Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

CONGRESSO NACIONAL - 1/4 do Congresso Nacional tem supersalários

Auditorias nas folhas de pagamentos da Câmara e do Senado feitas pelo TCU encontram 1.588 servidores efetivos recebendo acima do limite constitucional, atualmente fixado em R$ 26,7 mil



Relator no TCU, Raimundo Carreiro deve levar casos à julgamento em março
Quase 25% dos servidores efetivos do Congresso recebem supersalários, ou seja, acima do teto estabelecido pela Constituição Federal. Auditorias feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) revelaram que 1.588 dos 6.816 funcionários concursados têm seus vencimentos acima do limite do funcionalismo público, que é o subsídio pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente fixado em R$ 26.723,13.

De acordo com as auditorias nas folhas de pagamento das duas Casas, são 1.112 servidores na Câmara e 476 no Senado que recebem mais que do que prevê a Constituição. Quase um terço (31%) da força de trabalho efetiva da Câmara está nessa situação, considerada ilegal por auditores da corte de contas. No Senado, são 15%. Ao todo, os 1.588 supersalários do Congresso representam 23% da força de trabalho efetiva das duas Casas, que recentemente tiveram aumentos salariais e buscam novos reajustes.

Tudo sobre supersalários

O Congresso em Foco apurou que as auditorias estão prestes a serem levadas ao plenário do tribunal. A expectativa na corte de contas é que entrem em pauta no próximo mês. O relator do caso, ministro Raimundo Carreiro, já preparou boa parte de seu voto em relação ao Senado e aguarda apenas uma resposta dos técnicos do TCU aos esclarecimentos prestados pela Câmara depois que a Casa foi avisada da quantidade de supersalários entre os servidores que trabalham para os deputados.


De acordo com a auditoria do TCU, a folha de pagamentos da Câmara, presidida atualmente por Marco Maia (PT-RS), tem praticamente os mesmos problemas observados pelo tribunal no Senado, como pagamento irregular de horas extras e outras verbas que compõem a remuneração dos funcionários. “Aquelas mesmas coisas do Senado, aquele negócio de hora extra, aquele tour [gratificação paga a quem atende turistas no Congresso]. Com exceção dos consultores, os outros casos são praticamente os mesmos”, afirmou Carreiro ao Congresso em Foco, na semana passada, ao deixar uma sessão plenária da corte.

A diferença apontada pelo ministro é que o TCU não identificou pagamento irregular de aposentadorias para consultores. No Senado, esse e outros problemas, como os supercontracheques, causaram prejuízo de R$ 157 milhões por ano. O prejuízo total na Câmara ainda é desconhecido.

Atalhos

Na Câmara, a auditoria encontrou atalhos proibidos feitos pelos deputados a fim de melhorar os rendimentos dos funcionários. Certos atos foram decididos apenas pelos sete membros da Mesa Diretora, em vez de serem discutidos antes com os 513 deputados em plenário. “Não tem condições isso”, afirmou Carreiro, ex-secretário-geral da Mesa do Senado.

Pelo menos dois funcionários da Câmara recorreram à Justiça no ano passado por receberem salários acima do teto. Assim como os 15 mil servidores da Câmara e os 6 mil do Senado, eles tiveram que se submeter a uma liminar da 9ª Vara Federal, concedida em 2011, que mandou as duas Casas cortarem tudo o que excedesse os R$ 26.723. Os dois funcionários, um deles aposentado, não conseguiram ter seus supersalários de volta naquele momento. Mas depois as liminares acabaram suspensas pelo presidente do Tribunal Regional Federal 1ª Região, Olindo Menezes. Até hoje, o desembargador não levou os recursos a julgamento no plenário.

Raimundo Carreiro chegou a anunciar que levaria ao plenário da corte a auditoria do Senado até o fim de 2011, mas mudou de ideia. Quer julgar os dois casos juntos. Ele aguarda que os auditores incluam no trabalho uma resposta às ponderações da própria Câmara, que foi ouvida sobre o resultado da auditoria. “As questões são as mesmas. Por que você paga assim? Por que a Câmara paga?”, explicou Carreiro. No plenário, o ministro espera fazer o confronto do levantamento de informações dos auditores com as explicações das administrações da Câmara e do Senado.

A auditoria do TCU identificou primeiramente 464 funcionários do Senado ganhando mais que o teto do funcionalismo. Mas o gabinete do ministro Raimundo Carreiro afirmou que a quantidade correta de funcionários com supersalários é 476.



