Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

SUPERFATURAMENTO DE CASAS POPULARES - Fernando Pimentel se torna réu em ação por improbidade

RAPHAEL VELEDA
DE BELO HORIZONTE


O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, tornou-se réu em uma ação civil pública da Justiça de Minas Gerais por causa de um suposto superfaturamento na construção de casas populares quando era prefeito de Belo Horizonte, em 2004.

O Ministério Público Estadual, autor da denúncia, acusa Pimentel de ter firmado convênio para construção de 1.500 moradias por um custo estimado de R$ 12,7 milhões, mas ter pago R$ 26,7 milhões em troca de apenas 678 apartamentos. 

 A defesa do ministro questiona a "boa fé do promotor" que fez a denúncia.

Lula Marques - 07.jun.2010/Folhapress

Fernando Pimentel se torna réu em ação por improbidade

Ao aceitar a ação, o juiz Renato Dresch, da 4º Vara de Fazenda Pública Municipal da capital mineira, determinou o bloqueio de R$ 5,2 milhões em bens da HAP Engenharia Ltda, responsável pela construção dos imóveis.

A denúncia diz que, após receber mais do que deveria, a empresa doou R$ 235 mil à campanha da reeleição de Pimentel para a prefeitura. O negócio foi fechado sem licitação. O dinheiro foi repassado para a HAP por meio de um convênio da prefeitura com uma entidade ligada à Igreja Católica, a ASA (Ação Social Arquidiocesana). 

 O procurador-geral de Belo Horizonte, Marco Antônio Teixeira, que fala como representante de Pimentel, afirma que não houve irregularidades na operação.

"Os grupos que demandavam a construção de casas na época eram todos ligados à igreja, que sempre fez um trabalho importante nessa área aqui na cidade", disse.

Teixeira questiona o fato de Pimentel ser o primeiro na lista de acusados. "Quando o convênio foi fechado, em 2001 ou 2002, ele era secretário de Fazenda da prefeitura e não tinha poder de decisão", afirmou. Célio de Castro (PT), morto em 2008, era prefeito da cidade na época.

O procurador ataca o autor da denúncia, promotor Leonardo Barbabela.

"Questiono a boa fé [do promotor]. Ele fez uma condução de forma distorcida", afirmou. "No laudo pericial, por exemplo, ele repete repasses, soma valores a título de infraestrutura e diz, no resultado, que a infraestrutura não está incluída", disse.

Para Teixeira, o valor previsto inicialmente era um esboço feito sem projeto e inviabilizaria a obra.

A HAP Engenharia negou, em nota, todas as acusações e informou que vai recorrer da medida cautelar que bloqueou seus bens

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

OMISSÃO DE PATRIMÔNIO - Investigado, cartola do Cruzeiro empresta campo a procuradores

PAULO PEIXOTO
DE BELO HORIZONTE
O presidente do Cruzeiro, senador Zezé Perrella (PDT), cedeu a Toca da Raposa 1, local de concentração e treino das divisões de base do clube, para um torneio de futebol de promotores e procuradores de Justiça.

O campeonato ocorreu de sábado a segunda passada, em Belo Horizonte. Perrella é investigado pelo Ministério Público Federal e pelo de Minas Gerais.

Washington Alves - 22.fev.2010/Divulgação

Zezé Perrella (PDT-MG), presidente do Cruzeiro, assumiu vaga no Senado após a morte do titular, Itamar Franco 
O evento teve a participação de promotores e procuradores de 19 Estados e foi feito pela Conamp (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público), em parceria com a sua associada regional, a AMMP (Associação Mineira do Ministério Público).

A cessão da Toca por Perrella foi publicada ontem pelo jornal "Hoje em Dia". Os recursos para a realização do torneio saíram dos cofres das associações dos Ministérios Públicos estaduais e da Belotur, empresa de turismo da Prefeitura de BH.

O senador Perrella é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro com a venda do zagueiro Luizão ao Real Madri, há oito anos, via um clube uruguaio.

