Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quarta-feira, 28 de março de 2012

PROPINA NO RIO I - Locanty financiou R$ 1,3 milhão, foi destinado à direção estadual do PMDB-RJ de Sérgio Cabral.

Locanty financiou diversos partidos políticos nas eleições de 2010
Dyelle Menezes
Do Contas Abertas

A Locanty Comércio e Serviços Ltda, uma das empresas denunciadas no esquema de propina que envolve licitações de contratos públicos no Rio de Janeiro, doou R$ 3,3 milhões para diversos partidos políticos em 2010, quando ocorreram as eleições para deputados estaduais, federais, senadores, governadores e presidente da República. A empresa é a única entre as denunciadas pelo Fantástico no último domingo (18) que realizou doações à partidos políticos.

As agremiações agraciadas foram o Partido Comunista do Brasil (PC do B), Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Partido Popular Socialista (PPS), Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Social Cristão (PSC), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o Partido dos Trabalhadores (PT). (veja tabela)


O maior favorecido foi o PMDB com R$ 1,7 milhão recebidos para as eleições de 2010. Do total, R$ 400 mil foram, via transferência eletrônica, para o Comitê Financeiro Único do partido. O restante, R$ 1,3 milhão, foi destinado à direção estadual do PMDB no Rio de Janeiro, estado cujo governador é o pemedebista Sérgio Cabral.

Para os outros partidos beneficiados pela Locanty, os montantes doados não passaram da cifra de R$ 800 mil, caso do Comitê Financeiro Único do PT, o segundo maior favorecido. Completam a cifra total os R$ 350 mil para o PSB, R$ 250 mil para o PSC, R$ 120 mil para o PC do B e R$ 50 mil para o PPS e mesmo valor para o PSDB.

A empresa também fez doações diretamente para candidatos às eleições. Na época, os então candidatos Alcebíades Sabino dos Santos (PSC-RJ) e José Roberto Gama de Oliveira (PDT-RJ), o Bebeto, receberam R$ 50 mil cada. (veja tabela)

A reportagem exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo, mostrou a tentativa de suborno por empresas prestadoras de serviços para ganhar licitações de emergência do Hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Conforme o Contas Abertas publicou na última terça-feira (20), a Locanty recebeu R$ 70,1 milhões da administração federal direta entre 2010 e 16 de março de 2012. As empresas Rufolo (limpeza e vigilância) e a Toesa Service (locadores de veículos), receberam R$ 73,1 milhões e R$ 9,1 milhões, respectivamente. A empresa Bella Vista Refeições Industriais, também envolvida nas denúncias, não celebrou contratos a nível federal.

Segundo auditoria da Controladoria-Geral da União, que começou em abril de 2011, os problemas com contratos de obras e serviços em redes de hospitais no Rio de Janeiro chegaram a R$ 124 milhões. A auditoria, pedida pelo Ministério da Saúde, já rastreou R$ 883 milhões em negócios com empresas privadas.

Na última terça-feira (20), o deputado estadual Paulo Ramos (PDT-RJ) entrou com requerimento na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para a criação de CPI para investigar as denúncias de irregularidades em licitações no estado.

"A Assembleia Legislativa têm a obrigação de apurar um escândalo de tamanha relevância. Não adianta os deputados cruzarem os braços e deixarem apenas órgãos como o Tribunal de Contas e o Ministério Público investigarem. Uma CPI tem muito mais força. O próprio governo, se não tiver nada a esconder, deveria apoiar a criação dessa CPI", disse Paulo Ramos, ao Jornal do Brasil.

Em 2010, o deputado também tentou abrir CPI, só que para investigar os contratos da Secretaria de Saúde. Porém, teve o pedido barrado pela bancada do governo. "Espero que não cometam o mesmo erro dessa vez", completou o deputado.


Fonte Contas Abertas    

sábado, 23 de janeiro de 2010

Derrotas abrem crise na dupla do tetra


Técnico do América, Bebeto não consegue falar com o Baixinho e pode pedir demissão 

 

POR JANIR JÚNIOR - O Dia 
Rio - As duas derrotas no Estadual foram suficientes para provocar uma crise no América. O técnico Bebeto, que quando acertou sua contratação foi ciceroneado por Romário, já confidencia a amigos seu descontentamento com o isolamento em Édson Passos, de onde o Baixinho anda sumido. Além disso, as dificuldades financeiras enfrentadas por alguns jogadores fazem Bebeto ter que agir como um pai para alguns deles. Em caso de novo tropeço contra o Macaé, hoje, às 19h30, em Campos, o treinador deve pedir demissão.

Bebeto sente-se isolado e sem o apoio que esperava de Romário, que só aparece em dias de jogos e até por telefone é inacessível. Segundo o treinador do América reclama nos bastidores, em certas ocasiões ele aciona o Baixinho de manhã cedo, mas só recebe o retorno à noite.

Até pequenos contratempos fora// das quatro linhas precisam ser resolvidos por Bebeto. Nos últimos dias com o forte calor, alguns jogadores que moram em apartamentos modestos e ganham baixo salários pediram ajuda ao treinador para comprar ventiladores. O coração do ex-jogador amoleceu, ele pegou o carro, foi a uma loja de eletrodomésticos, comprou ventiladores e refrescou a situação dos atletas.

Terça à noite, o time não se concentrou para a partida contra o Vasco e o elenco se apresentou apenas na hora do almoço no dia do jogo. A decisão foi tomada para evitar gastos com hotel.

Não será surpresa se Bebeto abandonar o barco, que está à deriva. O treinador está descontente e não quer ter seu início de carreira associado a derrotas. Até para desabafar está difícil. Afinal, o tempo de espera por uma simples ligação de Romário costuma ser de 12 horas.