Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 3 de março de 2012

CAOS AÉREO - fila de voos rende R$ 24 mil de indenização

Com atrasos e complicações em aeroportos, passageiro pode entrar com ação na Justiça para ser ressarcido

POR Pablo Vallejos


Rio - Esperar na fila de aeroportos pode render indenização de até 40 salários mínimos para passageiro (R$24.880). Após crises como a da TAM, ontem, com pane no check-in, que teve atraso de 164 voos, consumidores devem recorrer à Justiça e ao juizado especial pelo tempo que “mofaram” aguardando definição sobre seus voos.

Segundo José Roberto Soares, presidente da Associação Nacional de Assistência ao Consumidor e ao Trabalhador (Anacont), somente o juiz definirá o montante final a ser pago pela companhia aérea. Mas esse tipo de caso chega a 40 salários mínimos. “Se o passageiro for lesado num valor superior a esse, deve ir imediatamente à Justiça”, orienta.

Segundo o Idec, há determinações para companhias aéreas cumprirem em caso de atraso, como ontem na TAM | Foto: Divulgação

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) afirma que, em casos de atrasos nos voos, a partir de uma hora, a companhia deve oferecer ao passageiro facilidade de comunicação, como ligação telefônica e acesso à Internet. A partir de duas horas de atraso, fica garantida também a responsabilidade da empresa pela alimentação. Se necessário, serviço de hospedagem, incluindo transporte de ida e volta ao hotel.
No entanto, o Idec explica que nada impede o consumidor prejudicado ajuizar ação para pagamento de indenização na Justiça Estadual ou nos Juizados Especiais Cíveis estaduais. Caso a companhia aérea não cumpra as determinações de assistência, além de poder procurar a Justiça, o passageiro lesado deve fazer denúncia à Anac e se dirigir a órgão de proteção ao consumidor mais próximo.

Como recorrer
SOLUÇÃO
Existem maneiras de lidar com os atrasos abusivos, caso o passageiro seja prejudicado pela falha. Quem dá as dicas é Fátima Lemos, assessora técnica do Procon-SP.

ORIENTAÇÃO INICIAL“Sempre procurar balcão da companhia aérea ou da Infraero, atendimento da Anac no próprio aeroporto e avaliar o que é mais adequado para o momento”, sugere a especialista. Ser ressarcido, cancelar, esperar são ações que o consumidor pode tomar a qualquer momento, se desejar.

DINHEIRO DE VOLTA Para reembolso de gastos do passageiro no atraso, o Procon pode ajudar com orientação e encaminhar questões à companhias aéreas. “Dessa maneira, não é preciso entrar com ação judicial”, indica Fátima.

“QUERO INDENIZAÇÃO”Até 20 mínimos (R$ 14.440) de prejuízo, não é necessário auxílio de advogado. “Basta recorrer ao juizado especial cível, podendo pleitear a devolução do valor pago por serviço que nem utilizou. Para somente pleitear, ele pode fazer isso no Procon”, afirma.

Fonte O Dia



    

sexta-feira, 2 de março de 2012

FALTA DE RESPEITO - Anac notifica TAM por atraso 8 horas em voo e multa pode chegar a R$ 1,7 milhão

Voo JJ 8084 decolou do Aeroporto de Guarulhos com quase 8h de atraso.
Agência quer esclarecimentos da empresa sobre assistência aos passageiros.
Do G1, em São Paulo
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) notificou nesta quinta-feira (1º) a TAM Linhas Aéreas para verificar a prestação de assistência pela empresa aos passageiros de um voo que sofreu atrasos de quase 8 horas.
O voo JJ 8084 deveria ter decolado do Aeroporto de Guarulhos para Londres, às 22h50 da quarta-feira (29/02), mas isso só ocorreu às 6h37 desta quinta, segundo a Anac.
A agência destaca que a assistência ao passageiro deve seguir o que está previsto na Resolução nº. 141, de 2010.
“De acordo com a conclusão do processo administrativo de apuração dos fatos, a empresa poderá ser multada em até R$ 7 mil por passageiro, o que pode perfazer um total de cerca de R$ 1,7 milhão, a depender da quantidade de passageiros prejudicados”, diz a Anac, em nota.

