Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador Fundação José Sarney. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fundação José Sarney. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de novembro de 2011

FARRA COM O DINHEIRO PUBLICO - Sarney faz consultoria de imagem com verba pública #caradepau

Envolvido em escândalos administrativos nos últimos anos, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), quer mudar sua imagem pública e decidiu contratar uma empresa de consultoria para propor uma repaginação.

O serviço foi pago com recursos da verba indenizatória do Senado --benefício a que todo congressista tem direito para custear despesas com o exercício da atividade parlamentar. 
Veja Tambem STF: PPS questiona 'estatização' da Fundação Sarney
Assembleia do MA aprova 'estatização' de Fundação Sarney
Fundação Sarney busca apoio estatal
Sarney se isenta de culpa e pede punição a responsáveis por desvio em fundação

Foram duas parcelas de R$ 12 mil pagas em julho e agosto para a empresa Prole Consultoria em Marketing. As normas que regulamentam o uso da verba permitem a "contratação de consultorias". O serviço foi realizado em maio e junho.


Marcelo Camargo/Folhapress

Presidente do Senado, José Sarney, contratou consultoria para tentar melhorar sua imagem com a opinião pública

Segundo a assessoria de Sarney, foi feita uma avaliação do trabalho parlamentar dele por especialistas. A Folha pediu para ter acesso ao material, mas segundo a assessoria as informações são "reservadas". 
O OUTRO LADO Em nota, a assessoria afirma que "Sarney, no exercício de seu mandato, não utilizou recursos públicos para fins particulares".

A Prole informou que fez uma avaliação da estratégia de comunicação do senador com a imprensa.

A tentativa de mudar a imagem de Sarney já pode ser vista na internet. Foi criada uma nova página virtual do senador (josesarney.org), chamada de "O presidente da democracia".

A assessoria de Sarney afirma que o site está em caráter experimental, foi pago "pessoalmente pelo senador e contempla, além da divulgação da atividade parlamentar, aspectos de sua obra acadêmica, sem nenhum tipo de custo para o Senado".

Além de elogios ao senador, a página apresenta versões amenizadas de escândalos, como o da edição dos atos secretos (decisões administrativas que não eram publicadas e envolviam nepotismo, por exemplo) do Senado em 2009.

Em outro trecho, o site diz que "em diversos mandatos, como presidente do Senado Federal, Sarney implantou o mais amplo sistema de transparência das instituições governamentais brasileiras".

Há ainda afagos ao ex-presidente Lula e a Dilma.


Fonte Folha http://www1.folha.uol.com.br/poder/1010010-sarney-faz-consultoria-de-imagem-com-verba-publica.shtml

FARRA COM O DINHEIRO PUBLICO - PPS vai ao Supremo para impedir estatização da Fundação Sarney #DESCALABRO

Organização do presidente do Senado será custeada pelo governo do Maranhão, administrado por sua filha, Roseana Sarney

Wilson Lima, iG Maranhão 

  Notícia anterior Animador de festa infantil é preso por abuso sexual no Maranhão
Próxima notícia PPS vai ao Supremo para impedir estatização da Fundação Sarney 

O PPS ingressou na tarde desta segunda-feira (21) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a estatização da Fundação José Sarney. A entidade foi instituída por meio da lei 9.479/2011 e sancionada há exatamente um mês pela governadora do Maranhão, Roseana Sarney.

Entenda o caso: Assembleia do Maranhão aprova estatização da Fundação José Sarney



Foto: Agência Brasil
O senador José Sarney e sua filha, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney 

Na ação, o partido afirma que a criação da Fundação da Memória Republicada foi uma “evidente fraude à Constituição”. Diz a sigla: “Se verifica que o legislador ordinário estadual procurou manter uma aparência de constitucionalidade, embora sua real intenção tenha sido a de burlar os ditames constitucionais violados”, afirma a ação do PPS.