RIGOR 
Com a posse de Perrella no Senado em julho último, o inquérito irá para o STF (Supremo Tribunal Federal), por conta do foro privilegiado.

A PF também investiga Perrella por suposta omissão de patrimônio. A mesma suspeita levou o Ministério Público de Minas a apurar eventual improbidade administrativa.

O OUTRO LADO

Procurada pela reportagem, a Conamp disse, em nota, que a cessão da sede foi da "instituição Cruzeiro" e que ela "não se confunde com seu presidente [a pessoa], o senador Zezé Perrella".

"O senador continuará a ser processado com todo o rigor necessário", afirmou a entidade no documento.

"Lembramos ainda que, em 2004, quando Zezé Perrella também era presidente do Cruzeiro, a sede foi emprestada. Mesmo assim, após o evento, o senador foi processado, assim como acontece atualmente."

A nota diz que o empréstimo "não é benesse, e sim fruto de relacionamento institucional entre a AMMP [e a Conamp] e o Cruzeiro".
 
Perrella nega ter praticado atos irregulares. Em julho, véspera da posse no Senado, disse que não foi denunciado "nenhuma vez" e que "ser investigado não é crime".

sábado, 29 de outubro de 2011

BOLSA FAMÍLIA - Vereador de Minas recebe Bolsa Família

Paulo Sérgio Teodoro e a esposa receberam o subsídio destinado a famílias de baixa renda durante cinco meses
O vereador de Machado, Paulo Sérgio Teodoro, e a esposa dele, são condenados a devolver R$ 10 mil aos cofres públicos por receberem, indevidamente, benefícios do Programa Bolsa Família. 

Segundo denúncia do Ministério Público, o casal recebeu o subsídio destinado a famílias de baixa renda durante cinco meses.

Nesse período, Paulo Sérgio Teodoro já assumia o cargo de vereador e presidente da Câmara Municipal, com remuneração de mais de R$ 3 mil.

Além do pagamento de multa, o vereador também foi deposto do cargo. 
 A justiça determinou, ainda, que o casal terá os direitos políticos suspensos por cincoanos, e proibido de firmar contratos com o Poder Público ou receber benefícios e incentivos fiscais pelo mesmo período. A decisão ainda está sujeita a recurso.
Fonte Da Redação com BandNews FM BH noticias@band.com.br

domingo, 27 de fevereiro de 2011

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - Senador Clésio Andrade é acusado



Ação do Ministério Público cita senador Clésio Andrade por suposto desvio de recursos de contribuições sindicais do Sest e do Senat

Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo


O Ministério Público de Minas Gerais ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa contra o senador Clésio Andrade (PR-MG), presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), por desvio de recursos de contribuições sindicais do Serviço Social do Transporte (Sest) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) - entidades também presididas pelo senador.

Na ação ajuizada quinta-feira, na 33.ª Vara Cível de Belo Horizonte, os promotores de Defesa do Patrimônio Público afirmam que em 2003 e 2004, época em que Clésio era vice-governador de Minas - no primeiro mandato de Aécio Neves (PSDB) -, o Instituto de Desenvolvimento, Assistência Técnica e Qualidade em Transporte (Idaq) e o Instituto João Alfredo Andrade (IJAA), com sede em Juatuba (MG), receberam R$ 59,6 milhões de forma indevida.

O Ministério Público pede que o senador e Lilian Carla de Souza, diretora financeira e "braço direito" do presidente da CNT - "responsável pelas operações financeiras irregulares, emitindo cheques e efetuando saques em espécie dos recursos recebidos pelos institutos, frutos da contribuição sindical recebida" -, sejam condenados por atos de improbidade administrativa na gestão das entidades, o que teria gerado enriquecimento ilícito, lesão ao erário e violação de princípio eleitoral.

A ação também pede o ressarcimento integral de R$ 59,6 milhões e o bloqueio de bens do presidente da CNT e de Lilian em pelo menos R$ 46,6 milhões.