Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II

sexta-feira, 1 de junho de 2012

REINTEGRAÇÃO DE PM's - Justiça determina que CABRAL reintegre à corporação PMs expulsos





Justiça determina que PM reintegre à corporação três PMs expulsos por participarem de greve
Por Carolina Heringer
Extra
 
Bombeiros, policiais civis e militares protestam em frente à Câmara de Vereadores 
Foto: Marcelo Piu/ O AGência O Globo

Em decisão publicada na última quinta-feira, a 1ª Vara Cível de Volta Redonda concedeu liminar determinando que a Polícia Militar reintegre à corporação três dos 11 PMs do 28º BPM (Volta Redonda) expulsos por terem participado da greve de fevereiro deste ano.

Marcos Vinicius da Cruz Silva, Leandro Azevedo Magalhães e Carlos Alberto Campos de Oliveira foram afastados no dia 20 de março. O 28º BPM foi um dos batalhões onde houve maior adesão à greve.

- A felicidade é imensa, até porque amamos essa corporação. Ontem o dia foi de muito choro. De emoção - conta o cabo Leandro.

Em sua decisão, o juiz Flavio Pimentel de Lemos Filho afirmou que a expulsão dos policiais foi incompatível com a penalidade de 30 dias de suspensão determinada pela Comissão de Revisão Disciplinar da Corporação, do 28º BPM, que avaliou a conduta dos militares.

Para Daniela Correa Grégio Leite, advogada dos policiais, o juiz entendeu que houve excesso do comando da PM. A advogada acredita que a decisão abrirá precedentes.

- Os advogados de outros PMs expulsos poderão ter a mesma vitória na Justiça - aposta.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar disse apenas que a corporação “cumpre decisão judicial”, sem informar se vai recorrer .


#COPA2014 - TCE-PR vai investigar antecipação do repasse de R$ 18 mi para obras da Copa


Recursos foram liberados pela Secretaria de Estado do Planejamento sem autorização do Tribunal de Contas. A proibição da transferência de recursos públicos está mantida

FERNANDO RUDNICK E ANTONIO SENKOVSKI
ESPECIAL PARA A GAZETA DO POVO


CURITIBA - A liberação antecipada de recursos para as obras da Copa do Mundo de 2014 em Curitiba está sendo investigada pelo Tribunal de Contas do Paraná (TC-PR) desde esta sexta-feira (1º). Na última quarta-feira (30), um dia antes do termo aditivo firmado entre o governo do Estado, a Prefeitura de Curitiba e o Atlético ser entregue para análise do TCE, a Secretaria de Estado do Planejamento liberou a quantia de R$ 18,4 milhões ao município. O repasse não é considerado ilegal, mas foi feito à revelia do tribunal, que ainda verifica se todas as recomendações foram aplicadas ao termo. Os responsáveis pela antecipação da verba podem ser multados e a proibição do repasse de novos recursos segue mantida.

A antecipação pegou de surpresa os membros do TC-PR. O termo aditivo havia sido entregue às 17h de quinta-feira (31) e era avaliado nesta sexta-feira, quando os membros da Comissão de Auditoria receberam a notícia da liberação de recursos.

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“Passaram essa ordem antes do encaminhamento do tribunal. Diante da atitude intempestiva do governo, já determinei estudos para aplicar as sanções, processo administrativo”, declarou o presidente da Corte,Fernando Guimarães, por telefone, à Gazeta do Povo.

Segundo ele, as demais parcelas continuam suspensas até a Comissão terminar a avaliação dos aditivos e de todos os anexos. O novo relatório, bem como o valor da multa pela antecipação, deve ser apresentado na sessão plenária marcada para o dia 14 de junho.

Entenda o caso

No dia 12 de abril, um relatório do TC-PR sugeriu a suspensão da transferência de recursos entre Estado e município para obras da Copa de 2014. O documento previa a interrupção até o dia 31 de maio, prazo máximo para a apresentação do termo aditivo firmado entre governo, prefeitura e Atlético.

De acordo o TC, o documento deveria conter várias recomendações, entre elas a inclusão de um plano de trabalho detalhado e um cronograma físico-financeiro; a alteração da cláusula relativa ao real valor do objeto, a reavaliação quanto à parcela que cabe ao Atlético, além de questões envolvendo as desapropriações e a contrapartida de cada uma das três partes.

CPI DO CACHOEIRA - Delta tenta, no STF, impedir quebra de sigilo aprovada por CPI


TERRA

Os advogados da Delta Construções deram entrada, nesta sexta-feira, no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança para tentar impedir a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da empresa. A quebra foi aprovada esta semana pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que apura denúncias de corrupção envolvendo o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

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Segundo a defesa da construtora, a CPI não fundamentou a decisão de violar os sigilos da empresa. "A citação de reportagens jornalísticas sobre o suposto crescimento financeiro da empresa Delta, por si só, não é fundamento para se devassar as ligações telefônicas efetivadas pelos 30 mil funcionários", argumentam os advogados.

No mandado de segurança, a defesa que o único elo entre Cachoeira e a construtora encontrado pela CPMI é a filial do Centro-Oeste, o que não justifica a quebra de sigilo dos dados nacionais da empresa. Os advogados também criticam a abrangência do período da devassa dos dados, de 2002 até hoje, pois acreditam que a única suspeita apontada pela CPI, a cooptação de dinheiro ilícito para campanha eleitoral, ocorreu em 2010.

