Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

#COPA2014 - Programa de mobilidade urbana fica parado em 2011

Por Dyelle Menezes
Do Contas Abertas


Apesar da importância que deve ganhar nos próximos anos, diante dos megaventos esportivos que o Brasil vai sediar, o programa “Mobilidade Urbana”, do governo federal, ficou praticamente parado ano passado. Dos R$ 650,1 milhões previstos para 2011, apenas 2% foram desembolsados. O resultado corresponde ao montante de R$ 12,9 milhões, dos quais 98% foram alocados em compromissos assumidos em gestões anteriores. Desconsiderando os dispêndios com os “restos a pagar”, apenas 0,02% foram realmente executados ano passado.

O objetivo do programa é promover a melhoria da mobilidade urbana, de forma sustentável, favorecendo os deslocamentos não-motorizados e o transporte coletivo, na tentativa para reduzir os efeitos negativos da circulação urbana que assolam as principais capitais brasileiras. Além disso, as obras devem contribuir para a melhoria da prestação de serviços de transporte metro-ferroviários, por meio da modernização e expansão dos sistemas vinculados ao transporte público.


Segundo o Ministério das Cidades (MC), que administra a rubrica, o orçamento não foi executado, principalmente, devido ao contingenciamento dos recursos, o que impactou a alocação das verbas para as ações previstas. O MC explicou que do total de recursos previstos, cerca de 90% ou R$ 585,7 milhões são provenientes de emendas parlamentares sendo que 10% (R$ 64,5 milhões) é orçamento discricionário da Pasta.

Além disso, como se sabe, o governo federal decidiu por implantar uma postura austera do ponto de vista fiscal, devido a crise internacional, afetando sobremaneira a execução do orçamento de 2011. O ministério destacou também que, com o corte de gastos, as ações que mais sofreram reduções foram as das emendas parlamentares.

Confira aqui a tabela da execução orçamentária do programa

Para 2012

Segundo o Ministério das Cidades, o governo federal já vem sinalizando que o tema Mobilidade Urbana é prioridade, tanto que alocou a quantia de R$ 32 bilhões para o segmento. Do total, R$ 8 bilhões foram destinados à Copa de 2014 e R$ 24 bilhões para o PAC 2, nos Eixos de Pavimentação e Qualificação de Vias Urbanas e de Mobilidade Grandes Cidades.

“Cabe destacar que, dos recursos citados, 81,25% ou R$ 26 bilhões são provenientes do FGTS e 18,75% ou R$ 6 bilhões são provenientes do OGU (Orçamento Geral da União). Estes recursos terão alocação plurianual com previsão de gastos de 2012-2015”, explica o ministério.

No Orçamento Geral da União (OGU) para 2012, aprovado no Congresso e que aguarda a sansão da presidente Dilma Rousseff, o programa é denominado “Mobilidade Urbana e Trânsito” e deve contar com R$ 1,4 bilhão em recursos. No ano passado, as verbas previstas no OGU foram de R$ 645,1 milhões.


Plano Operacional
A especialista em mobilidade urbana da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Valeska Peres, afirma que quando o Brasil foi indicado para sediar a Copa do Mundo em 2014, o que se entedia era que o setor tinha pontos de gargalo infraestruturais. “Dessa forma, reforçou-se muito a ideia de realizar investimentos em infraestrutura e poder administrar e gerenciar a mobilidade urbana em outro patamar”, explica.

Porém, segundo a especialista, no atual ritmo de obras ainda vão existir os mesmos problemas daqui a três anos. “Com algumas honrosas exceções, vamos chegar na Copa, com a mesma infraestrutura que tínhamos há quatro anos atrás”, conclui.

