Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

DILMA EM CUBA - Blogueira cubana se diz ‘decepcionada’ com postura de Dilma

Para Yoani Sánchez, cautela da presidente durante visita a Cuba foi ‘oportunidade perdida’; governo do país decide na quinta-feira se ela pode vir ao Brasil para lançamento de documentário
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Gabriel Manzano, de O Estado de S.Paulo
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De Havana, onde edita seu blog Generación Y, a dissidente cubana e colunista do Estado Yoani Sánchez disse na quarta-feira, 1º, à rádio Estadão ESPN, que está "decepcionada" com a atitude da presidente Dilma Rousseff de evitar o debate sobre direitos humanos em sua passagem por Cuba. "Foi uma pena, uma oportunidade perdida", afirmou Yoani, que uma semana antes recebeu da mesma Dilma a autorização para vir ao Brasil. "Teria sido um bom momento para um gesto diplomático e solidário com os cidadãos, não só com o governo", afirmou a dissidente.

"Foi uma pena, uma oportunidade perdida", comentou Yoani sobre a visita de Dilma a Cuba - Alejandro Ernesto/EFE
Alejandro Ernesto/EFE
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"Foi uma pena, uma oportunidade perdida", comentou Yoani sobre a visita de Dilma a Cuba
 
Na entrevista por telefone, Yoani revelou que deve sair na quinta-feira, 2, a resposta do governo de Cuba ao pedido para viajar para o Brasil. Ela é aguardada no dia 10 em Jequié, na Bahia, onde estreará um documentário em que ela aparece como personagem.
Até agora, segundo contou, ela fez 18 tentativas de sair da ilha, todas negadas. "Se a resposta sair, será agradável. Mas é claro que não estou esperando uma resposta para me exilar. Quero conhecer o Brasil e voltar."
A dissidente lamentou que, no fim das contas, os "mais céticos’ tiveram sua expectativa confirmada: "Eles diziam que eu não deveria alimentar ilusões, que Dilma não tocaria em nenhum tema delicado e difícil".
Yoani definiu como "absurdo migratório" o ritual vivido por cubanos que querem viajar para o exterior. "É preciso pedir uma autorização para sair e para entrar - Cuba é o único país do Ocidente onde isso ocorre." E as autoridades ainda exigem "uma carta branca para entrar em um avião, mesmo tendo o passaporte valido e o visto".

Bom sinal. Para Yoani, foi um "bom sinal" a decisão de Raúl Castro de limitar a dez anos o tempo das autoridades em cargos públicos na ilha. "Mas isso nada muda para sua pessoa, pois ele poderá governar até 2018, quando já estará incapacitado para o poder. As novas regras, em seu caso, só valerão para o sucessor", avaliou. A blogueira considera mínimo o efeito político dessa medida dentro de Cuba. E, completou, as medidas de flexibilização da economia "vão numa lentidão exasperante e têm pouca profundidade".
Perguntada sobre as chances de haver democracia em Cuba, a dissidente mostrou-se realista, mas otimista. Por um lado, admitiu que "não se avançou nada na direção do direito dos cidadãos". O regime precisa introduzir mudanças "porque a situação econômica e social assim o exige", mas fica numa corda bamba, agindo cautelosamente e sabendo que a limitação em tais mudanças "pode lhe custar o poder". Por isso, acrescentou, o clima é de poucas expectativas com as reformas.
 
Fonte Estadao

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

DILMA EM CUBA - Longe de dissidentes, Dilma chega a Cuba com linha de crédito milionária

Presidente desembarcaria ontem em Havana levando plano para fazer empréstimos à ilha castrista alcançarem US$ 1,37 bilhão.
Lisandra Paraguassu/ ENVIADA ESPECIAL/ HAVANA
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HAVANA - A presidente Dilma Rousseff chegaria ontem à noite em Havana para sua primeira visita oficial a Cuba. A julgar pelos sinais enviados por Brasília, o governo cubano tem mais razões para ser otimista do que a dissidência. Dilma leva à ilha mais uma linha de crédito, dessa vez de US$ 523 milhões. Com isso, o financiamento brasileiro à ilha chega a US$ 1,37 bilhão.



Wilson Pedrosa/AE
Coletiva de imprensa de Maritza Pelegrino, esposa do lider morto, Wilnam Pelegrino


Com a visita da presidente brasileira, o regime cubano - que investe em algumas mudanças econômicas para tentar tirar a ilha da inércia financeira - espera do Brasil mais investimentos pesados em obras de infraestrutura. Por seu lado, os dissidentes, apesar de todos os sinais contrários vindos de Brasília, ainda acreditavam ontem que o governo brasileiro não manteria a tradicional indiferença às violações dos direitos humanos no país.

