Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

GUERRA DO IRAQUE - Guerra custou US$ 1 trilhão e deixou milhares de mortos. #EUA #IraqueWar #ShameofTheWorld

Soldados americanos se retiram do país na fase final de operação que durou quase nove anos.

 



O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira o encerramento formal da Guerra do Iraque, com a retirada dos últimos soldados do país e o final das operações que duraram quase nove anos, custaram bilhões de dólares e milhares de vidas. 

Agora, caberá aos líderes iraquianos garantir a segurança e a reconstrução em um país devastado. 

Quase todos os números relacionados com a guerra são questionados, sendo que o número de mortes entre os iraquianos é o mais questionado de todos. Abaixo, um resumo de algumas das cifras mais importantes e os argumentos que as cercam.


Número de soldados 

Os soldados americanos lideraram a invasão do Iraque em março de 2003, em uma coalizão com a Grã-Bretanha e outros países. 

Os números de soldados dos Estados Unidos no país variou entre 100 mil e 150 mil, exceto no período da elevação do contingente, em 2007. 

A elevação do contingente foi uma iniciativa do ex-presidente George W. Bush para melhorar a segurança no país, principalmente na capital, Bagdá, e envolveu o envio de mais 30 mil soldados. 

O presidente Barack Obama fez da retirada do Iraque uma das grandes promessas de sua campanha eleitoral de 2008 e o número de soldados vinha caindo desde que ele assumiu o cargo, em janeiro de 2009. 

No dia 19 de agosto de 2010, a última brigada de combate americana saiu do país, deixando para trás 50 mil funcionários militares envolvidos no processo de transição.


Vítimas 

Segundo os últimos dados do Departamento Defesa dos Estados Unidos, os americanos perderam 4.487 militares desde o início da operação no Iraque em 19 de março de 2003. 

No dia 31 de agosto de 2010, quando os últimos soldados de combate americanos saíram do Iraque, 4.421 tinham morrido, dos quais, 3.492 morreram em ação. Quase 32 mil tinham sido feridos em operações no país.

Desde então, no que foi chamado Operação Novo Amanhecer, 66 morreram, dos quais 38 em ação. Outros 305 foram feridos em ação desde 1º de setembro de 2010. 

A Grã-Bretanha perdeu 179 militares. Entre estes, 136 morreram durante operações. 

Outros países que fizeram parte da coalizão registraram 139 mortes, segundo o site iCasualties. 

Mas, enquanto os dados de vítimas entre os militares americanos e dos outros países da coalizão trazem números razoavelmente bem documentados, o número de vítimas entre os civis iraquianos é mais difícil de determinar devido à falta de estatísticas oficiais confiáveis.

Todos os números e estimativas de mortes entre iraquianos são muito questionados. 

A organização Iraq Body Count (IBC) vem tentando levantar estes números analisando relatos da imprensa e comparando com registros de necrotérios. 

Segundo o IBC ocorreram entre 97.461 e 106.348 mortes entre os iraquianos até julho de 2010. 

O período mais violento em termos de mortes de civis foi o mês da invasão, março de 2003, durante o qual o IBC afirma ter ocorrido a morte de 3.977 civis iraquianos. Outros 3.437 morreram em abril de 2003. 

Mas, estes não são os únicos números. 
Outros relatórios e pesquisas apresentaram uma variedade de estimativas de números de iraquianos mortos. A Pesquisa sobre a Saúde da Família Iraquiana, que contou com o apoio da ONU, estimou que ocorreram 151 mil mortes violentas no período entre março de 2003 e junho de 2006. 

Enquanto isto, a revista especializada The Lancet publicou em 2006 uma estimativa de 654.965 mortes entre iraquianos relacionadas à guerra, das quais 601.027 foram causadas por violência.
Esta pesquisa da revista The Lancet e a Pesquisa sobre a Saúde da Família Iraquiana incluem mortes de combatentes e civis iraquianos. 

Um número desconhecido de empreiteiros civis também foram mortos no Iraque. O site iCasualities publicou o que descreve como uma lista parcial que traz o número de 467 mortos.



Custo 

O custo da guerra é outra área na qual os números variam muito. 

O Serviço de Pesquisa do Congresso, um serviço respeitado e apartidário, estima que, no final do ano fiscal de 2011, os Estados Unidos terão gasto quase US$ 802 bilhões para financiar a guerra. 

No entanto, o economista vencedor do prêmio Nobel Joseph Stiglitz, e a professora de Harvard Linda Bilmes, afirmam que o custo real chega a US$ 3 trilhões se os impactos adicionais no orçamento e na economia dos Estados Unidos forem levados em conta. 

