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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

CRISE : Ações da Petrobras à sombra do risco cambial

Plantão | Publicada em 02/10/2011 às 23h04m
Bruno Villas (Bôasbruno.villas@oglobo.com.br)
 
O inferno astral das ações da Petrobras, uma das favoritas dos investidores, continua longe de chegar a um fim. Estrela na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a companhia apresenta um tombo de R$ 120 bilhões em valor de mercado desde o fim de 2010, exatamente o tamanho de sua megacapitalização, que mobilizou investidores em outubro de 2010. Os analistas seguem extremamente pessimistas com a interferência do governo no reajuste do preço da gasolina vendida pela estatal. E agora começam a manifestar preocupação com a exposição da empresa ao câmbio, o que pode ter impacto sobre o resultado contábil da companhia no terceiro trimestre.

LEIA MAIS:Fundo cambial foi a melhor aplicação financeira em setembro

Segundo Oswaldo Telles Filho, analista de petróleo da Banif, a Petrobras tinha uma exposição cambial líquida de R$ 41,1 bilhões em 30 de junho deste ano. Esse valor considera dívidas em moeda estrangeira, ativos no exterior, operações de >ita
- O impacto pode não ser desse tamanho porque os números da exposição cambial são de 30 de junho e a companhia pode ter percebido a alta da moeda e se protegido. Mas alguma perda ela terá. A Petrobras tem uma dívida grande em moeda estrangeira - explica o analista.

Mesmo com o cenário adverso, corretoras seguem com ações da Petrobras nas carteiras recomendadas aos clientes. Em agosto, a estatal aparecia em seis de dez carteiras para o mês levantadas pelo GLOBO. Mas isso teria mais relação com a necessidade de as carteiras acompanharem de perto o Índice Bovespa (Ibovespa), referência das aplicações, do que propriamente uma aposta no papel

sábado, 10 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/NITERÓI/CHUVAS - Chuva no Rio: estudo da UFF indicou risco de desmoronamento em Niterói seis anos atrás

Ludmilla de Lima e Rafael D´Angelo - O Globo

RIO - Os riscos de uma grande tragédia em Niterói já eram conhecidos pela prefeitura do município há pelo menos seis anos. Dois estudos da UFF, concluídos em 2004 e 2008, e entregues à prefeitura, apontavam perigo em cerca de 90% das áreas da cidade que sofreram com desmoronamentos esta semana. Pelo menos 29 dos 32 pontos onde ocorreram deslizamentos foram alvos de alerta, inclusive o Morro do Bumba.
O promotor Luciano Mattos, de Tutela Coletiva, Urbanismo e Meio Ambiente, deu prazo de 48 horas para que a UFF entregue os estudos ao Ministério Público. O objetivo é apurar a responsabilidade do poder público sobre os deslizamentos.
(Leia mais: MP investiga ações de prefeituras na prevenção a enchentes Em 2004, uma equipe do Instituto de Geociências doou à Secretaria municipal de Meio Ambiente um mapeamento das áreas de risco nas regiões Norte, Sul e Centro de Niterói.
- O objetivo era que servisse como base para elaboração do plano diretor e planejamento $intervenções dos governos - diz o professor e geólogo Adalberto da Silva.
Entre os pontos suscetíveis a desabamentos foram listados o Morro do Bumba, a Rua Coronel Leôncio e a Rua Oliveira Lima.
No fim de 2008, um grupo de doutores da UFF, coordenado pelo especialista em drenagem Elson do Nascimento, entregou à prefeitura o Plano de Prevenção de Risco, custeado pelo Ministério das Cidades e pelo município. A pesquisa apontou, na Zona Sul e no Centro, 142 encostas com risco de deslizamentos, distribuídas por 11 áreas. Dessas áreas, cinco registraram problemas com as últimas chuvas: Morro do Estado, Beltrão, Vital Brazil, Estrada Fróes e Juca Branco.
Apesar de o trabalho apresentar soluções, orçamentos e formas de captação de recursos, ele não foi implementado. E a prefeitura ainda deve R$ 20 mil aos pesquisadores, que só receberam a parcela do governo federal, de R$ 80 mil.
O plano indica serem necessários R$ 44 milhões para resolver os problemas dos pontos listados. Segundo Elson do Nascimento, o mapa não abrange a área do Bumba. Ele detectou os riscos na comunidade durante uma vistoria, em 2004, para outro estudo da UFF:
- Percebi a presença de gás metano na área do antigo lixão, onde tinham apenas umas dez casas na época.
A visita fazia parte de um estudo do Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais e Urbanos (Nephu) da UFF, que foi procurado pela prefeitura após o desabamento na favela. O Nephu apresentou a proposta de remoção das famílias e a recuperação da área do antigo lixão, mas a prefeitura não mostrou interesse. Segundo a coordenadora do Nephu, Regina Bienenstein, seria quase impossível a prefeitura desconhecer a gravidade da situação:
- Dava para ver claramente as casas assentadas em cima do lixão e o chorume escorrendo. E a prefeitura havia aberto essa via em cima do morro. Era uma área extremamente poluída, com terreno muito frágil. Não havia segurança



 


 

sexta-feira, 9 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/PREFEITURA/CHUVAS - Moradores de áreas de risco poderão ser retirados de casa à força no Rio; veja decreto


da Reportagem Local


O prefeito da cidade do Rio, Eduardo Paes (PMDB), publicou um decreto na quinta-feira (8) em que permite a retirada de pessoas de locais considerados de risco mesmo sem seu consentimento. A medida consta no documento que também decretou situação de emergência nas áreas afetadas pelas chuvas no município.


Com a determinação, autoridades administrativas e agentes de Defesa Civil poderão "penetrar nas casas, mesmo sem o consentimento do morador, para prestar socorro ou para determinar a pronta evacuação das mesmas". O documento ainda acrescenta que esses mesmos agentes serão responsabilizado no caso de comprometimento da "segurança global da população".
O Corpo de Bombeiros do Rio confirmou na manhã desta sexta-feira mais uma morte provocada pelas chuvas. Com os novos dados, a cidade do Rio acumula 56 mortes devido às chuvas. Apesar disso, o município com maior número de mortes até esta sexta ainda era Niterói, com 107 óbitos confirmados.
Outras cidades que registravam mortes eram São Gonçalo (16), Nilópolis (1), Paracambi (1), Petrópolis (1) e Magé (1). Também há registro de 161 pessoas feridas em decorrência das chuvas em todo o Estado.
As chuvas também já fizeram com que mais de 14 mil pessoas deixassem suas casas em todo o Estado, segundo levantamento da Defesa Civil. Desse total, mais de 11,4 mil pessoas são desalojadas --estão em casas de parentes e amigos-- e outras 3.200 estão desabrigadas, ou seja, dependem de abrigos públicos.

Veja decreto
Art. 3º - Fica autorizada, nos termos dos incisos XI e XXV, do artigo 5º, da Constituição Federal, às autoridades administrativas e aos agentes de defesa civil, diretamente responsáveis pelas ações de resposta aos desastres, em caso de risco iminente, a adoção das seguintes medidas:
I - penetrar nas casas, mesmo sem o consentimento do morador, para prestar socorro ou para determinar a pronta evacuação das mesmas;
II - usar de propriedade particular para as ações de emergência que visem evitar ou minimizar danos ou prejuízos ou comprometer a segurança de pessoas.
Parágrafo Único - Será responsabilizado o agente da defesa civil ou a autoridade administrativa que se omitir de suas obrigações, relacionadas com a segurança global da população.

Celso Pupo/Fotoarena/Folhapress