Sendo assim, a questão operacional, ou seja, de como as pessoas vão circular durante o megaevento, antes considerado “plano B”, deve ser prioridade. “No organograma do Ministério do Esporte, o ano de 2012 seria destinado ao começo dos planos operacionais. Precisamos juntar informações e pensar na operação. Tudo é muito lento, mas a Copa tem data para iniciar e terminar”, ressalta


Fonte Contas Abertas http://contasabertas.uol.com.br/WebSite/Noticias/DetalheNoticias.aspx?Id=768

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

SAÚDE - Regulamentação da Emenda 29 garante mais R$ 3 bi de estados

União não aumentará o percentual de seus gastos, que continuará numa média de 6% a 7%
Cristiane Jungblut

BRASÍLIA - Os estados terão que cumprir imediatamente as novas regras sobre gastos em Saúde previstas na regulamentação da Emenda 29, que fixa os percentuais mínimos de recursos de União, estados e municípios no setor. Mas pelo menos quatro estados ainda terão dificuldades maiores para atingir o piso de 12% de suas receitas líquidas. O percentual já existe desde a promulgação da Emenda 29, em setembro de 2000, mas os estados vêm usando manobras fiscais para atingir a meta. Agora, não será mais permitida essa maquiagem, o que poderá incrementar em R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões os gastos dos estados com Saúde.
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Como os dados dos estados são mascarados com artifícios fiscais, há estimativas que preveem até R$ 5 bilhões a mais de gastos pelos estados. A União não aumentará o percentual de seus gastos, que continuará numa média de 6% a 7% de sua receita bruta. Parlamentares da bancada da Saúde e especialistas avaliam que, como a União não gastará mais, deve permanecer o problema do financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Dados da bancada parlamentar da Saúde e do Conselho Nacional de Secretários de Estado (de Saúde) indicam que a maioria dos estados já cumpre o mínimo de 12% ou está num patamar acima de 10,5%, mas citam Rio Grande do Sul e Minas Gerais como os que ainda enfrentam problemas. Numa tabela mais recente, Minas aparece em situação mais confortável, com o mínimo exigido.



Rio Grande do Sul é o que gasta menos
Até 2011, os dados ainda referentes a 2008 e 2009 indicavam que 13 dos 27 estados não cumpriam os 12%. O número teria caído para dez e estaria agora em cinco. Oficialmente, o Ministério da Saúde informou nesta terça-feira que o último dado consolidado é de 2008, quando só quatro teriam ficado abaixo dos 12%: Rio Grande do Sul (6,53%), Paraná (9,79%), Espírito Santo (10,24%) e Mato Grosso (11,24%). Dados mais recentes indicam que a situação desses quatros continua abaixo do limite.

Os parlamentares da bancada da Saúde foram surpreendidos com o veto ao artigo que dava um prazo de quatro anos para os estados se adaptarem às novas regras - elas proíbem que gastos com merenda escolar, saneamento básico e pagamento de aposentadorias sejam computados como despesas em Saúde. O veto teria ocorrido por problemas técnicos e porque a fixação do prazo seria inócua, já que o texto original da Emenda 29 (de 2007) manteve o prazo até 2011.

Coordenador da Frente Parlamentar de Saúde, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) disse nesta terça-feira que os estados vêm melhorando seus desempenhos. Perondi criticou o veto ao artigo que garantia a correção do gasto da União sempre que houvesse uma revisão do PIB nominal usado para o cálculo. O piso nacional de Saúde é calculado com base no gasto do ano anterior mais a correção do PIB.

- O governo não quer gastar mais em Saúde e acha que o dinheiro é suficiente. Nossos dados indicam que em 2009, dos dez que não cumpriam, oito já estavam acima de 10,5%, e que estados como Rio Grande do Sul e Minas Gerais têm problemas - disse.

O secretário-executivo do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Saúde (Conass), Jurandi Frutuoso, disse que o órgão ainda está analisando todos os vetos, mas destacou que os estados vêm melhorando seu desempenho.

- Os dados do Ciops (órgão do Ministério da Saúde que analisa os gastos) apontam quase para uma solução. A cada ano, os estados estão se aproximando de cumprir a meta - disse Frutuoso.

