Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

CONTAS ABERTAS - União gastou R$ 756 milhões com aluguel de imóveis em 2010


Milton Júnior
Do Contas Abertas


Já pensou em pagar um aluguel de R$ 63 milhões ao mês?! Bem, isso é o que a União pagou, em 2010, por imóveis alugados em todo o Brasil e até no exterior. No total, R$ 756,3 milhões foram gastos no ano passado com despesas de locação de imóveis. O valor representa aumento de 19% em relação ao ano anterior. Desde 2002, mais de R$ 4,3 bilhões (em valores corrigidos) foram desembolsados para arcar com a locação de salas, prédios, casas e até espaços para festas e eventos utilizados por órgãos ligados aos Três Poderes (veja a tabela).

Para se ter ideia da quantia gasta com locação de imóveis nos últimos nove anos, basta dizer que ela seria suficiente, por exemplo, para construir cerca de 174 mil casas populares de R$ 25 mil ou adquirir um espaço equivalente a quase quatro cidades do tamanho de São Paulo. Isso considerando o custo médio do m² no Brasil, que é de R$ 769, segundo dados do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE).

O órgão que mais gasta com locação de imóveis é o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Em 2009, quase de R$ 173,5 milhões foram gastos pela pasta e no ano seguinte o valor subiu para R$ 201,2 milhões, o que representa um quarto de todo o gasto da União com alugueis no ano passado. De acordo com a assessoria do ministério, os imóveis alugados no exterior e no Brasil têm a finalidade de abrigar chancelarias e as residências oficiais dos Chefes dos Postos no exterior, e, em alguns poucos casos, para abrigar setores de promoção comercial e centros de estudos brasileiros.

O ministério atribui o acréscimo à abertura de novos Postos no exterior, dentre eles as embaixadas em Basse-Terre, Kingstown, Nicósia, Nouakchott, Roseau, Tirana e Yangon, além dos consulados-gerais em Bruxelas e Cantão. Foram também assinados os contratos de aluguel das Chancelarias de Brasemb Daca e dos Consulados em Hartford e Istambul, que estavam em fase de instalação. Em geral, segundo a assessoria, alugam-se casas ou apartamentos para as residências oficiais e, para as chancelarias, salas ou andares em prédios comerciais ou, em alguns casos, até mesmo prédios inteiros.

Em 2006, o Tribunal de Contas da União sugeriu ao MRE que estabelecesse um programa plurianual de ações relacionado aos imóveis que usa no exterior. A medida, segundo o ministro Marcos Vilaça, autor das sugestões, evitaria “uma diretriz marcada de incerteza, de deseconomia, de conseqüência apenas dos humores da administração central”. Para o ministro, isso evitaria, ainda, que se adotassem “aquisições incompatíveis com a expressão do Brasil, seja por apoteoses ou por miserabilidade”.


Na ocasião, Vilaça listou algumas prioridades que poderiam ser consideradas pelo órgão, tal como o levantamento das repartições do Itamaraty no exterior em que o aluguel mensal ultrapassasse US$ 50 mil e a adoção de critérios objetivos para a escolha dos imóveis. Em resposta, o MRE encaminhou um programa de construções e aquisições de chancelarias e embaixadas. As ações foram orçadas em R$ 124,4 milhões e contempladas no Plano Plurianual 2008-2011 do ministério.

Altos e baixos

O aumento nos gastos com alugueis atingiu pelo menos 29 órgãos superiores. Quem mais ampliou a despesa foi o Ministério da Cultura, que passou de R$ 6,8 mil, em 2009, para R$ 17,4 mil no ano seguinte. De acordo com a assessoria os espaços alugados pelo MinC destinam-se à instalação das equipes do Distrito Federal e de representações regionais. Atualmente, o Ministério aluga cinco imóveis – três no Distrito Federal e dois em representações estaduais (RS e MG).