O Itamaraty não esconde que o propósito da visita de Dilma é econômico e comercial. O Ministério das Relações Exteriores tem reiterado que o Brasil não tem intenção de tratar publicamente de temas espinhosos, como a repressão cubana.
A avaliação do Brasil, de acordo com o chanceler Antonio Patriota, é a de que "a situação dos direitos humanos em Cuba não é emergencial". Incluir na agenda presidencial encontros com opositores do regime, mesmo que para tratar de direitos humanos - na teoria, um tema caro à presidente - não cairia muito bem.

O que interessa ao governo brasileiro é incentivar o regime cubano a seguir adiante com as mudanças econômicas. A avaliação da diplomacia brasileira é a de que ajudar Cuba a avançar economicamente é a melhor colaboração que se pode dar ao país. Por isso, o País vai financiar do término do Porto de Mariel, uma obra de US$ 683 milhões, até a compra de alimentos e máquinas. O comércio entre os dois países cresceu 31% de 2010 para 2011, chegando a US$ 642 milhões. No entanto, essa é quase uma via de mão única: apenas US$ 92 milhões são de exportações cubanas, especialmente medicamentos.

Há pouco para Cuba vender e muito para comprar. Chegam do Brasil equipamentos agrícolas, sapatos, produtos de beleza, café, em alguns momentos, até açúcar.

Hoje extremamente dependente da Venezuela, que garante praticamente todo o petróleo usado na ilha a preço de custo, os cubanos repetem uma situação que já viveram nos anos 70 e 80 com a União Soviética, antes de Moscou falir e abandonar Cuba à própria sorte. "A Venezuela é nossa nova URSS. O equilíbrio cubano hoje se chama Hugo Chávez", avalia o economista Oscar Espinosa Chepe. "Há muito potencial, especialmente na agricultura, mas é preciso investimento. É preciso buscar investimentos estrangeiros reais, buscar um país mais sério."

Pelo menos três diferentes grupos de dissidentes pediram audiência a Dilma ou a alguém de sua comitiva, mas não receberam resposta.

"O que podemos esperar é que a presidente fale das pessoas, do povo cubano. Ela pode falar muito perto de Raúl e Fidel Castro, nós não podemos. Gostaria que essa visita marcasse o antes e o depois", disse a blogueira e colunista do Estado Yoani Sánchez.

Outros têm expectativa mais modesta: imaginam que pelo menos a presidente não dará declarações como a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comparou o dissidente Orlando Zapata, morto durante sua visita ao país, em 2010, a presos comuns "de São Paulo ou do Rio".

"Sabemos que Dilma não fará o mesmo, mas também não temos esperança de que falará por nós", afirmou José Daniel Ferrer García, da União Patriótica Cubana, grupo ao qual pertencia Wilman Villar Mendoza, dissidente que morreu dia 19, depois de uma greve de fome de 48 dias em uma prisão cubana. A viúva de Villar, Maritza, chegou ontem a Havana, vinda de Santiago, para denunciar a morte do marido.


 Fonte Estadao

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

DILMA EM CUBA - Visita dá oxigênio para a Ditadura de Castro

Governo Dilma e republicanos são anacrônicos sobre Cuba
Por Caio Blinder


A lenga-lenga do Raúl - Foto Ismael Francisco/AFP

A presidente Dilma Rousseff está para começar viagem oficial a Cuba Não deveria fazer esta visita. O porta-voz do Itamaraty Tovar Nunes justifica em burocratês que o objetivo da viagem é “sistematizar o relacionamento econômico” entre Brasil e Cuba e que interesses mútuos não são movidos por solidariedade política. Claro que são. No mundo não dá para ignorar realpolitik ou interesses econômicos. Mas também não dá para ignorar a camaradagem do Brasil com a ditadura cubana.
Como ignorar uma China a caminho de ser superpotência governada pela ditadura comunista? É chato ver como os EUA “sistematizam” uma relação estratégica com a ditadura saudita, mas é um constrangimento necessário. No caso do Brasil, não só existe solidariedade política em relação a Cuba, mas um orgulho do PT governante com os irmãos (no sentido literal e figurativo) que governam a ilha-presídio. Falta constrangimento.

A visita da presidente Dilma Rousseff, portanto, é um oxigênio para o regime cubano. Exceto para os cubanos na ilha-presídio, cubanos na Flórida e correligionários continentais, Cuba não tem maior importância. É basicamente uma mancha na consciência mundial. Cuba está lá embaixo na lista global de opressão. Começa a perder o bonde da história até para Mianmar, o país da briosa dissidente Aung San Suu Kyi, que finalmente empreende reformas políticas. A prêmio Nobel da Paz, que passou 15 dos últimos 23 anos em prisão domiciliar, está agora fazendo campanha por uma cadeira no Parlamento. Dá para imaginar quando a dissidente cubana Yoani Sánchez poderá fazer o mesmo?


