Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quarta-feira, 3 de março de 2010

Governo quer Petrobras para barrar estrangeiros no etanol

da Folha Online
Hoje na Folha O governo está preocupado com a "invasão estrangeira" na cadeia de produção de etanol. Para evitar o processo de desnacionalização, o Planalto articula o fortalecimento da recém-criada ETH-Brenco, da qual a Odebrecht é a controladora, via Petrobras e BNDES, informa reportagem de Leila Coimbra publicada nesta quarta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo a Folha apurou, a estatal petrolífera negocia fatia de até 40% na sociedade (cerca de R$ 2,8 bilhões, considerando o valor estimado da nova companhia, de R$ 7 bilhões). O BNDESPar (braço de investimento do banco estatal), por sua vez, investirá R$ 300 milhões em aumento de capital para manter participação de 16,6% na empresa (fruto de dívida convertida em ações).
Além disso, a Petrobras tem planos de adquirir em 2010 outras três usinas de cana, investindo R$ 450 milhões na operação, que se somariam ao patrimônio da ETH.
A preocupação do Planalto com o processo de desnacionalização da cadeia do etanol atingiu seu auge no mês passado, quando foi assinado o memorando de entendimento entre a norte-americana Shell e a brasileira Cosan para a criação da líder mundial do setor, avaliada em US$ 12 bilhões.
A Petrobras informou que não negocia nenhum tipo de parceria com a empresa e não comentará negociações. Mas informou que seu plano de investimentos em combustíveis renováveis contempla US$ 4,5 bilhões até 2013.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Preço do etanol cai 16,7% nas usinas, mas apenas 1% nas bombas


Agência Brasil
Publicação: 01/03/2010 18:34
Brasília - Nas últimas cinco semanas, o preço do etanol pago ao produtor caiu, em média, 16,7%, segundo levantamento feito pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) com base em dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP). Apesar disso, o preço nas bombas caiu apenas 1% no mesmo período.

Um levantamento feito pela Agência Brasil a partir dos preços registrados nas bombas de combustíveis entre os dias 21 e 27 de fevereiro, divulgados nesta segunda-feira (1/3) pela ANP, mostrou que em apenas dois estados – Goiás e Mato Grosso – ainda vale a pena abastecer o carro bicombustível com etanol.

De acordo com o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, uma das explicações para a diferença entre os reajustes é o aumento da margem de lucro das distribuidoras, enquanto o preço nas usinas caiu. “Enquanto o preço recebido pelo produtor caiu cerca de R$ 0,24 por litro em São Paulo ao longo de cinco semanas, o que se viu na bomba foi um recuo de apenas R$ 0,02 por litro.”

A demora no repasse do reajuste para baixo, segundo Rodrigues, prejudica o consumidor, tirando a competitividade do etanol ante a gasolina. Ele disse que, em dezembro, quando o preço do etanol nas usinas era semelhante ao atual, o preço médio para o consumidor em São Paulo era inferior a R$ 1,60. A média da última semana, de acordo com os dados da ANP, foi de R$ 1,80.

A redução da oferta de etanol desde o final do ano passado foi causada, principalmente, pelo excesso de chuvas no período de colheita. As precipitações impediram os produtores de cortar mais de 60 milhões de toneladas de cana, cerca de 10% da safra, por falta de condições adequadas para as máquinas colheitadeiras trabalharem.

Para tentar amenizar a situação, o governo decretou a redução da mistura obrigatória do etanol na gasolina, desde o dia 1º de fevereiro, de 25% para 20%, por um período de 90 dias. As usinas, por sua vez, anteciparão para março o período de moagem, que geralmente se inicia em abril.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

EUA aprovam etanol brasileiro

diz a veja

A União da Indústria da Cana-de-Açúcar do Brasil (Unica) comemora nesta quinta-feira a aprovação, pelo governo dos Estados Unidos, do etanol brasileiro. A Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA) classificou o combustível feito de cana-de-açúcar como um "biocombustível avançado" na redução das emissões de gases-estufa. Ele reduz a emissão de dióxido de carbono (CO2) em 61% comparado à gasolina.

"Talvez este reconhecimento influencie aqueles que querem levantar as barreiras comerciais contra a energia limpa nos EUA e no mundo. O etanol de cana é um biocombustível de primeira geração, com um desempenho de terceira geração", destacou Joel Velasco, representante da Unica em Washington.

A decisão da EPA abre mercado para a entrada de 15 bilhões a 40 bilhões de litros de etanol brasileiro nos EUA pelos próximos 12 anos. "O impacto de médio e longo prazos dessa decisão é mais importante até que uma eventual redução da tarifa de importação de etanol dos Estados Unidos", avaliou Joel Velasco.
Uma nova lei nos EUA estabelece um consumo mínimo de biocombustíveis superior a 45 bilhões de litros este ano. A previsão é elevar esse volume para até 136 bilhões de litros em 2022. Uma fatia de 80 bilhões de litros será reservada para os biocombustíveis avançados, que são celulósico, diesel de biomassa e outros. O etanol brasileiro tem agora uma fatia garantida de 15 bilhões de litros - um volume três vezes maior que todo o etanol exportado pelo Brasil em 2008.
Para obter a classificação de "avançado" o bicombustível deve reduzir a emissão de CO2 em pelo menos 40% em relação à gasolina. Agora, os usineiros brasileiros querem convencer os Estados Unidos de que o etanol de cana-de-açúcar pode ser usado também no lugar do celulósico, que ainda não tem produção comercial e deve chegar ao mercado com um custo bastante elevado.