 Os argumentos de Sarney:
Fundação José Sarney fecha para reforma e não tem data para abrir
Sarney diz não ter dinheiro para reformar casarão histórico
Estatização não é culto a personalidade, diz gabinete do Sarney 

O partido também questiona o fato de o presidente do Senado, José Sarney (PMDB) ter sido “guinado à condição de patrono" de uma fundação pública: “A trajetória política do senhor José Sarney e sua condição de “intelectual” são enaltecidas no próprio texto legal. Neste ponto, já é possível perceber a inútil e pueril tentativa de justificar a transferência para a esfera pública da Fundação José Sarney, ainda que sob um novo figurino de “Fundação da Memória Republicana Brasileira”, argumenta o PPS.

Essa é a segunda ação contra a estatização da Fundação José Sarney. Há 11 dias, a Ordem dos Advogados do Brasil seccional Maranhão (OAB-MA) também ingressou com uma cautelar contra a lei da governadora Roseana Sarney.


Foto: AE
Ampliar
Fundação José Sarney, em São Luís: além dos documentos do período em que ele esteve à frente da presidência, lugar também abriga túmulo em que ele quer ser enterrado
 

Com a estatização da Fundação José Sarney, todo o patrimônio da entidade privada - incluindo seus livros e o túmulo onde ele pretende ser enterrado - foi incorporado ao patrimônio público e será custeado com dinheiro do Estado.

A entidade passou a ser incorporada à Secretaria Estadual de Educação do Estado (Seduc) e terá orçamento próprio, bancado pelo governo maranhense. A Fundação José Sarney também pode ser alvo de uma terceira ação, caso o conselho federal da OAB também decida ingressar com uma ação no STF sobre o tema.

Leia mais sobre o assunto:
- Em cenário de abandono, estrangeiros reformam casarões de São Luís
 
- Sarney diz considerar 'injustas' críticas no Rock in Rio
- Para deputado do Maranhão, criticar Sarney é atacar o Nordeste

 Fonte IG http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/ma/pps-vai-ao-supremo-para-impedir-estatizacao-da-fundacao-sarney/n1597377775908.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

FAMÍGLIA SARNEY - TCU determina análise de contas da Fundação Sarney


Mário Coelho

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que as contas de um patrocínio da Petrobras para a Fundação José Sarney sejam analisadas em até 60 dias. A estatal repassou dinheiro para que fosse executado o projeto de preservação dos acervos bibliográfico e museológico da entidade. Encaminhada pela CPI da Petrobras ao TCU em 2009, a denúncia foi examinada na sessão de 19 de janeiro. A informação foi veiculada na manhã desta quarta-feira (26) pelo portal do jornal O Estado de S. Paulo.

A Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura ficará responsável pela análise das contas. Além de determinar a vistoria, os ministros do TCU também tiraram o sigilo do caso. O relator do processo é o ministro José Múcio Monteiro. O resultado foi publicado na edição de ontem (25) do Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com o jornal, parte do patrocínio foi desviado para empresas fantasmas e outras da família Sarney. Do total de R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís (MA) e até em uma conta paralela que nada tem a ver com o projeto, segundo o Estadão.

Ainda de acordo com o jornal, que publicou reportagem sobre o assunto em 2009, uma parcela do dinheiro, R$ 30 mil, foi para a TV Mirante e duas emissoras de rádio, a Mirante AM e a Mirante FM, de propriedade da família Sarney. A Petrobras repassou o dinheiro à Fundação Sarney pela Lei Rouanet, que garante incentivos fiscais às empresas que aceitam investir em projetos culturais. Mas esse caso foi uma exceção. Apenas 20% dos projetos aprovados conseguem captar recursos.

Fonte congresso em foco - 26/01/2011

quinta-feira, 15 de abril de 2010

FAMÍGLIA SARNEY - Filho de Sarney ajudou a fazer 'consórcio paralelo'


TCU também vê manobra "ilícita" e "grave" na ferrovia Norte-Sul, obra do PAC
Grampos mostram que acordo incluiu empresa de fachada e pagamento de propina; empresário vê "denúncias requentadas"

De Leonardo Souza e Renata Lo Prete:

O empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ajudou a fechar acordo clandestino pelo qual um grupo de empreiteiras burlou o processo de licitação e é acusado de desviar dinheiro público da principal obra ferroviária do país.
A fraude, apontada pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União, deu-se em um trecho da ferrovia Norte-Sul. Orçada em mais de R$ 1 bilhão, a construção faz parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a vitrine eleitoral da pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT).
O projeto é administrado pela Valec, estatal ligada ao Ministério dos Transportes há anos sob influência direta de José Sarney. Ulisses Assad, diretor da empresa à época do esquema, foi nomeado por indicação do presidente do Senado.
A licitação para o contrato 013/06, que trata do trecho entre os municípios goianos de Santa Isabel e Uruaçu, foi vencida pela Constran. Porém, numa subcontratação "ilícita" e "grave", nas palavras do TCU, as construtoras EIT e Lupama passaram a participar da obra.
Por meio desse acerto, apelidado pelos peritos da PF de "consórcio paralelo", empreiteiras driblam o resultado de concorrências e repartem "por fora" contratos públicos no país, conforme mostraram reportagens da Folha.
Logo após vencer a licitação do lote Santa Isabel-Uruaçu, de R$ 245,5 milhões, a Constran firmou um acordo com as duas outras construtoras, repassando a cada uma 16,65% da empreitada. O combinado foi feito sem análise nem autorização da Valec, em desrespeito à Lei de Licitações (8.666/93).
Auditoria do TCU nesse trecho da Norte-Sul constatou sobrepreço de R$ 63,3 milhões na atuação desse consórcio paralelo. Segundo a perícia da PF, a fraude chegou a R$ 59 milhões.
De acordo com relatório da PF na Operação Faktor (ex-Boi Barrica), a Lupama é uma empresa de fachada, que não tem capital social "nem sequer para construir uma ponte".
Seus sócios são Flávio Lima e Gianfranco Perasso, ambos amigos de Fernando Sarney. Perasso é apontado pela polícia como o operador de contas da família Sarney no exterior -a Folha revelou neste ano que o filho do senador já teve dinheiro rastreado e bloqueado pelos governos da China e da Suíça.

Assinante do jornal leia mais em Filho de Sarney ajudou a fazer "consórcio paralelo", afirma PF

 


 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Escândalos Brasileiros - Escândalo da Fundação José Sarney (1)




A Fundação José Sarney é uma entidade cultural sediada em São Luís do Maranhão.

Criada em homenagem ao ex-presidente brasileiro José Sarney, a instituição tem em seu acervo cerca de 200 mil documentos relativos ao governo de Sarney (1985-1990), tais como cartas, entrevistas a rádios, televisão e jornais, declarações de imposto de renda, além de 37 mil livros.

Em 26 de outubro de 2009, após denúncias de desvio de verbas, José Sarney anunciou à imprensa o fechamento da instituição, embora tenha alegado que a exposição da entidade, que era sustentada por contribuidores, na mídia tivesse afastado as doações.

O prédio-sede da Fundação, o Convento das Mercês(fotos), construído no século XVII, pertenceu ao estado maranhense de 1905 até 1990, quando o então governador João Alberto (aliado de Sarney) doou o edifício à fundação. Em junho de 2009, a Justiça decretou sua devolução ao patrimônio estatal.

José Ribamar Ferreira de Araújo Costa(foto), mais conhecido como José Sarney (Pinheiro, 24 de abril de 1930) é um político e escritor brasileiro. Foi o trigésimo primeiro presidente do Brasil, de 1985 a 1990. Vice-presidente eleito pelo Colégio Eleitoral, na época, assumiu o cargo devido ao falecimento do titular, Tancredo Neves.

É o atual presidente do Senado Federal do Brasil, desde o dia 2 de fevereiro de 2009.

Investigada por suspeita de desvio de verbas públicas e obrigada pela Justiça a devolver o prédio centenário que abriga sua sede, no centro histórico de São Luís, a Fundação José Sarney fechará as portas. A decisão foi anunciada pelo próprio senador José Sarney (PMDB-AP), presidente vitalício da entidade.

Em nota, o presidente do Senado disse que a decisão final caberá ao conselho curador, formado por amigos e assessores. "Explicito, com profundo sofrimento, que essa é a minha opinião, em face da impossibilidade de seu funcionamento, por falta de meios, segundo fui informado pelos administradores da instituição", diz o texto, confirmando o fechamento, antecipado ontem pela Folha de S. Paulo.