Especialista no setor, Gilson Carvalho divulgou nesta terça-feira estudo considerando uma perda o veto referente ao PIB. No caso do prazo de quatro anos, ele analisou que foi uma decisão correta, porque o texto falava em 2011



Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/regulamentacao-da-emenda-29-garante-mais-3-bi-de-estados-3699006#ixzz1jnmZDXCX

domingo, 4 de dezembro de 2011

'No Brasil nao tem crise' - Investimentos das estatais diminuem R$ 2,5 bilhões

Investimentos das estatais diminuem R$ 2,5 bilhões
Dyelle Menezes
Do Contas Abertas

Apesar de terem aumentado ritmo de investimento nos últimos meses, as empresas estatais continuam com aplicações inferiores aos dez primeiros meses de 2010. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, ontem (1), a queda foi de R$ 2,5 bilhões. Lideradas pelo Grupo Petrobrás, as estatais investiram R$ 62,3 bilhões entre janeiro e outubro de 2011, enquanto para o mesmo período do ano passado foram desembolsados R$ 64,8 bilhões, em valores correntes. Se considerados os valores constantes (atualizados pelo IGP-DI, da FGV), a queda passa para o montante de R$ 8,5 bilhões. Em relação aos recursos previstos pela Lei Orçamentária Anual (LOA), as empresas investiram 57,6% do total de R$ 108 bilhões previstos. 

O orçamento de investimentos das empresas estatais de 2011 teve a dotação aumentada em 0,6% do que havia sido estipulado pela LOA, no começo de fevereiro. Como consequência, a execução de obras e serviços passou de 369 para 389 projetos, sendo mantidas as 286 atividades. A dotação inicial teve aumento de 1,8% sobre o valor final da dotação aprovada para os investimentos das empresas estatais em 2010 e de 23,7% sobre o total realizado no mesmo ano. 

Confira aqui a tabela de investimentos das estatais




Do total desembolsado, 94% foram financiados com recursos próprios das estatais. O Grupo Petrobrás, com 28 empresas vinculadas, foi responsável por 89,6% dos investimentos realizados nos primeiros dez meses de 2011, com o montante de R$ 55,8 bilhões. Em segundo lugar ficou o Grupo Eletrobrás, com investimentos de R$ 3,1 bilhões. 

Com a criação da Secretaria de Aviação Civil, as dotações do orçamento de investimentos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), deixaram de estar vinculadas ao Ministério da Defesa, passando para a Presidência da República. Até o final de outubro, foram investidos R$ 623,8 milhões na Infraero, o maior valor desde 2006, embora correspondam a apenas 28,1% dos previstos no orçamento do exercício.

A lista das estatais engloba 73 empresas, sendo que 66 são do setor produtivo e sete do setor financeiro. Não estão computadas as entidades cujas programações constam integralmente dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, nem aquelas que não programaram investimentos.

Das empresas incluídas na programação de dispêndios, 23 apresentaram desempenho acima da média de 57,6%. Entre elas estão a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica – CGTEE (231,5%) e a Transportadora Associada de Gás S.A. – TAG (136,4%), que já ultrapassaram a dotação do ano.

Entre os órgãos, o Ministério da Defesa é o que obteve o melhor desempenho, com 69,5% da programação do ano já realizada. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento obteve o segundo melhor desempenho, aos realizar 69,5%, dos R$ 17,5 milhões previstos. O Ministério de Minas e Energia, ao qual estão vinculados 92,1% do total de investimentos de estatais, equivalente a R$ R$ 99,5 bilhões, obteve a terceira melhor execução, ao realizar 59,8% da programação atual. Os demais ministérios apresentaram atuação abaixo de 43,2% das respectivas dotações.

Dentre os 36 programas contemplados pelas empresas estatais federais, destaca-se a execução do setor petrolífero em relação aos demais. Segundo o Ministério do Planejamento, tanto pelo vulto de recursos que são destinados, quanto pelo empenho na execução por parte das empresas responsáveis. Não é a toa que o programa “Oferta de Petróleo e Gás Natural” recebeu o maior investimento, R$ 26, bilhões, cerca de 41,8% no total realizado pelas empresas estatais em todas as rubricas. 


