Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador eletrobrás. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eletrobrás. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de novembro de 2011

PECULATO - Mário Negromonte, Ministro das Cidade usa o cargo e arranca patrocínio estatal para evento

PECULATO - 
O Peculato é um dos tipos penais próprios de funcionário público contra a administração em geral, isto é, só pode ser praticado por servidor público, embora admita participação de terceiros.
Deu bode na festa
O ministro das Cidades usa o cargo e arranca patrocínio estatal para evento no interior da Bahia que promoveu os interesses políticos de sua família

ISABEL CLEMENTE 
 
CADÊ O DECORO?
Negromonte telefonou para a Chesf para pedir apoio ao evento promovido
pelo correligionário Delmiro do Bode. A estatal liberou, pela primeira vez,
dinheiro para a Festa do Bode. No detalhe, o nome de Negromonte e de seu
filho nos cartazes de divulgação da festa (Foto: Andre Dusek/AE e reprodução)

As festas do bode fazem parte da tradição do interior nordestino. Em muitas cidades, as comemorações misturam exposições dos caprinos com muita comida, música e concursos entre vaqueiros a pé laçando os animais soltos no mato. A realização de uma dessas festas na semana passada em Paulo Afonso, município no norte da Bahia, mereceu a atenção de um ilustre representante da região, o ministro das Cidades, Mário Negromonte. Os cartazes da 11a Festa do Bode espalhados pelas ruas destacaram o nome e o cargo de Negromonte e do filho, o deputado estadual Mário Filho, ao lado dos logotipos de sete órgãos públicos apresentados como patrocinadores.

A exibição do nome dos dois políticos no cartaz de divulgação de uma festa paga, pelo menos em parte, com verbas oficiais materializa uma situação delicada para um ministro ou um deputado. A legislação brasileira proíbe a promoção pessoal no exercício de cargos públicos. Veda também qualquer ato que possa ser caracterizado como campanha eleitoral antecipada. Para entender o exato envolvimento do ministro das Cidades com o bode de Paulo Afonso, é importante reconstituir os antecedentes da festança. O assunto foi tratado publicamente por Negromonte na manhã do dia 22 de outubro, durante a inauguração de uma estação de piscicultura em Paulo Afonso, obra realizada com verbas do Ministério da Pesca e do governo da Bahia. Acompanhado por Mário Filho, pela mulher, Ena Vilma, prefeita de Glória, município a 10 quilômetros de Paulo Afonso, e por vários outros aliados, Negromonte soube na ocasião que seu correligionário Delmiro do Bode, ex-vereador do PP, tinha dificuldades para obter patrocínio para a festa.
   
O cartaz fere o princípio constitucional da impessoalidade "
JANICE ASCARI, procuradora da República em São Paulo

Delmiro é cabo eleitoral de Negromonte e responsável pela Coomab, cooperativa que fez a festa. Nos dias anteriores à inauguração da estação de piscicultura, tentava sem sucesso arrancar verbas de órgãos como a BR Distribuidora, o Banco do Nordeste e a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), uma estatal do grupo Eletrobras. Na frente de várias pessoas, Negromonte deu um telefonema para a Chesf e falou com um interlocutor sobre os problemas da festa. À noite, o ministro e Delmiro do Bode estiveram juntos num encontro do PSL em Paulo Afonso. Ele estava acompanhado, mais uma vez, de Mário Filho. Poucos dias depois, a Chesf autorizou a liberação de R$ 70 mil para o evento de Delmiro do Bode.
A boa vontade com a festa de Paulo Afonso é uma novidade na Chesf. A estatal nunca colocara dinheiro na produção anual de Delmiro. A empresa tem critérios para patrocínios predefinidos e registrados no portal oficial. As regras internas impedem contribuições financeiras para “eventos que possam caracterizar promoção pessoal de autoridades”. As marcas da BR Distribuidora e do Banco do Nordeste estão no cartaz indevidamente, segundo as assessorias das duas empresas. No caso da distribuidora da Petrobras, o projeto de Delmiro do Bode “não se enquadrava na política de patrocínios”.

