos da água do órgão.

Para encerrar o Carrinho de Compras desta semana, alguns deputados parecem estar passando por dificuldades com os vasos sanitários dos imóveis funcionais. Para contornar o problema, a Câmara dos Deputados reservou R$ 1,2 mil para a aquisição de 12 novas válvulas de descarga HIDRAMAX 2550, que serão instaladas nas casas dos deputados. 

Confira todas as notas de empenho
*Vale ressaltar que, a princípio, não existe nenhuma ilegalidade nem irregularidade neste tipo de gasto feito pela União e que o eventual cancelamento de tais empenhos certamente não ajudaria, por exemplo, na manutenção do superávit do governo ou em uma redução significativa de despesas. A intenção de publicar essas aquisições é popularizar a discussão em torno dos gastos públicos junto ao cidadão comum, no intuito de aumentar a transparência e o controle
social, além de mostrar que a Administração Pública também possui, além de contas complexas, despesas curiosas.

ECONOMIA - Empresas aéreas desistem de guerra de preços e reajustam tarifas #inflação #aumento #crise

Segundo companhias, reajuste repassa aumento de custos provocados pela variação cambial
 
Daniela Amorim e Alexandre Rodrigues, de O Estado de S. Paulo

RIO - As companhias aéreas, que iniciaram em setembro um processo de recuperação de margem de lucro detectado pelo acompanhamento de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pretendem manter pelo menos até o fim do ano um gradual aumento de tarifas. Com isso, invertem o cenário de guerra tarifária que marcou 2010 e o primeiro semestre deste ano.

TAM e Gol confirmam que os reajustes atendem à necessidade de repassar aumentos de custos, como o de combustíveis. O querosene de aviação (QAV), que responde por um terço do total de custos das companhias, acumula alta de 26,23% de 1.º de janeiro a 1.º de outubro, de acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea). A alta do dólar, que afeta não só o preço dos combustíveis, mas ainda os custos com manutenção de aeronaves, também prejudica os resultados.
Nesse cenário, a saída das empresas foi repassar para as passagens as perdas acumuladas, em uma tentativa de melhorar o desempenho no balanço do quarto trimestre. "O dólar afeta cerca de 60% a 70% dos custos das companhias. O impacto é imediato, porque estão sempre pagando leasing de aviões, combustíveis, reposição de peças", disse André Castellini, consultor da Bain & Company e especialista no setor aéreo. "A empresa pode acumular prejuízos só até certo ponto. As tarifas médias estavam abaixo dos custos. As companhias estavam perdendo dinheiro no mercado doméstico. Não era sustentável."
Depois de impulsionarem a alta da inflação oficial em setembro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as tarifas voltaram a figurar em outubro entre os principais impactos da prévia do índice, o IPCA-15. Embora o aumento tenha sido menor, analistas veem espaço para que as passagens continuem a pressionar a inflação até o fim do ano, período em que a demanda aumenta por feriados, festas natalinas e férias

"As companhias vão aumentar (os preços) para que a margem seja mais folgada, porque hoje está muito justa", afirmou Nelson Riet, consultor de aviação. "As empresas, agora que estão começando a se acomodar nos seus respectivos nichos, pararam de competir umas com as outras. Então, elas vão aumentar o preço. Essa é a tendência."
A TAM declarou, em nota, que registrou nos últimos dois meses um aumento do yield (o valor médio pago por passageiro para voar um quilômetro) no mercado doméstico. Segundo a empresa, o resultado "está alinhado com o movimento de recomposição das margens e confirma a expectativa da companhia de aumento de pelo menos 5% do preço unitário doméstico no terceiro trimestre, na comparação com o período anterior".
No início da semana, o presidente do conselho de administração da companhia, Marco Antonio Bologna, previu para o último trimestre uma recuperação nos yields próxima à verificada no terceiro trimestre: entre 5% e 10%.
O presidente da Gol, Constantino Júnior, confirma a necessidade de reajuste de tarifas. "Aumento de custo gera necessidade de mais receita", disse, citando a inflação, o dissídio pago aos trabalhadores da categoria e o aumento no preço do querosene de aviação. No entanto, ele diz que a empresa está focada em aumentar receitas complementares, como carga e a venda de bebidas e comida a bordo.
Na inflação medida pelo IPCA-15, os voos tiveram aumento de 23,4% em setembro. Na leitura de outubro, as passagens diminuíram o ritmo de alta, mas ainda assim ficaram 14,23% mais caras. "É uma taxa bastante considerável ainda. A tendência é essa, porque nessa época de festas e férias as companhias aproveitam para fazer alguns ajustes mais fortes", disse Flávio Combat, economista-chefe da Concórdia Corretora.
Para cima

Se, por um lado, a aceleração das passagens aéreas é comum no fim do ano, o economista Thiago Curado, analista da Tendências Consultoria Integrada, diz acreditar que os preços estão subindo mais do que o habitual este ano. "A política das companhias nos últimos anos foi muito agressiva, elas começaram a competir por custo. Só que chegou num ponto limite. Por isso, as tarifas devem aumentar ainda mais. Mesmo levando em conta a sazonalidade, está pior do que o normal."
Apesar da confirmação das companhias aéreas sobre as tarifas mais caras nos últimos meses de 2011, a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) disse que o aumento das tarifas está dentro do previsto.
A diferença de preços nesta época do ano na comparação com o mesmo período de 2010 seria apenas a correção da inflação. "Mas temos de analisar que o combustível subiu. Tem de subir a tarifa", defendeu Carlos Alberto Amorim Ferreira, presidente da Abav.
              

VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO - São Paulo teve 16 motoristas presos por homicídio doloso neste ano

MARCELO GODOY, WILLIAM CARDOSO - O Estado de S.Paulo
A polícia prendeu em flagrante neste ano 16 motoristas por homicídio doloso (com intenção de matar) após acidentes graves na cidade de São Paulo. Os dados são de um levantamento inédito da Polícia Civil.

Ele mostra que dez desses casos ocorreram após o engenheiro Marcelo Málvio Alves de Lima, de 36 anos, causar a morte da advogada Carolina Menezes Cintra Santos, de 28. Segundo a polícia, ele dirigia alcoolizado e em alta velocidade seu Porsche 911 turbo, no Itaim-Bibi, zona sul. Ele nega.

O acidente com o Porsche no dia 9 de julho foi um ponto de inflexão na forma como a polícia trata os acusados desses crimes na capital. Até então, só haviam sido acusados de homicídio doloso ao volante um motoboy que atropelou um PM na Rodovia Raposo Tavares, dois rapazes que participavam de um racha na zona leste e outros dois acusados de roubo que mataram no trânsito durante perseguição policial.

O fato de ter bebido antes de provocar o acidente passou a ser preponderante para o indiciamento por homicídio doloso, depois de 9 de julho. Foi uma decisão do diretor da Polícia Judiciária da Capital, delegado Carlos José Paschoal de Toledo.

Depois disso, foram dez prisões. Em nove delas, a ingestão de álcool - normalmente associada à alta velocidade - foi tomada pela polícia como indicativo de que o motorista assumiu o risco de matar. Nenhum desses nove indiciados continua preso - todos obtiveram o direito de responder ao processo em liberdade. Além dos 16 casos com morte, houve um enquadrado como tentativa de homicídio e outro como lesão corporal dolosa.

Os dados mostram que os motoristas jovens são os menos prudentes. De 16 detidos, nove têm entre 19 e 29 anos - só três acima dos 40.Todos são homens. A região recordista de prisões por morte no trânsito em geral foi a zona leste (seis casos). Quando só a bebida é a causa do acidente, as zonas sul e oeste, conhecidas pela vida noturna, respondem por sete dos nove casos - três na zona oeste e quatro na zona sul.

Entre os casos em que a bebida foi apontada como fundamental para a ocorrência das mortes, os veículos conduzidos são: dois Gols, um Golf, um Fiesta, um caminhão, um Peugeot 206, um Porsche 911 Turbo, uma Toyota Hilux e um Camaro.

Proximidade. Nem sempre a vítima do motorista alcoolizado é um pedestre ou um desconhecido. Em um acidente no dia 20, na Avenida do Cursino, zona sul, um comerciante de 22 anos dirigia em alta velocidade e alcoolizado, segundo a polícia, quando bateu em um caminhão de lixo. O passageiro foi arremessado para fora do carro e morreu na hora. Eram amigos de infância. Situação semelhante aconteceu com um caminhoneiro que, alcoolizado, bateu na parede do Túnel Ayrton Senna e viu seu ajudante morrer, em 28 de agosto.

GREVE - Terceiro dia de greve da Polícia civil do DF afasta população das delegacias

Por Mariana Branco
    
  A paralisação da Polícia Civil afastou a população das delegacias. Os poucos que estiveram nas unidades policiais do Distrito Federal reclamaram do movimento grevista, que chegou ontem ao terceiro dia. O Correio percorreu Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Núcleo Bandeirante, Asa Norte, Paranoá e Sobradinho e deparou-se com a maioria das departamentos vazios. Era raro encontrar um cidadão tentando registrar uma ocorrência. A paralisação começou às 18h da última quinta-feira.

A artesã Luciene Almeida Ribeiro, 46 anos, foi uma exceção. Como não sabia da greve dos policiais civis, no fim da manhã de ontem, foi à 24° Delegacia de Polícia (Setor O) e tentou denunciar que alguém estaria fazendo compras no nome dela. “Perdi os meus documentos há algum tempo e, na época, fiz boletim de ocorrência. Mas agora estão chegando cobranças na minha casa. Vim fazer um novo registro, senão vou ter que pagar tudo”, lamentou Luciene, que recebeu uma fatura no valor de R$ 120.

Na unidade policial, entretanto, uma agente informou que não poderia ser aberta a ocorrência. A orientação que Luciene recebeu é que situações de menor potencial ofensivo, como furtos e extravios, devem ser registradas no site da Polícia Civil (www.pcdf.df.gov.br). A artesã, no entanto, queixou-se de não ter acesso à rede mundial de computadores. “Não tenho internet, nem sei mexer com essas coisas. Acho um absurdo, pois tem greve todo ano”, criticou.