"Os doadores que a sustentam suspenderam suas contribuições, pela exposição com que a instituição passou a ser tratada por alguns órgãos da mídia", afirma a nota. "Diante dessa situação de força maior, repito, com amargura, que o seu fechamento é o caminho a seguir, embora tal providência dependa de decisão do conselho curador." E destaca: "Lamento pelo Maranhão, que perde um centro de documentação e pesquisa que é uma referência nacional."

A fundação foi lançada ao centro do noticiário em julho, quando o Estado revelou irregularidades na prestação de contas de um contrato de patrocínio que transferiu à entidade R$ 1,3 milhão da Petrobrás.

Fundada em 1990, após Sarney deixar a Presidência, a entidade tinha a missão de preservar o arquivo de sua passagem no cargo. Pela Lei Rouanet, que permite às empresas converter patrocínios culturais em incentivos fiscais, a Petrobrás repassou o dinheiro para que a entidade digitalizasse seu acervo.

INFORMATIZAÇÃO

Pelo projeto apresentado ao Ministério da Cultura - aprovado após gestão do próprio Sarney -, o dinheiro serviria para que as instalações da fundação fossem equipadas com computadores, que permitiriam acessar online o acervo da instituição.

O contrato de patrocínio foi assinado em 2005, na sede da Petrobrás, no Rio, em ato solene com a participação de Sarney e do presidente da estatal, José Sergio Gabrielli. Pela previsão, o projeto levaria dois anos para ser executado.

Passados quatro anos, porém, o Estado mostrou que as metas não haviam sido cumpridas. Do R$ 1,3 milhão repassado, pelo menos R$ 500 mil tinham ido parar em contas de empresas fantasmas ou do grupo de comunicação da família Sarney.

Na rol das empresas que receberam dinheiro do patrocínio estavam, por exemplo, a TV Mirante e as rádios Mirante AM e FM, de propriedade dos Sarney. Havia, também, companhias que simplesmente não existem nos endereços declarados e outras desconhecidas, abertas em nome de afilhados políticos. É o caso da Ação Livros e Eventos, que tinha como sócia a mulher de Antonio Carlos Lima, assessor do Ministério de Minas e Energia, considerado um feudo dos Sarney.

Outra empresa, a Sousa Première, sediada em uma casa na orla de São Luís e registrada na Receita Federal como atuante no ramo de comércio varejista, emitiu notas fiscais para a fundação por ter supostamente oferecido "aulas de história".

DESMENTIDO

Logo após a reportagem do Estado, Sarney, da cadeira de presidente do Senado, declarou não ter relação com a administração da fundação. Foi desmentido pelo próprio estatuto da entidade, que lhe confere o posto de presidente vitalício, com plenos poderes sobre todas as decisões, inclusive financeiras.

Acusado de quebra de decoro por ter dito que não respondia pela fundação, Sarney chegou a ser alvo do Conselho de Ética do Senado. O processo foi arquivado.

As irregularidades levaram a fundação a ser investigada no Ministério Público Federal, na Controladoria-Geral da União e no Tribunal de Contas da União (TCU). Ao mesmo tempo, o Ministério Público Estadual do Maranhão anunciou em julho que interviria no comando da fundação, após detectar problemas nas contas apresentadas pela entidade de 2004 a 2007.

Não bastasse o revés causado pelas suspeitas nas finanças, a Fundação Sarney também estava na iminência de perder sua sede, o imponente Convento das Mercês, prédio de 1654, tombado como patrimônio histórico.

Desde 1905, o convento pertencia ao governo do Maranhão. Mas, em 1990, foi doado para a Fundação Sarney por meio de decreto do então governador, João Alberto, aliado político da família.

O Ministério Público Federal recorreu e, anos depois, conseguiu reverter a doação. Em junho, a Justiça determinou que a fundação deveria devolver o convento ao patrimônio estadual.

Além de sediar a entidade, o prédio era alugado para eventos. No pátio do convento, chegou a ser construído um mausoléu, onde Sarney gostaria de ser enterrado.



Referências: Clipping - Seleção de Notícias


Wikipedia