Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador CEB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CEB. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de abril de 2010

DENÚNCIA - Hidrelétrica liga Roriz a esquema do DF


De Vannildo Mendes, da Agência Estado:

O inquérito 650, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), abre nesta semana uma nova frente de investigação e reforça a condição do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) como "pai" do esquema de corrupção de Brasília desmantelado pela Operação Caixa de Pandora.
Um documento a que o Estado teve acesso faz uma radiografia tão detalhada da hidrelétrica de Corumbá IV que a usina é tratada pelo Ministério Público como uma espécie de obra símbolo da corrupção no Distrito Federal - uma obra que teve nada menos que 17 aditivos ao contrato inicial, todos para injetar dinheiro público na construção.
Inaugurada em 2006 e construída pela estatal Companhia Energética de Brasília (CEB) em consórcio com a empreiteira Serveng-Civilsan, Corumbá IV foi orçada em R$ 280 milhões, mas custou R$ 716,2 milhões, em valores corrigidos - mais de duas vezes e meia o preço inicial. No inchaço de R$ 436 milhões, há uma fatia de R$ 179,6 milhões sem justificativa na prestação de contas.
O superfaturamento pode ser explicado com dois exemplos em que foram feitas alterações no projeto. O estudo de viabilidade do edital previa a construção de quatro pontes e 15 quilômetros de estradas vicinais de acesso à usina. Mas foram construídas 14 pontes e 108 quilômetros de estradas.
"Não é razoável imaginar um erro tão substancial na elaboração de um estudo de viabilidade", anotaram os auditores. A suspeita é que várias estradas foram pavimentadas por pressão de fazendeiros e políticos locais e inventadas para gerar mais pagamento de propina.
A maior das estradas vicinais de Corumbá IV, com 23 quilômetros, liga Luziânia à usina, margeando propriedades do próprio Roriz, inclusive a Fazenda Palmas. A estrada foi batizada com o sugestivo nome de Lucena Roriz, que vem a ser o pai do ex-governador. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 


 

terça-feira, 23 de março de 2010

DISTRITO FEDERAL/BRASILIA - Blecaute deixa áreas de Brasília sem luz por 20 minutos


Vários áreas de Brasília ficaram sem luz na tarde desta terça-feira. A interrupção no fornecimento de energia começou às 13h22 e durou até as 13h45, com exceção do Sudoeste, onde a luz voltou somente às 14h, de acordo com informações da Companhia Energética de Brasília (CEB).
Ainda segundo a CEB, os locais afetados foram: Planaltina, Sobradinho, Lago Norte, Paranoá, Asa Norte, parte do Sudoeste, Setor de Indústrias Gráficas, Cruzeiro e parte de Águas Claras. O Congresso Nacional e a Esplanada dos Ministérios chegaram a ficar cerca de cinco minutos sem luz.
A Companhia informou que ainda não sabe o que causou a falta de energia, mas explicou que o problema ocorreu na Subestação Brasília Norte, a mesma que teve problema no fornecimento há uma semana. Minutos antes do fornecimento ser interrompido, técnicos estavam no local fazendo avaliações, quando um "circuito atuou", ou seja, disparou automaticamente. Segundo a CEB, o motivo pode ter sido um raio, já que uma forte chuva caia na cidade.
Redação Terra

 


 

DISTRITO FEDERAL/BRASILIA - Apagão atinge boa parte de Brasília


Publicação: 23/03/2010 13:33

Por motivos ainda desconhecidos pela Companhia Energética de Brasília (CEB), Brasília volta a ficar sem luz, com um blecaute que teve início por volta das 13h20 desta terça-feira (23/3). Até o momento, em cinco locais já foi confirmada a interrupção no fornecimento de energia elétrica: no Sudoeste, no Cruzeiro, na Asa Norte, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG) e na Esplanada dos Ministérios. Além destas cidades, todas as estações do Metrô estão paradas.

Aguarde mais informações

 


 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Dinheiro para suborno foi obtido com sobrinho de Arruda

