Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 3 de março de 2012

FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO - Deputados estaduais recebem até 18 salários no Maranhão

Por Aline Louise
Direto de São Luís

Dezoito salários por ano: essa é a remuneração dos 42 deputados do Maranhão. Neste Estado, as verbas de entrada e de saída, que estão sendo questionadas em todo o País, correspondem a 2,5 vezes o valor do subsídio recebido mensalmente. A distribuição do acréscimo custa para os cofres públicos mais de R$ 5 milhões por ano. Nos meses de dezembro e fevereiro, os parlamentares recebem uma "ajuda de custo" de R$ 50.105,85, determinada por decreto legislativo em 2006. Esse valor é adicionado ao salário pago normalmente, além de seus subsídios mensais de R$ 20.042,34. O total que os parlamentares recebem em cada um desses dois meses é de R$ 70.148,19.

Em 2010, o benefício foi estendido aos suplentes de deputado que, provisória ou permanentemente, assumissem o mandato parlamentar. No decreto legislativo 331/06, que regra a remuneração dos membros da Assembleia Legislativa, a justificativa para a concessão das verbas de entrada e de saída é de que elas serviriam para compensar as "despesas de transporte e outras imprescindíveis para o comparecimento à sessão legislativa ordinária".

A inclusão do benefício foi feita pelo então presidente da Assembleia Legislativa, João Evagelista, morto em 2010. Deputados não têm 13º salário e o cargo que ocupam não tem status de emprego, mas de função pública. Por isso, recebem subsídios em vez de salários e ficam privados do benefício garantido à maioria dos trabalhadores do País. Ainda assim, esse mesmo decreto diz que, caso compareça a 2/3 da sessão, o deputado terá direito a mais uma vez o mesmo valor de seu subsídio. Assim, totalizam 18 salários por ano.

Exercendo o quinto mandato consecutivo como deputado, o presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo (PMDB), diz que não tem conhecimento da quantia disponibilizada pelas verbas de entrada e de saída no Estado, mas afirma estar avaliando junto aos demais componentes da Mesa Diretora da Casa as providências a tomar. "Todas as assembleias do Brasil estão debatendo esse assunto e aqui nós também estamos. Na semana que vem vamos avaliar os procedimentos tomados nas demais casas legislativas e definir o que fazer", afirmou.

A assessoria da Assembleia Legislativa não informou se todos os 42 deputados recebem efetivamente o benefício e disse que se pronunciará sobre o assunto somente depois da reunião da Mesa Diretora, que acontecerá na segunda-feira.

"Recebo como todos os outros. Não se trata de ser merecido ou não pelos deputados. Quando entrei na Assembleia, em 1995, essas verbas já existiam e não cabia a mim contestá-las", opinou Carlos Alberto Milhomem (PSD).

"Não sei qual é o valor específico, mas recebo a mesma remuneração de todos os deputados, inclusive as verbas de entrada e de saída", disse Roberto Costa (PMDB).

"É uma reslução da Casa que tem presunção de legalidade, de acordo com as últimas decisões judiciais. Inclusive declaro o recebimento no imposto de renda, pois entra como rendimento parlamentar. Se alguma coisa tiver que ser questionada, é a sua vigência daqui para frente", ressalto Rubens Pereira Junior (PCdoB).

Fonte Terra

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Acre - Quanto ganham as principais autoridade




O Acre é o Estado que tem o penúltimo pior PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas) do país.

Sabe quanto ganha o governador de lá? Ganha 5% a mais do que o governador de São Paulo.

O Estado do Acre gasta mensalmente R$ 1.351.312,90 para manter o salário dos 76 membros do primeiro escalão do governo.

Em quatro anos a despesa chega a pouco mais de R$ 64 milhões.

quarta-feira, 24 de março de 2010

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL - PT monta pré-campanha milionária para Dilma


De Maria Lima;
A uma semana de deixar o palanque oficial do governo, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, fechou na noite desta terça-feira, com o comando do PT, detalhes da megaestrutura que está sendo montada pelo partido para os três primeiros meses da pré-campanha à Presidência. Nessa primeira fase, antes do início da campanha oficial em julho, Dilma terá todas as despesas custeadas pelo PT, que ainda paga por mês cerca de R$ 700 mil da dívida de R$ 35 milhões, remanescente da campanha de 2006, renegociada recentemente. A receita do PT é formada por recursos do Fundo Partidário e pagamento da contribuição de filiados, além de doações para campanhas eleitorais.
As despesas com a pré-campanha incluem o aluguel de uma casa no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, por R$ 12 mil mensais, contrato com empresa de jatos executivos para deslocamento por todo o país, aluguel de carros e pagamento de seguranças, além de salários para a candidata e pelo menos mais cinco assessores que ela levará da Casa Civil para a campanha. Só com esses salários e o aluguel da casa, as despesas chegarão a mais de R$ 250 mil entre abril e final de junho.
O salário da pré-candidata ultrapassará os pagos aos dirigentes petistas, porque, além dos R$ 12.500 que ela recebe como ministra, o partido deverá incorporar mais R$ 5.300 que Dilma recebia como integrante do Conselho de Administração da Petrobras.
 


 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Câmara do DF pede crédito extra para pagar suplentes

AROL PIRES - Agencia Estado

BRASÍLIA - O presidente interino da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Cabo Patrício (PT), pediu ao Governo do Distrito Federal (GDF) abertura de crédito suplementar no valor de R$ 613 mil para pagamento, nos próximos quatro meses, dos salários dos suplentes dos oito deputados envolvidos no esquema de corrupção conhecido como "Mensalão do DEM".

Por determinação da Justiça, os suplentes deverão votar, e não os titulares, durante a análise dos três pedidos de impeachment do governador José Roberto Arruda (ex-DEM). Arruda é acusado, em inquérito policial, de ser chefe e beneficiário do suposto esquema que arrecadava propina entre empresas contratadas pelo governo e distribuía o dinheiro a assessores, secretários de governo e deputados da base aliada.

Cabo Patrício teve que pedir crédito suplementar porque, apesar de a Justiça ter determinado a posse dos suplentes, os deputados titulares não perderam o mandato. Ou seja: a Câmara Legislativa pode chegar a ter 32 deputados empossados - oito a mais do que o previsto na Constituição. Os suplentes, porém, ainda não tomaram posse. Mais cedo, Patrício anunciou que deixará este problema para o próximo presidente da Casa resolver. A eleição do novo presidente está marcada para amanhã. O deputado Wilson Lima (PR), mais cotado para o cargo, já anunciou que, assim que for empossado, recorrerá da decisão da Justiça de dar posse aos suplentes.

Cada deputado distrital tem direito a um salário mensal de R$ 12,4 mil e verba indenizatória no valor de R$ 11 mil, além de R$ 14º e R$ 15º salários - pagos, um, no início da legislatura e, outro, no final. Parecer da Procuradoria da Câmara não prevê, porém, pagamento de verba indenizatória aos suplentes, uma vez que eles foram designados pela Justiça para atuar apenas nas votações dos pedidos de impeachment de Arruda, não havendo "pleno exercício da atividade parlamentar".

Em contrapartida, mesmo que não trabalhem um ano completo, os deputados suplentes receberão os R$ 14º e R$ 15º salários. O orçamento total da Câmara Legislativa para este ano é de R$ 336,6 milhões.