Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 20 de abril de 2010

OPERAÇÃO HYGEIA - PF prende mais um suspeito de fraude de R$ 51 milhões na Funasa




Brasília - A Polícia Federal confirmou nesta terça-feira a prisão de mais um foragido da Operação Hygeia, deflagrada para combater um esquema de fraude na contratação de serviços e obras públicas. A prisão foi feita ontem noite, em Taguatinga, no Distrito Federal.

Os policiais realizavam buscas desde o dia 07, data da deflagração da operação. A polícia suspeitava que ele estava em Goiânia e continuava a procura. Ronildo estava na casa de uma conhecida em Taguatinga, cidade-satélite de Brasília e não reagiu à prisão.

Os policiais tinham mandado de busca e aguardavam apenas a confirmação de que ele se encontrava na residência onde foi preso. Ronildo prestou depoimento em Brasília e não há previsão de ser transferido para Cuiabá.

Falta apenas um dos 35 mandados de prisão a serem cumpridos na data deflagração da Operação. Por auditoria, a Controladoria Geral da União (CGU) identificou um esquema de fraude na contratação de serviços e obras relacionadas à Funasa e ao Ministério da Saúde. O órgão calculou prejuízo aos cofres públicos em pelo menos R$ 51 milhões.

Os mandados foram cumpridos em Mato Grosso, Minas Gerais, Rondônia e no Distrito Federal. As investigações identificaram a existência de três núcleos criminosos, hierarquicamente estruturados, que se comunicavam através de núcleo empresarial comum. Segundo a CGU, o valor total dos desvios pode ultrapassar R$ 200 milhões.


 


 

quarta-feira, 7 de abril de 2010

OPERAÇÃO HYGEIA - Prenderam um aloprado


De Jailton de Carvalho, de O Globo:

Entre os presos da Operação Hygeia realizada pela Polícia Federal nesta quarta-feira está o empresário Valdebran Padilha, acusado de envolvimento na compra de um dossiê contra políticos tucanos na eleição de 2006.
No total, 22 pessoas presas hoje são suspeitas de envolvimento em esquema de desvio e apropriação de recursos federais, principalmente na área de saúde.
A operação Hygeia é realizada em cooperação com a Controladoria Geral da União (CGU), que comprovou em auditorias preliminares o desvio de R$ 51 milhões em obras e serviços não executados. No entanto, segundo a PF, o valor dos prejuízos pode chegar a R$ 200 milhões.
Em 2006, Valdebran Padilha foi preso em um hotel de São Paulo com R$ 1,7 milhões, juntamente com Gedimar Passos. Na época, ele foi acusado de envolvimento na compra de dossiê da máfia das sanguessugas contra políticos do PSDB.


 


 

OPERAÇÃO HYGEIA - PF prende servidores e secretários municipais por fraudes em licitações


da Folha Online


A Polícia Federal prendeu 22 pessoas hoje numa operação contra fraudes em licitações. Entre os presos há servidores públicos e secretários da Saúde de Tangará da Serra (MT) e Porto Velho (RO).
Ao todo, a operação --batizada de Hygeia-- tem o objetivo de cumprir 76 mandados de busca e apreensão e 35 de prisão temporária em Mato Grosso, Rondônia, Goiás e Distrito Federal.
Auditorias preliminares realizadas pela CGU (Controladoria Geral da União) identificaram um esquema de desvio de recursos públicos que resultaram em um prejuízo de cerca de R$ 51 milhões em obras e serviços pagos e não executados.
O esquema era dividido em três núcleos. Um agia na Funasa (Fundação Nacional de Saúde), onde os funcionários recebiam propina para direcionar licitações e executar contratos com custos superiores aos praticados no mercado. De acordo com a PF, também havia pagamento de serviços não realizados.
O segundo núcleo envolvia a contratação de empresas de engenharia por prefeituras do Mato Grosso. Os contratos eram superfaturados, mas as obras não eram concluídas.
O terceiro núcleo consistia na contratação de ONGs para prestação de serviços junto a instituições governamentais --como os programas de saúde indígena ou saúde da família. Com valores superfaturados, as ONGs eram contratadas sem licitações.
Os envolvidos deverão ser indiciados por formação de quadrilha, estelionato, fraude em licitações, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, peculato, corrupção ativa e passiva, prevaricação, entre outros crimes.