Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 15 de março de 2012

AUMENTO NO RIO - Integração metrô-trem fica 17,85% mais cara

Por Antero Gomes
Rogério Figueiredo agora vai de ônibus, porque fica mais barato
Rogério Figueiredo agora vai de ônibus, porque fica mais barato
Foto: Extra / Fenanda Dias
O usuário que utiliza o metrô e o trem em passagens integradas pagará 17,85% a mais pelas duas conduções somadas a partir do próximo dia 19. Isso porque as concessionárias SuperVia e MetrôRio decidiram suspender a "promoção" que mantinham, em conjunto, desde 2000. Não serão mais vendidos tíquetes integração. Em vez de R$ 4,20, o passageiro que usar os dois transportes seguidamente, em seus itinerários, pagará o valor cobrado no Bilhete Único estadual: R$ 4,95. Todos os dias, são vendidas 70 mil deslocamentos integrando as duas conduções.
Entre os motivos alegados pelo MetrôRio, está o fato de haver "vulnerabilidade" no sistema de venda de tíquetes de papel no modelo integração. A empresa não explicou que vulnerabilidade seria essa. Entretanto, a tarifa — atualmente de R$ 4,20 — do bilhete criado em 2000 para combater o crescimento dos ônibus na preferência dos usuários também vale em cartões magnéticos do RioCard. Já a SuperVia informou que a adoção do Bilhete Único vai facilitar a obtenção de informações sobre os hábitos dos clientes.
Para um passageiro que usa, duas vezes por dia, o bilhete integração, o custo a mais é considerável. Em 22 dias úteis, os gastos de um trabalhador autônomo com transporte aumentam R$ 33 mensalmente. No caso dos trabalhadores com carteira assinada, os patrões também terão que arcar com um custo maior, já que depositam o montante de passagens, e o funcionário desconta 6% do salário.
A mudança vem sendo mal digerida pelos usuários. O universitário Rogério Figueiredo, de 42 anos, utiliza o serviço do bilhete integração para ir do trabalho, no Estácio, para a faculdade, em Piedade. Isso acontece três vezes por semana. Quando soube que a tarifa de integração acabaria, tomou uma decisão.
— De trem é mais rápido, mas vou passar a utilizar dois ônibus pelo Bilhete Único municipal, pois ficará mais barato. O problema é que, dessa forma, sempre há o perigo de chegar atrasado nas aulas — diz o estudante.

domingo, 21 de março de 2010

BRASIL/HISTÓRIA - RS: centro histórico preserva passagem dos jesuítas


Trata-se de uma descoberta que só foi possível com a ajuda dos moradores. Eles abriram os pátios das casas para as escavações.
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A cidade de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, inaugurou um centro histórico que preserva a passagem dos jesuítas pela região séculos atrás.

Os sinos anunciam a chegada de mais um grupo de peregrinos. São homens e mulheres que, debaixo de chuva e de sol, percorreram os antigos caminhos que ligavam os Sete Povos das Missões, no Sul do Brasil. Foram mais de 300 quilômetros até chegar a Santo Ângelo.

“Valeu a pena estar conhecendo esses lugares da nossa história. Faz parte da nossa vida, estou emocionado, mas fico contente e feliz por ter terminado”, comentou o publicitário João Mendes.

Para recebê-los, uma catedral abençoada pela riqueza da história e pelo nome: Angelopolitana, que significa a cidade do anjo. Em estilo neoclássico, ela foi construída exatamente sobre as fundações de uma igreja que existiu na região há mais de 300 anos, no tempo em que jesuítas ocuparam a região para catequizar os índios guaranis.

Daquele tempo, restam poucas ruínas em Santo Ângelo. Por isso, a cidade se mobilizou, pesquisou e escavou. Agora, janelas históricas mostram um pouco do passado. São restos do que foi o piso, colunas da antiga igreja jesuíta, bem maior que a atual. Trata-se de uma descoberta que só foi possível com a ajuda dos moradores. Eles abriram os pátios das casas para as escavações.

“Ao abrir esse pátio e o pátio da casa vizinha, nós encontramos a continuidade do piso de ladrilho da antiga igreja jesuítica e a parede dos fundos da igreja. Ou seja, nós descobrimos a área onde ficava o altar da igreja jesuítica”, contou a arqueóloga Rachel Rech.

“Eu me senti muito feliz de saber que estou morando em cima do altar. Fiquei bem mais descansada, porque achava que seria o contrário: que seria um cemitério”, comentou a professora Maria Nascimento e Silva.

A maioria das casas em torno da praça foi construída com pedras do povoado jesuíta. Em algumas, elas ficam à mostra. No centro histórico, nada é por acaso. Tudo foi inspirado nas antigas missões: uma cruz em cada canto para abençoar o povoado e um piso com o mesmo desenho criado pelos índios. Ao fundo, a catedral se abre para a praça – hoje uma praça moderna, mas que não deixa de olhar e lembrar o passado.