Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 19 de abril de 2012

DELTA NO PAC - Maiores obras da Delta estão no Amazonas, Maranhão e Pará

Dyelle Menezes
Do Contas Abertas


A Delta Construções está no centro do furacão político que atinge o governo federal, o estado de Goiás e o Distrito Federal. A empresa é a maior empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e possui contratos em 21 estados e no Distrito Federal. Em 2011, do total de R$ 884,5 milhões repassados diretamente da União para a entidade, R$ 106,9 milhões foram para obras no Amazonas. Nos repasses da administração federal, os estados do Rio de Janeiro e Goiás, acusados de ligação política com a Delta, ocupam a quarta e quinta colocação, respectivamente, no levantamento realizado pelo Contas Abertas. Convém ressaltar que a pesquisa não inclui pagamentos à empresa efetuados pelos próprios estados, municípios ou empresas estatais. (veja tabela)

No Amazonas, a principal ação, que recebeu quase R$ 95,3 milhões no ano passado foi a manutenção de trechos rodoviários na BR – 174. Do total, R$ 16,3 milhões foram oriundos de créditos extraordinários. O estado recebeu ainda R$ 11,6 milhões para outras manutenções em rodovias amazonenses. O levantamento levou em consideração apenas as obras em que a Delta foi contratada pela União.


O Rio de Janeiro ocupa o quarto lugar entre as obras listadas. No estado, a ação que recebeu o maior montante foi a de manutenção de trechos rodoviários nos limites do território carioca (R$ 28,7 milhões). Outra obra que recebeu vultoso volume de recursos foi a de implantação da nova sede do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Rio (R$ 21 milhões). O restante dos recursos foram alocados em obras de manutenção e conservação preventiva e rotineira de rodovias. Ao todo, a Delta recebeu R$ 67,2 milhões por ações no Rio de Janeiro.

Para o estado de Goiás, cuja relação com a Delta ficou evidenciada nas ligações divulgadas na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, cerca de R$ 62,3 milhões foram desembolsados. O montante abrange obras de manutenção em todo o estado (R$ 2,9 milhões), na BR – 251 (R$ 238,5 mil) e na BR-060 (R$ 5,3 milhões), além de R$ 53,8 milhões para adequação do trecho rodoviário entre Goiânia e Jataí, também na rodovia 060.

Quem completou o ranking dos três primeiros colocados foram os estados do Maranhão (R$ 70,7 milhões) e do Pará (R$ 67,4 milhões). Os valores, em sua maioria, foram aplicados em obras de manutenção e conservação de rodovias. Os estados em que a Delta não recebeu verbas da União para obras foram o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Roraima, Acre, Amapá e São Paulo.

Outro empreendimento da empresa que chama a atenção pelo montante de recursos disponibilizados é a de integração do Rio São Francisco com as bacias dos rios Jaguaribe, Piranhas e Açu e Apodi, na região Nordeste. Cerca de R$ 58,4 milhões foram pagos à Delta para a obra. Obras emergenciais em rodovias de todo o país receberam, por meio de crédito extraordinário, R$ 29,1 milhões em 2011.

Confira aqui todas as obras que a Delta recebeu no ano passado.

Próximos passos

Com tantos empreendimentos nos quatro cantos do país e sendo a principal empreiteira do PAC, os holofotes não sairão da Delta Construções diante das denúncias de corrupção. Segundo Simone Zanotello, especialista na área de licitações e contratos administrativos, o que falta são os fatos serem comprovados. “O que temos até agora são apenas investigações que apontam irregularidades”, explica.

No entanto, os gestores de órgãos que possuem contratos com a empresa já podem tomar determinadas medidas. “É necessário que se faça um levantamento das obras, a análise dos contratos e que cada órgão fique atento porque os acontecimentos de um influenciam no todo”, afirmou.