O Banco do Nordeste também informou que o pedido não cumpria as formalidades exigidas pela instituição. Os outros órgãos citados no cartaz são ligados à Secretaria de Agricultura da Bahia. Disseram a ÉPOCA que entraram com apoio técnico, palestrantes e inspeção dos animais. A homenagem a Negromonte nos cartazes, segundo Delmiro, é uma retribuição a favores prestados pelo ministro. “Ele sempre ajuda com alguma coisinha, mas neste ano nem vi o ministro”, diz Delmiro. Não é a primeira vez que Delmiro do Bode põe o nome de Negromonte nos cartazes de suas festas. Ele fez a mesma coisa em 2009, quando Negromonte se preparava para disputar mais um mandato de deputado federal. Não foi repreendido.

ÉPOCA procurou especialistas para ouvir opiniões sobre a exibição do nome de ministros e deputados na propaganda da festa. “Por si só, o cartaz com o nome de uma autoridade associada a alguma realização fere o princípio constitucional da impessoalidade, segundo o qual nenhuma obra ou realização é fruto do esforço de uma pessoa, mas de um governo, uma prefeitura”, diz a procuradora da República Janice Ascari, de São Paulo. Ultrapassar a fronteira da “impessoalidade”, segundo a procuradora, é um ato de improbidade administrativa, um ilícito sujeito a várias sanções, inclusive perda do cargo. A lei que trata do assunto obriga as autoridades “a velar pela estrita observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos”. O procurador da República Rogério Nascimento, que já atuou pelo Ministério Público Eleitoral, também tem preocupações relacionadas à exposição de nome de políticos em cartazes. “Se adversários se sentirem prejudicados e a situação configurar abuso de poder econômico e político, independentemente de haver improbidade, pode ser um caso de propaganda antecipada para o qual a lei prevê multas”, diz Nascimento.

A promoção da imagem de Negromonte em eventos públicos faz parte da estratégia de controle político da região pela família do ministro. Eleito deputado federal pela quinta vez em 2010, Negromonte demonstra interesse em manter sua influência na área para as próximas disputas eleitorais. Além da mulher, Ena Vilma, prefeita de Glória, Negromonte trabalha com afinco para eleger o filho prefeito de Paulo Afonso, maior cidade da região. Isso explica a constante presença de Mário Filho nas aparições públicas dos pais, muitas vezes associadas a verbas federais.
NO CURRAL ELEITORAL
Negromonte (de óculos, no centro da foto ) na inauguração de estação de piscicultura, em Paulo Afonso. À direita do ministro, seu filho Mário, provável candidato a prefeito na cidade. Atrás, de óculos escuros, a mulher, Ena Vilma, prefeita de Glória (Foto: Heckel Junior/Ascom-Seagri) 

Com mais de 100 mil habitantes, Paulo Afonso é o domicílio eleitoral de Negromonte e o objeto de seu desejo político. A cidade tem hoje como prefeito Hamilton Bastos Pereira (PDT), adversário do ministro. Para divulgar o nome do filho, Negromonte se desloca nos fins de semana para Paulo Afonso, onde faz reuniões políticas e negocia candidaturas para as eleições municipais do ano que vem. Mário Filho circula pela Bahia, a tiracolo do pai, em cerimônias de inauguração de obras e equipamentos comprados com recursos federais. Cercados de aliados, os dois chegam às cidades com estardalhaço até para atos de assinaturas de protocolos de intenção.

Para dar conta das longas distâncias na Bahia, Negromonte viaja em pequenos aviões que, segundo ele, são pagos com dinheiro do próprio bolso. Ele ganha R$ 26.700 brutos e, segundo declarou à Justiça Eleitoral em 2010, tem uma lista de bens avaliados em R$ 975 mil, sem referência a qualquer valor significativo em aplicações financeiras. Nas viagens em que busca apoio para seus planos políticos, Negromonte não impõe um filtro seletivo ao perfil de seus aliados. Foi num desses aviões fretados que ele aterrissou, no início do ano, em Chorrochó, município baiano de 10 mil habitantes, comandado por um amigo enrolado, o prefeito Humberto Gomes Ramos (PP). Ramos chegou a ser afastado da prefeitura por um período, acusado pelo Ministério Público de ter contratado um morto para fazer transporte escolar.

