Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 10 de dezembro de 2011

TRÁFICO DE INFLUÊNCIA - Dilma lembra ataques que sofreu como ministra e dá ordem ao amigo de luta armada Pimentel: ‘Resista’

Dilma lembra ataques que sofreu como ministra e dá ordem a Pimentel: ‘Resista’

Alvo de suspeita de tráfico de influência por consultorias a empresas com convênios com Prefeitura de BH, ministro é o primeiro da cota pessoal da presidente a sofrer desgaste após 7 demissões

Tânia Monteiro e Vera Rosa, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Depois de demitir sete ministros em quase um ano de governo, a presidente Dilma Rousseff está disposta a manter o titular do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, alvo de suspeita de tráfico de influência nas atividades de consultoria exercidas por sua empresa, a P-21. "Resista!", ordenou a presidente ao ministro. "Tem gente que sobrevive. Eu sobrevivi."

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Dilma determinou o contra-ataque na quinta-feira, ao lembrar que também foi duramente atacada por 45 dias, em 2009, quando era chefe da Casa Civil, mas provou a falsidade das informações. Na ocasião, uma ficha criminal inverídica - que chegou a ser publicada - dava conta de que o grupo de Dilma, militante de extrema-esquerda, teria participado de seis assaltos, entre 1968 e 1969. Na lista estavam roubos a bancos e o assalto ao cofre do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros, com cerca de US$ 2,4 milhões.

"Você bem sabe que eu nunca participei de ação armada nem dei um tiro", disse Dilma a Pimentel, segundo relato de auxiliares. Amiga de juventude de Pimentel, a presidente militou com ele no Comando de Libertação Nacional (Colina) e na Vanguarda Armada Revolucionária (VAR-Palmares (VAR-Palmares), durante a ditadura.

Agora, Pimentel é o primeiro ministro da cota pessoal de Dilma a cair em desgraça. Todos os outros ou foram herdados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou indicados por partidos aliados. Na prática, nem mesmo a ala majoritária do PT queria que ele fosse ministro.

Clientes da empresa de consultoria de Pimentel firmaram negócios com a Prefeitura de Belo Horizonte, comandada por ele de 2003 a 2008, gerando suspeitas.

Embora o governo esteja preocupado com a exposição de Pimentel, a recomendação é para que ele não baixe a guarda. O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou ontem que o Pimentel "tem respondido com firmeza a todas as questões". "O importante é que ele tem o nosso apoio. É uma pessoa de muito respeito." Nos bastidores do Planalto, o comentário é que as denúncias contra Pimentel partem de "fogo amigo" na seara petista, em Belo Horizonte. Há quem identifique vazamentos de dados da Secretaria de Finanças.


Fonte Estadao http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-lembra-ataques-que-sofreu-como-ministra-e-da-ordem-a-pimentel-resista-,808967,0.htm

sábado, 3 de dezembro de 2011

FOTO DO DIA - Dilma em interrogatório em 1970

A RÉ DILMA
Dilma na sede da Auditoria Militar no Rio de Janeiro, em novembro de 1970. Ao fundo, os oficiais que a interrogavam sobre sua participação na luta armada escondem o rosto com a mão (Foto: Reprodução que consta no processo da Justiça Militar)
   

sábado, 17 de setembro de 2011

FALTAM 999 DIAS - Fifa pressiona Brasil na festa da Copa

Nas comemorações dos mil dias que faltam para abertura do Mundial, entidade cobra agilidade do governo e garantias na Lei Geral do evento
17 de setembro de 2011
0h 00
Luiz Antônio Prósperi e Jamil Chade - O Estado de S.Paulo


É crítica a relação entre a Fifa e o governo federal. No dia em que se comemorou a marca de mil dias para a Copa de 2014, o comando da Fifa pressionou as autoridades. O ponto máximo da tensão passa pelo projeto da Lei Geral da Copa, assinado ontem pela presidente Dilma Rousseff.

Confraternização de Dilma com operários no Mineirão - Roberto Stuckert Filho/PR
Interlocutores da Fifa, procurados pelo Estado, disseram que o projeto da Lei Geral não atende às exigências da entidade para a realização do Mundial. "Sem a lei, não há Copa", revelou um dos executivos ligados à organização do Mundial de 2014.

