Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 13 de abril de 2010

ARRUDAGATE - Preso por envolvimento no mensalão do DEM deve reassumir mandato na quarta


Geraldo Naves foi solto nesta segunda-feira por decisão do STJ.
Suplente deve participar das eleições indiretas ao governo do DF.

Débora Santos Do G1, em Brasília

  • Aspas Qualquer deputado eleito pelo povo tem condições de votar, independente do envolvimento dele no inquérito. Não tem como impedir "
O suplente de deputado distrital Geraldo Naves (sem partido, ex-DEM), envolvido no inquérito que investiga um suposto esquema de pagamento de propina no governo do Distrito Federal, conhecido como mensalão do DEM, deve assumir nesta quarta-feira (14) o mandato de deputado na Câmara Legislativa.
Preso desde fevereiro sob suspeita de participar de tentativa de suborno a testemunha do caso, Naves foi solto nesta segunda-feira (12) depois de decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A vaga surgiu com a renúncia de Júnior Brunelli, no início de março. Brunelli ficou conhecido por aparecer nos vídeos do escândalo do mensalão do DEM de Brasília supostamente rezando após a propina.

Segundo o advogado de Naves, Ronaldo Cavalcante, já foram entregues os documentos necessários para a posse, que deve ser oficializada na edição do Diário da Câmara Legislativa desta quarta. Caso isso aconteça, Naves começaria o trabalho no mesmo dia e no próximo sábado (17) poderá votar nas eleições indiretas para o governo do DF, que foram convocadas pela Câmara para definir quem ocupa o cargo até 31 de dezembro.

O presidente interino da Câmara, deputado Cabo Patrício, confirmou o recebimento da documentação de Geraldo Naves e disse que não tem como impedir que ele participe das eleições indiretas, mesmo sendo citado no inquérito que investiga o mensalão do DEM. “Qualquer deputado eleito pelo povo tem condições de votar, independente do envolvimento dele no inquérito. Não tem como impedir”, afirmou Cabo Patrício.

  • Aspas Ele é mais limpo do que qualquer um dos deputados que está na Câmara. A prisão pode ter sido legal, mas foi injusta"
O advogado de Naves reforçou que o envolvimento no inquérito não vai interferir no mandato de Naves. “Ele é mais limpo do que qualquer um dos deputados que está na Câmara. A prisão pode ter sido legal, mas foi injusta”, afirmou o advogado de Naves. A assessoria do suplente informou ao G1 que Naves descansa em casa, na companhia de familiares, e que só se pronunciará no plenário da Câmara.

 
Crise política
O Distrito Federal enfrenta uma crise política desde que a Polícia Federal deflagrou, em novembro de 2009, a Operação Caixa de Pandora. A PF investiga um suposto esquema de propina no governo distrital que envolveria o primeiro escalão do Executivo local, que levou à prisão e afastamento do então governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) por tentativa de suborno de uma testemunha do caso em fevereiro.

Dias depois, o vice-governador Paulo Octávio renunciou ao cargo, assumindo interinamente o então presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima. Durante a prisão, Arruda teve o mandato cassado pelo TRE-DF por infidelidade partidária, deixando vago o cargo. Ele foi solto pelo Superior Tribunal de Justiça nesta segunda-feira (12), após dois meses preso.



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terça-feira, 23 de março de 2010

ARRUDAGATE - Câmara do DF convoca suplente preso para assumir vaga

 Câmara do DF convoca suplente preso para assumir vaga 


A Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal (DF) convocou o segundo suplente do Democratas (DEM) Geraldo Naves para assumir a vaga deixada por Junior Brunelli (PSC), deputado que aparece em vídeo orando em agradecimento pelo recebimento de suposto dinheiro de propina e que renunciou ao mandato para escapar da cassação.
No entanto, Naves está preso no Complexo Penitenciário da Papuda desde o mês passado. acusado de participar da tentativa de suborno do jornalista Edson dos Santos, o Sombra, uma das testemunhas do suposto esquema de corrupção envolvendo deputados distritais e assessores do governo do DF. O esquema seria chefiado pelo governador José Roberto Arruda (sem partido), que esta preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na semana passada.
Em parecer, a procuradoria da Câmara afirma que, mesmo preso, o suplente tem direito de tomar posse da vaga, pois não há sentença final judicial, nem decisão da Justiça Eleitoral sobre seu afastamento. Para assumir o mandato, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) precisa autorizar a soltura de Naves. Foi o STJ que decretou a prisão dele.
De acordo com a Câmara Legislativa, Naves tem 30 dias para assumir o mandato ou se declarar impossibilitado.
Agência Brasil


 

 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Arruda não mandou bilhete a Sombra, dizem advogados

Segundo advogado, governador tem 'mania de anotar' conversas. PF prendeu suposto emissário do Arruda em tentativa de suborno.
De Eduardo Bresciani, do G1:
Os advogados do governador José Roberto Arruda (sem partido) afirmaram nesta sexta-feira (5) que ele não enviou bilhete ao jornalista Edmilson Edson, conhecido como Sombra, em uma suposta tentativa de suborno. Nélio Machado e José Gerardo Grossi dizem que o papel tinha apenas "anotações" do governador. O ex-deputado distrital Geraldo Naves (DEM) chegou a dizer que o bilhete foi entregue por ele, mas que não tratava de suborno.
Nesta quinta, Sombra denunciou a suposta tentativa de suborno que teria sido feita a ele por um emissário do governador A entrega do dinheiro –R$ 200 mil, que seria a primeira de cinco parcelas– foi gravada pela Polícia Federal e o emissário acabou preso. Para comprovar a ligação do governador com o caso, Sombra entregou à PF um bilhete endereçado a ele supostamente escrito por Arruda.