Caso sejam comprovadas as irregularidades, os contratos podem ser suspensos por um período, ou, em casos mais graves, recindidos por motivação. A empresa ainda seria considerada inidônea e proibida de celebrar contratos com o governo, podendo sofrer também sanções civis e até criminais.

Segundo o grupo de trabalho do Cadastro de Empresas Inidôneas ou Suspensas (CEIS), na Controladoria Geral da União (CGU), como a Delta não foi punida por nenhum órgão, ainda não há determinação para atuar contra a empresa ou inseri-la no cadastro.

 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

ANDAMENTO DAS OBRAS - Manaus - AM #Copa2014


Estádio da Arena Amazônia está sendo construído em cima
do demolido Vivaldão, que tinha capacidade de 43 mil pessoas
Foto: Chico Batata / Agecom / Divulgação

Manaus, AM

Estádio: Arena Amazônia
Capacidade planejada: 50.000 torcedores

Sumário: O estádio na Amazônia, construído em cima do demolido Vivaldão - então com capacidade de 43 mil pessoas -, sediará quatro partidas do Mundial de 2014 e será a únida sede da região Norte brasileira. Uma fábrica de pré-moldados foi instalada no canteiro de obras, visando reduzir os custos de produção e operação. Sua localização entre o aeroporto internacional e o centro histórico de Manaus será um atrativo à parte aos turistas que comparecerem aos jogos no local.

Andamento das obras: 33%

O que já foi feito: confecção das arquibancadas inferiores, lançamento das arquibancadas do lado leste e oeste, inferiores e superiores.

O que tem por fazer: Lançamento das arquibancadas inferiores e superiores.

Previsão de conclusão: junho de 2013


4 jogos da Copa nesse estádio:

14/06 - D3 x D4
18/06 - A2 x A4
22/06 - G2 x G4
25/06 - E1 x E4

Fonte Terra
         

sábado, 8 de outubro de 2011

'MENSALEIROS, está chegando a hora' por Arthur Virgílio

O processo do chamado “mensalão”, que deverá ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal ao longo do primeiro semestre de 2012, carrega valor simbólico inegável.

A decisão dessa Corte, no sentido de se manter como foro para o caso, ainda que os deputados federais João Paulo Cunha e Waldemar da Costa Neto porventura, viessem a renunciar aos respectivos mandatos, merece ser elogiada e oferecida como exemplo ao Brasil: pela jurisprudência anterior, se os citados parlamentares, que têm direito a foro especial, abrissem mão dos mandatos, o processo inteiro iria para a primeira instância e assim, no demorado caminho de volta até o STF, tudo cairia em prescrição e os mensaleiros sairiam impunes.

Pior do que isso, a tese de que houve “mensalão” cairia em névoa e o ex-presidente Lula, arauto principal de sua própria “inocência” e da “lisura” de seus companheiros, teria discurso para percorrer o País com a proposta de aceitarmos o destino de República inapelavelmente desmoralizada.

Eis porque a Nação aguarda o desfecho célere e saneador do processo.

Mensaleiros impunes equivaleriam a sinal verde para a sociedade se degenerar de vez. As pessoas perderiam a razão de se manterem honestas. Os valores se subverteriam completamente.

O Brasil, de Deodoro para cá, jamais presenciou escândalo de proporção tão arrasadora. O mês do julgamento mobilizará todos os sentimentos e todas as esperanças.

A epidemia de “malfeitos” (expressão cunhada pela presidente Dilma Rousseff para substituir a palavra corrupção e, com isso, ferir menos os “brios” de sua base aliada) é consequência da sensação de que, até hoje, os mensaleiros passeiam airosamente pelas ruas brasileiras, livres, ousados, desafiadores.

Não havia mesmo condição de julgá-los em tempo menor que, digamos, maio de 2012. Bons advogados e garantias constitucionais asseguraram esse tempo que tanto angustia as pessoas de bem. Mas a democracia não poderia ser atropelada e seu bastião é o próprio STF.

