Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador lei seca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lei seca. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

CENSURA - AGU quer excluir contas que alertam sobre blitze da Lei Seca

A AGU (Advocacia-Geral da União) entrou com uma ação civil pública para que o Twitter retire do ar as contas que alertam os motoristas sobre blitze da Lei Seca em Goiás.

A ação foi ajuizada na Justiça Federal de Goiás contra a Twitter Inc --proprietária do microblog-- e os titulares das contas que indicam os horários e locais em que as autoridades de trânsito realizam as operações. A ação vale apenas para esse Estado.

A Procuradoria da União de Goiás, autora da ação, pediu por meio de liminar que o Twitter Inc suspensa imediatamente as contas no microblog, inclusive as que alertam sobre a localização de radares e outras operações policiais.

Inicialmente, a procuradoria detectou três contas com esse conteúdo, mas a ação pode abranger outras. Uma das contas localizadas, inclusive, já foi retirada do ar, segundo a AGU.

A ação solicita uma multa diária de R$ 500 contra os réus por descumprimento, caso a liminar seja deferida. Até o início da tarde desta terça-feira, a liminar ainda não tinha sido julgada.

"A ação judicial atendeu a uma necessidade de assegurar a efetividade da atuação fiscalizatória da Polícia Rodoviária Federal, cuja Superintendência em Goiás contribuiu com elementos importantes", afirmou o procurador-chefe da União no Estado, Celmo Ricardo Teixeira da Silva, segunda nota da AGU.

O argumento da AGU é que a fiscalização exerce um papel importante na redução do número de acidentes de trânsito e também no combate a outros crimes. O órgão afirma que a conduta do Twitter Inc e dos proprietários das contas agride diretamente a vida, a segurança e o patrimônio das pessoas.

A advocacia afirma que a ação foi proposta com base em estudos técnicos produzidos por diversos órgãos, como a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).

Esse material usado mostra que o custo dos acidentes nas rodovias federais e estaduais chega a R$ 24,6 bilhões por ano (com dados de 2004 e 2005).

Em relação a Goiânia, capital do Estado, um estudo da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) aponta que a cidade é a 7ª colocada em um ranking dos 50 municípios com maior número de mortes em acidentes de trânsito --média de 329 por ano.

Fonte Folha

sábado, 20 de março de 2010

RIO DE JANEIRO/COTIDIANO - Operação Lei Seca faz um ano com mais de 34 mil motoristas multados


Publicada em 19/03/2010 às 18h24m
Ronaldo Braga e G1

Rio - Lançada com o objetivo de combater a mistura de álcool e direção, a Operação Lei Seca, da Secretaria de Estado de Governo, completa, nesta sexta-feira, um ano de atividade. Neste período, 177.682 motoristas foram abordados nas operações, 34.308 deles receberam multas, e 10.626 veículos foram rebocados. Em um ano, 13.986 carteiras de habilitação foram recolhidas e os agentes realizaram 167.155 testes com etilômetro. Foram aplicadas 12.858 sanções administrativas e 816 criminais (índice de alcoolemia acima de 0,29 mlg/L).
De acordo com a última contabilidade divulgada pelo Grupamento de Socorro de Emergência (GSE) do Corpo de Bombeiros, até fevereiro de 2010 a Operação Lei Seca teria evitado que pelo menos 4.535 pessoas morressem ou se ferissem em acidentes de trânsito, uma queda de 21,8% no número de acidentados se comparado ao ano anterior.
A operação abrange os bairros da capital e municípios da Região Metropolitana (Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá) e da Baixada Fluminense. As ações são realizadas particularmente em vias com maior número de acidentes. Os motoristas abordados passam pelo teste do etilômetro para medir o teor de bebida alcoólica ingerida.
Cadeirantes vítimas de acidentes de trânsito, estudantes de medicina e fiscais da Secretaria estadual de Governo fazem panfletagem em bares, boates e restaurantes sobre o perigo de misturar direção e álcool. Participam ainda da operação policiais civis e militares, o Detran e a CET-Rio. Apoiam a ação a Uerj, a UFRJ, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, a ONG Trânsito Amigo, 260 associações de taxistas, a Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro), a SuperVia, o Metrô-Rio e as Barcas S.A.
"O saldo da Operação Lei Seca é altamente positivo neste primeiro ano. Isso se deve à definição de uma política pública de governo; ao estabelecimento dos focos de fiscalização e conscientização, o que contribuiu para a mudança de comportamento dos cidadãos, e à participação dos cadeirantes, exemplos vivos de superação", afirmou, em nota, Carlos Alberto Lopes, subsecretário de estado de Governo e coordenador-geral da Operação Lei Seca.
Leia mais:Carnaval com Operação Lei Seca registra menos vítimas de acidentes