Estatais

As empresas estatais são entidades criadas pelo poder público que integram a administração pública indireta. Sua instituição é orientada por diversos fatores, o principal é a crescente intervenção do Estado na ordem econômica mediante o emprego de meios privados para o alcance de fins públicos.

O órgão responsável pelo acompanhamento e a fiscalização das estatais é o Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (DEST). A cada três meses, é publicado o balanço orçamentário dos investimentos das estatais, com a execução bimestral. Mas não é possível acompanhar quanto as estatais movimentam em sua totalidade. Nem mesmo o Congresso Nacional acompanha a execução das estatais. Vale lembrar que apenas o orçamento de investimento das estatais passa pelo Congresso. Entretanto, todos os meses, as empresa devem preencher o PDG e enviar ao DEST, que analisa e fiscaliza os resultados

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

ORÇAMENTO - Governo só investe 9% do aumento de impostos

SÃO PAULO

Uma fatia pequena do aumento expressivo da carga tributária ocorrido desde meados da década de 90 se traduziu em novos investimentos públicos no Brasil, informa reportagem de Érica Fraga, publicada na Folha desta segunda-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
De acordo com cálculo feito pelo economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, de cada R$ 100 a mais em impostos arrecadados entre 1995 e 2010, apenas R$ 8,6 foram direcionados para elevar investimentos feitos pelo governo.
Entre os investimentos estão construção de escolas e hospitais, ampliação de portos e aeroportos e melhorias em estradas.
Segundo especialistas, a estrutura do gasto público brasileiro limita o crescimento econômico do país.

Alex Argozino/Editoria de Arte
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sexta-feira, 7 de maio de 2010

SÉRIE SOBRE LIXO (3) - Empresas e cidadãos investem no aumento de material reciclado no Brasil

   

Com os programas de incentivo, só numa rede de supermercados, quase 140 milhões de embalagens plásticas deixaram de ser usadas em um ano. Os consumidores engajados vão às compras com bolsas ecológicas.

Esta semana, o Jornal Nacional está apresentando uma série de reportagens sobre a ameaça ambiental que não depende de acidentes para provocar estragos: a produção descontrolada de lixo.
Nesta quinta, o repórter José Roberto Burnier mostra iniciativas de empresas e de cidadãos para aumentar o volume de material reciclado no Brasil.
Ele bem que tentou, mas não conseguiu mudar o comportamento dos clientes. A ideia era: no lugar da sacolinha de plástico, que é um problema para o meio ambiente, uma de pano, para usar sempre.
“Ele compra a sacola ou ganha a sacola, leva e depois não traz de volta”, disse Wagner Ferreira, dono da padaria.
“A gente não se dá conta, na hora de pegar ainda não estamos conscientizados disso”, reconheceu a pedagoga Rose França.
Uns não estão, mas outros já dão exemplo. O pacote de cereais passa pelo caixa. A compradora abre, tira o que interessa e deixa a embalagem ali mesmo. Com a pasta de dentes e o sabonete faz o mesmo. É assim que começa a preciclagem, a separação de produtos que vão ser reaproveitados.
A vendedora Elaine Muehringer Folco só faz compras no mesmo supermercado. O prédio é todo ecológico. O teto é solar. O ar-condicionado e refrigeradores são abastecidos com gás que não agride o meio ambiente. As gôndolas e os carrinhos são feitos de material reciclado. E várias embalagens de produtos também.
E o interessante é que com isso vão surgindo novas e criativas maneiras de se embalar ecologicamente um produto. Veja o caso de um fabricante de papel higiênico. Ele apertou os rolinhos de papel higiênico. Com isso, a embalagem fica menor. Embalagem menor, menos plástico. Menos plástico, menos problemas ambientais. Detalhe: tanto o plástico quanto o produto são recicláveis. E ainda, pra você não ter que sair do supermercado com uma sacolinha plástica, eles fizeram um alça para levar pra casa.
Num supermercado, o cliente que não usar a sacola plástica tem desconto. Uma mulher economizou 18 centavos. Uma economia pequena, mas que um dia o filhinho dela vai agradecer.
Por enquanto, no Brasil, estamos deixando 240 mil toneladas de lixo por dia. Quase tudo vai para aterros sanitários.
É onde uma sacolinha de plástico demora pelo menos cem anos para se decompor. Se for reciclada, vira outro tipo de embalagem.
N uma rede de supermercados, quase 140 milhões dessas embalagens deixaram de ser usadas em um ano.
“A gente acha que isso é um processo de aprendizado. Pro consumidor, pro consumo consciente”, disse Chisthianne Uriosthe, diretora do supermercado.
Outra rede de supermercados está coletando 600 toneladas de lixo que estão sendo separadas pela população em casa.
“Acho que todo mundo devia fazer isso e falo isso pra todo mundo também fazer”, disse a consultora Isis Liberato.
O material vai para cooperativas de catadores e depois para a reciclagem em indústrias. “Quando você fala de uma mudança de comportamento por parte do consumidor, uma mudança de operações por parte do varejista, uma mudança de produção por parte da indústria, é um caminho sem volta”, declarou Paulo Pompílio, diretor de supermercado.
Um dos maiores especialistas em reciclagem do Brasil, o consultor da ONU Sabetai Calderoni, comemora esse envolvimento maior da sociedade com a preservação. Mas alerta que, dos três erres da política ambiental - reduzir, reutilizar e reciclar - esse último ainda sofre com a falta de estrutura.
“São as autoridades municipais que deveriam estar preocupadas com a implantação de centrais de reciclagem integral de resíduos de modo a dar escoamento a esses materiais que a população agora com tanta vontade consegue separar e levar aos supermercados”.
Consumidor engajado faz a sua parte. Débora sempre anda com várias sacolas ecológicas e personalizadas.
“A gente que costurou as sacolinhas. Uma tia que trabalha em confecção, e a gente pegou os restos”, contou a educadora Debora Oyma.
“A gente tem que se preocupar com o que a gente vai deixar pro futuro. Daqui a 30 anos, o que a gente estará produzindo de lixo, deixando de herança para quem está nascendo agora”, disse a dentista Tatiana Fusco Hares.
 

