Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 22 de novembro de 2011

ESSA EU GELEI - Senado aprova medida que permite uso do FGTS em obras da Copa

MP 540 também reduz IPI em automóveis e dá incentivo à indústria nacional.
Proibição de anúncios de cigarro em postos de venda foi inserida na lei.
           
Iara Lemos Do G1, em Brasília
                    
Mesmo diante das críticas da oposição, o plenário do Senado aprovou, na noite desta terça-feira (22), a medida provisória 540/11, que permite o uso de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em obras da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. O fundo, mantido por contribuições de empregadores para uso dos empregados, já é usado para financiar programas de habitação, saneamento básico e infraestrutura.
A medida também reduz o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrado de automóveis e concede incentivos fiscais para diversos setores da economia contemplados pelo Plano Brasil Maior, de estímulo à indústria nacional. A medida vai para sanção da presidente da República Dilma Rousseff.
O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR) e o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) estiveram entre os que mais criticaram a proposta. A principal crítica da oposição foi com relação aos diferentes
assuntos colocados na medida.
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"A medida provisória que estamos analisando hoje pula de 24 artigos para 52 artigos. Ela é inadimissível à luz da Constituição [...] Não é possível misturar temas dos mais diversos. Se trata desta aberração que é dar uma barretada com chapéu alheio aos grandes empresários. Está se permitindo usar fundos do FGTS para obras da Copa, cujo retorno é altamente problemário [...] Esta medida provisória é uma afronta ao Congresso Nacional", disse Nunes.
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), integrante da base do governo, também criticou a medida. Segundo ele, o projeto "ofende ao bom-senso". Já o senador Humberto Costa (PE), líder do PT, afirmou que há uma "verborragia" por parte da oposição.
"É lógico que somos solidários à visão de que uma medida provisória não pode se transformar em uma árvore de Natal cheia de penduricalhos [...] Se por um lado é legítima a crítica pelas formas de tramitação, não é legítima a falta de propostas para o país. Aqui estão propostas da mais legítima importância para o país", disse o líder do PT.

Incentivos
Com a medida aprovada, o governo estima R$ 2,4 bilhões de renúncia fiscal com a MP em 2011 e de R$ 15,3 bilhões em 2012. A compensação de receita virá da arrecadação do IOF sobre empréstimos e do aumento de tributos para alguns setores, listados na MP.
A MP prevê ainda que empresários de alguns setores deixem de pagar 20% da folha salarial como contribuição previdenciária para serem tributados em cima de seu faturamento bruto anual. O setor de tecnologia da informação ficaria com a alíquota (2,5%), seguido do setor produtivo (2%) e de transporte urbano (1,5%).

Cigarro
Além dos incentivos tributários, a MP também incorporou diversas mudanças na legislação sobre o fumo. Ela proíbe, por exemplo, a publicidade de cigarros nos postos de venda e o aumento do aviso sobre os problemas causados pelo cigarro que vêm no verso dos maços.
Diante das críticas da oposição, o líder do PT na Câmara, Humberto Costa (PE), afirmou que a mudança foi incorporada pela Câmara dos Deputados, e que o governo se compromete em trabalhar pelo veto.
"Toda essa temática que trada da comercialização do fumo não é original, veio da Câmara dos Deputados. E nós vamos trabalhar para que seja vetado", afirmou o petista
        

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dilma volta atras e IPI deve cair para quem instalar montadora no Brasil

 DE BRASÍLIA 

 A presidente Dilma Rousseff não vai revogar o aumento de IPI sobre carros importados, mas já mandou sua equipe negociar um regime diferenciado para as montadoras estrangeiras que instalarem fábricas no país, informa reportagem de Valdo Cruz e ana Flor para a Folha.

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

"Nosso mercado não será objeto de pirataria", diz Dilma sobre IPI
Exceção no IPI beneficia pouco importador de carros do Uruguai
IPI maior não afeta importado de montadora com fábrica no país
Justiça concede nova liminar contra aumento de IPI
JAC congela abertura de fábrica no Brasil
Enquete: preço do carro produzido no Brasil vai subir?