Outro ladoProcurada pelo G1, a TAM disse que a aeronave que realizaria o voo JJ8084 teve de passar por manutenção na noite de quarta-feira, devido a um impacto de pássaro registrado anteriormente.
"Por conta disso, o voo já havia sido reprogramado para decolar às 2h da madrugada de hoje (1º de março) – e não no horário original das 22h50 de quarta-feira", diz a companhia.
Segundo a TAM, o embarque para Londres ocorreu por volta das 3h desta quinta. No entanto, diz a empresa, devido a um problema técnico imprevisto, a aeronave passou por um novo procedimento de manutenção, e o voo decolou às 6h15.
"Diante do tempo necessário para desembarcar e embarcar todos novamente – e buscando amenizar o desconforto dos clientes –, a companhia solicitou aos passageiros que aguardassem a bordo, onde foi servido o jantar. Os sistemas de comunicação e entretenimento da aeronave também ficaram disponíveis nesse período. A companhia lamenta os transtornos experimentados pelos seus clientes, mas ressalta que não abre mão de suas normas de segurança (...)."
A Anac informa que os passageiros do voo JJ 8084 podem recorrer à agência pelo 0800-7254445, que funciona 24 horas com atendimento gratuito em português, inglês e espanhol.

Fonte G1
       

    quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

    FALTA DE RESPEITO - TAM deixa passageiros sem voo nem comida na madrugada

    Transtornos atingem 300 pessoas e expõem falha na infraestrutura do aeroporto
    Athos Moura



    Cancelamento de voo da TAM para Nova York deixa passageiros revoltados no aeroporto do Tom Jobim. A partida, inicialmente marcada para 23:05h, foi remarcada para as 11h desta quarta-feiraFernando Quevedo / Agência O Globo

    RIO - Um único voo cancelado deixou exposta, mais uma vez, a necessidade de reformulação do sistema aéreo brasileiro. Cerca de 300 passageiros tiveram seus direitos básicos desrespeitados, na madrugada desta quarta-feira, depois que um voo da TAM para Nova York, que deveria decolar às 23h05m desta terça-feira, foi cancelado.

    Segundo os próprios passageiros, funcionários da TAM teriam afirmado que esse voo e outros dois, para Paris e Londres, atrasariam porque a empresa responsável pela entrega dos alimentos não tinha providenciado as refeições que seriam servidas durante a viagem.

    Quando a alimentação chegou, trouxe junto outro problema. Com o atraso provocado pela empresa de serviço de bordo, a carga horária da tripulação seria extrapolada. Os passageiros que iriam para França e Inglaterra conseguiram embarcar, pois havia tripulação reserva. Já o voo que iria para Nova York teve de ser cancelado por falta dos profissionais extras.

    A sucessão de aborrecimentos sofridos pelos passageiros não parou por aí. Segundo a lei, após duas horas de atraso, é obrigação da empresa aérea fornecer comida aos seus clientes, e após quatro horas, hospedagem. Contudo, nada disso foi providenciado.

    No meio da madrugada, foi informado que o voo decolaria às 11h desta quarta-feira, com doze horas de atraso. Todos - após já terem feito o primeiro check-in entre 19h e 21h, e depois de saberem do cancelamento do voo, o check-out - precisaram novamente entrar na fila para despachar suas bagagens.

    E os problemas continuaram a surgir. Os atendentes da TAM marcaram os assentos do novo voo aleatoriamente. Um casal de Porto Alegre, de férias com os filhos, estava no aeroporto desde às 15h de terça-feira e não aceitou essa alteração. O médico Marcelo Caldeira, de 49 anos, reclamou do fato de ter pago passagens mais caras para sua família e tentarem os alocar em outras poltronas.

