Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

TERRACAP - Distrito Federal tem prejuízo de R$ 16 milhões em venda de terreno

O Ministério Público ligado ao Tribunal de Contas do Distrito Federal apontou um prejuízo de R$ 16 milhões à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), estatal imobiliária da capital, na venda de um terreno onde foi erguido o Shopping Iguatemi. O MP sustenta que a alienação do lote, localizado no Lago Norte, uma área nobre da cidade, desrespeitou aspectos legais, causando o rombo milionário aos cofres públicos.

A confusão se arrasta há 20 anos, envolvendo personagens controvertidos da política brasileira. Em 1989, a Terracap vendeu o terreno para o consórcio LPS, formado pelo ex-senador cassado Luiz Estevão, o ex-deputado federal cassado Sérgio Naya e o ex-vice governador do DF Paulo Octávio, que renunciou ao mandato interino na capital na esteira do escândalo de corrupção que abateu Brasília recentemente.

Uma das principais cláusulas do contrato, conhecida como "retrovenda", dizia que a estatal teria direito a retomar o terreno caso sua ocupação não fosse feita. O consórcio não cumpriu o contrato e, posteriormente, a Justiça garantiu à estatal ter o lote de volta. Só precisaria pagar ao consórcio valores corrigidos e benfeitorias realizadas.

A estatal, no entanto, não quis executar a sentença e o grupo imobiliário de Paulo Octávio, que comprara a parte de Estevão e Naya, repassou o imóvel em 2007 para o grupo Iguatemi. O shopping foi inaugurado três anos depois. Pelos cálculos feitos pela Justiça, a Terracap devia em indenização ao consórcio quase R$ 34 milhões - o valor do terreno apurado era de R$ 50 milhões.

Nesta semana, o TCDF aprovou, por unanimidade, o voto do conselheiro Renato Rainha determinando aos envolvidos que apresentem em 30 dias defesa ou, desde logo, recolham os R$ 16 milhões apurados pelo MP. O caso ainda passará por uma nova analisada área técnica do tribunal antes de voltar para julgamento final pelos conselheiros.

Em nota, o grupo Iguatemi afirmou que, "na qualidade de terceira adquirente de boa fé, informa que desconhece o processo em curso perante o TCDF e que nunca foi parte no consórcio mencionado". A reportagem procurou desde a manhã desta sexta-feira os advogados de Luiz Estevão e Paulo Octávio, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O Estado não encontrou os responsáveis legais por Sérgio Naya, morto em 2009.

Fonte Agencia Estado
    
















segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

É SÓ PREJUÍZO NA PATROBRAS: perda de US$ 72 bilhões e divisão de analistas sobre investimentos #APARELHAMENTO

Em 2011, a estatal teve a segunda maior perda de valor de mercado do mundo

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Guilherme Nascimento aposta que as ações da empresa Petrobras vão melhorar no médio e longo prazo Felipe Hanower / Agência O Globo

RIO - Afetada pela turbulência nos mercados com a crise europeia e nos EUA e pressionada por um pesado plano de investimento, a Petrobras inicia o ano provocando mais incertezas para investidores. Além disso, tem dificuldades para elevar a produção de petróleo a curto prazo. Em 2011, a estatal teve a segunda maior perda de valor de mercado do mundo, num tombo de US$ 72,39 bilhões, segundo levantamento com mais de cinco mil empresas da base de dados da Bloomberg News. E caiu, assim, duas posições no ranking das maiores petroleiras do planeta, para a quinta posição. No ano que começa, a maioria dos analistas que acompanham o dia a dia da Petrobras acredita na recuperação da ação. Mas essa avaliação não é unânime.

Em dez carteiras de ações recomendadas pelas corretoras aos clientes em janeiro, as ações da Petrobras aparecem em sete, entre papéis preferenciais (PN, sem voto) e ordinários (ON, com voto).

Para Emerson Leite, analista do Credit Suisse, nada parece indicar uma recuperação das ações. Ele explica que a empresa sofre com a indisponibilidade de plataformas e sondas para produzir e explorar petróleo. No ano passado, até novembro, a Petrobras produziu em média 2,016 milhões de barris de petróleo por dia, abaixo da meta de 2,1 milhões diários.