Segundo o órgão, foram dois os principais motivos para a alta dos gastos. O primeiro teria sido a expansão do número de funcionários, seguido do alagamento de um dos prédios locados, causado por fortes chuvas. A assessoria garante, no entanto, que as despesas voltarão a cair, com a devolução de dois dos imóveis alugados na capital federal. “A devolução dos imóveis reduzirá a despesa com aluguéis, a partir de fevereiro, em R$ 350 mil mensais, ou R$ 4,2 milhões ao ano. Isso fará, portanto, o gasto anual cair para R$ 13,2 milhões”, explica. Clique aqui para ver quem reduziu ou alargou os gastos com alugueis.

Em 2010, apenas a Justiça do Distrito Federal e dos Territórios deixou de ter gastos com aluguel de imóveis. Além disso, outros quatro órgãos “economizaram” cerca de R$ 378 mil, entre eles a Câmara dos Deputados e o Supremo Tribunal Federal. Em contrapartida, novos quatro passaram a alugar imóveis no ano passado. A soma dos gastos nessas unidades, onde se incluem os do Conselho Nacional de Justiça, Conselho Nacional do Ministério Público, Justiça Militar e Ministério da Pesca e Aquicultura, chega a R$ 9,5 milhões

quinta-feira, 15 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/@GOVRJ//CHUVAS - Com aluguel social, desabrigado só acha moradia em lugar de risco


'Não quero sair de um abismo para outro', diz moradora sobre R$ 400.
Aluguel em lugar seguro em favela custa R$ 700, mais fiador.

Liana Leite Do G1, no Rio
Nas comunidades mais atingidas pelas chuvas no estado do Rio, os moradores formam filas para se cadastrar no aluguel social. As pessoas que se cruzam têm dramas semelhantes e a mesma dificuldade: como encontrar uma casa para alugar, em um local seguro, por R$ 400, valor do subsídio oferecido pelo governo do estado?
Veja cobertura completa da chuva no Rio

A vendedora Jessiana Moreira da Silva, de 26 anos, considera a tarefa quase impossível. O G1 acompanhou a moradora do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, no Centro do Rio, até a casa que ela encontrou para alugar.

“Não quero sair de um abismo para outro. Já escapei da morte uma vez, não quero alugar uma casa em um local arriscado”, desabafa Jessiana, que encontrou uma casa por R$ 500 a 24 metros do seu imóvel, que está interditado.

“Com este valor oferecido pelo governo só encontro casas no mesmo esquema. Estou há cinco dias procurando. Já fui ao Bairro de Fátima, Glória, Catete, Largo do Machado, Rio Comprido e Santa Teresa. As casas seguras custam entre R$ 700 e R$ 800 e precisam de fiador. Quem vai querer ser fiador de uma pessoa que acabou de perder a casa”, questiona Jessiana
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Demolição

Demolição em casas em áreas de risco
começaram no fim de semana
(Foto: Liana Leite / G1)

Moradora sustenta pais na Paraíba
 A comerciante morava com mais três irmãs no Morro dos Prazeres e sustenta os pais na Paraíba. Enquanto ela procura uma casa para alugar, está dormindo em uma garagem cedida por vizinhos. “No dia da chuva saímos correndo e não tivemos tempo de pegar nada. Tivemos que dormir no túnel Dois Irmãos. Eu vendia roupas, mas a chuva levou tudo. Não estou tendo nem como trabalhar”, contou.

Ela vai precisar comprar uma passagem para a irmã de 17 anos voltar para a Paraíba. “Não tenho mais como sustentar a mim e mais três. Terei que mandar a mais nova de volta. Isso me dói”, disse emocionada.
Frei Caneca
“Eu não acredito que o governo vá dar esse dinheiro, mas estou esperando. Também tenho dúvidas sobre os apartamentos no antigo Presídio Frei Caneca, mas não temos condições de escolher, vou para onde me oferecerem um lugar para morar”, afirmou a comerciante.

