Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quarta-feira, 21 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/SEGURANÇA PÚBLICA - crimes caem em bairros com unidades pacificadoras

Não foram só os moradores de Copacabana que se beneficiaram com a redução da criminalidade depois da implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio de Janeiro. Em Botafogo, onde fica a UPP do Santa Marta, houve queda de 71,4% nos roubos a residências, 46,1% nos de veículos e 15% de rua (a pedestre, de celular e em coletivo), na comparação entre fevereiro deste ano e o mesmo mês de 2009. A redução dos delitos já contribui para a valorização de imóveis.
A população de Jacarepaguá, que conta com a UPP da Cidade de Deus, também comemorou a queda dos roubos de rua (31,7%) e dos homicídios (20%). Segundo Pesquisa do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-RJ), imóveis nos três bairros chegaram a ter mais de 40% de valorização depois da pacificação. "A população viu que as UPPs fazem parte de uma política consistente", disse o vice-presidente do Secovi-RJ, Leonardo Schneider.
Na sexta-feira, mais 1.020 policiais militares se formaram para trabalhar em unidades. A maioria deles vai para as que ainda serão inauguradas. "É uma visão nova de polícia. Esses policiais já entram sabendo que vão participar de um policiamento diferente em territórios antes dominados por criminosos e, agora, dominados por eles e pela comunidade", afirmou o governador Sérgio Cabral.
O sociólogo Geraldo Tadeu, do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS), atribui a redução da criminalidade a uma série de fatores, entre eles, a premiação de policiais e as UPPs. "A queda dos índices foi intensificada com a chegada das unidades. Isso ocorre, principalmente, com os homicídios, pois antes havia guerra entre facções."
Para a presidente da Associação de Moradores de Botafogo, Regina Chiaradia, os avanços da segurança encontram obstáculos no bairro. "Houve queda, mas como Botafogo é cheio de rotas de fuga, não conseguimos acabar com alguns crimes, como aconteceu em Copa", disse. Copacabana zerou os índices de homicídio, latrocínio, roubo de residências e de veículos.
Embora ainda esteja distante dos índices do bairro da Zona Sul, a população de Jacarepaguá comemora. "Hoje em dia, a gente consegue caminhar tranquilo pela região. Antes, os tiroteios eram frequentes. Até o valor dos imóveis aumentou", disse Tânia Gusmão, presidente da Associação de Amigos e Moradores do bairro Vitória Régia, que fica ao lado da Cidade de Deus.
Os reflexos também foram sentidos no comércio. Segundo Aluizio Cunha, diretor da Associação Comercial e Industrial de Jacarepaguá (Acija), cresceu o interesse de empresários por negócios no bairro. "A chegada das UPPs mudou a realidade da região", afirmou.


 


 

terça-feira, 13 de abril de 2010

SÃO PAULO/COTIDIANO - Manifestantes bloqueiam faixas da avenida Paulista em SP


colaboração para a Folha


Trabalhadores filiados à Força Sindical realizam na manhã desta terça-feira uma manifestação em frente ao prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na avenida Paulista, no centro de São Paulo, e bloqueiam ruas da região.
Por volta das 10h40, três faixas da avenida Paulista com a rua Brigadeiro Luís Antônio estavam bloqueadas no sentido Consolação. Havia 700 metros de lentidão no local, a partir da rua Oswaldo Cruz.
Os manifestantes pedem a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, segundo a Força Sindical. Cerca de 20 mil pessoas devem participar do protesto. Outras vias importantes do centro estão ocupadas por manifestantes que caminham em direção ao prédio da Fiesp, como a avenida Doutor Arnaldo, no sentido Consolação; e rua Brigadeiro Luís Antônio com rua Tutoia, onde duas faixas da direita estão ocupadas no sentido centro.
De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), não há desvios nos locais, mas agentes da companhia estão monitorando o tráfego na região. A Polícia Militar não soube informar o número de pessoas que participam do protesto.