Os advogados pedem decisão liminar devido ao risco de "dano de difícil reparação". A relatora do caso é a ministra Rosa Weber.

Carlinhos Cachoeira 
Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.

Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram contatos entre Cachoeira e o senador democrata Demóstenes Torres (GO). Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais.

Nos dias seguintes, reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo afirmaram, respectivamente, que o grupo de Cachoeira forneceu telefones antigrampos para políticos, entre eles Demóstenes, e que o senador pediu ao empresário que lhe emprestasse R$ 3 mil em despesas com táxi-aéreo. Na conversa, o democrata ainda vazou informações sobre reuniões reservadas que manteve com representantes dos três Poderes.

Pressionado, Demóstenes pediu afastamento da liderança do DEM no Senado em 27 de março. No dia seguinte, o PSOL representou contra o parlamentar no Conselho de Ética e, um dia depois, em 29 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski autorizou a quebra de seu sigilo bancário.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), anunciou em 2 de abril que o partido havia decidido abrir um processo que poderia resultar na expulsão de Demóstenes, que, no dia seguinte, pediu a desfiliação da legenda, encerrando a investigação interna. Mas as denúncias só aumentaram e começaram a atingir ouros políticos, agentes públicos e empresas.

Após a publicação de suspeitas de que a construtora Delta, maior recebedora de recursos do governo federal nos últimos três anos, faça parte do esquema de Cachoeira, a empresa anunciou a demissão de um funcionário e uma auditoria. O vazamento das conversas apontam encontros de Cachoeira também com os governadores Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, e Marconi Perillo (PSDB), de Goiás. Em 19 de abril, o Congresso criou a CPI mista do Cachoeira.

SAÚDE NO RIO - Morre menina queimada em centro radioterápico na TIJUCA #Negligência


Maria Eduarda se tratava de leucemia grave e foi queimada em outubro.
Pais entraram com ação judicial contra o Centro San Peregrino.

Do G1 RJ


Pais de Maria Eduarda, de 7 anos, estão inconformados com a morte da menina na quarta-feira (30). A menina, que tinha uma forma rara de leucemia diagnosticada em 2010, foi vítima de queimaduras graves durante tratamento da doença, no Centro Radioterápico San Peregrino, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, como informa o RJTV.

Segundo os pais, Maria Eduarda começou a fazer as sessões de quimioterapia logo após o diagnóstico. Mas os médicos informaram que seria necessário complementar o tratamento com radioterapia.

As sessões foram feitas no centro radioterápico, que funciona dentro do Hospital Venerável da Ordem Terceira da Penitência, na Tijuca, em outubro do ano passado. A família percebeu que a pele da menina escureceu, mas segundo o pai de Maria Eduarda, a médica responsável pelo tratamento disse que era um dos efeitos colaterais.

“Quando começaram a se manifestar as lesões na cabeça no couro cabeludo, ainda estava no início e eu ainda levei foto, expliquei a ela que não era normal. Inclusive os médicos nunca viram coisa igual”, disse o pai de Maria Eduarda, Ronaldo Rodrigues Rosa.

As sessões continuaram e a menina começou a apresentar queimaduras na orelha, na cabeça e danos cerebrais, que levaram a dificuldades para falar e andar.

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Os pais de Maria Eduarda a levaram ao hospital para fazer curativos. Segundo a equipe médica que atendeu a menina, ela desenvolveu a Síndrome Cutânea da Radiação, que acontece quando o paciente é exposto a radioterapia. No caso da menina, ela apresentou o grau mais profundo do problema. O lobo direito frontal do cérebro foi afetado. Esta parte é responsável, entre outras funções, pelo comportamento e capacidade de locomoção.

O pai entrou com uma ação na 4ª Vara Cível de Bangu, na Zona Oeste. O juiz responsável pelo caso nomeou um médico do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para fazer uma perícia no equipamento de radioterapia usado na menina durante as sessões.

De acordo com o laudo, a máquina não tinha nenhum defeito na regulagem. Mas o perito não pode analisar a dose ministrada na paciente, porque as informações ficam na ficha de tratamento. As fichas que já tinham sido enviadas para o advogado de defesa do centro radioterápico.

O perito concluiu que o protocolo de atendimento foi seguido, mas não descartou a possibilidade de ter havido erro humano no cálculo ou na aplicação da dose durante o tratamento.

Segundo a família de Maria Eduarda, o centro radioterápico propôs um acordo para resolver a questão. Mas eles preferiram o levar o caso adiante e esperam que os culpados sejam punidos.

Homicídio culposo
O caso está na 19ª DP (Tijuca), de acordo com a polícia, a física Lídia Cristina Salzberg e os técnicos Hosana Pereira Cirino e Richardson Magno Medeiros de Moura responder homicídio culposo. O caso foi encaminhado à Justiça.

Lídia é a física que calculou a quantidade das sessões de radioterapia, e os outros dois são as pessoas que operavam a máquina de radioterapia.

O Centro Radioterápico San Peregrino foi interditado no dia 17 de fevereiro e continua interditado até hoje. Em nota, a Clínica San Peregrino disse que, assim que as causas das lesões foram identificadas, começou a prestar tratamento especializado. Ainda determinou a seus médicos e advogados que se prontificassem a oferecer toda a ajuda necessária e solicitada pelos pais da menina.