Dilma deu sinal verde para aliviar montadoras do imposto mais alto desde que instalem unidades no Brasil e se comprometam com um cronograma escalonado para atingir no médio prazo 65% de conteúdo local.

Assessores presidenciais disseram à Folha que já há negociações com a coreana Hyundai e a alemã BMW. Elas vão apresentar proposta fixando o prazo em que atingiriam o percentual de conteúdo local para escaparem do aumento de 30 pontos no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Representantes da chinesa JAC Motors também estão interessados em participar das negociações e discutem uma proposta com a matriz.

Segundo um assessor, a ideia é que existam dois regimes: um para montadora sem fábrica no país, com IPI mais alto; outro para empresas já presentes no Brasil ou em processo de instalação.

A presidente encarregou o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) de comandar as negociações com as montadoras estrangeiras

Fonte FOlha http://www1.folha.uol.com.br/mercado/983245-ipi-deve-cair-para-quem-instalar-montadora-no-brasil.shtml

sábado, 24 de setembro de 2011

Presidente do Uruguai critica aumento do IPI a carros importados (Ninguem gostou desse aumento)

De Giovanna Fleitas (AFP) – Há 14 horas

MONTEVIDÉU — O presidente do Uruguai, José Mujica, criticou com dureza nesta sexta-feira medidas "protecionistas" adotadas por Brasil e Argentina, seus parceiros no Mercosul, que causam fortes impactos na economia uruguaia, e afirmou que essas atitudes tendem a "desvirtuar na prática o papel da integração".

 Em declarações publicadas na página oficial da Presidência uruguaia, Mujica afirmou que medidas como a adotada pelo Brasil de aumentar em 30 pontos percentuais o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre veículos importados são um reflexo da "instabilidade" na Europa e nos Estados Unidos, mas não levam em conta as disparidades de desenvolvimento das economias do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai).

"Em parte, as medidas protecionistas de nossos vizinhos são reflexos, direta ou indiretamente, da situação internacional. No entanto, a não diferenciação das políticas em relação aos parceiros menores (do Mercosul) tende a desvirtuar na prática o papel da integração", disse o presidente uruguaio.

 Estas medidas "favorecem aqueles que pensam que o melhor é continuarmos atomizados", disse Mujica.

As medidas brasileiras tiveram como primeiro efeito no Uruguai a paralisação temporária da empresa de autopeças Effa Motors, segundo a qual o imposto torna inviável seu negócio, demitindo 400 funcionários.

 "É não apenas injusto, mas também um erro político, porque dá um sinal contrário à integração", questionou com inusual firmeza o presidente uruguaio que, no entanto, se disse partidário de explorar a via diplomática e citou sua "vocação integradora".

 "Se as medidas continuarem atingido nosso comércio, só nos resta a reimplementação de medidas defensivas dentro do Mercosul em todas as ordens possíveis", declarou o presidente, que está sob forte pressão dos setores industriais de seu país.

''A outra hipótese possível, a eventualidade de sairmos do Mercosul, não pode ser decisão unilateral do governo, dado que isso supõe consultar previamente representantes da economia, das forças sociais e sobretudo os partidos políticos presentes no Parlamento", concluiu.

 O governo do Uruguai informou nesta sexta-feira ter recebido um convite do governo brasileiro para abordar a questão nos próximos dias, apesar de não existir ainda uma data para a reunião.

 Para a União de Exportadores do Uruguai, o tributo imposto pelo Brasil implica "perder um mercado", e o setor aguarda ansiosamente os resultados das gestões das autoridades uruguaias para que a situação seja resolvida.

"A União está muito preocupada porque isso significa perder um mercado, sendo necessárias não apenas medidas alternativas para ajudar as empresas, como para resgatar esse mercado", disse à AFP Teresa Aishemberg, secretária-executiva da associação.