Raúl Castro tem um projeto de reformas econômicas e administrativas. Empreende passos cautelosos para Cuba se converter em Vietnã do Norte e não acabar na história como uma Coreia do Norte. O projeto é liberalizar a economia e separar o aparato partidário da gestão governamental, ao estilo norte-vietnamita.. Claro que isto, em nenhuma hipótese, significa afrouxar o monopólio do poder político.

É aquela coisa atroz do artigo 5 da Constituição cubana, que “sistematiza” a ditadura: “O Partido Comunista de Cuba é vanguar­da organizada da nação cubana, é a força dirigente superior da sociedade e do Estado, que orga­niza e orienta os esforços co­muns na direção dos altos fins da construção do socialismo do progresso na direção da sociedade comunista”. Numa reunião do PC no fim de semana, Raúl Castro reiteirou o plano de mandatos limitados para os dirigentes, mas nada de limites para a ditadura, pois fez mais uma ode ao sistema de partido único.
Existe resistência a estas reformas econômicas de Raúl Castro nos bastiões stalinistas do partido e da parte do ”big brother” Fidel. Neste anacronismo, cubanos, na ilha estão irmanados a bastiões da comunidade anticastrista na Flórida. Candidatos republicanos à presidência em campanha no estado – devido às primárias desta terça-feira – têm uma linguagem durona na questão cubana. Prometem reviver o embargo total e acusam o presidente democrata Barack Obama de “apaziguamento”" em sua política cubana (também de ser frouxo sobre a Venezuela de Hugo Chávez). Mas esta “frouxidão” em Washington reflete uma suavização da própria comunidade cubana na Flórida.

A linha dura republicana destoa dos novos tempos. Ironicamente, os republicanos americanos e petistas brasileiros estão irmanados em uma visão atrasada de Cuba. O argumento desta linha dura americana é que suavizar o embargo – medidas como permitir visitas familiares ilimitadas a Cuba e transferência de dinheiro para parentes - dá sobrevida à ditadura cubana. Mas e o contra-argumento? Meio século de embargo é munição para a lenga-lenga castrista contra o imperialismo ianque (expressão tão surrada como a ditadura de Havana).

Cubanos da Flórida querem investir em Cuba (tirando proveito de estímulos a pequenos negócios privados e liberalização no mercado imobiliário). Evidentemente, muito mais estará em jogo caso haja descoberta generosa de petróleo na fatia cubana do golfo do México. Aí, gigantes empresariais americanos deverão fazer um lobby da pesada contra o embargo econômico, o que exige aprovação do Congresso. O fim do embargo seria também uma farra para a “nomenklatura” no poder em Havana, abrindo espaço para corrupção ao estilo Rússia pós-comunismo.

Pesquisas mostram esta suavização das atitudes dos cubano-americanos, como a que foi feita pela empresa Bendixen & Associated, a mais respeitada na radiografia da comunidade hispânica nos EUA. Os cubano-americanos estão divididos sobre o embargo: 41% contra e 40% a favor. Na avaliação da Bendixen, existe uma “evolução do pensamento” na comunidade anticastrista. A divisão de hoje contrasta com o consenso de anos atrás e reflete um conflito de gerações, com os mais jovens da comunidade cubana da Flórida favoráveis a maiores laços com a ilha, ainda uma ilha-presídio.

O eleitor cubano-americano é mais conservador do que os demais latinos nos EUA, mas ele conta cada vez menos na Flórida devido à crescente diversidade da minoria no estado (quase 1/4 da população). Em 2008, Obama derrotou o republicano John McCain entre os eleitores latinos na Flórida (57% a 42%) e teve uma avanço expressivo entre os cubano-americanos (McCain obteve 53% e o presidente ficou com 47%).

São novos tempos. Washington também precisa “sistematizar” suas relações com Havana de um modo diferente, mas não ao estilo de Brasília. O desafio é manter laços com Cuba, sem manter a camaradagem com a ditadura Castro e lhe conferir uma sobrevida.


     Fonte VEJA

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

DITADURA EM CUBA - Blogueira cubana (@yoanisanchez faz pedido oficial a Dilma

Blogueira cubana faz pedido oficial a Dilma
Yoani Sánchez entrega carta na Embaixada do Brasil em Havana para visitar o país




A blogueira cubana Yoani SánchezAFP

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff, embora repita que não se envolve em assuntos internos dos países, sente-se apertar por uma saia justa criada pela situação política em Cuba, onde chega no dia 30 para reuniões com o presidente Raúl Castro.

Nesta segunda-feira, a blogueira Yoani Sánchez, uma das mais conhecidas vozes dissidentes na ilha, disse, no Twitter, que entregou uma carta na embaixada brasileira em Havana com o pedido formal para que Dilma interceda a seu favor e ela possa viajar ao Brasil.