Sobre os funcionários que vão responder por homicídio culposo, a clínica disse que espera o pronunciamento das autoridades para definir a condução do caso.

O Tribunal de Justiça, em nota, disse que, até agora, não houve comunicação oficial sobre a morte de Maria Eduarda. Ainda segundo o TJ-RJ, também não houve petição e a juíza tomou conhecimento do caso pela imprensa.

PIB BRASILEIRO - PIB do Governo Dilma cresce só 0,2% no primeiro trimestre, aponta IBGE Brasil fica em último entre os emergentes


Analistas previam expansão de 0,27% a 0,50% e prévia do BC indicava 0,15%

O GLOBO



RIO — O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou nesta sexta-feira que a economia brasileira começou o ano de 2012 em ritmo lento, quase estagnada. O Produto Interno Bruto (PIB,conjunto de bens e serviços produzidos no país) registrou expansão de 0,2% no primeiro trimestre deste ano frente os três últimos meses de 2011. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta ficou em 0,8%. Em valores correntes, atingiu R$ 1,03 trilhão.


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Analistas consultados pelo GLOBO projetavam crescimento entre 0,27% a 0,50% frente o período de outubro a dezembro. Já o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), uma prévia do PIB calculada pelo Banco Central, tinha apontado alta de 0,15% no trimestre em relação aos três meses anteriores.

Pela ótica da oferta, o maior destaque coube ao setor industrial. O segmento apresentou expansão de 1,7% em relação aos três últimos meses do ano passado. O setor de Serviços avançou 0,6% e Agropecuária recuou 7,3% na mesma base de comparação.

Rebeca explicou que a diferença entre os desempenhos negativos naprodução industrial nas pesquisas mensais do primeiro trimestre e no PIB se deve ao fato de que nesta última pesquisa, o valor agregado pelo setor à economia leva em conta também custos, além de ter uma ponderação diferente daquela da pesquisa industrial mensal.

Ela destacou que a queda nos investimentos nas duas comparações está relacionada à baixa na produção nacional de máquinas e equipamentos, como na indústria automotiva.

Na indústria, apenas extrativa mineral encolheu

Na análise da economia frente ao mesmo período do ano passado, a indústria subiu apenas 0,1% no primeiro trimestre. A indústria de transformação, que pesa quase metade de todo o setor, recuou 2,6%, com desempenho negativo do setor automotivo, de máquinas e equipamentos, metalurgia, máquinas, aparelhos e materiais elétricos e artigos de vestuário. Em sentido contrário, apresentaram crescimento os eletrodomésticos (linha branca e marrom), beneficiados pela isenção de impostos, e cimento e minerais não-metálicos.

Consumo do governo tem maior alta desde 2º tri de 2011

Já pela ótica da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo, que sinaliza os investimentos, recuou 1,8%, enquanto o o consumo das famílias subiu 1% frente ao último trimestre de 2011. A taxa de investimentos atingiu 18,7% do (PIB), somente superior ao primeiro trimestre de 2009 (17%). A taxa de poupança correspondeu a 15,7% do PIB, a menor desde o primeiro trimestre de 2009, quando correspondeu a 14,4%. O consumo do governo registrou alta de 1,5%, apontando a maior taxa desde o segundo trimestre de 2011 (2,1%).

— Temos a continuidade da demanda interna puxando para cima, principalmente as despesas de consumo das famílias e as despesas do governo cresceram depois do primeiro ano do governo Dilma, quando houve conteção de gastos — afirma Rebeca de Palis, da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE.

Apesar de ter tido crescimento menor do que o dos gastos do govenro, o consumo das famílias teve impacto maior para expansão do PIB, por causa seu peso na composição das contas nacionais.

- O consumo das famílias foi o componente que mais contribuiu para o crescimento do PIB, muto influenciado pelo crescimento da massa salarial real, pelo crédito, que apesar de ter desacelerado, continua crescendo e também às medidas do governo de incentivo ao consumo, como isenção de IPI para alguns segmentos. O que puxou para baixo foram os investimentos, na produção nacional, apesar de maquinas e equipamentos e construção terem crescido - afirmou Rebeca.

Dentro do segmento de Serviços, o único setor a registrar taxa negativa foi o de intermediação financeira, segmento que corresponde a 11% do setor e 7,4% do PIB, e teve recuo de 0,8%. Atividades imobiliarias e de aluguel ficaram praticamente estáveis, com alta de apenas 0,1%.

Brasil fica em último entre os emergentes

Com a divulgação do PIB no primeiro trimestre deste ano, o crescimento do Brasil aparece na quinta e última posição entre os emergentes. Em primeiro lugar está a China, que registrou alta de 8,1% nos três primeiros meses do ano frente ao mesmo período do ano passado, seguida pela Índia (5,3%), Rússia (4,9%), África do Sul (2,1%) e Brasil (0,8%).

Revisão nas taxas de crescimento de 2011

O IBGE divulgou revisões na evolução do PIB no ano passado. No quarto trimestre de 2011, a taxa de expansão mudou de 0,3%, calculada anteriormente, para 0,2% na nova estimativa, em comparação ao trimestre anterior. No terceiro trimestre, foi mantida queda de 0,1% na mesma base de comparação. O segundo trimestre de 2011 manteve a taxa de 0,5%. Já no primeiro trimestre de 2011, a taxa de expansão mudou de uma alta de 0,6% para crescimento de 0,9%.