Assembleia
Até o término da paralisação, os agentes atenderão somente a casos graves, como homicídio e estupro. Policiais ouvidos ontem pela reportagem disseram que as equipes estão registrando também flagrantes feitos pela Polícia Militar, além de transportar presos para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE).

Na 12° Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro), o chefe do plantão informou que denúncias ligadas à Lei Maria da Penha serão aceitas. Os agentes da unidade reclamaram da quantidade reduzida de policiais por plantão. Na 15ª DP (Ceilândia Centro), um policial disse que
 o serviço de transporte de vítimas de morte natural para o Instituto de Medicina Legal (IML) não está sendo feito durante a greve. “A própria família tem que levar”, declarou.

Uma assembleia para discutir os rumos do movimento está prevista para a próxima quinta-feira. A categoria reivindica o cumprimento de pontos de um acordo assinado com o governo local em abril deste ano (leia quadro).

Proteção
A Lei n° 11.340/2006 aumenta o rigor das punições em casos de agressões contra as mulheres, ocorridas em ambiente doméstico ou familiar. A legislação possibilita que os acusados sejam presos em flagrante e não tenham direito ao cumprimento de penas alternativas, como prestação de serviços à comunidade. A lei também aumenta o tempo máximo de detenção de um para três anos, prevê proteção policial para a mulher e a proibição de que o agressor se aproxime dela.


Reivindicações
Confira o que pedem os policiais civis:

» Reestruturação de carreira
» Reajuste salarial de 13%
» Aumento no efetivo
» Plano de saúde subsidiado
» Pagamento de passivo financeiro      

VIOLÊNCIA NO RIO - Universitário é morto com cinto na Gávea




Paulo Carvalho   
O caminho do universitário de Belas Artes e Cinema Arthur Efraim Fernandes de Moura, de 24 anos, foi cruzado por várias vezes de maneira turbulenta pelo artista plástico Marcos Fabiano da Silva Gonçalves, de 32 anos, seu desafeto nas noites cariocas. No último encontro, o fim acabou sendo trágico. Na saída de um evento num shopping na Gávea, em 28 de agosto desse ano, o estudante foi atacado por Marcos Fabiano de maneira inusitada. E acabou morto.

Com um cinto ornamental que disse ter confeccionado há alguns anos, o artista plástico atingiu Arthur com um golpe certeiro, que atingiu a parte de trás do pescoço da vítima.

Sem mexer nenhum membro, o estudante, já gritando no local em que havia ficado paralítico, foi socorrido e levado para o Hospital Souza Aguiar, no Centro, onde lutou pela vida por dez dias. Mesmo que sobrevivesse, ficaria tetraplégico. Arthur teve como causa da morte "traumatismo raqui medular com pneumonia e edema pulmonar subsequentes com ação perfuro cortante de uma arma branca".

O caso, registrado inicialmente como lesão corporal seguida de morte, já está sendo investigado delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto, da 15ª DP ( Gávea) como homicídio. Marcos confessou ter atacado o estudante, mas alega legítima defesa.

No depoimento, Marcos explicou como confeccionou o cinto artesanal. Usando parte de um cinto de segurança de um carro, ele acrescentou um chip de computador, uma colher de sopa e uma fivela costurada com uma espécia de flor-de-lis. Testemunhas do ocorrido disseram que no cinto haviam objetos pontiagudos, o que pode ter provocado o ferimento que causou a morte de Arthur.

O advogado do artista plástico, William de Souza classificou o caso como uma fatalidade e diz que seu cliente agiu em legítima defesa, pelo fato de já ter sido agredido por Arthur em outras ocasiões, fato negado com veemência pela família do estudante.

No depoimento prestado na delegacia, Raisa Curty Carvalheira disse que ainda tentou pedir ao namorado, durante o evento no shopping, para que não prestasse atenção às provocações feitas por Marcos Fabiano. Ela chegou a pedir a Arthur para que fossem embora quando percebeu que algo de pior poderia acontecer ainda dentro do shopping.

Briga na saída
Segundo o relatos de uma testemunha, Fabiano saiu antes do shopping com uma mochila. Logo depois, vieram o universitário e a namorada. Os dois estavam bem próximos quando o artista retirou o cinto da mochila e aplicou o golpe.

— Esse cara sempre criou problemas para a vida do meu filho. Onde o Arthur estava ele também ia para fazer provocações. Era meu único filho e um exemplo dentro de casa. Fazia duas faculdades e estava agora tentando começar um estágio — disse Maria Rachel Fernandes, mãe da vítima.

Questionado sobre o cinto pelos policiais que o localizaram em sua residência, no bairro de Brás de Pina, Marcos Fabiano disse foi roubado. O artista contou que, ao saber da morte do estudante, começou a se cortar com lâmina para tentar se matar.

— Não acredito nessa versão dele. Acho que ele está criando álibis e versões para tentar desfazer o crime que cometeu — disse o delegado Carlos Augusto.

Marcos Fabiano responde pelo crime em liberdade. Mas o delegado pretende encaminhar à Justiça um pedido de prisão.