No início do mês, Yoani havia postado um vídeo na internet pedindo o auxílio de Dilma para participar da exibição do documentário “Conexão Cuba-Honduras” na Bahia, em fevereiro. O filme, dirigido pelo cineasta Dado Galvão, tem como tema a liberdade de imprensa em Cuba e no Brasil e inclui uma entrevista com a blogueira. Ela já havia tentado deixar o país em outras 20 ocasiões.

— Dilma já viveu isso na pele. Temos esperança de que seja sensível — disse Galvão, que organiza um protesto digital, em que as fotos de cada perfil nas redes sociais seriam trocadas pela de Dilma sob interrogatório em 1970.

Até então, o Itamaraty dizia que não se manifestaria a respeito porque nenhum pedido formal havia sido protocolado. “Desde sexta-feira, 20 de janeiro, entreguei na Embaixada do Brasil em Havana a carta a Dilma Rousseff. Agora espero resposta”, disse Yoani no Twitter.

O Itamaraty confirmou a entrega do pedido, mas não informou o que Dilma fará. O governo agora será pressionado a se manifestar publicamente sobre o tema. Ainda não se sabe se a presidente tratará de direitos humanos na visita, mas o Itamaraty disse que o chanceler Antonio Patriota abordou o assunto quando esteve na ilha, na semana passada, para acertar a visita presidencial. Patriota se reuniu com o chanceler Bruno Rodríguez, e eles conversaram sobre o assunto no âmbito de discussões no Conselho de Direitos Humanos em Genebra.

Na época, o dissidente Wilman Villar Mendoza já agonizava. Após sua morte, outros dissidentes disseram que gostariam de se reunir com Dilma, mas não há nenhuma manifestação favorável por parte do Brasil.

O “Granma”, jornal oficial do regime, em editorial desta segunda-feira, chamou Mendoza de preso comum e disse que há interesses de outros em explorar o caso.

Em fevereiro de 2010, quando Lula visitava Cuba, morreu o preso político Orlando Zapata Tamayo depois de 85 dias de greve de fome. Na ocasião, Lula lamentou a morte e, pouco tempo depois, acabou criando um mal-estar ao comparar presos políticos a criminosos comuns.

País libertou três “prisioneiros de consciência”

A Anistia Internacional disse que três cubanos considerados “prisioneiros de consciência” foram libertados na sexta-feira: Ivone Malleza, Ignacio Martinez e Isabel Haydee. A Anistia estava prestes a conceder esse status a Villar, pouco antes de sua morte.

Para o presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais, o embaixador Luiz Augusto de Castro Neves, se Dilma tratar de direitos humanos ou de casos como o de Yoani, o fará em caráter reservado, nas reuniões com Raúl Castro.

— O tratamento público do assunto pelos meios de comunicação pode não ser o mais eficaz. Ela pode preferir uma abordagem junto às autoridades — disse ele.

Para Williams Gonçalves, professor de Relações Internacionais da UERJ, Dilma deve se concentrar em uma agenda de desenvolvimento da economia.

— Lula destoou da nossa história diplomática em 2010. Dilma deve respeitar a não interferência em assuntos internos.

Para Alexandre Hecker, professor de História Contemporânea da Universidade Mackenzie, é mais factível uma ação em órgãos como o Conselho de Direitos Humanos ou a Assembleia Geral da ONU, para que Cuba tenha uma postura mais tolerante.

— Ela não vai dar apoio às Damas de Branco — resume.


Fonte O Globo  http://oglobo.globo.com/mundo/blogueira-cubana-faz-pedido-oficial-dilma-3747042#ixzz1kMfdPiQ8

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

CUBA - Dissidente Guillermo Fariñas é detido em Cuba

A polícia cubana deteve nesta terça-feira o dissidente Guillermo Fariñas, quando tentava visitar no hospital um opositor que faz greve de fome, informou sua mãe, Alicia Hernández.

Fariñas, que recebeu o Prêmio Sakharov 2010 do Parlamento Europeu após 135 dias de greve de fome para exigir a libertação de presos políticos, foi preso na entrada de um hospital da cidade de Santa Clara, 270 km a leste de Havana, segundo Hernández.

"Outra pessoa que estava com ele, chamada Soto, revelou que quando foram entrar (no hospital) os agentes disseram que não e houve uma confusão, quando o detiveram".

Franklin Reyes - 27.jan.2011/Associated Press

Dissidente Guillermo Fariñas dá entrevista em sua casa no último mês de janeiro 
Fariñas foi "imobilizado, agredido e levado a uma unidade da Polícia Nacional", disse Hernández.

O presidente da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, Elizardo Sánchez, confirmou a prisão de Fariñas com outros ativistas que foram ao hospital para visitar Alcides Rivera, o dissidente que faz greve de fome.