 

Os adversários de Negromonte acusam sua família de usar obras públicas com fins eleitoreiros, como em Glória, o município de 15 mil habitantes administrado por sua mulher, Ena Vilma. Todas as obras importantes de Glória – uma praça de esportes, a ciclovia e uma pista de Cooper – foram feitas graças a emendas parlamentares que Negromonte propôs como deputado e liberou como ministro. Essas obras estão concentradas no balneário, uma área de lazer à margem de um lago artificial.

Procurado por ÉPOCA, Negromonte disse que telefonou para a Chesf para “dar um testemunho” da importância da Festa do Bode, da qual participa há muitos anos. Afirmou também ter solicitado a análise da pretensão dos organizadores, em tramitação na empresa. Quanto ao nome nos cartazes, disse que foram colocados “sem autorização, sem solicitação e sem conhecimento prévio” do pai e do filho. Segundo Negromonte, a situação não configura promoção pessoal por ter sido uma iniciativa indevida dos responsáveis pela festa. Sobre o uso de avião para a viagem a Chorrochó, o ministro afirmou que a aeronave pertence a um empresário amigo do filho e só pagou pelo combustível.

Negromonte se tornou ministro das Cidades no início do governo da presidente Dilma Rousseff. Entrou no lugar de Márcio Fortes, também filiado ao PP, depois de uma briga interna no partido, que ainda hoje continua rachado. Márcio Fortes não queria sair e tinha a preferência de Dilma, mas Negromonte obteve o apoio da maioria da bancada do PP e atropelou o correligionário. Nos últimos meses, ele entrou na lista dos auxiliares indesejados pela presidente, aqueles que ela prefere ver longe da Esplanada. Por enquanto, a data prevista para a saída de Negromonte é a reforma ministerial, prevista para o início do próximo ano

quinta-feira, 22 de abril de 2010

GOVERNO LULA/INFRA-ESTRUTURA - Consórcios mudaram lances por Belo Monte


De Gustavo Paul, Mônica Tavares e Ronaldo D’Ercole:

O governo jogou pesado para que o consórcio Norte Energia, liderado pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) fosse o vencedor da concorrência para construção da usina de Belo Monte.
Pouco antes do leilão, a Eletrobras mandou um recado para os dois consórcios em disputa, determinando que a taxa de retorno do empreendimento deveria ser de apenas 8%, bem abaixo dos 12% esperados pelas empresas privadas.
Diante dessa exigência e temendo prejuízos com a obra, o consórcio Belo Monte Energia, liderado pela construtora Andrade Gutierrez, decidiu por uma proposta conservadora, enquanto a estatal Chesf apostou na rentabilidade menor.
O governo determinou a redução dessa taxa de retorno argumentando que o financiamento dado pelo BNDES já prevê juros subsidiados de 4% ao ano, por um período de três décadas.
Esse e os outros benefícios concedidos na véspera seriam suficientes para compensar os custos dos empreendedores. Mas, as empresas privadas queriam que o retorno financeiro fosse de pelo menos 12% ao ano, percentual considerado razoável dentro de um cenário em que a taxa básica de juros anual está em 8,75% e os riscos inerentes ao empreendimento são gigantescos.
A ordem dada de última hora levou os consórcios a refazer suas contas pouco antes do leilão. Uma fonte do mercado de energia conta que até o meio dia o grupo da Andrade Gutierrez ainda estava revendo seus cálculos.
Leia mais em O Globo


 


 

sábado, 13 de março de 2010

GOVERNO LULA/INFRA-ESTRUTURA - Internacionalização da Eletrobrás se dará no continente americano

Plano estratégico da estatal prevê compra de ativos e novos projetos na Argentina, na Colômbia, nos EUA e no Peru
Irany Tereza
Tamanho do texto? A A A A
TENTATIVA - "Quase compramos uma empresa no Peru, mas a legislação de lá não permitiu", diz Muniz

A transformação da Eletrobrás na "Petrobrás do setor elétrico", como é o plano do governo, vai levar à internacionalização da empresa no continente americano, especialmente na Argentina, na Colômbia, nos Estados Unidos e no Peru. De acordo com o plano estratégico da estatal, que será divulgado este mês, com a apresentação da nova marca da companhia, a atuação internacional será prioritariamente em geração hidráulica e transmissão de energia.