 Para Aishemberg, "o governo está trabalhando como tem que trabalhar".

 "Esperamos que isso possa ser solucionado", completou.

 As exportações de autopeças ao Brasil, principal parceiro comercial do Uruguai, alcançaram 228 milhões de dólares no ano passado, segundo dados do Instituto Uruguai XXI.

 Mesmo assim, as exportações da indústria automobilística uruguaia ao Brasil representam 8% das vendas anuais a esse país, que foram de cerca de 1,5 bilhão de dólares em 2010.

 Para Aishemberg, além do problema pontual do setor automotor, as medidas protecionistas tomadas nos últimos meses pelos países vizinhos Argentina e Brasil poderão prejudicar permanentemente outros setores da indústria uruguaia 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

DEM entra com ação no STF contra alta de IPI de carro importado

MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

O DEM vai entrar nesta quinta-feira com uma ação de inconstitucionalidade no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o aumento do IPI para carros importados, anunciado na semana passada pelo governo.

O partido argumenta que a medida é inconstitucional porque desrespeita o princípio da noventena, que estabelece que a variação de alguns impostos --entre eles o IPI-- só poderá entrar em vigor 90 dias após a publicação de lei ou decreto que a estabelece.

O decreto 7.567 que regulamenta o aumento do IPI em 30 pontos percentuais para veículos importados ou que não atendam a novos requisitos de conteúdo nacional foi publicado na sexta-feira no "Diário Oficial da União" e começou a valer. "Foi uma medida abrupta do governo", disse o presidente do DEM, senador José Agripino (RN).

Outro argumento do partido é que "o contribuinte não deve ser surpreendido com a majoração de tributos. Essa é a regra geral que consta da Constituição, traduzida no princípio da não-surpresa".
"Ao cidadão, antes da prática de qualquer ato revelador de capacidade contributiva, deve ser conferida a oportunidade de, com razoável antecedência, conhecer os contornos da tributação que sobre si recairá", afirma a ação.

A medida vale até o final de 2012 e atinge principalmente marcas asiáticas.

JAC nacionalizou os carros na alfândega antes de alta do IPI

A chinesa JAC nacionalizou todos os seus veículos que estavam na alfândega uma semana antes do governo brasileiro anunciar o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros importados, informam Venceslau Borlina Filho, Cirilo Júnior e Álvaro Fagundes na edição desta quarta-feira da Folha. 

O presidente da empresa no Brasil, Sérgio Habib, negou que tomou a decisão baseado em informações privilegiadas do governo, mas afirmou que esperava uma alteração no imposto.

No mercado, a medida da JAC foi tida como estratégica para driblar o aumento do IPI. Assim como ela, outras empresas também se armaram contra a decisão do governo.

A KIA, segundo o presidente José Luiz Gandini, recebeu seis navios seguidos de veículos vindos da Coreia do Sul. Ele negou que a importação tenha sido feita com base em informações de que o governo aumentaria o imposto.
Ontem, a chinesa Chery informou por meio de um comunicado que está "concentrando todos os esforços para continuar oferecendo carros completos com preços justos, qualidade e tecnologia a todos os brasileiros".

quinta-feira, 1 de abril de 2010

ECONOMIA/NEGÓCIOS - Lojas de carros devem manter promoções após fim do desconto do IPI


Vendas recorde em todo o país já atingiram de 322,4 mil unidades.
Concessionárias devem iniciar abril com estoques de 200 mil veículos.

Da Agência Estado

Concessionária de veículos (Foto: TV Globo/Reprodução)

Lojas abertas até as 22 horas ontem marcaram o último dia oficial de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros. Nos próximos dias, porém, várias revendas devem manter promoções. Antes do mês terminar, na terça-feira (30), as vendas em todo o país já atingiram volume recorde de 322,4 mil veículos novos. Com o resultado de ontem, o saldo deve ficar pouco abaixo de 350 mil unidades, volume que dificilmente será repetido nos próximos meses.