"Efetivamente, por volta das quatro da tarde, ele (Fariñas) e vários outros foram detidos na cidade de Santa Clara", disse Sánchez à AFP.

"Até o momento continua detido", revelou Sánchez por volta da 22h (no horário de Brasília).

Fonte Folha http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1000395-dissidente-guillermo-farinas-e-detido-em-cuba.shtml

quinta-feira, 1 de abril de 2010

DESASTRE DE CHERNOBYL - Notícias » Notícias Cuba atendeu mais de 25 mil doentes por explosão de Chernobyl

Cuba celebrou nesta quinta-feira duas décadas de um programa criado pelo ex-presidente Fidel Castro, que deu tratamento médico gratuito a mais de 25 mil afetados pela explosão da usina de Chernobyl, em 1986, o pior desastre nuclear da história. Desde 1990, quando o primeiro grupo de doentes chegou à ilha, médicos acompanham pacientes da Rússia, Belarus e Ucrânia com sequelas que vão desde leucemia e câncer de tireóide a transtornos psicológicos e neurológicos e alopecia, um mal que provoca perda de cabelos.
"(Este programa) é um exemplo do que pode fazer um povo que, sem ter grandes riquezas materiais, tem a grande riqueza espiritual de haver-se educado na solidariedade", disse o ministro de Saúde cubano, José Ramón Balaguer, durante cerimônia do projeto em Tarara, a 20 quilômetros de Havana.
Fidel, que foi substituído na Presidência da ilha por seu irmão Raúl após uma doença que o deixou à beira da morte em 2006, criou um programa em meio à estreita aliança ideológica e econômica com a antiga União Soviética.
Após a queda do socialismo soviético na década de 1990 apenas a Ucrânia, o país mais afetado, continuou enviando doentes.
"Agradecemos ao Estado e ao povo da Ucrânia por ter nos confiado seu maior tesouro: as crianças", disse Balaguer, que foi aplaudido por pacientes, familiares e médicos.
O ministro cubano disse que de 25.457 pacientes atendidos, 21.378 foram crianças.
Mães ucranianas divulgaram durante a comemoração uma declaração de agradecimento ao governo e ao povo cubano.
"Queremos declarar a todo o mundo que não existe uma ação mais humana com relação às crianças doentes que o programa ucraniano-cubano ''Crianças de Chernobyl", afirma o texto.
A catástrofe de Chernobyl, em que um reator nuclear liberou toneladas de material radioativo na atmosfera, deixou milhares de mortos e feridos em 1986.
(Reportagem de Rosa Tania Valdés)
Reuters

 

 

terça-feira, 30 de março de 2010

GREVE DE FOME EM CUBA - Chefe da OEA pede que Cuba evite morte de outro dissidente

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, pediu nesta terça-feira que Cuba busque uma "solução humanitária" para evitar a morte de um segundo dissidente que está em greve de fome, o que colocaria mais uma vez o governo comunista sob escrutínio internacional.
O diplomata afirmou que o governo de Raúl Castro deveria libertar 26 presos que estão doentes, como exige o dissidente em greve de fome Guillermo Fariñas. Na segunda-feira, Fariñas recusou pela terceira vez uma oferta da Espanha para ser submetido a um tratamento de saúde no país.
"O que tem que se fazer é pedir às autoridades cubanas que definitivamente resolvam esta crise. O que não convém a eles é que essa pessoa morra como aconteceu com o anterior", disse Insulza depois de se reunir com o presidente chileno, Sebastián Piñera.
Fariñas perdeu 13 quilos durante os 35 dias de greve de fome e está internado num hospital de Santa Clara, a 270 quilômetros de Havana.
O ex-militar e sociólogo de 48 anos iniciou seu jejum em 24 de fevereiro para pedir a libertação de 26 presos políticos que estão doentes. Ele começou o protesto após a morte em cativeiro de Orlando Zapata, que passou 85 dias em greve de fome.
A morte de Zapata foi duramente criticada pela Europa e pelos Estados Unidos.
"Peço formalmente às autoridades cubanas que deixem as pessoas que estão enfermas sair e, com isso, achem uma solução humanitária para a crise. Creio que tomar uma atitude desta não enfraquece ninguém", afirmou Insulza.
Cuba foi suspensa da OEA em 1962 por pressão dos Estados Unidos. No ano passado, o organismo abriu de novo as portas a um eventual retorno de Cuba, que foi recusado pelo governo da ilha.
Reuters

 

 

domingo, 21 de março de 2010

INTERNACIONAL/CUBA REAGE - Damas de Branco reprimidas em Cuba (veja o vídeo)




 


 