Mensalão do DEM
(Atualizada às 21h20)
Em depoimento, esta tarde, na Polícia Federal, Antonio Bento, funcionário aposentado da Companhia de Energia de Brasília, disse que recebeu de Rodrigo Arantes, sobrinho e secretário-particular do governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, os R$ 200 mil que entregou hoje pela manhã em um restaurante da cidade ao jornalista Edson Sombra, uma das testemunhas-chaves do caso do Mensalão do DEM.
Bento foi preso por agentes federais logo depois do ato de entrega do dinheiro. Sombra havia contado com antecedência à polícia que estava em curso uma tentativa de suborná-lo comandada diretamente por Arruda.
Em meados de janeiro último, Sombra fora visitado no seu apartamento, na Asa Norte, pelo deputado distrital Geraldo Naves (DEM), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Legislativa.
Segundo Sombra contou à polícia, Naves lhe deu um bilhete escrito por Arruda e adiantou qual era a oferta dele. Em troca de R$ 3 milhões, Sombra deveria dizer que haviam sido manipulados os vídeos gravados por Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo, onde aparecem Arruda e deputados que o apóiam embolsando dinheiro.
Foi Sombra que convenceu Durval a denunciar o mensalão do DEM.
No bilhete, já de posse da polícia, Arruda escreveu frases soltas. Algumas delas:
* "Gosto dele". (Sombra entendeu que ele se referia a Durval.)
* "Sei que tentou evitar". (Sombra entendeu que Arruda quis dizer que ele, Sombra, tentara impedir Durval de detonar o escândalo.)
* "Preciso de ajuda. Sou grato".
No bilhete, Arruda escreveu uma sigla - GDF. E ao lado dela, assinalou: "OK ". GDF é Governo do Distrito Federal. Sombra entendeu que Arruda sugeria que ele não teria dificuldades no âmbito do governo.
Então decidiu procurar o jornalista Wellington Moraes, assessor de comunicação social de Arruda. Os dois se reuniram em uma sala do oitavo andar do edifício Liberty Mall.
- Diz pro Arruda que não dá para negociar com um intermediário tão amador como é esse Geraldo Naves.
Como prova do amadorismo de Naves, deu a Welligton o original do bilhete que Arruda lhe enviara. Guardou uma cópia.
Em seguida, pediu emprestado o celular de Wellington e telefonou para Arruda na Granja de Águas Claras, residência oficial do governador do Distrito Federal.
O diálogo com Arruda foi curto. Sombra encerrou-o dizendo:
- O que já fizemos juntos no passado dispensa agora o uso de intermediários.
Os dois foram amigos. Mas naquele momento o que Sombra pretendia era dar esperança a Arruda de que aceitaria a proposta de suborno feita por intermédio do deputado Naves.
- Tratei do assunto várias vezes com Wellington e depois com Antonio Bento. Isso durou quase três semanas - revelou Sombra a este blog.
Bento havia trabalhado de graça na campanha de Arruda para governador. Esperava depois ser nomeado para um cargo em comissão.
Arruda ofereceu-lhe um cargo cujo salário era de R$ 2 mil mensais. Bento preferiu aceitar a oferta de Sombra, que é dono do jornal quinzenal O Distrital, e o empregou como "gerente comercial para o mercado privado".
Foi Bento, que esteve três ou quatro vezes com Arruda da semana passada para cá, quem escreveu em papéis colecionados por Sombra as siglas BRB e CEB.
BRB é Banco Regional de Brasília. Ali, adiantou Bento, a Arte Produção, empresa de Sombra, ganharia uma conta garantida de R$ 450 mil, prometera Arruda. CEB quer dizer Companhia de Eletricidade de Brasília.
À CEB, Sombra deve mais de R$ 500 mil da época em que arrendou uma emissora de rádio que pertenceu ao ex-senador Luiz Estevão de Oliveira. A dívida seria perdoada ou renegociada, dissera-lhe Bento a pedido de Arruda.
O que Bento não sabia, e só ficou sabendo hoje na Polícia Federal, é que Sombra gravou em vídeo várias conversas que teve com ele e Wellington.
- Gravei cinco ou seis encontros que tive com Bento na minha casa.  E dos cinco encontros que tive com Wellington, gravei um. As fitas estão com a Polícia Federal. No total, somam mais de 12 horas - revela Sombra.

Advogado diz que ex-servidor do GDF deve permanecer preso até, pelo menos, segunda-feira

18:06 05/02/2010, Correio Braziliense
O ex- servidor do governo do Distrito Federal Antônio Bento Silva, detido nesta quinta-feira (5/2) em uma ação da Polícia Federal pela Operação Caixa de Pandora, deve continuar na cadeia até pelo menos segunda-feira (8/2). Segundo Ely Lopes, advogado de Bento, ainda não foi providenciado o habeas corpus do acusado. O defensor discute com a família de Bento qual a melhor alternativa a ser tomada. Bento foi abordado por delegados da PF logo depois de entregar sacola com R$ 200 mil em dinheiro ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, conhecido como Sombra, na manhã de ontem, na Torteria de Lorenza, no Sudoeste. Sombra é amigo do ex-secretário de Relações Institucionais do governo, Durval Barbosa, delator do suposto esquema de mensalão no DEM no DF. Aposentado da Companhia Energética de Brasília (CEB), Bento trabalhou na campanha de 2006 de Arruda e foi nomeado em 2007 para o conselho do Metrô. O vínculo com Sombra se dava por meio do contrato com o jornal "O Distrital", no qual Antônio Bento tinha a função de gerente comercial de mercado privado, subordinado a Sombra, editor-chefe do semanário. Bento passou a noite preso na carceragem da PF e foi levado nesta sexta-feira para o Complexo Peninenciário da Papuda, em São Sebastiao.