CHARGE DO CHICO - Demóstenes calado ouvindo impropérios


   

#ELEIÇÕES2012 - TRE-RJ recebe lista com 499 contas sujas


Cirilo Junior

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) enviou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) lista de 499 nomes de pessoas que exerceram funções públicas nos últimos anos e não tiveram as contas de suas administrações aprovadas.

Entre os contas-sujas, que poderão ser declarados inelegíveis pelo TRE-RJ, está o ex-prefeito de Niterói, Godofredo Pinto (PT). As contas daquela prefeitura, referentes a 2006, não foram aprovadas.

A atual prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset, teve as contas relativas a 2005 desaprovadas. Ela foi reeleita em 2008, e está no fim de seu segundo mandato. O antecessor dela, Henry Charles, também teve as contas das administrações de 2002 e 2003 rejeitadas. Outro que também foi declarado conta-suja pelo TCE é Alexandre Mocaiber, ex-prefeito de Campos, no Norte Fluminense.

Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impede o registro de candidaturas para aqueles que tiveram as contas reprovadas no exercício de cargos ou funções públicas. A Câmara dos Deputados aprovou, no entanto, projeto que elimina os poderes dessa resolução, e liberam os contas-sujas. O projeto ainda será votado no Senado.

CRISE NA GOL - Gol demite 190 pilotos e comissários de bordo


SÃO PAULO - A Gol Linhas Aéreas iniciou, há pouco, a demissão de 190 tripulantes (pilotos e comissários de bordo). Com isso, a segunda maior companhia aérea brasileira acumula em torno de 900 dispensas de funcionários desde janeiro, quando iniciou um processo de reestruturação na folha de pagamento.


DÍVIDA TRABALHISTA - Roberto Carlos diz que quitará dívida trabalhista para terminar com exposição pública


Bruno Freitas
Do UOL, em São Paulo
Lateral Roberto Carlos, do Anzhi, enfrenta processo trabalhista na Justiça brasileira

Envolvido em um processo trabalhista em que uma ex-funcionária de sua empresa cobra a execução de uma dívida trabalhista de R$ 360,3 mil, o jogador Roberto Carlos lamentou a exposição gerada pelo caso, em desdobramentos que contaram nas últimas semanas com bloqueio de contas e de automóveis do atleta. O lateral do Anzhi, da Rússia, se diz vítima de uma estratégia de pressão pública através da imprensa e afirma que quitará o valor devido nos próximos dias.

Em contato com a reportagem do UOL Esporte na quinta-feira, Roberto Carlos afirmou que tentará resolver a pendências nos próximos dias, junto a seus advogados, apesar de contestar o valor corrigido cobrado pela ex-funcionária da RCS Empreendimentos, empresa do atleta e de seu pai, Oscar Pereira Silva. 

MAIS SOBRE O CASO

"Ela não trabalhou mais depois disso [2007, início do processo de execução], está sem trabalho. Se está pedindo esse valor, é porque tem necessidade de dinheiro. Não é problema pagar, problema é pagar esse valor que estão pedindo. Todas as empresas grandes têm processos trabalhistas. Mas isso é tentar ganhar dinheiro sem trabalhar", afirmou o ex-lateral da seleção brasileira.

"Até agora não fui chamado pela Justiça trabalhista. O advogado dela foi buscar a imprensa para forçar a barra. O pagamento é mais para o advogado do que para ela", manifesta o atleta, que diz que nos últimos anos a parte contrária evitou um desfecho amigável na tentativa de elevar o valor pedido.

Na realidade, com a sentença definitiva da Justiça, proferida em 2007, não há que se falar mais em negociação, uma sentença judicial tem força de lei. De lá para cá, houve pelo menos cinco tentativas de cobrança, todas legalmente informadas aos advogados de Roberto Carlos.

A Justiça do Trabalho bloqueou na última quarta-feira seis automóveis de propriedade do lateral. A ordem de bloqueio obedece a decisão judicial do último dia 17, que calculou a dívida atual (fruto de uma sentença condenatória de 2007) e determinou que o valor fosse buscado não só nas contas da empresa como também entre os bens de seus donos.

Após encontrar e bloquear apenas R$ 3.191,00 nas contas de Oscar Pereira Silva, R$ 7,02 nas de Roberto Carlos e R$ 2 nas da RCS, a Justiça enviou na última quarta-feira os dados de três veículos da empresa, dois do pai do jogador e um do lateral ao Renajud - sistema online de restrição judicial de veículos que interliga o Poder Judiciário ao Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), com ordem para "bloqueio imediato dos veículos para circulação, transferência e licenciamento".

Além disso, em cumprimento à mesma decisão, no último dia 29, foi encaminhada à Receita Federal uma ordem de quebra de sigilo fiscal do jogador, para que se pudesse conhecer seu patrimônio.

"Da minha parte está tudo resolvido, só ver os valores. Pagar por mês. Se quiser à vista, vai ser à vista", declara Roberto Carlos. "Os valores que vamos pagar são de R$ 170 mil até hoje. Na época que começou era de R$ 50 mil, R$ 40 mil. Não tenho carro no Brasil, estou usando o carro da minha filha", acrescenta o jogador do Anzhi. 