Dinheiro para suborno foi obtido com sobrinho de Arruda

Mensalão do DEM
(Atualizada às 21h20)
Em depoimento, esta tarde, na Polícia Federal, Antonio Bento, funcionário aposentado da Companhia de Energia de Brasília, disse que recebeu de Rodrigo Arantes, sobrinho e secretário-particular do governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, os R$ 200 mil que entregou hoje pela manhã em um restaurante da cidade ao jornalista Edson Sombra, uma das testemunhas-chaves do caso do Mensalão do DEM.
Bento foi preso por agentes federais logo depois do ato de entrega do dinheiro. Sombra havia contado com antecedência à polícia que estava em curso uma tentativa de suborná-lo comandada diretamente por Arruda.
Em meados de janeiro último, Sombra fora visitado no seu apartamento, na Asa Norte, pelo deputado distrital Geraldo Naves (DEM), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Legislativa.
Segundo Sombra contou à polícia, Naves lhe deu um bilhete escrito por Arruda e adiantou qual era a oferta dele. Em troca de R$ 3 milhões, Sombra deveria dizer que haviam sido manipulados os vídeos gravados por Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo, onde aparecem Arruda e deputados que o apóiam embolsando dinheiro.
Foi Sombra que convenceu Durval a denunciar o mensalão do DEM.
No bilhete, já de posse da polícia, Arruda escreveu frases soltas. Algumas delas:
* "Gosto dele". (Sombra entendeu que ele se referia a Durval.)
* "Sei que tentou evitar". (Sombra entendeu que Arruda quis dizer que ele, Sombra, tentara impedir Durval de detonar o escândalo.)
* "Preciso de ajuda. Sou grato".
No bilhete, Arruda escreveu uma sigla - GDF. E ao lado dela, assinalou: "OK ". GDF é Governo do Distrito Federal. Sombra entendeu que Arruda sugeria que ele não teria dificuldades no âmbito do governo.
Então decidiu procurar o jornalista Wellington Moraes, assessor de comunicação social de Arruda. Os dois se reuniram em uma sala do oitavo andar do edifício Liberty Mall.
- Diz pro Arruda que não dá para negociar com um intermediário tão amador como é esse Geraldo Naves.
Como prova do amadorismo de Naves, deu a Welligton o original do bilhete que Arruda lhe enviara. Guardou uma cópia.
Em seguida, pediu emprestado o celular de Wellington e telefonou para Arruda na Granja de Águas Claras, residência oficial do governador do Distrito Federal.
O diálogo com Arruda foi curto. Sombra encerrou-o dizendo:
- O que já fizemos juntos no passado dispensa agora o uso de intermediários.
Os dois foram amigos. Mas naquele momento o que Sombra pretendia era dar esperança a Arruda de que aceitaria a proposta de suborno feita por intermédio do deputado Naves.
- Tratei do assunto várias vezes com Wellington e depois com Antonio Bento. Isso durou quase três semanas - revelou Sombra a este blog.
Bento havia trabalhado de graça na campanha de Arruda para governador. Esperava depois ser nomeado para um cargo em comissão.
Arruda ofereceu-lhe um cargo cujo salário era de R$ 2 mil mensais. Bento preferiu aceitar a oferta de Sombra, que é dono do jornal quinzenal O Distrital, e o empregou como "gerente comercial para o mercado privado".
Foi Bento, que esteve três ou quatro vezes com Arruda da semana passada para cá, quem escreveu em papéis colecionados por Sombra as siglas BRB e CEB.
BRB é Banco Regional de Brasília. Ali, adiantou Bento, a Arte Produção, empresa de Sombra, ganharia uma conta garantida de R$ 450 mil, prometera Arruda. CEB quer dizer Companhia de Eletricidade de Brasília.
À CEB, Sombra deve mais de R$ 500 mil da época em que arrendou uma emissora de rádio que pertenceu ao ex-senador Luiz Estevão de Oliveira. A dívida seria perdoada ou renegociada, dissera-lhe Bento a pedido de Arruda.
O que Bento não sabia, e só ficou sabendo hoje na Polícia Federal, é que Sombra gravou em vídeo várias conversas que teve com ele e Wellington.
- Gravei cinco ou seis encontros que tive com Bento na minha casa.  E dos cinco encontros que tive com Wellington, gravei um. As fitas estão com a Polícia Federal. No total, somam mais de 12 horas - revela Sombra.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Alírio deve deixar presidência da CPI

deu no Ricardo Noblat:




O presidente da CPI que investiga o mensalão do DEM na Câmara de Brasília, Alírio Neto (PPS), deve deixar a comissão.
Não tanto por sua vontade, mas pelo gosto do PMDB.
Isso porque a vaga de Alírio na CPI pertence ao bloco PMDB-PPS.
Alírio, ontem, resolveu deixar o bloco. Foi pressionado pela nacional do PPS para sair da base de apoio do governador José Roberto Arruda (sem partido).
Assim, sua vaga volta para as mãos do PMDB, que deve indicar não um peemedebista, mas o Democrata Geraldo Naves para a CPI.
Atualização das 17h52 - Acaba de ser lido pela Mesa da Câmara documento formalizando o ingresso de Naves e saída de Alírio da CPI.
Atualização das 19h02 - Batista das Cooperativas (PRP), vice-presidente da CPI, abriu mão de disputar a presidência da Comissão. O PMDB quer que Naves fique com o cargo. Eliana Pedrosa (DEM), também está na disputa.Seja com Naves ou com Pedrosa a CPI vai ficar nas mãos de um Democrata.