INTERNACIONAL/CUBA REAGE - Fundadora e líder do movimento Damas de Branco denuncia repressão brutal em Cuba, critica Lula e desafia o regime de Raúl Castro

Rodrigo Craveiro
Publicação: 21/03/2010 07:00 Atualização: 20/03/2010 22:53



Suas armas são as palavras. Nas mãos, levam gladíolos rosas. No coração, a saudade, uma dor que as consome há 2.517 dias e a preocupação com os maridos, os irmãos e os filhos, presos pelo regime cubano por se oporem contra o governo. Desde 2003, elas se reúnem e, vestidas de branco, saem em caminhada pela Havana Velha, algumas vezes de forma silenciosa. Quase cerimonial. Na última quarta-feira, foram surpreendidas por agentes do governo. Laura Pollán, 62 anos, e tantas outras mulheres acabaram arrastadas pelos cabelos, como se fossem animais, e jogadas dentro de um ônibus.

As imagens da repressão percorreram todo o mundo, escandalizaram a Anistia Internacional e levantaram ainda mais polêmica em torno de um regime que atropela os direitos humanos em nome do socialismo. Laura, fundadora do movimento Damas de Branco, precisou imobilizar o braço e sofreu com outras companheiras de luta feridas e humilhadas.

Meia hora antes de realizarem mais um protesto, às 17h de sexta-feira (hora de Brasília), Laura falou com exclusividade ao Correio, por telefone, de sua casa, em Havana. Ela contou à reportagem que o dia de hoje será o ápice das celebrações do sétimo aniversário da chamada Primavera Negra — período marcado pela prisão e julgamento sumário de médicos e jornalistas que se opunham ao movimento. Entre os presos, está Héctor Fernando Maseda Gutiérrez, marido de Laura, condenado a 20 anos de prisão.

A líder do Damas de Branco acusou o governo cubano de exercer uma “repressão brutal” e denunciou que seu povo vive em uma espécie de feudo, no qual as autoridades têm direito sobre as vidas e as propriedades. “Este é um governo totalmente totalitário”, lamentou, antes de seguir o exemplo do dissidente político Guillermo Fariñas e criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com Laura Pollán, o mandatário brasileiro visitou os irmãos Raúl e Fidel Castro e desprezou a situação dos presos de consciência e de suas famílias em sofrimento. E pediu: “Deus queira que o novo governante do Brasil tenha um pouco mais de humanidade”.

Senhora da liberdade
Qual é o propósito do Damas de Branco e quantas mulheres integram o movimento?
Nós, as Damas de Branco, somos um grupo criado espontaneamente de mulheres, mães e irmãs dos 75 presos políticos detidos em 2003. Nós nos unimos e começamos a caminhar em 30 de abril de 2003. Saíamos da Igreja de Santa Rita e caminhávamos pela Quinta Avenida. Pouco a pouco, muitos outros familiares foram se somando a nós. Assim, chegamos ao que somos hoje em dia. Neste momento, nos encontramos na jornada do sétimo aniversário e estamos tendo atividades durante sete dias. Por que sete dias? Precisamente por ser o sétimo aniversário. Um dia por cada ano de prisão de nossos familiares. Nosso grupo é feminino. Mulheres que não têm ninguém preso, mas que se solidarizam com nossa causa, se somaram a nós. Ontem (quinta-feira), éramos 75 mulheres reunidas. Pela manhã, quando estávamos na igreja, éramos 30. Mas elas foram chegando e logo passamos para 50 e, depois, 75. Todos os dias, percorremos as ruas. Foram quatro dias de protestos até hoje (sexta-feira) e eles nos reprimiram em três deles. Ainda que nos reprimam, estamos dispostas a continuar, porque o mais importante são nossas demandas: conseguir a liberdade incondicional de nossos maridos.

Como vê a repressão ao seu movimento? Sofreu agressão?
Como não? Sim. Tenho, inclusive, o braço imobilizado desde o polegar direito até dois dedos antes do cotovelo. Há mulheres engessadas, algumas com costelas fraturadas. Tem sido uma repressão brutal. Nós todos temos visto, inclusive os jornalistas, que o regime disponibiliza ônibus para transportar pessoas que vão nos agredir. Essas pessoas começam a gritar obscenidades insanas, mas nós não lhes respondemos. Seguimos pedindo liberdade. Gritamos as palavras “Liberdade para os presos políticos!”, “Viva os direitos humanos!” e, agora, depois da morte do dissidente Orlando Zapata Tamayo, também gritamos “Zapata vive!”. Não há ódio. Somos cubanas e sabemos que deve vir a mudança, em que não existam mais presos políticos, em que todos possamos estar juntos, pois somos irmãos e cubanos. Em um país democrático, tem que haver espaço para todos. Lutamos pela liberdade dos presos políticos e para que em Cuba reine, para sempre, a paz, o amor e a liberdade.