Ainda que o jogador espere pagar qualquer outro valor, a execução da Justiça do Trabalho é de R$ 360,3 mil, valor que soma a dívida corrigida com a ex-funcionária, as multas pelo atraso no pagamento, os honorários advocatícios devidos pela ex-funcionária a seu advogado, as custas judiciais e a contribuição que deveria ter sido repassada ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) durante todo o período de vínculo empregatício reconhecido judicialmente.

A sentença de 2007 reconheceu vínculo entre a RCS e a ex-funcionária pelo período de 22/7/2002 a 18/9/2006. Estabeleceu também que o salário da funcionária era de R$ 2.000. Por fim, determinou que fosse cobrada multa diária de R$ 100 da empresa do jogador até que a funcionária tivesse registrado em sua carteira profissional o período trabalhado.

O pentacampeão mundial de 2002 ainda lamentou o envolvimento de familiares, em exposição que, em sua opinião, compromete sua imagem diante da opinião pública.

“Não tem por que ir na casa da minha família, oficial de Justiça bater na porta. Minha mãe não tem nada a ver com isso. É uma falta de respeito”, afirma. "Nunca fui de abrir minha vida pessoal para a imprensa. Sou uma pessoa séria, sempre fui", emenda o atleta.

A ORDEM DE BLOQUEIO

Expeça-se bloqueio em tempo real ( BACEN-JUD 2 ) em face de todos os envolvidos no presente feito até o limite da condenação como medida de arresto. Se a diligência restar negativa, prossiga-se a execução com a expedição de ofícios à DRF para a quebra do sigilo fiscal, Renajud, bloqueando-se de imediato os veículos para circulação, transferência e licenciamentoTrecho de ordem expedida pela Justiça do Trabalho no último dia 17, determinando o bloqueio de bens de Roberto Carlos



Na última quarta-feira, os advogados das duas partes se reuniram, em um encontro que ainda não resultou em êxito nem em fracasso. Nenhuma das partes quis divulgar quais foram os termos em negociação, mas Ricardo Amin Abrahão Nacle, que representa a ex-funcionária, afirmou ao UOL Esporte: "A sentença já está sendo executada, e minha cliente está esperando para receber desde 2007. Nessas condições, a margem para negociar um acordo diminui".

Entenda o caso

Em 2007, a Justiça proferiu decisão definitiva em processo trabalhista em favor de uma ex-funcionária da RCS Empreendimentos. Ela pedia e obteve reconhecimento de vínculo empregatício com a empresa, a quem prestava serviço sem registro profissional em carteira. O valor determinado foi de R$ 183 mil.

O montante seria suficiente para quitar as multas e dívidas corrigidas da empresa com a ex-funcionária e com o sistema previdenciário, já que o reconhecimento judicial de vínculo trabalhista acarreta na obrigatoriedade de contribuição ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) de valor correspondente ao tempo de trabalho do ex-funcionário.

A partir daí, deu-se início à execução da sentença, processo que dura até hoje e que, no último dia 17, teve mais um capítulo: a determinação do juiz do Trabalho Renato Sabino Carvalho Filho para que se bloqueassem R$ 360,3 mil das contas bancárias do jogador no Brasil.

A decisão era para bloqueio de contas tanto da empresa RCS quanto para as de seus proprietários, Roberto Carlos e seu pai.

A determinação judicial para a busca de recursos para cumprimento da sentença diretamente nos bens pessoais de Roberto Carlos e de seu pai foi precedida pela tentativa frustrada de encontrar um dos sócios da RCS, para que a empresa fosse citada judicialmente e tivesse que arcar com a dívida.

Um oficial de Justiça foi por três vezes à residência dos pais de Roberto Carlos, no município de Cordeirópolis (160 km de SP), nos dias 18 de abril, 8 de junho e 10 de agosto de 2011. Em todas elas, foi recebido pela mãe do atleta, que se recusou a assinar e a receber a citação, afirmando que o filho não morava ali e que ela não sabia quando ele estaria no país.

Na última quinta-feira, a assessoria de imprensa do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo informou que o processo de execução "continua em poder do juiz para novas análises".

* Colaborou Vinícius Segalla







CEMITÉRIOS NO RIO - Prefeito Eduardo Paes quer entregar cemitérios.


430 ANOS DEPOIS, PREFEITURA DO RIO QUER LIQUIDAR COM A SANTA CASA DE MISERICÓRDIA E ENTREGAR À ESPECULAÇÃO SEUS 13 CEMITÉRIOS! 

1. (Ex-Blog) São os recursos advindos dos cemitérios que mantêm a mais antiga instituição social-religiosa do Rio, fundada em 1582. São esses recursos que mantêm serviços hospitalares de excelência. E tantos outros, como o funeral gratuito dos mais pobres. O valor da concessão desses cemitérios alcança bilhões de reais. Grandes grupos econômicos, há décadas, estão interessados. 

2. (O DIA, 31) A prefeitura do Rio bateu o martelo e vai fazer uma concorrência pública para escolher os novos administradores dos cemitérios da Santa Casa de Misericórdia. O edital de licitação deverá sair nos próximos dois meses. Duas das exigências são que o sistema de registro de óbitos seja digitalizado, e não mais feito em livros, e que serviços para famílias de baixa renda sejam mantidos. Na lista dos cemitérios administrados pela Santa de Misericórdia está o São Francisco Xavier, no Caju e o São João Batista.

