Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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domingo, 21 de março de 2010

ONU - Ban Ki-moon visita em Gaza casas destruídas na última ofensiva israelense

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, iniciou hoje uma breve visita à Faixa de Gaza no marco de sua viagem por Israel e pelos territórios palestinos, com uma panorâmica da destruição que causou a operação israelense do ano passado. Ban, que esteve ontem na cidade cisjordaniana de Ramala e em Jerusalém, viu em Izbet Abed Rabbo, perto de Jabalya, no norte de Gaza, as casas destruídas em tal ofensiva militar, que deixou cerca de 1.400 palestinos mortos, em sua maioria civis.
As casas ainda continuam em escombros porque o bloqueio israelense impede a entrada na faixa de materiais de construção.
Ontem à noite, perante o presidente israelense, Shimon Peres, em Jerusalém, Ban qualificou a situação de Gaza de "muito preocupante" e ressaltou que o bloqueio israelense "impõe dificuldades inaceitáveis, por sua vez reforçando os extremistas".
O máximo representante da ONU dedicará o resto da manhã a reuniões com representantes de diferentes agências das Nações Unidas e visitas a projetos humanitários.
"Irei expressar minha solidariedade com o sofrimento dos palestinos que ali vivem", explicou ontem em Ramala.
Ele também vai falar com meios de comunicação.
Ban voltará a Jerusalém ao meio-dia para se reunir com o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, com o número dois da diplomacia israelense, Dany Ayalon, (o ministro Avigdor Lieberman está de viagem pela Europa) e com o chefe de Governo, Benjamin Netanyahu.
O secretário-geral já esteve na Faixa de Gaza em janeiro de 2009 para avaliar a destruição provocada pela ofensiva militar israelense, que tinha terminado dias antes.
EFE

 

 

sábado, 20 de março de 2010

PONTO FUTURO - Lula está de olho no cargo de secretário-geral da ONU, diz 'The Times'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria considerando a possibilidade de suceder Ban Ki-moon no cargo de secretário-geral da ONU, segundo afirma reportagem publicada neste sábado pelo diário britânico The Times. Segundo o diário, "diplomatas dizem que Lula da Silva, que deixa o cargo em janeiro, pode buscar o posto mais alto da diplomacia mundial quando o primeiro mandato de Ban Ki-moon expirar, no fim de 2011".
"A ideia teria sido aventada pela primeira vez pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, durante a reunião de cúpula do G20, em Pittsburgh, em setembro", comenta o diário.
A reportagem observa que a possibilidade já vem sendo discutido pela imprensa brasileira, com sugestões de que Lula teria sido consultado por mais de uma pessoa sobre a questão.
''Paixão pela África''
Em entrevista ao diário, o assessor da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, não negou a possibilidade.
"Ele (Lula) tem um grande interesse em questões internacionais, no processo de integração da América do Sul", disse Garcia ao Times.
"Ele tem uma grande paixão pela África. Ele realmente quer fazer algo para ajudar a África", afirmou.
Para o diário, o estilo pessoal do presidente brasileiro e sua capacidade para manter relações amigáveis com todos os lados - com a China e com os Estados Unidos, com o Irã e com Israel - elevou seu reconhecimento internacional.
O jornal comenta as ofertas feitas na última semana por Lula, durante sua viagem ao Oriente Médio, de servir de mediador para o conflito na região como um exemplo dessa proeminência cada vez maior do presidente no cenário internacional.
Veto
O Times observa, porém, que Lula tomou recentemente posições que desagradaram os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, ambos países que teriam o poder de veto sobre sua indicação ao cargo de secretário-geral da ONU.
O jornal cita a recepção dada em Brasília ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e as críticas às sanções ao Irã, e também o apoio à Argentina em sua disputa com os britânicos pelas ilhas Malvinas.
Segundo a reportagem, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, teria considerado as iniciativas de Lula pela paz no Oriente Médio como "risivelmente ingênuas".
BBC Brasil