— Temos visto também intervenções do Ministério do Trabalho nas plataformas e campos sofrendo declínio natural da produção. Nada indica uma mudança nesse quadro de baixo crescimento para este ano — afirma o analista do Credit Suisse, que não tem entre suas recomendações as ações da Petrobras. 

Coinvalores aposta na estatal com ‘otimismo contido’

Segundo Leite, ao mesmo tempo em que tem dificuldades para aumentar a produção, a Petrobras conduz um plano de investimento de US$ 224,7 bilhões entre 2011 e 2015. Isso indica mais desembolsos, dificultando o crescimento do lucro e a geração de caixa.

— O que poderia puxar as ações da Petrobras é um aumento do preço do barril de petróleo (atualmente já na faixa de US$ 100), em meio aos conflitos entre o Irã e o Ocidente. Mas num ambiente de desaceleração do crescimento da economia global, isso é bastante incerto — explica Leite.

Uma boa parte dos analistas acredita, no entanto, que a queda no preço das ações no ano passado vai abrir espaço para uma recuperação em 2012. O papel PN fechou o ano passado com uma queda acumulada de 18,32%, a R$ 21,29. Já a ação ON recuou 22,21% no período, para R$ 22,80.

Segundo Paulo Esteves, da Gradual Investimentos, as ações da Petrobras oferecem uma boa oportunidade de compra. Ele explica que o atual preço da ação não condiz com as perspectivas de desempenho da companhia com suas novas descobertas.

— Vemos ainda um crescimento vigoroso da demanda doméstica de derivados de petróleo nos próximos anos — diz.

É mais barato atualmente comprar as ações de Petrobras do que de Exxon Mobil (EUA), Petrochina, Royal Dutch Shell (anglo-holandesa), Chevron (EUA) e Total (França). É mais cara do que a britânica BP, cujas ações nunca se recuperaram completamente do grande vazamento de petróleo no Golfo do México, em abril de 2010.

Os analistas da Coinvalores Marco Aurélio Barbosa e Bruno Piagentini veem o papel da estatal com "otimismo contido". Barbosa afirma que os investidores que mantiverem ações nos próximos quatro anos podem ter um bom retorno. Com entrada em produção do petróleo do pré-sal, a produção da companhia deve chegar a quatro milhões de barris diários em 2015.

— Vemos a Petrobras como um case de longo prazo. É comprar agora, por um preço barato, e aguardar 2015, quando a economia mundial também estará melhor — explica Barbosa. 

Reajuste da gasolina vai injetar R$ 1,2 bi no caixa

Outro fator positivo seria o aumento nos preços da gasolina e do óleo diesel vendidos nas refinarias, autorizado pelo governo em novembro de 2011. Pelo cálculos do Credit Suisse, esse reajuste vai gerar uma melhora de US$ 1,2 bilhão no caixa da estatal, em um ano. Isso significa um acréscimo de US$ 100 milhões mensais.

O engenheiro Guilherme Nascimento é um dos milhares de pequenos investidores da Petrobras. Segundo ele, as ações prometem um desempenho positivo a longo prazo, com a entrada em produção de grandes campos do pré-sal:

— Se me arrependi de ter ficado com a ação da Petrobras por tanto tempo, claro que sim. Qualquer um ficou. Mas não tenho bola de cristal. E é uma ação que, a longo prazo, vai dar retorno razoável.

Foi nesse cenário que a Petrobras encerrou o ano passado com a segundo maior perda de valor de mercado. Esse tombo só não foi maior que o do Bank of America, listado em Nova York, que perdeu US$ 77 bilhões de valor de mercado. O banco sofre com o negócio no mercado de hipotecas. Isso deve provocar venda de ativos do banco, que já anunciou a demissão de 30 mil funcionários nos próximos anos.

O fraco desempenho das ações da Petrobras fez a companhia perder duas posições no ranking de valor de mercado de petroleiras mundiais, ultrapassada pela anglo-holandesa Royal Dutch Shell e pela americana Chevron.

— Foi um ano para ser esquecido, com uma conjuntura desfavorável para a Petrobras — acrescenta Barbosa.

