Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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segunda-feira, 22 de março de 2010

RIO DE JANEIRO/COTIDIANO - Áreas da Lagoa Rodrigo de Freitas estão abandonadas



A área em frente ao Corte do Cantagalo é um vale, onde a água da chuva se acumula. Uma quadra vinha afundando há tempos. Depois da última enchente, o problema só se agravou.
 

O Bom Dia mostra um problema que atinge quem usa a área de lazer da Lagoa Rodrigo de Freitas. A repórter Sandra Moreyra esteve na Lagoa neste fim de semana e ouviu muitas reclamações, na região do Parque do Cantagalo.

A beleza da Lagoa Rodrigo de Freitas impressiona. Neste início de outono, os parques estão cheios de pássaros de todos os tipos. O clima é agradável para ciclistas e pedestres, adultos e crianças. Mas há um trecho da bela Lagoa que chama a atenção pelo abandono. A área em frente ao Corte do Cantagalo é um vale. Na área mostrada em vídeo, a água da chuva se acumula. Uma quadra vinha afundando há tempos. Depois da última enchente, o problema só se agravou.

Duas semanas depois da chuva que inundou toda essa área, o chão está visivelmente inclinado. E a água, que cobriu metade da quadra de tênis, já formou uma "lagoinha". Dentro dela, são encontrados insetos, larvas e até peixinhos. Em volta, uma parte do gramado está coberta de lama e lodo, com cheiro forte e muitos mosquitos. Quem passeia pela Lagoa nesse início de outono já aprendeu a desviar dali.

A assessoria da prefeitura informou que uma equipe da Coordenadoria Geral de Conservação irá hoje (22) à Lagoa. Os técnicos vão fazer uma vistoria para avaliar o que pode ser feito para acabar de vez com os alagamentos. Segundo a assessoria, depois desta análise, a Secretaria de Obras será acionada. E, por causa do risco de doenças, a Secretaria municipal de Saúde e Defesa Civil informou que também vai mandar uma equipe ao local.

Veja em vídeo a reportagem completa. 

 


 

terça-feira, 2 de março de 2010

Fotos das mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas

Internauta fotografa mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas

Publicada em 01/03/2010 às 18h28m
Texto e fotos da leitora Roberta Lemos

RIO - No último sábado, fui dar um passei na Lagoa Rodrigo de Freitas e me deparei com um cheiro insuportável de podre e para meu espanto vi a causa: a margem da lagoa estava cheia de peixes mortos, um cartão postal nada digno do Rio de Janeiro. Por que investem em tanta coisa inútil no estado e não limpam a lagoa? Mais à frente, me deparei com uma placa onde dizia: Lagoa Limpa. Mas a que ponto da lagoa eles estavam se referindo? É tão lindo aquele lugar, passar a tarde de domingo ali é maravilhoso. Alô, alô, governantes do Rio, invistam mais na limpeza da cidade!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Comlurb retira 86 toneladas de peixes mortos da Lagoa no Rio; secretaria monitora local

DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio
A Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) já removeu 86,8 toneladas de peixes mortos da Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio, desde as 7h da ultima sexta-feira (26) até a tarde desta segunda. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, duas boias de monitoramento serão instaladas em data ainda não determinada no local para acompanhar as condições da água na superfície e no fundo da lagoa.
O resultado do laudo técnico da secretaria deve sair somente na semana que vem. Os trabalhos no local já foram encerrados e contaram com 102 garis, sendo que 12 deles trabalharam em duas embarcações.
A secretária Estadual do Ambiente, Marilene Ramos, afirmou no final da tarde desta segunda que o aumento de algas microscópicas de grupo ainda não identificado na água pode ter sido a causa da mortandade de peixes. Segundo ela, as condições climáticas e o acúmulo de nutrientes favoreceu a proliferação dessas algas flageladas.
A gerente de avaliação de qualidade de água do Imea (Instituto Estadual de Ambiente), Fátima Soares, descartou que enha aumentado o esgoto jogado na lagoa, e afirmou quer não foi constatado, durante a medição na semana passada, a diminuição do nível de oxigenação da água.
"O resultado da medição de oxigênio não mudou da lagoa, ficou entre 6 e 7 mm por litro de oxigênio dissolvido na superfície da água, e entre 3,2 e 3,7 mm no fundo. O peixe tem condições de se manter com até 2,3 mm por litro de oxigênio no água", explicou.
De acordo com a professora de Ficologia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Mariângela Meneses, nunca foi registrado um nível tão alto do micro-organismo com potencial tóxico na lagoa. Segundo ela, foi registrado 400 mil algas por milímetro de água --o normal é 80 mil.
A operação de limpeza da lagoa contou ainda com dois caminhões e duas caixas de entulho, além da catamarã da empresa EBX. Ao todo, foram encontrados três espécies diferentes de peixes mortos na lagoa.