Pronto para ser assinado em março, após um amplo entendimento entre a Fifa e o governo federal, o projeto da Lei Geral sofreu alterações até a presidente Dilma colocar a sua assinatura, durante sua visita às obras do Mineirão, em Belo Horizonte.

"Com a assinatura da presidenta hoje (ontem) e o envio do projeto ao Congresso, nós estamos otimistas que o Congresso vai aprovar esse último compromisso institucional do Brasil com a Fifa, quem sabe até o final do ano" disse o ministro do Esporte, Orlando Silva, ontem de manhã, em Belo Horizonte.

O problema é que a Fifa não pode esperar até o final do ano para a aprovação da lei. A entidade quer, entre outros itens, as garantias do controle total da venda de ingressos e proteção das marcas dos seus patrocinadores no Brasil, no máximo até outubro quando realizará o seu congresso em Zurique.

Neste congresso, nos dias 20 e 21, a Fifa vai definir a distribuição dos jogos entre as 12 sedes, as cidades da abertura e da final do Mundial e dar início à venda dos bilhetes da Copa.
"Como vamos vender os ingressos para um cidadão, por exemplo, dos Estados Unidos, se não temos a garantia do governo brasileiro de que a Fifa vai ter o controle total da venda?" questiona um executivo ligado à organização do Mundial 2014.

A entidade exige o controle parar determinar os valores dos ingressos, ignorando por completo, por exemplo, a lei da meia-entrada, que é uma das peças de destaque do Estatuto do Torcedor vigente no País.

Outro item do projeto Lei da Copa que a Fifa exige é a facilitação da concessão de visto de trabalho para executivos da entidade e para estrangeiros funcionários das empresas ligadas à Fifa.

Diante das incertezas da Fifa, o executivo traçou um panorama preocupante para o andamento do Mundial. "O quadro está feio, muito feio."
Bronca no Ministério. Outra preocupação da entidade é a interferência do Ministério do Esporte na organização da Copa. Fonte próximas da cúpula da Fifa confirmaram ao Estado que o imobilismo do Ministério praticamente é total. O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, vem declarando a pessoas mais próximas que está "irritado" e "sem saber mais o que fazer" com a falta de ação do governo.
Dentro da entidade, a preocupação é de que o Ministério do Esporte age como se fosse o dono da Copa e não a Fifa.

O Estado tentou entrar em contato com a assessoria do Ministro do Esporte, Orlando Silva, no final da tarde de ontem, mas não teve retorno até o fechamento desta edição.

Há ainda um incômodo geral na cúpula da Fifa com a ação do governo federal na execução das obras ligadas à Copa. De acordo com avaliação da entidade, apenas as reformas e construções dos estádios estão dentro do prazo, apesar de alguns atrasos.

Quanto aos projetos de modernização dos aeroportos, mobilidade urbana, infraestrutura nas cidades-sede, novas tecnologias, transporte e rede hoteleira, sempre de acordo com a avaliação da Fifa, o Brasil pouco avançou nos últimos dois anos.
INGRESSOS
21 de outubro é o dia que a Fifa vai dar início à venda de ingressos para os jogos nas 12 sedes da Copa do Mundo de 2014


