Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 10 de março de 2012

IRREGULARIDADE - Kassab comprou GPS ilegal por R$ 2,4 milhões para a Guarda Civil Metropolitana

Por Reynaldo Turollo Jr

A Guarda Civil Metropolitana de São Paulo investiu R$ 2,4 milhões em rastreadores GPS ilegais, que não podem ser comercializados no Brasil.

O material foi entregue com cinco meses de atraso pela empresa vencedora. Não se tratava do modelo oferecido inicialmente. E, agora que está nas mãos dos guardas, não funciona como deveria.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana, responsável pela compra, recebeu o produto sem ressalvas. Só depois de ser procurada pela Folha disse que os produtos ainda "não foram considerados aceitos" e que ainda não efetuou o pagamento.

O Tribunal de Contas do Município investiga o caso.

Outro Lado
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana, responsável pela Guarda Civil Metropolitana, disse em nota que "os equipamentos entregues estão sob avaliação e não foram considerados aceitos".

De acordo com a pasta, o pagamento de R$ 2.398.000 ainda não foi realizado.

 Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress



Fonte Folha 

domingo, 23 de outubro de 2011

IRREGULARIDADES - Cofres da União à espera de R$ 6,8 bilhões, de 12 mil contratos com irregularidades

Publicada em 22/10/2011 às 19h17m

Carolina Brígido, Evandro Éboli e Francisco Leali (opais@oglobo.com.br)
BRASÍLIA - Entidades, estados e prefeituras que firmaram convênios com o governo federal acumulam dívida de R$ 6,8 bilhões com a União. O dinheiro teria de ser devolvido aos cofres públicos porque foi mal gasto ou não houve comprovação dos investimentos, conforme auditorias da Controladoria Geral da União (CGU). São 12.001 contratos com irregularidades, enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU) entre 2002 e o primeiro semestre de 2011. Cabe ao órgão dar direito de defesa às empresas e entes públicos para, se for o caso, executar a cobrança.

O procurador Marinus Marsico, responsável por acompanhar a execução das dívidas no TCU, revela que quase todos os casos são indefensáveis, e as dívidas são mesmo executadas. Os casos mais difíceis são os de empresas que não têm bens e, por isso, não há o que ser bloqueado para garantir o pagamento.

- No que se refere ao TCU, os recolhimentos estão crescendo exponencialmente. Se alguém pensa que pode fraudar convênios e vai ficar por isso mesmo, está enganado. A situação está mudando. Não existe mais aquela história de falta de vontade política para punir. É pequeno o número de pessoas que consegue escapar (de condenação no TCU) - avalia o procurador.

Pelo ralo da corrupção:De R$ 100 desviados, só R$ 2,34 voltam'

Infográfico:Os escândalos no governo Dilma

Dados da Controladoria Geral da União mostram que, entre as empresas, a maior dívida cobrada com o poder público é a da Guilherme Fontes Filmes, do cineasta e ator homônimo. Ele firmou convênio com a Agência Nacional do Cinema (Ancine) em 1999 no valor de R$ 8,6 milhões para realizar o filme "Chatô - O Rei do Brasil". O caso foi para o TCU e resultou em condenação. A dívida cobrada, corrigida, já está em R$ 36,5 milhões, diz a CGU. Em entrevista ao GLOBO, Fontes alegou que o processo no TCU já foi concluído, e o filme, entregue. Segundo ele, a dívida não existe mais:

- O filme já foi entregue e não tenho mais nenhuma pendência. Todas as prestações de contas já foram feitas e aprovadas pelo TCU.

O ator concluiu uma versão em DVD, enquanto a Ancine esperava um filme em 35mm. No início deste ano, o Ministério Público tentou pedir bloqueio de bens de Fontes, mas o pedido foi rejeitado pela Justiça Federal.

O segundo maior devedor é o Instituto Virtual de Estudos Avançados (Vias), em Santa Catarina (SC). A dívida da entidade com o poder público soma R$ 24,5 milhões. Dirigentes da empresa foram procurados pelo GLOBO, mas não retornaram para comentar o caso.

O terceiro colocado na lista é a organização não governamental Documentação Indigenista Ambiental, de Brasília. O endereço indicado como sede é da residência de uma pessoa que alega não ter ligação com o caso. A dívida da entidade está em R$ 17,4 milhões.