Deslocados pela guerra 

A violência sectária do conflito no Iraque começou a aumentar no começo de 2005. Mas a destruição de um importante templo xiita em fevereiro de 2006 levou a um aumento grande dos ataques ocorridos entre milícias sunitas e xiitas. 

Isto levou muitas famílias iraquianas a abandonar suas casas e se mudar para outras áreas do país ou ainda fugir do Iraque.

A Organização Internacional de Migração (IOM, na sigla em inglês), que monitora o número de famílias que abandonaram suas casas, estima que nos quatro anos entre 2006 e 2010, até 1,6 milhão de iraquianos tiveram que deixar seus domicílios, mas permaneceram no país, o que representa 5,5% da população
Deste total, cerca de 400 mil pessoas voltaram no meio de 2010, primeiramente para Bagdá, Diyala, Ninewa e Anbar, segundo a IOM. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC

domingo, 4 de abril de 2010

INTERNACIONAL/IRAQUE - Explosões de carros-bomba deixam mais de 30 mortos em Bagdá



Número de feridos passa de 100 após três explosões.
Na sexta-feira, ataque que matou 25 em vilarejo sunita.

Do G1, com agências internacionais*
Pelo menos 32 pessoas morreram neste domingo (4) em Bagdá após três fortes explosões provocadas por carros-bomba, segundo a polícia iraquiana. O número de feridos passa de 100.

Dois dos atentados aconteceram no bairro de Al Mansur, no oeste da capital, e o outro em Al Salehiya, no centro da capital.

Um dos atentados do bairro de Al Mansur foi perpetrado em uma região onde há embaixadas de países árabes e de outras nações, segundo a policia.

Foto: AFP

Forças de segurança iraquianas inspecionam local de explosão de um dos carros-bomba, próximo à embaixada do Irã (Foto: AFP)



Foto: Sabah Arar/AFP

Fumaça cobre o céu de Bagdá depois de explosão. (Foto: Sabah Arar/AFP)


Um dos prédios afetados foi a embaixada da Espanha em Bagdá, que sofreu danos consideráveis que incluem a ruptura de vidros no edifício, segundo fontes diplomáticas.

A explosão em Al Salehiya aconteceu perto do acesso principal à chamada "zona verde", que conta com medidas especiais de segurança.

Pelo menos nesta explosão de Al Salehiya a bomba foi acionada por um suicida, disseram as fontes policiais.

As imagens da televisão no atentado de Al Salehiya mostraram várias pessoas, entre elas uma menor, que eram levadas a ambulâncias para receber atendimento médico.

Pouco antes, fontes policiais disseram que na cidade de Mossul (norte), pelo menos um civil morreu e outros 20 ficaram feridos pela explosão de um carro-bomba.

Segundo estas fontes, o veículo carregado de explosivos foi detonado durante a passagem de uma patrulha policial em um mercado popular.

As fontes não descartaram que aumente o número de vítimas fatais pela gravidade de feridos em Mossul, entre os quais está um capitão de polícia.

Os atentados de hoje acontecem no meio de intensas negociações para formar governo, após as eleições parlamentares do dia 7 de março.

Na noite de sexta-feira, homens armados vestidos com uniformes militares invadiram um vilarejo mulçumano sunita no sul de Bagdá e mataram ao menos 25 pessoas, incluindo mulheres e crianças.


*(Com informações da EFE e Associated Press)





 

sábado, 3 de abril de 2010

INTERNACIONAL/IRAQUE - Massacre de milicianos anti-Al-Qaeda ao sul de Bagdá


France Presse
Publicação: 03/04/2010 09:48


BAGDÁ - Homens armados e vestidos com uniformes militares invadiram na madrugada deste sábado (3/4) um vilarejo ao sul de Bagdá e mataram 25 pessoas, incluindo membros de uma milícia que combate a Al-Qaeda, integrantes das forças de segurança e cinco mulheres.

Segundo o governo iraquiano, o ataque foi uma represália contra os aldeões sunitas, que são contrários à Al-Qaeda. "Homens vestidos de uniforme e ao volante de veículos similares aos utilizados pelo Exército invadiram três casas do vilarejo de Sufia, na região de Hur Rajab, e assassinaram 25 pessoas, entre elas cinco mulheres", afirmou um funcionário do Ministério do Interior.

Hur Rajab é uma grande região agrícola ao sul de Bagdá que foi um dos últimos redutos da Al-Qaeda ao redor da capital iraquiana. Em 2007, as forças americanas executaram operações na zona para dar fim à insurreição.

"Segundo habitantes que testemunharam os fatos, os homens armados entraram na aldeia antes de meia-noite e saíram depois das duas da madrugada", completou a fonte do ministério. As vítimas tiveram as mãos amarradas dentro de casa e foram executadas.