    - Essa é a nossa viagem de férias e já começa dessa maneira. Eu paguei mais caro para que eu, minha mulher e meus filhos viajássemos juntos e agora querem nos por separados porque colocaram outras pessoas nos nossos assentos. E o atendente ainda nos disse que caso não aceite essa opção tenho o direito de não embarcar. Ou seja, a empresa começa a fazer errado, e ao invés de tentar ajeitar, prefere continuar errando – alegou o médico gaúcho.

    O produtor de cinema Rômulo Marinho, que viaja à Nova York para participar do pré-lançamento do filme “Lula, o filho do Brasil”, no qual trabalhou, se sentiu ainda mais desrespeitado. O cineasta procurou o guichê do Tribunal de Justiça no aeroporto, mas não conseguiu dar entrada em uma ação contra a Tam porque o sistema não estava disponível.

    A falta de um posto da Agência Nacional de Avião Civil, Anac, dentro do aeroporto também foi motivo de críticas dos passageiros. O advogado Paulo Franco fez o seu primeiro check-in às 19h com sua filha de 12 anos e criticou a falta de infraestrutura no aeroporto para atender a situações como esta.

    - Não existe um posto da Anac do aeroporto internacional do Rio de Janeiro. Isso é um absurdo. Como posso reclamar oficialmente? Os atendentes da Tam me dizem que não há hotéis disponíveis na cidade. Como hoje não existe hotel? Imagina na Copa e nas Olimpíadas – protestou Franco.

    Através de sua assessoria de imprensa, a TAM informou que o cancelamento do voo foi causado pelo atraso na entrega do serviço de bordo. Segundo a companhia aérea, esse foi o primeiro dia da empresa e houve problemas de logística.

    Sobre a falta de suporte aos passageiros, a TAM informou que por volta das 5h30m da manhã foi servido um café da manhã. Porém, segundo os próprios passageiros, foi uma refeição insuficiente para todos. Eles contaram que ao chegarem no restaurante, se depararam apenas com poucas frutas



    Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/tam-deixa-passageiros-sem-voo-nem-comida-na-madrugada-3639749#ixzz1j91ydozK

    domingo, 30 de outubro de 2011

    ECONOMIA - Empresas aéreas desistem de guerra de preços e reajustam tarifas #inflação #aumento #crise

    Segundo companhias, reajuste repassa aumento de custos provocados pela variação cambial
     
    Daniela Amorim e Alexandre Rodrigues, de O Estado de S. Paulo

    RIO - As companhias aéreas, que iniciaram em setembro um processo de recuperação de margem de lucro detectado pelo acompanhamento de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pretendem manter pelo menos até o fim do ano um gradual aumento de tarifas. Com isso, invertem o cenário de guerra tarifária que marcou 2010 e o primeiro semestre deste ano.

    TAM e Gol confirmam que os reajustes atendem à necessidade de repassar aumentos de custos, como o de combustíveis. O querosene de aviação (QAV), que responde por um terço do total de custos das companhias, acumula alta de 26,23% de 1.º de janeiro a 1.º de outubro, de acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea). A alta do dólar, que afeta não só o preço dos combustíveis, mas ainda os custos com manutenção de aeronaves, também prejudica os resultados.
    Nesse cenário, a saída das empresas foi repassar para as passagens as perdas acumuladas, em uma tentativa de melhorar o desempenho no balanço do quarto trimestre. "O dólar afeta cerca de 60% a 70% dos custos das companhias. O impacto é imediato, porque estão sempre pagando leasing de aviões, combustíveis, reposição de peças", disse André Castellini, consultor da Bain & Company e especialista no setor aéreo. "A empresa pode acumular prejuízos só até certo ponto. As tarifas médias estavam abaixo dos custos. As companhias estavam perdendo dinheiro no mercado doméstico. Não era sustentável."
    Depois de impulsionarem a alta da inflação oficial em setembro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as tarifas voltaram a figurar em outubro entre os principais impactos da prévia do índice, o IPCA-15. Embora o aumento tenha sido menor, analistas veem espaço para que as passagens continuem a pressionar a inflação até o fim do ano, período em que a demanda aumenta por feriados, festas natalinas e férias