*Inclui 1.291 ocupantes de cargo de natureza especial. **Aproximação Fonte: Congresso em Foco, com dados da Câmara, do Senado e do TCU

Norma interna
Em nota, a assessoria da Câmara disse que faz os pagamentos dos funcionários com base em uma norma interna de 2006. “Vários servidores” da Casa têm descontos nas remunerações quando elas extrapolam o teto, garantiram os assessores da Câmara. A instituição entende que o teto é uma matéria “complexa” e lembra que o caso está em discussão no TCU e no Judiciário. Uma das decisões judiciais em questão mandou a Câmara cortar os pagamentos acima do limite de R$ 26.723, mas outra liberou a Casa para pagar salários acima disso.

Servidores sofrem descontos na remuneração, diz Câmara

A assessoria do Senado disse que não existem supersalários na Casa e que a instituição cumpre a lei. O Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis), que defende aumentos salariais para a categoria, foi procurado na terça-feira (31), mas não prestou esclarecimentos sobre o tema.

Tudo sobre supersalários

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

SUPERSALÁRIOS NO RIO - Folha salarial do TJ-RJ é a maior entre os estados do Sudeste

Há juízes que, com adicionais, chegam a ganhar R$ 150 mil por mês
Emanuel Alencar

RIO - O Rio tem o Tribunal de Justiça que mais destina verbas para pagamento de funcionários entre os estados do Sudeste em relação às receitas. De maio de 2010 a abril de 2011, o TJ fluminense usou 5,08% da receita estadual com despesa de pessoal. Mais do que Minas Gerais (que destinou 5,03%), Espírito Santo (4,88%) e São Paulo (4,20%). O TJ-RJ destinou R$ 1,80 bilhão para pagamento de pessoal nestes 12 meses. A receita líquida estadual foi de R$ 35,44 bilhões. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece limite máximo de 6% ao Judiciário.Como reflexo e com o pagamento de adicionais, que o TJ afirma serem legais, magistrados fluminenses ganham supersalários. Como mostrou o jornal “O Estado de S. Paulo” nesta terça-feira, juízes do Rio chegam a embolsar R$ 150 mil, 522% acima do salário-base de R$ 24.117,62. Os salários são elevados com adicionais como auxílio-saúde, auxílio-locomoção e ajudas de custo diversas.

Em entrevista à rádio Estadão ESPN ontem, o desembargador Manoel Alberto Rebelo dos Santos, presidente do TJ-RJ, disse que os pagamentos são legais e atribuiu os supersalários à necessidade de os juízes e desembargadores acumularem cargos ou venderem férias para cobrir o déficit de profissionais.

- Temos 184 cargos vagos no Tribunal de Justiça do Rio. Há quatro anos não temos concursos. Os magistrados só estão ganhando valores mais elevados porque estão vendendo férias ou acumulando cargos - disse o magistrado.

Rebelo acrescentou que somente com a realização de novos concursos será possível pôr fim aos salários turbinados.

- Na emergência que estamos passando, estamos diante de uma escolha de Sofia: ou você paga ao juiz para acumular (funções) ou deixa o juízo sem juiz - comparou. - Há déficit hoje em 26% dos cargos de juízes do estado. Os magistrados só estão ganhando valores mais elevados porque estão vendendo férias ou acumulando cargos.

A presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 1 Região, desembargadora Maria de Lourdes Salaberry, se reuniu ontem com magistrados do órgão para discutir providências sobre as críticas produzidas pela divulgação, por parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), da existência de um suposto doleiro que, antes de virar funcionário do TRT-1, teria movimentado em 2002 cerca de R$ 282 milhões em operações finaceiras atípicas.


Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/folha-salarial-do-tj-rj-a-maior-entre-os-estados-do-sudeste-3755518#ixzz1kSLdN1f3

domingo, 27 de fevereiro de 2011

STJ - MINISTROS GANHARAM ACIMA DO TETO

STF

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) usou brecha para driblar o teto salarial de R$ 26.700 imposto pela Constituição e pagou no ano passado em média R$ 31 mil aos ministros que compõem a corte --quase R$ 5.000 acima do limite previsto pela lei.
Segundo reportagem de Filipe Coutinho publicado na Folha deste domingo (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL), o tribunal gastou no ano passado R$ 8,9 milhões com esses supersalários. Um único ministro chegou a receber R$ 93 mil em apenas um mês.
Dos 30 ministros, 16 receberam acima do limite em todos os meses de 2010.
O presidente do STJ, ministro Ari Pargendler, disse que pagamentos acima do teto constitucional são legais.
"Esses valores não incidem no teto porque não são remuneração, são auxílios, abonos de permanência e adiantamentos de férias e salários", disse.
Questionado sobre a Constituição, que cita expressamente que "vantagens pessoais" incidem sobre o teto, caso do abono mensal de R$ 2.000, afirmou que cumpre a resolução do CNJ.
"Pergunte ao CNJ, porque a resolução permite o recebimento. Você precisa confiar nas instituições. Se o CNJ permite, é porque fez de acordo com a Constituição."

domingo, 6 de fevereiro de 2011

SUPERSALÁRIOS - OLIMPíADA promete ser um 'CABIDÃO' de belos salários



O Estado de S.Paulo

Órgãos estratégicos para que o País consiga realizar os Jogos Olímpicos de 2016, a Autoridade Pública Olímpica (APO) e a Empresa Brasileira de Legado Esportivo (Brasil 2016) já se converteram em foco de imbróglio jurídico e de cobiça política.