Que caminho Cuba precisa fazer até a consolidação das liberdades civis e da democracia?
Não é possível termos liberdades civis e democracia no atual regime de Raúl Castro. Por isso, estamos pedindo as mudanças. Este é um governo totalitário. Totalitário completamente. Um governo no qual não existe a livre expressão, a liberdade de movimentos, a liberdade de associação. Existem tantos direitos que nos estão sendo violados. É algo lamentável. Quero dizer a vocês, brasileiros, que não permitam que ninguém arranque sua liberdade... Não importa a ideologia. A liberdade é a coisa mais grandiosa que um ser humano possui.

Como o Brasil pode ajudar os cubanos a instaurarem a democracia?
Sempre vimos Lula como um homem do povo, um homem que surgiu dos trabalhadores. Portanto, alguém que amaria o povo e que desejaria a todos os povos a mesma liberdade vivida pelo Brasil. Em especial para Cuba. Mas cada vez que ele vem até aqui é para reunir-se com a ditadura dos irmãos Castro, sem se lembrar que há presos políticos, que existem famílias que estão sofrendo e que nós temos a dor que vocês tiveram durante um momento (na ditadura). Espero que o novo governo do Brasil, depois das eleições, não siga o caminho de Lula. Que pense mais nos seres humanos. Que nos ajude a encontrarmos o caminho da democracia e para que todos possamos sentir a liberdade.

De que modo a senhora vê a relação de Lula com Fidel Castro, a quem chama de “companheiro”?
Penso que Lula poderia vir ver Fidel Castro. Mas, no último encontro, ele não se manifestou a favor dos presos políticos e não prestou condolências por uma morte que poderia ter sido evitada. Lula não foi capaz de pedir aos irmãos Castro, por ser seu amigo, que não deixem isso ocorrer mais. Devia ter lhes dito para libertar os presos políticos. Se vocês têm democracia e pluripartidarismo, por que Lula não interfere para que, em Cuba, os irmãos Castro deixem de ser nossos únicos governantes? Creio que Lula poderia ajudar o povo cubano. Lula tem sido muito bom a vocês, mas a nós não nos tem feito nada, não nos tem apoiado. Deus queira que o novo governante do Brasil tenha um pouco mais de humanidade e estenda a liberdade e a democracia para o resto dos países.

Por que o regime de Raúl Castro não faz concessões em relação aos presos de consciência?
Poderia fazer (concessões) ao Brasil ou à Espanha, por exemplo. Cuba necessitava do apoio da Espanha para ter suavizadas as sanções impostas à ilha. Cuba deu, então, a liberdade a Raúl Rivero, em 2004. É possível que Lula, que é tão amigo, diga a Cuba, que tanto precisa do intercâmbio comercial e de seguir sustentando a amizade com a América, para dar a liberdade aos presos.

Que balanço a senhora faria da situação dos presos políticos na ilha e do nível de liberdades civis?
Desgraçadamente, as liberdades civis foram sequestradas em Cuba há 51 anos. A vida aqui é como na época medieval: estamos em um feudo, com senhores feudais que tratam o povo como servos. Eles querem ter todo o direito sobre as vidas e as propriedades. Não os deixam realizar seu trabalho livremente e têm, como único patrão, o governo comunista. Além disso, não podem se expressar livremente. As autoridades apregoam que as escolas e universidades são dos revolucionários. Se você não está com elas, não pode estudar. Estão reprimindo e castigando os cubanos. As pessoas que ousam levantar sua voz e pedir liberdade vão parar no cárcere, como ocorreu com nossos familiares. O governo é um violador de todos os direitos. E as prisões? Peça ao Lula que visite as prisões, mas não aquelas designadas pelo governo dos Castro. Que ele escolha livremente as prisões e fale com os prisioneiros. Venham vocês, jornalistas, e visitem livremente as prisões que quiserem. Aqui não se cumpre as regras mínimas determinadas pela ONU no tratamento dos prisioneiros. Desejo que o Brasil siga no caminho da democracia e tomara que o novo presidente se ocupe mais das problemáticas de nosso país.

Ouça trecho da entrevista


 

 

sábado, 20 de março de 2010

TERREMOTO EM CUBA - de 5 graus atinge Guantánamo


Cuba - Um terremoto de 5.6 graus atingiu neste sábado a região de Guantanamo, em Cuba.
"Acaba de ocorrer um tremor de terra em Guantânamo. As pessoas estão nas ruas chorando", relatou em seu Twitetr a blogueira Yoani Sánchez, do blog Generacion Y.
De acordo com o site U.S. Geological Survey, o epicentro do terremoto foi a 45 quilômetros de Guantánamo e a 810 quilômetros da capital, Havana. O tremor ocorreu a 17,2 quilômetros de profundidade.