    "As companhias vão aumentar (os preços) para que a margem seja mais folgada, porque hoje está muito justa", afirmou Nelson Riet, consultor de aviação. "As empresas, agora que estão começando a se acomodar nos seus respectivos nichos, pararam de competir umas com as outras. Então, elas vão aumentar o preço. Essa é a tendência."
    A TAM declarou, em nota, que registrou nos últimos dois meses um aumento do yield (o valor médio pago por passageiro para voar um quilômetro) no mercado doméstico. Segundo a empresa, o resultado "está alinhado com o movimento de recomposição das margens e confirma a expectativa da companhia de aumento de pelo menos 5% do preço unitário doméstico no terceiro trimestre, na comparação com o período anterior".
    No início da semana, o presidente do conselho de administração da companhia, Marco Antonio Bologna, previu para o último trimestre uma recuperação nos yields próxima à verificada no terceiro trimestre: entre 5% e 10%.
    O presidente da Gol, Constantino Júnior, confirma a necessidade de reajuste de tarifas. "Aumento de custo gera necessidade de mais receita", disse, citando a inflação, o dissídio pago aos trabalhadores da categoria e o aumento no preço do querosene de aviação. No entanto, ele diz que a empresa está focada em aumentar receitas complementares, como carga e a venda de bebidas e comida a bordo.
    Na inflação medida pelo IPCA-15, os voos tiveram aumento de 23,4% em setembro. Na leitura de outubro, as passagens diminuíram o ritmo de alta, mas ainda assim ficaram 14,23% mais caras. "É uma taxa bastante considerável ainda. A tendência é essa, porque nessa época de festas e férias as companhias aproveitam para fazer alguns ajustes mais fortes", disse Flávio Combat, economista-chefe da Concórdia Corretora.
    Para cima

    Se, por um lado, a aceleração das passagens aéreas é comum no fim do ano, o economista Thiago Curado, analista da Tendências Consultoria Integrada, diz acreditar que os preços estão subindo mais do que o habitual este ano. "A política das companhias nos últimos anos foi muito agressiva, elas começaram a competir por custo. Só que chegou num ponto limite. Por isso, as tarifas devem aumentar ainda mais. Mesmo levando em conta a sazonalidade, está pior do que o normal."
    Apesar da confirmação das companhias aéreas sobre as tarifas mais caras nos últimos meses de 2011, a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) disse que o aumento das tarifas está dentro do previsto.
    A diferença de preços nesta época do ano na comparação com o mesmo período de 2010 seria apenas a correção da inflação. "Mas temos de analisar que o combustível subiu. Tem de subir a tarifa", defendeu Carlos Alberto Amorim Ferreira, presidente da Abav.
                  

    segunda-feira, 21 de março de 2011

    Tô NEM AÍ - Companhias aéreas esvaziam juizados em aeroportos de SP

    Companhias aéreas esvaziam juizados em aeroportos de SP 

    Empresas aéreas têm ignorado os juizados especiais dos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo, criados para resolver, na hora, problemas causados aos passageiros, informa a reportagem de Ricardo Gallo publicada na edição desta segunda-feira da Folha (íntegradisponível para assinantes do jornal e do UOL).
    Os juizados tentam mediar um acordo entre as partes. Em Cumbica, as empresas faltaram a mais da metade --52%-- das audiências marcadas para mediar acordo com passageiros. Em Congonhas, o índice é de 34%.
    Com a ausência, as reclamações se transformam em processo judicial --o que faz o juizado perder uma de suas fundações, a de promover conciliação e, consequentemente, aliviar o Poder Judiciário.
    Em geral, as queixas se dividem entre cancelamento de voo, atraso, falta de assistência e problemas com bagagem.
    Os números foram compilados pela Folha a partir de informações do Tribunal de Justiça de São Paulo. Correspondem ao período entre 1º de janeiro e 14 deste
    mês.