A APO é uma autarquia formada em consórcio pela União, pelo Estado do Rio de Janeiro e pela prefeitura do Rio de Janeiro, e a Brasil 2016 - que tem o governo federal como único acionista - é seu braço executivo, encarregado de implementar projetos, fiscalizar obras e firmar contratos.

A cobiça dos políticos pelos dois órgãos decorre não só da visibilidade que eles irão propiciar, mas do número de cargos que serão criados e dos vultosos recursos que irão administrar.

A APO terá 6 diretores, com salário mensal de R$ 20 mil; 29 cargos de superintendência, com vencimentos de R$ 18 mil; e 92 cargos de supervisão, com salários de R$ 15 mil. Além dos cargos executivos, serão criados 55 postos de assessoria, com salários de R$ 15 mil a R$ 18 mil.

A medida provisória (MP) que criou a APO prevê um total de 184 cargos comissionados - cujos integrantes podem ser indicados livremente, sem necessidade de concurso. Os salários altos e a profusão de cargos estão provocando uma corrida tanto de funcionários públicos nomeados para cargos em comissão no governo Lula, mas que não conseguiram lugar no novo governo, como de assessores e técnicos do segundo escalão da União, que querem subir na carreira.

Por já controlar o Ministério do Esporte há oito anos, o PC do B estava na ilusão de que a APO e a Brasil 2016 ficariam sob sua alçada, o que permitiria ao partido controlar todas as nomeações, indicando militantes e apaniguados.

Mas, consciente de que o loteamento político desses órgãos resultaria numa burocracia inepta e amadora, que poderia pôr em risco o cronograma de obras, a presidente Dilma Rousseff escolheu o ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles para comandar a APO.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

SUPERSALÁRIOS - Deputados 'licenciados' ganham mais que os Governadores

Deputados federais estão aproveitando uma brecha da Constituição para se tornar "supersecretários" de Estado, ganhando salário de R$ 26,7 mil, mais do que os próprios governadores, seus chefes daqui para frente.
Até a tarde de ontem, 18 deputados haviam pedido para continuar a receber o salário de congressista, embora tenham se afastado da Câmara para trabalhar como secretários de Estado, cujo salário é, em geral, bem menor.
Levantamento da Folha mostra que pelo menos 30 deputados irão se licenciar para atuar nos Estados.
A Constituição permite ao parlamentar escolher entre o salário de secretário ou o da Câmara, cujo valor foi reajustado em 62%, passando de R$ 16,5 mil para R$ 26,7 mil.
Todos os que até ontem haviam informado a decisão à Câmara optaram pelo contracheque maior.
"O fato de eu estar secretário é uma circunstância. Posso estar hoje e não estar amanhã. A delegação que recebi da população é para ser deputado", disse José Aníbal (PSDB), que se licencia da Câmara para assumir a Secretária de Energia de SP.
Ele diz ter defendido apenas a reposição da inflação no reajuste para os congressistas, que embora tenha entrado em vigor agora, foi aprovado em dezembro.
O salário do cargo de Aníbal, R$ 15 mil, é quase R$ 12 mil menor do que o pago no Congresso. O governador Geraldo Alckmin ganha R$ 18,7 mil, R$ 8.000 a menos do que o subordinado.
Só no governo de São Paulo haverá cinco "supersecretários" oriundos da Câmara.
"Escolhi o salário da Câmara porque o de secretário é menor", declarou Márcio França (PSB), secretário de Turismo de Alckmin.
DIFICULDADE
A diferença é maior ainda no Rio Grande do Sul, onde os secretários do governo ganham R$ 11 mil ao mês.
"Fica difícil, né?", disse Luiz Busato (PTB), que assumiu a Secretaria de Obras e receberá R$ 15,7 mil a mais por mês --R$ 9.700 superior ao que ganha o chefe, o governador Tarso Genro (PT).
No Rio de Janeiro, o secretário de Habitação, Leonardo Picciani (PMDB), afirmou que sua decisão é técnica.
"É mais cômodo receber pela Câmara, porque, quando eu volto para o mandato, não preciso reabrir conta bancária. O salário maior não é o mais importante."
Além das secretarias de Estado, seis deputados federais haviam pedido licença da Câmara para assumir o cargo de ministros do governo Dilma Rousseff. Mas, nesse caso, o salário é o mesmo.
Editoria de Arte/Folhapress
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