Essa perda de valor da ação reduziu o volume de negócios realizados com as ações da empresa. Foram R$ 124 bilhões, uma queda de 21% em relação ao ano anterior e o pior resultado em cinco ano

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

TECNOLOGIA - Empresas sofrem prejuízos de bilhões devido ao spam #segurança

Trend Micro aponta que mensagens maliciosas custaram US$ 2,8 bilhões em perda de produtividade às europeias e US$ 20 bilhões para as norte-americanas.
Spams para anunciar falsos produtos e serviços, no intuito de direcionar a sites de phishing ou conduzir destinatários a sites maliciosos para roubar dados ou dinheiro é cada vez mais comum. No mundo corporativo, os prejuízos são enormes. Estudo da Trend Micro aponta que essa ameaça constante se traduz em perda financeira para grande parte das empresas.
“Essas mensagens custaram cerca de 2,8 bilhões de dólares em perda de produtividade às empresas europeias, enquanto as norte-americanas relataram prejuízo de 20 bilhões de dólares”, diz César Cândido, executivo da Trend Micro e especialista em segurança virtual. Segundo a companhia, quase 200 bilhões de spams são enviados todos os dias, um aumento de mais de cem vezes em relação aos 2,4 bilhões de 2002.
O levantamento mostra também que do ponto de vista empresarial, as novas tendências no cenário de spams vão além da inundação usual de e-mails em massa e incluem agora o “spear-phishing”, utilizado por cibercriminosos que desejam obter acesso a alvos específicos da organização. 
Um típico ataque de spear-phishing envolve, inicialmente, uma pesquisa para determinar para quem o e-mail de phishing deve ser enviado. Para isso, os criminosos enviam spams para várias contas de e-mail de uma determinada empresa. “Eles, então, identificam para quais contas enviarão o e-mail de phishing para obter as informações de que precisam”, explica o especialista.
O spear-phishing resulta em perda financeira grave, revela. A maioria dos ataques direcionados que funcionam é persistente e construída sobre o elo mais comum, o ser humano, vítima de truques de engenharia social.

Social business
As mídias sociais também são campo de propagação de spam, aponta a pesquisa. Empresas que utilizam ferramentas do tipo podem entrar em contato com as ameaças web ao usar sites de redes sociais para marketing e promoção. Também podem causar infecções do sistema por meio de funcionários que acessam sites como Facebook e Twitter no trabalho, que resultam em perda de dados ou o roubo de informações pessoais.

           

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

INSS - ERRO PODE TER GERADO UM PREJUÍZO DE R$ 160 MILHÕES



21/2/2011 9:36, Por Agência Brasil



Brasília – O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, disse hoje (21) que já solicitou à Advocacia-Geral da União (AGU) uma posição a respeito do erro de sistema, que levou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a pagar a mais – e em alguns casos em duplicidade – benefícios como auxílios-doença e aposentadorias por invalidez para cerca de 80 mil brasileiros, entre 2005 e 2008. O prejuízo estimado aos cofres da Previdência pode chegar a R$ 160 milhões.

“Essa é uma situação que certamente será reconsiderada. O INSS já apresentou o problema à AGU para que ela fixe as normas a serem obedecidas”, disse o ministro ao deixar o 6º Encontro de Lideranças do Sistema Confea/Crea, evento do qual participou da cerimônia de abertura.

Segundo Garibaldi, não está definido quem terá de ressarcir os cofres públicos: se serão os beneficiados ou o responsável pelo pagamento irregular – no caso o INSS. “O problema é que os limites do teto a ser pago não foram obedecidos. Estamos agora na dependência da AGU [para decidir pela devolução ou não do benefício pago a mais]”.

Edição: Lílian Beraldo

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

EDUCAÇÃO - TCU condena ex-dirigentes do INEP por vazamento no Enem 2009

Milton Júnior
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o Contas Aberta
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O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou na última quarta-feira o ex-diretor de avaliação da Educação Básica Heliton Tavares e o ex-coordenador-geral de Exames para Certificação Dorivan Gomes, ambos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Os dois deverão pagar multa de R$ 8 mil pela falha na fiscalização da segurança das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009. Além disso, o tribunal pediu explicações sobre o valor do ressarcimento pelos gastos adicionais do consórcio Connase, contratado para organizar e aplicar as provas. Para o tribunal, o prejuízo supera R$ 50 milhões.