domingo, 25 de abril de 2010

JOGOS 2016 - COB pede cerca de R$ 250 milhões em investimento público para Rio 2016


   
O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) pediu ao Ministério do Esporte o envio de cerca de R$ 250 milhões em investimento público para os Jogos do Rio-2016, segundo informações de um dos dirigentes olímpicos envolvidos no programa.
Atualmente, as entidades recebem cerca de R$ 34 milhões pela Lei Piva. O comitê não confirmou nem desmentiu o número. Essa diferença entre o investimento atual e o almejado é mais acentuada entre as modalidades de menor tradição no Brasil, como o Boxe, que recebeu só R$ 1,2 milhão em 2008.
Seu projeto para o governo prevê R$ 40 milhões em seis anos e meio, ou cerca de R$ 6 milhões por ano. "Por se tratar de alto rendimento, tem que ter metas. Mas tem que vir o investimento", defendeu o presidente da confederação, Mauro Silva.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

ECONOMIA/NEGÓCIOS e CULTURA/LIVROS - Conheça os segredos de Warren Buffett para identificar os melhores investimentos


Livro ensina como Buffett identifica as empresas com vantagens 
competitivas
da Livraria da Folha
Divulgação
Livro ensina como Warren Buffett identifica os melhores investimentos
O megainvestidor norte-americano Warren Buffett, terceiro nome na lista dos maiores milionários mundo, esclarece o que o faz investir em uma empresa no livro "Warren Buffett e a Análise de Balanços"
Escrito pelos mesmos autores de "O Tao de Warren Buffett", título que apenas no Brasil vendeu mais de 45 mil exemplares, o volume traz o método que Buffett usa para selecionar os melhores investimentos.
Com dicas úteis e as estratégias, o manual agrada tanto a investidores principiantes quanto àqueles mais arrojados e por que altos custos de pesquisa e desenvolvimento podem acabar com uma ótima companhia.
Abaixo, leia um trecho do livro.
*
Introdução
Durante 12 anos, de 1981 a 1993, fui nora de Warren Buffett, o investidor de maior sucesso e, atualmente, o maior filantropo do mundo.
Logo após me casar com Peter, o filho de Buffett, e bem antes do mundo fora de Wall Street ouvir falar do investidor, visitei a casa da família em Omaha. Enquanto estava lá, conheci um pequeno grupo de estudantes aplicados que pesquisavam a sabedoria do mestre e que se autodenominavam "buffettologistas". David Clark, um dos buffettologistas de maior sucesso, mantinha cadernos repletos de ideias meticulosas e infinitamente fascinantes de Warren Buffett sobre investimentos. Seus cadernos foram a base que eu e ele usamos mais tarde para dar forma aos best-sellers internacionais de investimentos O Tao de Warren Buffett, Buffettology (Buffettologia), The Buffettology Workbook (O manual da buffettologia) e The New Buffettology (A nova buffettologia), atualmente publicados em 17 idiomas, entre os quais hebraico, árabe, chinês e russo.
Depois do sucesso de O Tao de Warren Buffett, estive com David em Omaha, no encontro anual da Berkshire Hathaway, em 2007, e durante o almoço começamos a conversar sobre a história da análise de investimentos. Ele ressaltou que, no fim do século XIX e no início do XX, essa atividade se concentrava sobretudo em determinar a solvência e a capacidade de geração de lucros de uma empresa com o propósito de analisar os seus títulos. David também mencionou que Benjamin Graham, o decano de Wall Street e mentor de Buffett, havia adaptado as técnicas iniciais de análise de títulos para a análise de ações ordinárias.