3. Confira quais os 13 cemitérios que são hoje administrados pela Santa Casa e que em breve terão mudança de gestão: São João Batista / São Francisco Xavier / Inhaúma/ Irajá/ Ilha do Governador / Jacarepaguá / Realengo / Ricardo de Albuquerque / Campo Grande / Ilha de Guaratiba / Santa Cruz / Piabas/ Ilha de Paquetá.

Fonte Ex-Blog Cesar Maia

MÁFIA DOS SANGUESSUGAS - Ex-deputados viram réus





O Ministério Público Federal pediu a inclusão dos ex-deputados Edna Macedo, irmã do Bispo Macedo, e Marcos Roberto Abramo, da bancada evangélica, como réus na ação de improbidade administrativa da “Máfia dos Sanguessugas”. Para a promotoria, os ex-parlamentares beneficiaram o suposto esquema de compra de ambulâncias com emendas individuais ao orçamento federal. O MPF diz que a inclusão das emendas foi “imprescindível” para a liberação da verba.

CPI DO CACHOEIRA - Tucanos livram CABRAL de depoimento em CPI


No entanto, cinco parlamentares de sua base votaram pela convocação do governador do Rio à CPI

Luciana Nunes Leal, de O Estado de S.Paulo

Compromissos partidários locais não tiveram peso na votação que livrou o governador Sérgio Cabral (PMDB) de depor na CPI do Cachoeira. Cabral teve em seu benefício três votos decisivos do oposicionista PSDB, mas viu cinco parlamentares de partidos que integram sua base no Estado votarem a favor da convocação. No final, saiu vitorioso por 17 votos a 11.

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Tasso Marcelo/AE
Cabral em inauguração de uma UPP no Rio de Janeiro

Entre os filiados a partidos aliados de Cabral que votaram pela convocação do governador estavam dois deputados do Rio: Miro Teixeira, do PDT, e Hugo Leal, do PSC. Também foram favoráveis à presença do governador na CPI o senador Pedro Taques (PDT-MT) e os deputados Paulo Foletto (PSB-ES) e Sílvio Costa (PTB-PE). O PPS e o PSD, que recentemente se aliaram a Cabral no Rio mas não integram a base da presidente Dilma Rousseff, foram favoráveis à convocação do governador, com os votos do deputado Rubens Bueno (PPS-PR) e da senadora Kátia Abreu (PSD-TO).

"Amo o Rio e não quero ver o Estado nas manchetes internacionais por um embate político. Seria um desserviço ao País e ao Estado convocar Cabral." Parece um aliado falando, mas é o senador do PSDB Cássio Cunha Lima (PB), que votou contra a convocação de Cabral. O tucano teve o mandato de governador da Paraíba cassado por abuso do poder econômico e foi eleito senador em 2010. "Enfrentei uma crise, sei o quanto é custoso para o Estado. Contra Cabral, há apenas fotos de péssimo gosto", afirma Cunha Lima, em referência à divulgação de imagens de viagens de Cabral à França em companhia de Fernando Cavendish, ex-dono da construtora Delta, investigada na CPI.

Os três tucanos que votaram contra a convocação dissociam seus votos de qualquer ação política, mas o bom trânsito de Cabral no PSDB, partido ao qual foi filiado e onde tem bons amigos, como o senador Aécio Neves (MG), ajudou no ambiente favorável. "Não mudei de lado. Sempre tive a mesma convicção. O escopo da CPI é investigar integrantes da quadrilha e pessoas referidas pelos integrantes. Sérgio Cabral nunca foi referido. A oposição é minoria na CPI, nosso instrumento de convencimento é a lógica investigativa", diz o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).

"Sempre dissemos que a CPI tem que ser imparcial. Não seria coerente votar pela convocação de Cabral se até agora não há notícia, nas investigações, de nenhuma ligação ilícita do governador", argumenta o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG). O voto dos companheiros contrariou o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), pré-candidato a prefeito do Rio que vinha trabalhando pela convocação do adversário Cabral. "Acho que esse assunto deveria ter sido mais discutido no partido", reclama Otávio Leite.

Parlamentares de partidos coligados a Cabral que votaram pela convocação argumentam que não havia motivos para convocar o tucano Marconi Perillo e o petista Agnelo Queiroz e proteger o governador do Rio. "Eu achava que seria importante quebrar o sigilo telefônico dos governadores, para cruzar ligações, ver a concentração de telefonemas. Não assinei requerimentos para a convocação de nenhum governador, prefiro provas técnicas. Mas como houve uma opção pela votação das convocações, votei a favor das três para deixar claro que não tive uma atuação seletiva", afirmou Miro Teixeira.

Já o deputado Hugo Leal diz que seu partido, o PSC, decidiu "não participar de nenhum acordo". "Além disso, tenho uma posição pessoal de que a CPI é, sim, um ambiente político. Então, é bom que os governadores, inclusive Cabral, exponham tudo, tirem dúvidas. Quem vai avaliar a situação de cada um é o Ministério Público, a Polícia Federal. Os três governadores deveriam vir. É como vacina: no começo dói, mas depois eles ficam imunes", afirmou Leal.