O recorde anterior de vendas, incluindo caminhões e ônibus, era de setembro de 2009, com 308,7 mil unidades. Das vendas até o dia 30 de março, 95% são de automóveis e comerciais leves. No acumulado do trimestre, a soma chega a 756,6 mil unidades, 108 mil a mais do que no mesmo período de 2009.

As concessionárias devem iniciar abril com estoques na casa dos 200 mil veículos, o que dará margem para a manutenção de descontos, mesmo que o IPI seja repassado aos preços de tabela. O aumento deve ficar entre 3% e 4%.

Apesar do fim do corte do IPI, ainda é um bom momento para fazer negócio por causa da queda da taxa de juros do financiamento. "A retirada do desconto do IPI diminuirá o impulso pela compra, mas o ambiente continua sendo favorável", destaca Cláudio Felisoni, presidente do Conselho do Programa de Administração de Varejo (Provar/FIA).

Levantamento da associação de empresas financeiras de montadoras (Anef) mostra que os juros caíram de 22,42% ao ano em fevereiro de 2009 para 18,16% ao ano em fevereiro deste ano.

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ECONOMIA/NEGÓCIOS - Automóvel pode ficar até R$ 2.000 mais caro com volta do IPI

PAULO DE ARAUJO
Colaboração para a Folha de S.Paulo


Após 15 meses, terminou ontem o último incentivo fiscal para a compra de carros, e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos modelos flex (bicombustíveis) foi elevado. Para os carros 1.0, a alíquota sobe de 3% para 5% a partir de hoje. Já nos veículos com motorização entre 1.0 e 2.0, o imposto passa de 7,5% para 11%.
Com a elevação da carga tributária, a expectativa é que os preços desses veículos tenham um reajuste entre R$ 800 e R$ 2.000, de acordo com concessionários. Hoje, algumas montadoras devem começar a divulgar as novas tabelas.
Para o diretor-superintendente da consultoria Jato Dynamics, Luiz Carlos Augusto, é possível que haja aumentos ainda maiores, depois da onda de descontos que marcou os últimos 15 meses de vigência do IPI reduzido. "Agora, com as tabelas novas, é provável que as montadoras queiram recompor suas margens."
Mas, no curto prazo, ainda não há certeza de como os preços irão se comportar, ressalta o presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Sérgio Reze. "É difícil prever o que vai acontecer porque isso depende de uma decisão individual de cada montadora."
Segundo o consultor Vitor Meizikas, da Molicar, empresa especializada no mercado automotivo, foi "feito muito alarde sobre aumento de preços, mas, por conta da concorrência acirrada entre as empresas, não será fácil repassar a alta do IPI".
A redução do imposto foi anunciada pelo governo em dezembro de 2008 como medida para contornar a crise global, que secou o crédito e derrubou as vendas do setor automotivo, provocando demissões em massa. Inicialmente, a medida duraria três meses, mas foi prorrogada três vezes.
Em novembro de 2009, nas vésperas da conferência sobre o clima em Copenhague, o governo decidiu manter os benefícios para os modelos flex, enquanto retirava a redução do tributo para veículos a gasolina.
Balanço
Durante a vigência do IPI reduzido, foram os segmentos de carros 1.0 e 2.0 que tiveram melhor desempenho no mercado, com com aumento de 15% das vendas no período entre janeiro de 2009 e fevereiro de 2010 -na comparação com os 14 meses imediatamente anteriores-, de acordo com levantamento da Jato Dynamics. Os licenciamentos de veículos 1.6 cresceram 3,28%, enquanto os com motor 1.8 recuaram 1,57%.
"Com a redução do imposto, os consumidores que tinham orçamento para pagar por um carro 1.8 preferiram pular para o 2.0. E, ao mesmo tempo, entraram novos consumidores no mercado em busca de carros populares", disse Augusto.