No último dia 24 de janeiro, o INEP informou ao TCU que ainda não havia recebido o débito de R$ 48 milhões referente à rescisão do contrato com o Connase. O instituto comunicou ter fixado prazo de 30 dias, a partir do recebimento do expediente, para que o consórcio efetuasse o pagamento, “sob pena de inscrição em dívida ativa e demais medidas administrativas e judiciais cabíveis”.

Segundo técnicos do TCU, no entanto, não foi comprovado se a forma de cálculo do ressarcimento de gastos efetuados pelo INEP levou em consideração todos os prejuízos decorrentes dos serviços prestados pelo consórcio. Dentre eles cita o custo do que foi pago e precisou ser refeito, eventuais reembolsos aos candidatos que desistiram de prestar o exame em razão do adiamento, além do pagamento antecipado de R$ 6 milhões pela impressão de cadernos de provas não fornecidos.

Quantos aos ex-dirigentes, os argumentos de defesa não foram suficientes para livrá-los da multa. “Pela primeira vez, em 11 anos de aplicação, o Enem contou com provas elaboradas pelo próprio INEP, observando todos os requisitos de segurança, o que resultou em economia substancial para os cofres públicos”, argumentaram. Admitiram, porém, que, devido ao acumulo de avaliações realizadas no mesmo período, associadas ao restrito quadro de servidores e à necessidade de cumprimento do cronograma estabelecido, “tornaram inviável o controle in loco mais intenso e rigoroso nas atividades de segurança e logística”.


Afirmaram ainda não existirem critérios claros e objetivos na legislação a respeito dos procedimentos de acompanhamento e fiscalização dos contratos. Para o ministro relator Ubiratan Aguiar, no entanto, “se por um lado o Enem exige cautelas especiais, devido à sua dimensão e complexidade, por outro impõe aos responsáveis a execução de múltiplas tarefas e a tomada de decisões sob constante pressão”.

O exame foi criado em 1998 com o objetivo de avaliar o desempenho de estudantes que já tivessem concluído o ensino médio ou que estivessem prestes a concluí-lo. Ao longo dos anos, o exame passou a ser utilizado como forma de seleção unificada nos processos seletivos das universidades públicas federais. “Com isso, o Enem ganhou maior importância e visibilidade, o que, em consequência, implicou também em novos riscos à sua segurança. Nesse novo contexto, o INEP deveria redobrar seus cuidados, tomando todas as providências ao seu alcance para assegurar a integridade dos procedimentos envolvidos na execução do exame”, afirmou Ubiratan Aguiar.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/CHUVAS - Seguro pode cobrir prejuízos com carro


Diante de prejuízos causados pelas chuvas, algumas alternativas servem de alento. Quem teve o automóvel danificado pela enchente, inclusive com perda total, pode acionar o seguro para obter o ressarcimento. Mesmo aqueles com seguro de plano básico, contra roubo, colisão e incêndio, podem contar com a proteção em caso de alagamento, de acordo com determinação da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Motoristas que estavam com os carros estacionados e foram surpreendidos conseguem a liberação do dinheiro mais rápido. Caso fique provado que o proprietário foi imprudente, ele pode perder o direito ao prêmio.
Para conseguir salvar o carro, muitos tiveram que pagar mais de R$100 pelo reboque. A advogada Fernanda dos Anjos, 50 anos, voltava de uma aula quando ficou presa na Praça da Bandeira. “Fiquei da 1h30 até o meio-dia tentando salvar o carro. Esperei a seguradora, mas havia 400 pessoas na espera”, contou.

Mais de 100 veículos são rebocados
Para quem estava de carro quando o temporal caiu, a solução foi abandoná-lo e lutar pela vida. A Secretaria Especial da Ordem Pública deslocou, até a noite de ontem, 113 carros deixados no meio da rua para lugares mais altos, como calçadas e postos de gasolina.
Os reboques fizeram remoções na Praça da Bandeira, em ruas da Tijuca, do Humaitá, na Lagoa, Jardim Botânico, no entorno da Central do Brasil, Av. Epitácio Pessoa, Ipanema, Copacabana e Aterro do Flamengo. Os motoristas cujos carros foram deslocados não precisarão pagar multas, podem apenas recuperá-los na via. É o caso da representante comercial, Regina Cunha, 52 anos: “Larguei meu Corsa em um posto na Praça da Bandeira e me abriguei numa marquise”.