Maior parte da dívida é de convênios com a Saúde
Entre prefeituras e governos estaduais, quem mais tem recursos a ressarcir é o governo de Rondônia. A dívida chega a R$ 470,3 milhões. A Secretaria de Saúde do Piauí também é dos maiores devedores, com R$ 258,5 milhões. E a Secretaria de Saúde de Pernambuco deve aos cofres públicos R$ 113,4 milhões. Dos R$ 6,8 bilhões em dívidas, a maior parte vem de convênios com o Ministério da Saúde: R$ 2,2 bilhões

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/22/cofres-da-uniao-espera-de-6-8-bilhoes-de-12-mil-contratos-com-irregularidades-925637109.asp#ixzz1bayEVwbH 

sábado, 29 de janeiro de 2011

FURNAS - Dilma diz que vai apurrar irregularidades em Furnas



João Guedes, O Globo

A presidente Dilma Rousseff falou pela primeira vez sobre as denúncias de irregularidades em negócios feitos por Furnas. Nesta sexta-feira, em Porto Alegre, após encontrar o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, a presidente foi questionada sobre que atitude o governo federal tomaria em relação ao tema. Ela prometeu que vai investigar o caso.

- Nós iremos apurar o que foi divulgado. Acredito que já está sendo investigado na CGU (Controladoria Geral da União), pois não é um fato atual - disse rapidamente aos jornalistas, antes de seguir viagem a São Paulo.

O GLOBO vem publicando desde segunda-feira uma série de matérias em que mostra a suposta influência de Eduardo Cunha sobre Furnas. Um das reportagens mostrou que a estatal pagou R$ 73 milhões a mais por ações vendidas por empresários ligados ao peemedebista.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/FRAUDE - "Fraude não prejudicará a previdência", diz procurador do RJ


Procurador-geral do município, Fernando dos Santos Dionísio afirma que diretores do PreviRio responsáveis pelas aplicações poderão ser processados criminalmente pelos investimentos irregulares. Tudo vai depender dos resultados da comissão de sindicância formada pela prefeitura para apurar o caso em detalhes. Um relatório com diversos documentos relacionados ao fato foi enviado para o Tribunal de Contas do Município e para o Ministério Público Estadual, que também poderá tomar a iniciativa de processar os envolvidos.
O Dia - Existe a possibilidade de o PreviRio não recuperar o dinheiro? O título da Casual Dining dificilmente poderá ser resgatado...
Dionísio - Foi para garantir a devolução do dinheiro que pedimos à Justiça, e conseguimos, o bloqueio das contas bancárias das empresas e das pessoas envolvidas no caso. O dinheiro bloqueado é suficiente para ressarcir o PreviRio.
O Dia - A prefeitura tentou resgatar o dinheiro e não conseguiu. Por quê?
Dionísio - A quantia referente ao título da Casual Dining só pode ser recuperada três anos depois de um pedido de resgate feito pelo PreviRio, mesmo assim com desconto. Tivemos que ir à Justiça.
O Dia - Que normas foram desrespeitadas pelos então diretores do PreviRio?
Dionísio - A aplicação dos recursos deve obedecer a uma série de normas. Um decreto determina que os investimentos têm que ser aprovados pelo Tesouro Municipal. Os conselhos de Administração e de Investidores também precisam ser consultados. Nada disso foi feito. Além do mais, tradicionalmente nossas aplicações são feitas em fundos oficiais, como os do Banco do Brasil e da Caixa.
O Dia - Como a prefeitura descobriu essas aplicações?
Dionísio - O PreviRio é obrigado a, mensalmente, publicar um extrato de suas aplicações. A Casa Civil identificou um investimento em um fundo privado que, no documento divulgado no Diário Oficial, teria sido feito no Bradesco, que não tinha nada a ver com as aplicações. No Bradesco apenas ficava a conta para onde os recursos foram destinados. A Casa Civil acionou a Procuradoria e, em seguida, o PreviRio foi proibido de movimentar suas aplicações. Em seguida, entramos na Justiça e o prefeito decidiu abrir uma sindicância para apurar responsabilidades administrativas e criminais. Pode até pedir ressarcimento de eventuais prejuízos.
O Dia - Os diretores demitidos são funcionários da prefeitura? Em caso negativo, quando foram contratados e quem os indicou?
Dionísio - Eles não são servidores. Foram chamados, na atual gestão, por sua atuação no mercado.
O Dia - Eles chegaram a justificar as aplicações?
Dionísio - Disseram que se tratava de um bom investimento. Mas eles cometeram uma falha muito grave.
O Dia