"Vamos estudar principalmente a compra de ativos, mas podemos entrar também em novos projetos", afirmou ontem ao Estado o presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz. Atualmente, 34% do capital total da estatal estão em mãos de acionistas privados, sendo em torno de 20% desse total de estrangeiros. De acordo com cálculos da estatal, desde que o grupo lançou títulos na Bolsa de Nova York (American Depositary Receipts, ou ADRs, na sigla em inglês), em outubro de 2008, houve valorização de 25% nos papéis.

A Eletrobrás - que reúne 16 estatais - planeja constituir subsidiárias também fora do País. A escolha dos locais vai depender da aquisição de novos ativos, com ou sem parcerias internacionais. No Peru, por exemplo, está em estudos a construção de cinco hidrelétricas, com capacidade de 7 mil megawatts. "Quase compramos uma empresa no Peru, mas não deu certo porque a legislação de lá não permitia", diz Muniz.

No esforço para dar uma nova imagem ao grupo, foi encomendada à consultoria Ana Couto Branding Design uma marca nova para o grupo, que será apresentada no próximo dia 22. A logomarca, que custou R$ 1 milhão, segundo revelou Muniz, será unificada para todas as subsidiárias, que perderão suas marcas originais e terão seus nomes encimados pelo da Eletrobrás. "Na Petrobrás não é assim? Tudo a mesma cara? É isso que estamos fazendo", diz o presidente da holding.

A consultoria, que durante dez meses trabalhou na idealização do logo, uma alusão estilizada à geração de energia e ao meio ambiente, tem entre os clientes mais conhecidos a Coca-Cola, a distribuidora de combustíveis Ale e a empresa de cosméticos L"Oréal. "O novo símbolo marca definitivamente a transformação", diz Muniz.

Concluído o plano estratégico, que tem como meta transformar a Eletrobrás no "maior sistema empresarial global de energia limpa, com rentabilidade comparável à das melhores empresas do setor elétrico", a estatal inicia o plano de investimentos, que será apresentado no fim de junho. Muniz não adianta valores. Mas assegura que será bem mais robusto que o estabelecido para o período 2009-2012, com investimentos previstos de R$ 30 bilhões.

Desse total, foram investidos em 2009 R$ 5,4 bilhões e para este ano estão previstos mais R$ 9 bilhões. Nesses valores não estão incluídos novos projetos, como a participação da usina hidrelétrica de Belo Monte, por exemplo, que estarão contemplados no novo plano de investimentos. O presidente da estatal não comenta as resistências enfrentadas nas subsidiárias, que perderam autonomia em relação às decisões estratégicas, que passaram à responsabilidade da holding.

"Avisamos (às subsidiárias) no começo que não era uma mudança, era uma transformação. Do jeito que estava indo, íamos acabar em pouco tempo", diz Muniz. "Agora, todos os instrumentos já estão definidos. As decisões estratégicas já são tomadas no conselho de administração da Eletrobrás, o que dá tranquilidade inclusive ao investidor, que sabe que ninguém vai tomar atitude isolada."

Atualmente, a Eletrobrás só tem escritórios no exterior, para definir a compra dos ativos. O plano estabelece políticas para os próximos dez anos. De acordo com o próprio documento elaborado pelo grupo, a estatal tem um caminho muito extenso a percorrer. No ranking mundial das empresas mais rentáveis do setor elétrico, aparece na 21ª colocação. Outras brasileiras são mais bem classificadas, como a CTEEP (terceira), Celesc (quinta), Cemig (décima) e CPFL (14ª). A lista, elaborada pela Roland Berger World, foi baseada em desempenhos de 2005 a 2008.
 