Mas Graham nunca fez distinção entre as empresas que possuem uma vantagem competitiva de longo prazo e as que não possuem em relação às suas concorrentes. Ele só estava interessado em saber se a companhia tinha ou não capacidade de geração de lucro suficiente para tirá-la dos apuros econômicos que haviam acarretado a queda vertiginosa da cotação de suas ações. Ele não estava interessado em ter participação em uma organização por 10 ou 20 anos. Se a cotação não se movesse depois de dois anos, ele caía fora. Isso não significa que Graham perdeu o barco; ele simplesmente não embarcou naquele que o teria transformado, como aconteceu com Buffett em 2008, no homem mais rico do mundo.
Buffett, por outro lado, depois de iniciar sua carreira com Graham, descobriu a tremenda geração de riqueza de uma empresa que tinha uma vantagem competitiva de longo prazo em relação às suas concorrentes. Ele constatou que, quanto mais tempo você mantivesse sua participação em uma dessas companhias fantásticas, mais rico ficaria. Graham provavelmente teria dito que todas essas empresas têm cotações excessivas, mas Buffett percebeu que não precisava esperar que o mercado acionário oferecesse uma cotação de barganha e que, mesmo pagando um preço justo, poderia ficar riquíssimo com aquelas empresas.
Ele desenvolveu um conjunto único de ferramentas analíticas para identificar essas empresas especiais. Embora baseado na velha linguagem de Graham, seu novo método possibilitava que ele determinasse se uma empresa podia sobreviver aos problemas que estava enfrentando no momento. O método de Buffett também informava se a empresa em questão tinha ou não uma vantagem competitiva durável que o tornaria riquíssimo no longo prazo.
Ao fim do almoço, perguntei a David se ele julgava possível criar um guia sucinto e fácil de usar para interpretar as demonstrações financeiras de uma empresa utilizando o conjunto único de ferramentas que Buffett havia desenvolvido para descobrir aquelas companhias maravilhosamente rentáveis.
Eu tinha em mente um livro direto e simples que ensinasse os investidores a interpretar as demonstrações financeiras de uma companhia e procurar os mesmos tipos de organização que Buffett. Um livro que não apenas explicasse o que são balanços patrimoniais e demonstrações do resultado do exercício, mas que apontasse o que os investidores devem procurar se, como Buffett, estiverem em busca de uma empresa que tenha uma vantagem competitiva de longo prazo.David adorou a ideia e, em um mês, começamos a enviar um para o outro os capítulos do livro que está em suas mãos agora.
Esperamos que Warren Buffett e a análise de balanços o ajude a dar o mesmo salto qualitativo do megainvestidor, possibilitando que você vá além dos velhos modelos de avaliação de Graham e descubra, como Buffett, o fenomenal poder de geração de riqueza de longo prazo de uma empresa com uma vantagem competitiva durável em relação às concorrentes. Ao mesmo tempo, você vai se libertar das custosas manipulações do mercado financeiro e terá a oportunidade de se unir ao crescente número de investidores inteligentes de todo o mundo que estão se tornando tremendamente ricos ao seguir os passos desse investidor lendário e brilhante.
MARY BUFFETT
*
"Warren Buffett e a Análise de Balanços"
Autor: Mary Buffett, David Clark
Editora: Sextante
Páginas: 160
Quanto: R$ 19,90
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