    Proporcionalmente, a brasileira Webjet é a mais ausente. A companhia, a quarta maior empresa do país em passageiros transportados, compareceu a menos de 1% das audiências.
    Maiores aéreas do país, Gol e TAM já chegaram a faltar quando chamadas. As duas, no entanto, atendem à maioria das convocações.
    Da mesma forma, internacionais como TAP (Portugal), British Airways (Inglaterra), Iberia (Espanha), Delta (EUA), e Aerosur (Bolívia) também já se ausentaram.

    quarta-feira, 26 de maio de 2010

    COPA DE 2010 - o avião da Seleção Brasileira


       

    O A330 da TAM que vai levar a Seleção está preparado em Curitiba

    �rio
    O Airbus A330 PT-MVN no finger do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba, pronto para levar a Seleção Brasileira para África do Sul. (Foto: TAM)
    O Airbus A330 (PT-MVN) que vai levar a Seleção Brasileira de futebol para África do Sul, já está preparado em Curitiba e deve partir hoje, dia 26. Mas antes fará uma escala em Brasília para os jogadores se encontrarem com o Presidente Luíz Inácio Lula da Silva.

    A tripulação da TAM que vai acompanhar os jogadores durante o voo até a África do Sul, a bordo do A330. (Foto: TAM)

    O A330-223 apresenta cerca de 100 mensagens escritas na fuselagem, e também, durante o voo, os jogadores poderão ver um vídeo com várias mensagens de incetivo de torcedores que enviaram pela internet numa promoção da TAM.

    terça-feira, 13 de abril de 2010

    PUBLICIDADE - CBF fecha acordo de patrocínio com a Seara até o fim de 2014


    CBF fecha acordo de patrocínio com a Seara até o fim de 2014

    Publicidade
    da Lancepress
    A CBF anunciou nesta segunda-feira que firmou um acordo de patrocínio com a empresa Seara, parte do grupo Marfrig, até 31 de dezembro de 2014 --período que inclui a Copa do Mundo no Brasil.
    A Seara, também parceira do Santos, patrocinará as equipes masculinas e femininas, tanto das categorias principais quanto das de base.
    A seleção brasileira conta com outros sete patrocinadores: Gillette, Extra, TAM, Vivo, Itaú, Volkswagen e AmBev.

    CBF/Divulgação
    O 
presidente do Grupo Marfrig, Marcos Molina, e o presidente da CBF, 
Ricardo Teixeira
    Ricardo Teixeira (dir.), presidente da CBF, anuncia acordo com a empresa Seara até dezembro de 2014


     

    sexta-feira, 19 de março de 2010

    SÃO PAULO/ANAC - Congonhas descumpre regras para voos

    Aeroporto deveria funcionar das 7h às 22h a partir de março; em 2007, norma limitou operações de pouso e decolagem a 30 por hora
    Com a redução no horário de funcionamento, aeroporto na zona sul de SP perderia 62 operações por dia, o que desagrada empresas aéreas
    O aeroporto de Congonhas, o segundo mais movimentado do país, tem desrespeitado normas de segurança e de horário.
    Responsável pelo aeroporto, na zona sul, a Infraero ignorou decisão da prefeitura de reduzir até o início deste mês o horário de funcionamento do local -antiga reivindicação dos moradores da região, que se queixam do barulho.
    Pelo acordo, de dezembro de 2009, as operações só poderiam ocorrer das 7h às 22h na semana e das 9h às 23h aos domingos e feriados. Hoje, o aeroporto funciona das 6h às 23h.
    Já o número de pousos e decolagens, limitado a 30 por hora para a aviação comercial, também não é integralmente respeitado. A norma foi implantada pelo governo federal em 2007, após o acidente com o voo da TAM que explodiu sobre um prédio da própria empresa, na avenida Washington Luís. Morreram 199 pessoas.
    Apenas nesta semana, em ao menos dez vezes, ocorreram mais de 30 operações por hora no local, considerando apenas voos comerciais. Na quarta, por exemplo, foram registrados 39 pousos e decolagens em uma hora, segundo dados da Infraero e das empresas aéreas.