 


 

GOBIERNO DE LULA - Protesta de la embajada de Brasil en Miami Lula cómplice de la dictadura en Cuba


Exiliados irrumpieron en el consulado de Brasil en Miami para protestar contra Lula Cantando "Cuba Libre" cómplice de Lula "y" Libertad ", los militantes de la Asamblea de Resistencia, compuesto de expatriados ...


 


 

GOVERNO LULA - Protesto embaixada brasileira em Miami Lula cúmplice da ditadura de Cuba


Exilados invadiram consulado do Brasil em Miami para protestar contra Lula Aos gritos de "Cuba livre", "Lula cúmplice" e "Liberdade", militantes da Assembleia da Resistência, constituída de exilado...


 


 

GREVE DE FOME EM CUBA - Cubanos de Miami protestam contra Lula


Publicada em 20/03/2010 às 00h11m
Marília Martins

NOVA YORK - A comunidade cubana em Miami anda revoltada contra o governo brasileiro. Desde que o presidente Lula comparou o dissidente cubano Orlando Zapata Tamayo, morto em consequência de uma greve de fome no final de fevereiro, a detentos comuns de penitenciárias paulistas , sua reputação como líder democrático ficou bastante arranhada. Já circula pela internet o vídeo produzido por um grupo de manifestantes que decidiu sentar-se diante da porta do consulado brasileiro em Miami em protesto contra o que definem como "cumplicidade de Lula com a ditadura cubana".
" Todos nós tínhamos muito respeito por Lula como mediador entre países latino-americanos e os EUA por causa de sua história pessoal. Mas sua reputação ficou seriamente manchada "

- Esse grupo de cubanos esteve aqui durante cerca de meia hora gritando palavras de ordem, num protesto barulhento mas pacífico. Nós perguntamos se eles gostariam de entregar alguma carta ou algum documento para darmos ao presidente Lula. Mas recusaram a oferta. Parece que a intenção era simplesmente: o grupo queria filmar a si mesmo fazendo o protesto para que as imagens circulassem pela internet - comenta o cônsul brasileiro em Miami, Luiz Augusto de Araújo Castro.
A manifestação de protesto faz parte de um calendário maior, que movimenta dezenas de pequenos grupos cubanos, todos muito ativos quando se trata de protestar contra o regime castrista. Numa comunidade que conta com mais de um milhão de cubanos, muitos depois descendentes de exilados, e com dezenas de rádios e jornais locais em espanhol, a imagem de Lula sofreu forte abalo depois de sua última visita à ilha.
Mesmo com dores, Guillermo Fariñas não desiste de greve de fome - A comparação feita por Lula foi extremamente infeliz. Prisioneiros políticos fazem greve de fome em defesa de valores éticos. Todos nós tínhamos muito respeito por Lula como mediador entre países latino-americanos e os EUA por causa de sua história pessoal. Mas sua reputação ficou seriamente manchada - avalia Andy Gomez, pesquisador da Universidade de Miami.
Leia mais:Dissidente cubano morre após 85 dias de greve de fome Anistia Internacional critica o governo cubano

 


 

quarta-feira, 17 de março de 2010

GOVERNO LULA/DIREITOS HUMANOS - Anistia critica Brasil por não condenar Cuba

Representante de entidade para a região diz que governo Lula poderia influenciar Havana a melhorar direitos humanos
Em carta a ser publicada hoje, organismo exortará regime castrista a libertar presos políticos e a revogar leis que permitem repressão
A Anistia Internacional questionou o silêncio brasileiro em relação a Cuba, afirmando que o país "deveria mostrar um nível maior de integridade em relação aos direitos humanos" para ocupar o papel que almeja no palco global. Em carta publicada hoje, a entidade exorta o governo cubano a revogar as leis que permitem a repressão e a soltar todos os chamados prisioneiros de consciência.
"Direitos humanos são universais e indivisíveis. Se o Brasil quer ter um papel maior no cenário internacional e se envolver com organismos da ONU, como vem tendo, deveria mostrar um nível maior de integridade em relação aos direitos humanos e mais coerência", afirmou à Folha, por telefone, Kerrie Howard, a vice-diretora do grupo para as Américas.
"Não se pode criticar a questão dos direitos humanos apenas quando é conveniente."
Howard afirmou que o Brasil tem exercido papel importante para o avanço dos direitos humanos pelo mundo. A resposta anterior veio para a pergunta sobre a política do país de se calar em fóruns internacionais sobre acusações de violações por governos como Cuba, Irã, Coreia do Norte e Sudão.
Apesar de algumas exceções -como o recente pedido a Teerã para receber os relatores da ONU-, tradicionalmente o Itamaraty abdica de críticas e cobranças alegando se tratar de um instrumento de pressão menos efetivo que o diálogo