Assim como o PSDB, que teve dois parlamentares favoráveis à convocação de Cabral, o PSB também se dividiu na votação. A senadora Lídice da Mata (BA) foi contra a convocação do governador do Rio e o deputado Paulo Foletto (ES), a favor. "Acho que os governadores deviam ser chamados depois da análise dos documentos de quebras de sigilos. Mas o Marconi Perillo se ofereceu e houve uma decisão de votar todas as convocações. Minha conclusão foi que devíamos chamar todos, sem qualquer pré-julgamento", afirmou Foletto.


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CPI DO CACHOEIRA - Assessor diz que recebeu de Cachoeira por serviço eleitoral prestado a Perillo


Responsável pela campanha de rádio do tucano diz ter recebido dinheiro de empresa apontada como integrante do esquema de Cachoeira

Fernando Gallo, de O Estado de S.Paulo

Responsável pela propaganda eleitoral de Marconi Perillo (PSDB) no rádio em 2010, o jornalista Luiz Carlos Bordoni afirma que uma empresa do esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira foi usada para pagar os serviços de publicidade que ele prestou para a campanha do governador goiano. Segundo Bordoni, o pagamento, feito pela Alberto e Pantoja, empresa fantasma que segundo a Polícia Federal era controlada por Cachoeira, foi comandado por Lúcio Fiúza Gouthier, assessor especial de Perillo.

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Divulgação
O então senador Marconi Perillo assite ao lado de Bordoni (de óculos) a jogo da Copa em 2010

O depósito de R$ 45 mil, referente à metade do total de R$ 90 mil que o jornalista diz ter ficado pendente de pagamento após as eleições, foi feito pela Alberto e Pantoja na conta da filha de Bordoni, Bruna Bordoni, em 14 de abril de 2011, e consta dos autos da Operação Monte Carlo.

Segundo o jornalista, o pagamento saiu depois de ele ter cobrado o staff de Perillo da dívida, que já perdurava seis meses. Quem cuidou da operação foi o assessor do governador.

"O sr. Lúcio Gouthier me ligou perguntando o número da minha conta pra depositar esse dinheiro. Eu disse a ele que estava viajando, e que minha filha, que paga minhas contas e administra as minhas coisas, iria receber. Dei o número da conta dela para ele. De repente, essa conta foi passada para a Pantoja", sustentou Bordoni, em entrevista exclusiva ao Estado. "O dinheiro foi depositado pela Pantoja na conta da minha filha. Era dívida de campanha do governador Marconi Perillo dos R$ 90 mil de saldo do trabalho que prestei a ele no programa de rádio na campanha de 2010."

Assessor. Lúcio Gouthier é o assessor de Perillo que assinou documento afirmando ter recebido R$ 1,4 milhão pela casa do governador, que supostamente foi vendida para Carlinhos Cachoeira. Ele também é suspeito de ter recebido R$ 500 mil, que teriam sido enviados pelo braço direito do contraventor, Wladimir Garcêz, ao Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano, em uma caixa de computador.

A assessoria de Perillo nega ter feito os pagamentos por meio da empresa. "O Lúcio Gouthier é o homem que resolve todas as questões pendentes das campanhas eleitorais. Ele se responsabilizou por isso, ele resolveu e ele pagou. Pediu o número da conta pra depositar e depositou", afirma Bordoni, que comandou todas as propagandas eleitorais de Perillo no rádio desde 1998, e, em 2010, além de dirigir os programas, era também o locutor.

Bordoni afirma que ele e Bruna só se deram conta da origem do pagamento quando o nome da filha apareceu na quebra de sigilo da Alberto e Pantoja. Bruna chegou a ser nomeada em 2005 como assessora do senador Demóstenes Torres, mas não tomou posse porque foi diagnosticada com uma doença no fígado e teve de fazer um transplante. Segundo Bordoni, a nomeação era um gesto de gratidão porque ele havia feito a campanha de Demóstenes ao Senado em 2002 sem cobrar.

O jornalista declarou conhecer Perillo desde que o governador integrava o PMDB Jovem na década de 1980, e disse ter "relação de amizade" com o tucano.

Bordoni diz ter resolvido vir a público denunciar o pagamento quando o nome de sua filha foi citado durante o depoimento de Demóstenes ao Conselho de Ética, anteontem, e por ter tido sua credibilidade sob suspeita. "Prestei o serviço honestamente. Não vou deixar que ninguém venha avacalhar minha credibilidade por causa de Cachoeira."

PLANOS DE SAUDE - ANS muda regra de reajuste de plano de saúde para aposentado e demitido


Empresas poderão manter carteiras separadas para ex-funcionários, o que pode elevar o custo

Fernanda Bassette - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Entram em vigor nesta sexta-feira, 1º, as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para planos de saúde envolvendo aposentados ou demitidos sem justa causa. Agora, terão direito a fazer a portabilidade do plano sem cumprir novas carências. A forma de calcular o reajuste das mensalidades também muda, mas de uma forma controversa.

Werther Santana/AE
Aposentados que contribuíram com o plano por dez anos também são beneficiados

A resolução mantém a garantia de demitidos ou aposentados permanecerem no plano pelos prazos que já existiam, mas define critérios para evitar dúvidas.

Por exemplo: todas as pessoas demitidas sem justa causa têm o direito de permanecer como beneficiário do plano da empresa por até 2 anos, com a mesma cobertura. Para isso, o trabalhador deve ter contribuído com parte das mensalidades. Agora, vai assumir o valor integral. É preciso respeitar o limite mínimo de 6 meses e máximo de 2 anos.