terça-feira, 13 de setembro de 2011

DILMA quer tirar R$ 11,6 bi do FAT

O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) poderá fechar suas contas no vermelho em 2012, caso a Desvinculação de Receitas da União (DRU) seja prorrogada, como quer o governo. Esse mecanismo retira 20% de todas as receitas "carimbadas" e autoriza que elas sejam utilizadas em qualquer outro setor no qual o governo considere mais adequado.
No caso, a DRU tiraria R$ 11,6 bilhões do fundo, cujo orçamento em 2012 é de R$ 58 bilhões. Até agora, o único déficit registrado na história do FAT, de R$ 1,8 bilhão, ocorreu em 2009, em meio à crise internacional.
O FAT só perderá esses recursos se o governo conseguir aprovar, ainda este ano, uma emenda à Constituição alongando a vigência da DRU, que acaba em 31 de dezembro de 2011. A proposta, que já está no Congresso Nacional, prevê que o mecanismo só seja extinto no fim de 2015.
O governo alega que a DRU é necessária para dar ao Executivo maior margem de manobra sobre o Orçamento da União, que é fortemente "engessado" por causa do alto volume de receitas que já são, por lei, "carimbadas" para finalidades específicas.
Há dúvida, porém, se a presidente Dilma Rousseff conseguirá que sua turbulenta base de apoio no Legislativo, que tem se mostrado tão incerta em recentes votações, aprove a emenda até o fim do ano.
A proposta já se transformou num instrumento de expressão de insatisfações da base em relação ao governo. Caso a proposta seja rejeitada, isso representará uma mudança importante nas finanças públicas. Com nomes diferentes, a DRU está em vigor ininterruptamente desde o Plano Real, de 1994.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

QUEBRA DE SIGILO - Envolvido trabalhará com Dilma



O Globo

Jeter Ribeiro de Souza, ex-gerente da Caixa Econômica Federal (CEF) que acessou e imprimiu o extrato bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, em 2006, foi nomeado assessor do gabinete pessoal da presidente Dilma Rousseff.

A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União em 2 de fevereiro deste ano. A informação foi divulgada pela revista "IstoÉ". Ontem, a assessoria de imprensa da Presidência informou que não fará comentário sobre o assunto e que a nomeação será mantida.

Jeter acessou a conta de Francenildo a pedido de Jorge Mattoso, então presidente da CEF, que responde a ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) pela quebra de sigilo bancário.

Francenildo teve seus dados vazados depois que disse, em entrevista, que o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, atual chefe da Casa Civil, participava de festas em uma casa frequentada por garotas de programa e lobistas.

Dias depois, a revista "Época" publicou extrato no qual aparecia um depósito de R$ 25 mil na conta de Francenildo. Para os petistas, o dinheiro era fruto de pagamento por um depoimento falso. Depois ficou provado que a verba havia sido depositada pelo pai biológico de Francenildo.

No STF, Palocci escapou de responder ao processo. Por cinco votos a quatro, os ministros entenderam que não havia provas suficientes contra ele. Jeter foi inocentado na sindicância da CEF. A função de Jeter será fazer relatórios sobre programas de governo.

sábado, 29 de janeiro de 2011

FURNAS - Dilma, irritada, deve trocar toda diretoria de Furnas

Irritada com a confusão armada em Furnas, a presidente Dilma Rousseff passou boa parte da tarde de ontem em São Paulo discutindo o problema com o ministro Antonio Palocci (Casa Civil).
Segundo o "Painel" da Folha, editado interinamente por Ranier Bragon (íntegradisponível para assinantes do jornal e do UOL), na próxima semana, a troca de comando na estatal deve ser sacramentada, com tendência de mudança de toda a diretoria.
O governo avisou o PMDB que não aceitará indicações do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que ostenta forte influência em Furnas.
Ontem, foram discutidas várias opções. Entre elas a de entregar a presidência a Flávio Decat, homem de confiança de Dilma e até então cotado para a Eletrobras.
Outra sugestão posta à mesa da presidente foi a de mover Rossano Maranhão, ex-presidente do Banco do Brasil e hoje no Banco Safra, para o setor elétrico.

domingo, 21 de março de 2010

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL - Dilma Rousseff confirma saída do governo para este mês

Ministra-chefe da Casa Civil voltou a comparar o governo Lula com o de Fernando Henrique Cardoso