Antes do “mensalão” havia problemas e até escândalos. Deu-se o momento de corte e, a partir dele, os problemas e os escândalos aumentaram em número, intensidade e descaramento. Um quadrilheiro ameaça o outro pelos jornais. Os discursos dos “descontentes” são cheios de ameaças veladas, de força tal que a presidente desmentiu a ela mesma e jurou que nunca havia pronunciado a palavra “faxina”.

O cenário passa ao povo a impressão de que todos são cúmplices em fatos já ocorridos ou, até, por acontecer.

De repente, política passou a ser sinônimo de imoralidade. Político passou a ser visto como ser merecedor de toda a desconfiança do mundo.

As pessoas sérias pagam pelos despudorados. A descrença se abateu sobre as almas, os corações.

É necessário restabelecermos a normalidade. E esta só virá com o fim da impunidade e o fortalecimento e moralização das instituições.

Daí o constrangimento histórico causado pelos que Antonio Fernando da Silva, quando Procurador-Geral da República chamou de quadrilheiros sofisticados, ao denunciá-los ao STF a partir das denúncias do mensalão.

Ilesa, essa gente desmonta o Brasil e ofende os brasileiros.

Mas a hora está chegando!



Arthur Virgílio é diplomata, foi líder do PSDB no Senado

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Alfredo Nascimento, Ex-ministro paga copeiro com verba do Senado



O senador Alfredo Nascimento (PR-AM), ex-ministro dos Transportes dos governos de Lula e de Dilma, paga com verba pública um funcionário que atua como copeiro de sua casa, em Manaus. Segundo matéria do jornal Folha de S. Paulo, Jackson Carlos Gomes Soares, conhecido como Aroeira, recebe R$ 2.042,14 do Senado como assistente parlamentar desde 2007. Empregados da casa e do condomínio de Nascimento confirmaram ao jornal, entretanto, que Aroeira trabalha na residência particular do ex-ministro. Em resposta, o assessor afirmou que servia ao gabinete do senador no Estado. O nome dele, no entanto, não consta entre os funcionários do escritório. Já o Senado informa que o servidor está lotado no gabinete de Brasília e que não está dispensado de atestar presença diária. Pelas regras internas do legislativo, no escritório dos Estados só podem ser mantidas "ações ligadas ao exercício do mandato". A Folha apurou que Nascimento tinha um acordo com o suplente, João Pedro (PT-AM), para manter uma cota sua na folha do Senado, o que é irregular. O senador Alfredo Nascimento justificou que o funcionário presta serviços de assessoria quando ele está no Estado.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

CGU - Tres cidades não explicam onde gastaram milhões

Terra.com

Três cidades da Região Norte têm casos graves de desvio de dinheiro público. Em Curralinho (PA), São Sebastião da Boa Vista (PA) e Tefé (AM), milhões de reais enviados pelo Governo Federal somem antes de chegarem ao seu destino e ninguém sabe onde vai parar.

Somente em Curralinho, segundo a Controladoria Geral da União (CGU), a prefeitura não consegue comprovar onde gastou R$ 9,7 milhões. As informações são do Fantástico.

Segundo a reportagem, em São Sebastião da Boa Vista, cidade com 22 mil habitantes e que fica a 12 horas de barco de Belém, o lixo hospitalar é descartado como lixo comum. Construções públicas, como prédios universitários, também ficam próximas ao lixão da cidade. E, na maioria dos casos, o atendimento médico é feito por técnicos e enfermeiros, afirma a TV.

Em Tefé, o então prefeito Sidônio Gonçalves (PHS) perdeu o mandato no ano passado por se eleger pela quarta vez, o que é proibido. A prefeitura não comprovou, conforme a CGU, gastos de R$ 11 milhões.

De acordo com o atual prefeito, Jucimar de Oliveira Veloso (PMDB), 48 escolas estão sem condições de ter aula e muitas vezes as crianças não podem ter merenda.