 


 

RIO DE JANEIRO/FRAUDE - "Fraude não prejudicará a previdência", diz procurador do RJ


Procurador-geral do município, Fernando dos Santos Dionísio afirma que diretores do PreviRio responsáveis pelas aplicações poderão ser processados criminalmente pelos investimentos irregulares. Tudo vai depender dos resultados da comissão de sindicância formada pela prefeitura para apurar o caso em detalhes. Um relatório com diversos documentos relacionados ao fato foi enviado para o Tribunal de Contas do Município e para o Ministério Público Estadual, que também poderá tomar a iniciativa de processar os envolvidos.
O Dia - Existe a possibilidade de o PreviRio não recuperar o dinheiro? O título da Casual Dining dificilmente poderá ser resgatado...
Dionísio - Foi para garantir a devolução do dinheiro que pedimos à Justiça, e conseguimos, o bloqueio das contas bancárias das empresas e das pessoas envolvidas no caso. O dinheiro bloqueado é suficiente para ressarcir o PreviRio.
O Dia - A prefeitura tentou resgatar o dinheiro e não conseguiu. Por quê?
Dionísio - A quantia referente ao título da Casual Dining só pode ser recuperada três anos depois de um pedido de resgate feito pelo PreviRio, mesmo assim com desconto. Tivemos que ir à Justiça.
O Dia - Que normas foram desrespeitadas pelos então diretores do PreviRio?
Dionísio - A aplicação dos recursos deve obedecer a uma série de normas. Um decreto determina que os investimentos têm que ser aprovados pelo Tesouro Municipal. Os conselhos de Administração e de Investidores também precisam ser consultados. Nada disso foi feito. Além do mais, tradicionalmente nossas aplicações são feitas em fundos oficiais, como os do Banco do Brasil e da Caixa.
O Dia - Como a prefeitura descobriu essas aplicações?
Dionísio - O PreviRio é obrigado a, mensalmente, publicar um extrato de suas aplicações. A Casa Civil identificou um investimento em um fundo privado que, no documento divulgado no Diário Oficial, teria sido feito no Bradesco, que não tinha nada a ver com as aplicações. No Bradesco apenas ficava a conta para onde os recursos foram destinados. A Casa Civil acionou a Procuradoria e, em seguida, o PreviRio foi proibido de movimentar suas aplicações. Em seguida, entramos na Justiça e o prefeito decidiu abrir uma sindicância para apurar responsabilidades administrativas e criminais. Pode até pedir ressarcimento de eventuais prejuízos.
O Dia - Os diretores demitidos são funcionários da prefeitura? Em caso negativo, quando foram contratados e quem os indicou?
Dionísio - Eles não são servidores. Foram chamados, na atual gestão, por sua atuação no mercado.
O Dia - Eles chegaram a justificar as aplicações?
Dionísio - Disseram que se tratava de um bom investimento. Mas eles cometeram uma falha muito grave.
O Dia

 


 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

GOVERNO LULA - Lula diz que se orgulha de ser o presidente que mais investiu em educação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira durante cerimônia de encerramento da Conferência Nacional de Educação (Conae), que se orgulha de deixar o governo como o presidente que, mesmo sem curso superior, mais construiu universidades e escolas técnicas no país. Nos últimos oito anos, foram criadas 13 universidades federais e 141 escolas técnicas.