A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, participou na noite deste sábado, 20, em Porto Alegre, da festa de aniversário do ex-ministro da Justiça Tarso Genro. Antes de fazer parte da cerimônia, ela informou a jornalistas que deve se licenciar no dia 31 de março e que participará discretamente de atos do governo até junho. "Não pretendemos fazer campanha utilizando essa possibilidade. Não achamos que essa seja a atividade determinante minha nesse período."
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http://www.estadao.com.br/estadao/novo/img/icones/mais_azul.gifEm visita a Santa Catarina, Dilma alfineta Serra
http://www.estadao.com.br/estadao/novo/img/icones/mais_azul.gif Dilma vê multa do TSE com naturalidade
No entanto, Dilma admitiu que sentirá falta da rotina de inauguração de obras. "Sentirei uma certa saudade,porque tem coisa que vai ser inaugurado que passei barro por ela. É aquele negócio de ter orgulho do trabalho que faz ele virar parte de você."
A ministra voltou a comparar o governo Lula com o de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "Sem sombra de duvida o governo Lula está sendo melhor do que o governo Fernando Henrique em todos os aspectos. A economia cresceu e, sobretudo, demos um bem estar à população nos últimos anos que não temos noticia de algo similar. Tiramos milhões que viviam abaixo do nível da pobreza e elevamos 31 milhões de brasileiros à classe média."
Dilma também equiparou os valores das reservas em dólares dos dois governos - 243 bilhões de dólares no atual governo contra 14 bilhões herdada do FHC.
Além de lideranças petistas nacionais e congressistas, ministros estiveram presentes. Fernando Haddad (Educação), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), Luiz Paulo Barreto (Justiça).


 

 

quinta-feira, 11 de março de 2010

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL - Lula mira Serra: 'tem gente inaugurando até maquete'

Presidente se referiu a evento em que tucano apresentou projeto da ponte Santos-Guarujá
Anne Warth, da Agência Estado e Roberto Almeida, enviado especial

A ministra Dilma Rousseff distribuiu autógrafos para funcionários 
da Petrobrás em Cubatão
Clayton de Souza/AE
A ministra Dilma Rousseff distribuiu autógrafos para funcionários da Petrobrás em Cubatão
CUBATÃO, SP - Numa crítica claramente direcionada ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB), mas sem citar diretamente o nome dele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, 10, em Cubatão, na Baixada Santista (SP), que a campanha política neste ano já começou. "Estamos num ano de campanha e estamos percebendo que tem gente inaugurando até maquete", disse, em discurso na cerimônia de inauguração da Usina Termelétrica Euzébio Rocha, obra integrante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dentro das instalações da Refinaria Presidente Bernardes.
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linkSerra faz evento para mostrar maquete

Lula se referiu ao evento realizado na terça-feira, 9, pelo tucano em Santos, em que foi apresentada a maquete da ponte Santos-Guarujá, que ainda não foi licitada. "Político mentiroso dizia que ia matar a cobra e mostrar o pau, mas não adianta só mostrar o pau. Tem que mostrar a cobra morta", disse o presidente.

"Mas, como nós somos política e ambientalmente corretos, nós não vamos matar cobra nenhuma, vamos deixar a bichinha viver o tempo inteiro e não encher o saco dela (sic), que ela não vai picar ninguém", concluiu.
Serra deve ser o principal adversário da pré-candidata do PT à Presidência, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

As declarações apontam uma afinação entre Lula e Dilma nas críticas a gestões tucanas. Ambos relembraram o apagão de 2001 para contrapor ao que Lula classificou como "momento de quase estado de graça" do País. "Nunca mais teremos apagão, a não ser por queda de torre, e aí é com Deus", disse Lula, em referência ao apagão que atingiu o País no final do ano passado.

O presidente cutucou Serra ao defender a atuação do governo federal durante a crise financeira global.

Ele citou que 950 mil empregos com carteira assinada foram criados no Brasil em 2009, no que classificou como o "pior ano" do governo, e 181 mil postos de trabalho foram abertos em janeiro. "Eu vou repetir essas coisas", afirmou, para, então, fazer a provocação ao provável candidato do PSDB a presidente.

"Nós queremos mostrar como as coisas acontecem nesse país", completou.

Tietagem

Lula e Dilma cumprimentaram trabalhadores e posaram para fotos. Por causa do intenso calor que fazia na cidade, Dilma dispensou o vermelho que costuma vestir em eventos do PAC e vestiu uma camisa branca com colar e brinco de pérola. Lula suava muito e, no início do discurso, disse que iria abreviá-lo em respeito aos presentes. Acabou falando por quase 30 minutos.