 

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Eletrobrás deixou de investir 25% dos recursos previstos em 2009

O apagão que deixou milhões de brasileiros no escuro em novembro de 2009 acendeu a luz de alerta sobre a infraestrutura energética do país. Mas, apesar da advertência, o Grupo Eletrobrás – composto atualmente por 15 entidades responsáveis pelo setor elétrico – deixou de investir R$ 1,7 bilhão no ano passado. Isso porque dos R$ 6,9 bilhões planejados para serem aplicados nos sistemas de geração e transmissão sob sua responsabilidade, 25% não foram desembolsados. Desde 2000, um ano antes da primeira grande queda de energia no Brasil, cerca de R$ 20,1 bilhões (já descontada a inflação do período) deixaram de ser investidos pela estatal.
 
As empresas não investiram, em média, 32% dos recursos autorizados em orçamento nos últimos nove anos. A pior performance foi em 2007, quando, dos R$ 6,2 bilhões previstos, somente R$ 3,5 bilhões (57%) foram desembolsados. Desde 2000, o desempenho dos investimentos do Grupo Eletrobrás ficou, em média, em 68%. Em 2002 o percentual chegou a 80%, melhor resultado de desembolso sobre o montante previsto.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Eletrobrás na última segunda-feira, quando o balanço oficial dos investimentos da empresa no ano de 2009 foi publicado no Diário Oficial da União. Até o fechamento da matéria, no entanto, a assessoria não apresentou esclarecimentos sobre o montante não aplicado no ano passado.

Mas de acordo com informações do chamado “Sistema Eletrobrás”, divulgadas em novembro de 2009, a execução orçamentária “tem sido impactada pelos procedimentos legais e ambientais que necessitam ser cumpridos”. A instituição cita como exemplo a usina Angra 3, que deveria ter começado a ser construída em 2008, mas, devido ao processo de licenciamento e renegociação dos contratos, só iniciou as obras em outubro do ano passado. Ao longo de 2009, o Grupo investiu R$ 5,2 bilhões, valor 38% maior do que o desembolsado no ano anterior.

De acordo com a nota, as estatais do ramo energético tocaram, em 2009, obras de geração de energia, como as usinas de Baguari, Batalha, Mauá e Candiota, por exemplo. Em linhas de transmissão, as empresas da Eletrobrás também realizaram melhorias nas linhas dos estados de São Paulo e Minas Gerais, e na implantação do sistema de transmissão associado à hidrelétrica de Tucuruí, no Pará. Segundo informações da empresa, o orçamento de 2009 contemplou ainda investimentos na distribuição e nos programas de universalização do acesso à energia elétrica.

Os maiores investimentos do Grupo, que ainda têm a Eletrobrás, a Eletronorte, a Eletrosul e a Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco) como vinculadas, são em hidrelétricas. Destaque para a de Jirau, em Rondônia, que terá capacidade para gerar 3.300 megawatts (MW), a de Santo Antônio, também em Rondônia, para gerar 3.150 MW, e de Estreito, na divisa entre Tocantins e Maranhão, com capacidade de 3.300 MW. 

Furnas

Os investimentos específicos de Furnas Centrais Elétricas foram os maiores dentre os gastos do Grupo Eletrobrás. Da quantia prevista para 2009, orçada em R$ 1,6 bilhão, R$ 1,4 bilhão foi aplicado, ou seja, 90% do montante autorizado. Furnas, que conta com um complexo de 11 usinas hidrelétricas e duas termelétricas, totalizando uma potência de 9.910 MW, investiu R$ 12,9 bilhões desde 2000, em valores atualizados. Segundo o governo, a empresa Furnas Centrais Elétricas gerencia as linhas de transmissão que ligam a hidrelétrica Itaipu ao Sistema Interligado Nacional (SIN) que, devido à queda de três linhas, provocou o apagão que atingiu boa parte do país em 2009.

Acompanhe o Contas Abertas no Twitter

Milton Júnior
Do Contas Abertas
06/02/2010