Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 24 de setembro de 2011

CRUZ VERMELHA: fome atinge 1 BILHÃO de pessoas por dia (PARA REFLETIRMOS) #VERGONHA

Mas o mundo produz comida suficiente para alimentar seus 7 bi de habitantes

 
Áreas rurais da África Subsaariana são as principais afetadas pela fome (Oli Scarff / Getty Images) O mundo produz comida suficiente para alimentar seus quase 7 bilhões de habitantes, mas a cada dia 1 bilhão de homens, mulheres e crianças vão dormir com fome, informa a Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV). Em seu relatório sobre desastres mundiais, divulgado nesta quinta-feira, a FICV analisa as causas da fome e localiza o problema principalmente em áreas rurais da África Subsaariana e na região da Ásia-Pacífico - embora o número de famintos nas cidades também esteja crescendo.

O documento adverte que os países ricos também não escapam à fome e que é improvável que se alcance o primeiro dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio estipulados pela ONU, que seria reduzir pela metade o número de pessoas que passam fome e vivem na extrema pobreza.

A Cruz Vermelha destaca o desequilíbrio que existe no mundo, onde 1 bilhão de pessoas em situação de desnutrição crônica convivem com 1,5 bilhão de pessoas sobrealimentadas. As crianças são os principais afetados pela distribuição deficiente dos recursos, com 9 milhões de mortes anuais antes de alcançar os cinco anos de idade.
Atualmente, 178 milhões de crianças na faixa de idade entre zero e cinco anos sofrem problemas de crescimento por uma deficiência na alimentação, um problema que começa no seio materno causando a metade das mortes de crianças menores de dois anos.

Leia mais: Como a ajuda humanitária agrava a crise de fome na África

Causas - O relatório afirma que as causas da fome e desnutrição são complexas e incluem desde a fala de investimento agrícola até a mudança climática, passando pela inconstância nos preços dos combustíveis e a especulação com as matérias-primas.

"Mas uma das causas mais nocivas é a discriminação de gênero. Se estima que 60% das pessoas desnutridas no mundo sejam mulheres, e em alguns países as meninas têm o dobro de probabilidade que os meninos de morrer por causa da desnutrição e de doenças infantis que poderiam ser prevenidas", acrescenta.

A FICV pede aos governos que desenvolvam planos de ação para enfrentar este grave problema e substituir o esquema de ajuda alimentícia pelo de transferência de capital, que poderia potencializar a criação de empregos e a geração de renda.

Investimentos - De acordo com o documento, a população mais vulnerável deve ter tratamento prioritário, ou seja, os menores de cinco anos e as mulheres grávidas. O relatório reconhece também que aumentar os recursos não é suficiente "devido à corrupção e ao desperdício, algo que é mais recorrente em governos agrícolas".

Os governos devem investir mais em pesquisa e deixar de considerar que os produtores são somente homens, para evitar o círculo vicioso que condena o dobro de mulheres. O relatório também critica "a hipocrisia das massivas intervenções estatais por parte da União Europeia, Estados Unidos e Japão para conceder enormes subsídios nacionais para a proteção de seus próprios agricultores".

A FICV reforça a necessidade de conhecer melhor o alcance e o impacto da desnutrição e da fome no mundo, já que há suspeitas de que em alguns países os números requisitados pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) não refletem a realidade.

De acordo com algumas pesquisas, o número de pessoas que sofrem de fome poderia ser até um terço maior do que o informado pela FAO. Por isso, a FICV pede "uma base de dados aberta sobre a agricultura e a alimentação".

Fonte Veja / Agencia EFE http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/fome-atinge-1-bilhao-de-pessoas-por-dia-diz-relatorio

quarta-feira, 7 de abril de 2010

GREVE DE FOME - Palestinos começam greve de fome em prisões israelenses




 
Mais de 7 mil presos palestinos em 13 penitenciárias e centros de detenção israelenses deram início nesta quarta a uma greve de fome por tempo indefinido, para pressionar o serviço penitenciário israelense, em busca de melhorias.
O Ministério para Assuntos dos Prisioneiros palestino afirma, em comunicado enviado à imprensa, que os presos iniciaram a greve de fome em dez prisões e três centros de detenção.
O Centro para o Estudo de Prisioneiros, uma associação independente com sede em Gaza, informou que as autoridades penitenciárias de Israel tentam convencer os líderes dos detentos em várias prisões para que não se unam à greve, mas "fracassaram até o momento".
"Os presos têm cinco reivindicações principais para suspender a greve", segundo um comunicado do centro, que ressalta que todas elas "são legais e estão garantidas pelo direito internacional".
Os presos querem que Israel "pare de humilhar" suas famílias nos postos de controle e nas portas de acesso às prisões e que as visitas de familiares residentes em Gaza sejam permitidas, após quatro anos de restrição.
Israel impõe há mais de três anos um rígido bloqueio à faixa palestina, controlada pelo movimento islâmico Hamas.
Os presos exigem ainda que centenas de familiares que moram de Cisjordânia, Jerusalém Oriental e árabes com cidadania israelense possam visitar seus parentes presos. Israel alega "razões de segurança" e proíbe as visitas.
Os presos também exigem que sejam permitidos a assistir ao canal de televisão árabe Al Jazira, a receber livros de seus familiares e que os estudantes do ensino médio possam realizar seus exames na prisão.
"Esta é a primeira ação deste tipo em vários anos realizada pelos presos, unidos em suas reivindicações legais", declarou, em Gaza, Rafat Haduna, principal responsável pelo Centro para o Estudo de Prisioneiros.
Por sua parte, a Autoridade de Prisões de Israel recusou dar declarações sobre o anúncio e ressaltou o respeito geral aos direitos dos reclusos.
EFE


 

terça-feira, 30 de março de 2010

GREVE DE FOME EM CUBA - Chefe da OEA pede que Cuba evite morte de outro dissidente

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, pediu nesta terça-feira que Cuba busque uma "solução humanitária" para evitar a morte de um segundo dissidente que está em greve de fome, o que colocaria mais uma vez o governo comunista sob escrutínio internacional.
O diplomata afirmou que o governo de Raúl Castro deveria libertar 26 presos que estão doentes, como exige o dissidente em greve de fome Guillermo Fariñas. Na segunda-feira, Fariñas recusou pela terceira vez uma oferta da Espanha para ser submetido a um tratamento de saúde no país.
"O que tem que se fazer é pedir às autoridades cubanas que definitivamente resolvam esta crise. O que não convém a eles é que essa pessoa morra como aconteceu com o anterior", disse Insulza depois de se reunir com o presidente chileno, Sebastián Piñera.
Fariñas perdeu 13 quilos durante os 35 dias de greve de fome e está internado num hospital de Santa Clara, a 270 quilômetros de Havana.
O ex-militar e sociólogo de 48 anos iniciou seu jejum em 24 de fevereiro para pedir a libertação de 26 presos políticos que estão doentes. Ele começou o protesto após a morte em cativeiro de Orlando Zapata, que passou 85 dias em greve de fome.
A morte de Zapata foi duramente criticada pela Europa e pelos Estados Unidos.
"Peço formalmente às autoridades cubanas que deixem as pessoas que estão enfermas sair e, com isso, achem uma solução humanitária para a crise. Creio que tomar uma atitude desta não enfraquece ninguém", afirmou Insulza.
Cuba foi suspensa da OEA em 1962 por pressão dos Estados Unidos. No ano passado, o organismo abriu de novo as portas a um eventual retorno de Cuba, que foi recusado pelo governo da ilha.
Reuters