Lula ressaltou que as políticas públicas implementadas pelo seu governo foram possíveis por conta da cobrança da sociedade seja por forma de conferências ou de greves. “O governo bom é o que tem capacidade de pôr em prática, políticas públicas, aquilo que ouve em cada rua, em cada escola, em cada fábrica em cada banco”, acrescentou.

Antes de iniciar seu pronunciamento, o presidente ainda brincou com os presentes sobre as multas recebidas pela Justiça Eleitoral. Ele destacou que leria o discurso para evitar de "ser multado todos os dias” o que o levaria a ter que “trabalhar o resto da vida para pagar as multas”.


 

 

domingo, 21 de março de 2010

ECONOMIA E NEGÓCIOS - Eike agora quer o ouro colombiano e pretende investir até em banda larga

RIO e SÃO PAULO - Ele tem obsessão por encontrar o que chama de "diamantes não lapidados" e, a partir da daí, multiplicar sua fortuna. A receita, aparentemente simples, é de Eike Batista, o homem mais rico do Brasil e oitavo do mundo, segundo a revista "Forbes". Se o ranking tivesse sido feito na semana passada, Eike já poderia figurar no quarto lugar, com a oferta inicial de ações da OSX, sua nova investida, agora no ramo da indústria naval. Mas qual a nova empreitada de Eike, dono de uma fortuna de US$ 27 bilhões? Seu projeto agora é ganhar dinheiro com o ouro da Colômbia, mostra reportagem de Felipe Frisch e Danielle Nogueira publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO. Lá, a EBX, sua holding, já tem minas de carvão. No fundo, é uma volta às origens de quem conquistou seu primeiro milhão de dólares aos 23 anos, em 1980, explorando um garimpo na Amazônia.
Vídeo: Eike fala sobre sua trajetória bilionária.
Perfil: Meganacionalista e místico, Eike sai da sombra do pai e de Luma.
Eike Batista: 'Ser 1º do mundo é consequência'.
A nova empresa, como acontece com todos os investimentos de Eike, carregará o "X": se chamará AUX. Em um ano, poderá abrir capital via oferta pública (IPO, na sigla em inglês). Eike não revela o tamanho da reserva esperada, mas debocha de quem diz que seus empreendimentos são sonhos "de vento".
- Queremos fazer o que a gente sempre faz: pegar esse ativo, trabalhar durante um ano, aumentar as reservas. É a mina mais rica de ouro da Colômbia. Leva três anos para entrar em operação. Aí, vamos ouvir de novo a história dos ventos. São ventos cheios de ouro...
Nem tudo é sucesso nas companhias que Eike leva para a Bolsa. A OSX, cujas ações estreiam na segunda-feira na Bolsa com a proposta de fabricar navios e plataformas de petróleo e gás para a também sua OGX, levantou R$ 2,450 bilhões. A operação poderia ter levantado até R$ 9,92 bilhões, mas acabou alertando o mercado para um risco: o da excessiva concentração das operações dentro do grupo.
- O mercado até inventou um termo para se referir à operação: o risco X. Ele foi ambicioso demais - criticouA um empresário.
Mas Eike ainda tem motivos para rir. Embora muito abaixo do esperado, a captação colocou preço na companhia e em suas ações e elevou sua fortuna em mais US$ 3,957 bilhões, suficiente para alçá-lo ao quarto lugar no planeta.
Outra crítica comum a Eike é sobre o excesso de áreas de atuação. Isso não o inibe. A possível criação do Plano Nacional de Banda Larga pelo governo o animou. Perguntado se o setor interessa, não titubeou:
- Interessa. Se fizerem um leilão para licenças. A telefonia hoje no Brasil é uma desgraça, muito cara, e tínhamos que ter uma banda larga de 30 ou cem mega (bits por segundo) para cada pessoa em casa, a R$ 30.