Havia uma dúvida se o benefício era válido para funcionários que não tinham desconto em folha, mas pagavam uma coparticipação em consultas ou exames. "A resolução esclarece que só tem direito ao benefício o funcionário que contribuiu com o pagamento da mensalidade do plano com desconto em folha", diz o advogado Julius Conforti.

A regra também traz avanços para os aposentados que contribuíram com o pagamento do plano por mais de dez anos. Nesses casos, eles poderão permanecer como beneficiários do plano da empresa pelo tempo que quiserem, também assumindo o pagamento integral da mensalidade.

A forma como é calculado o reajuste das mensalidades, porém, muda. A regra permitirá que as empresas contratem um plano diferente para manter ex-funcionários e aposentados – o que pode gerar distorções.

A ANS passou a exigir que a negociação tenha como base todos os planos de ex-empregados na carteira da operadora – o que, em tese, diluiria os custos. Assim, em vez de a operadora calcular o reajuste com base em 30 vidas de uma única empresa, ela terá de somar os demitidos e aposentados de todas as empresas.

Para Conforti, no longo prazo, esse cálculo pode se tornar inviável para aposentados. "Eles são os mais velhos e os que mais usam o plano. A diluição vai levar em conta o público que gera mais sinistralidade, o que poderá tornar a mensalidade alta."

Até mesmo Arlindo Almeida, da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa 240 operadoras, concorda que a mudança é um "presente de grego". "O aposentado vai pagar três vezes mais, porque os contratos serão por faixa etária. Hoje, o reajuste é diluído entre jovens e adultos. Quando você segrega, a sinistralidade vai ser maior, e o custo também." Na sua opinião, a operadora também pode perder com as novas regras. "Deve gerar judicialização, algo problemático."

PERGUNTAS & RESPOSTAS

1. Quem tem direito a manter o plano de saúde?

Aposentados que tenham contribuído com o plano empresarial e empregados demitidos sem justa causa.

2. Para que planos valem as novas regras?

Para todos os planos de saúde contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei 9.656, de 1998.

3. Há alguma condição mínima para a manutenção do plano?

Sim. Para ter direito, o ex-empregado deverá ter contribuído no pagamento do plano com desconto em folha e assumir integralmente a mensalidade após o desligamento.

MEIO-AMBIENTE - Pesquisa mostra que 26% dos brasileiros reutilizam recicláveis antes de jogá-los fora


Curitiba tem maior percentual de pessoas que se preocupam com fim sustentável dos objetos

Do R7

Uma pesquisa feita pelo Ibope revelou que apenas 26% dos brasileiros entrevistados reciclam itens em vez de jogá-los fora. Isso quer dizer que essas pessoas separam o lixo para a coleta seletiva ou levam os materiais sem uso até um posto de reciclagem, por exemplo. 

A quantidade de pessoas que reciclam o lixo, apontou o estudo, aumenta significativamente a partir dos 35 anos. Dos 12 aos 34 anos, o percentual oscila entre 18% e 22%. Já cerca de 27% das pessoas que estão no grupo dos 35 aos 44 disseram separar o lixo ou levá-los para uma central de reciclagem. Entre os entrevistados de 45 a 44, o percentual é de 34%. 

Curitiba é a cidade com maior número de brasileiros que dizem fazer a reciclagem. Cerca de 45% dos entrevistados responderam que dão, com frequência, um destino sustentável ao lixo. Seguido da capital do Paraná vem São Paulo (35%) e Porto Alegre (45%). A cidade com o pior resultado foi Brasília, onde apenas 3% dos entrevistados disseram que reciclam os itens em vez de jogá-lo fora.

A maior parte da população (70%) ouvida no estudo do Ibope, no entanto, diz estar preocupado em ter mais hábitos sustentáveis. Esforços para a redução do consumo de água (73%) e a utilização de gás e eletricidade da casa (72%) são os mais evidentes. A prática é maior entre os entrevistados mais velhos. Apenas 8% relataram deixar a torneira aberta enquanto escovam os dentes. 

Outros 26% afirmaram que reutilizam os itens, como garrafas, tubos, caixas e envelopes. O grupo que mais possui este hábito é o de jovens entre 20 e 24 anos. 

A pesquisa ainda mostrou que a restrição de distribuição de sacolas plásticas ainda não surtiu o efeito esperado. Apenas 14% das pessoas ouvidas disseram que levam a sua própria sacola ou bolsa quando vão às compras. Foi em Belo Horizonte que quase metade (48%) dos entrevistados disseram levar as sacolas para transportar a mercadoria. 

Em São Paulo, o percentual de pessoas que disseram dispensar as sacolas plásticas é de 19%, a frente de Rio de Janeiro e Curitiba (11%). Apenas 5% dos entrevistados em Salvador e Recife afirmaram levar bolsas retornáveis na hora de fazer compras no 
supermercado. 

Apenas 5% do total dos brasileiros ouvidos no estudo afirmaram deixar de comprar algum produto com muitas embalagens plásticas. Em São Paulo, esse percentual chega a 7%. Em Belo Horizonte e Porto Alegre, 4% disseram se preocupar com o excesso de materiais usados para embalar as mercadorias. 

O estudo do Ibope, encomendado pela empresa Target Group Index, ouviu 10.368 pessoas, entre julho de 2011 e fevereiro de 2011, em Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).