A fisioterapeuta Viviane Polito Villardo, de 29 anos, também está tentando se cadastrar para receber o aluguel social, mas discorda de Jéssica. “Não tenho para onde ir, mas não quero ir para o Frei Caneca. Os apartamentos serão construídos a toque de caixa e o lugar não tem nenhuma infra-estrutura”, desabafou.

Viviane morava em um dos locais mais atingidas pelo deslizamento no Morro dos Prazeres, a Rua Gomes Lopes. Ela está hospedada na casa de um primo. “Estou procurando casas para alugar, mas não encontro nada no valor de R$ 400. Estou sozinha para fazer tudo. Minha mãe e meu pai sofrem de pressão alta. Sobrevivemos por um milagre de Deus. Todos os nossos vizinhos e amigos estão mortos”, contou.

Moradora não esconde revolta
A fisioterapeuta está procurando casas para alugar em Santa Teresa, Estácio e Rio Comprido e não esconde a sua revolta: “Ninguém veio perguntar para os moradores se temos para onde ir ou se estamos conseguindo um lugar para alugar com o dinheiro que estão nos oferecendo”.
Viviane explicou que precisa do dinheiro para complementar a renda: “Terei que colocar dinheiro do meu bolso para alugar um imóvel decente. Ninguém tem noção do que a gente está passando”.

 


 

quarta-feira, 31 de março de 2010

INTERNACIONAL/INGLATERRA - Londres terá seu serviço público de aluguel de bicicletas



Três anos depois de Barcelona e Paris, Londres inaugurará no próximo 30 de julho seu serviço público de aluguel de bicicletas, o meio mais ecológico de transporte municipal, anunciou o prefeito Boris Johnson. O serviço, batizado de London Cycle Hire Scheme (LCHS), colocará à disposição dos londrinos e visitantes um parque de 6.000 bicicletas em 400 estações espalhadas pelo centro da capital e vários de seus parques mais conhecidos.
A capital britânica segue os passos de dezenas de cidades que implantaram este serviço nascido na localidade francesa de Rennes em 1998, e que depois se estendeu a Viena, Barcelona, Paris, Xangai, Montreal e Washington DC.
ra/cn
AFP

 


 

segunda-feira, 22 de março de 2010

RIO DE JANEIRO/PREFEITURA - Reinaugurado serviço de aluguel de bicicletas na Zona Sul do Rio

O projeto havia sido suspenso por três meses, depois de sucessivos roubos. Das 56 bicicletas que os ladrões levaram, 34 foram recuperadas. Agora, elas têm a cor azul. 
 
Depois de três meses de suspensão por causa de roubos, está de volta o esquema de aluguel de bicicletas na Zona Sul do Rio.

Quem pedala por aí fala das vantagens, como menos poluição, saúde, conforte, prazer e até economia (veja em vídeo).

Na cidade que já tem uma das maiores ciclovias do mundo, foi reinaugurado, ontem (21), o serviço de aluguel de bicicletas.
Para resolver os problemas de segurança, foram instaladas câmeras de vigilância nas principais estações. Um alarme também toca quando elas são retiradas sem autorização. E os pinos foram reforçados.

“Quem fizer alguma traquinagem dentro desse sistema está claramente correndo um amplo risco de ser penalizado por isso”, disse o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz.

Para o usuário já cadastrado, o pagamento poderá ser mensal. Antes era preciso pagar no mínimo seis meses de aluguel.

O tempo de cada viagem aumentou: antes era de 30 minutos e agora é de até uma hora. O usuário pode fazer quantas viagens quiser em um dia. O pagamento pode ser feito com cartão de crédito e as bicicletas são liberadas das estações por meio do celular. Uma novidade é que o pagamento também poderá ser feito com uso do cartão RioCard.

“Essa integração que a gente está fazendo com o RioCard, visa transformar a bicicleta em mais um modal de transporte para a cidade, como ônibus, van e metrô.
A idéia é que o usuário do RioCard possa se cadastrar no sistema e usar o cartão para retirar as bicicletas das estações”, disse o presidente da empresa, Ângelo Leite.