Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador argentina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador argentina. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

FRAUDE NA COPA - Ex-Senador Peruano põe goleada argentina em 1978 sob nova suspeita

O depoimento de um ex-senador peruano à Justiça levantou novas suspeitas de que a goleada da Argentina sobre o Peru, por 6 a 0, na Copa-1978 foi arranjada. O placar tirou a seleção brasileira da final daquele Mundial.
Genaro Ledesma Izquieta disse que a partida de futebol estava ligada a um acordo político costurado pelas ditaduras de Argentina e Peru e fez parte da Operação Condor, plano de cooperação entre regimes militares sul-americanos para eliminar opositores.
Segundo o jornal espanhol "El País", o ex-senador declarou à Justiça que o ex-ditador argentino Jorge Videla (1976-1981) recebeu 13 opositores do então ditador peruano Francisco Morales Bermúdez (1975-1980) como "prisioneiros de guerra" na Argentina.

Reprodução
Argentino Tarantini cabeceia a bola durante o 6 a 0 em 1978
Argentino Tarantini cabeceia a bola durante o 6 a 0 em 1978
Em troca, exigiu que sua seleção vencesse os peruanos na Copa do Mundo de 1978. O Mundial, jogado na Argentina e vencido pelo país-sede, foi usado como instrumento de promoção da ditadura.
Antes do início do evento, organizações de direitos humanos fizeram campanha contra a Copa e pressionaram para que ela não ocorresse.
Em 25 de maio de 1978, Izquieta e mais 12 opositores foram transportados em avião militar para Jujuy, no norte da Argentina, onde chegaram sem documentos ou dinheiro. Foram encaminhados para Buenos Aires, onde ficaram em prisões clandestinas.
Segundo Izquieta, as famílias dos presos peruanos acionaram organizações de direitos humanos, que pressionaram a Argentina a libertá-los. A França pagou as passagens para tirá-los de Buenos Aires.
"Ao ir para a França, nos salvamos do que Morales Bermúdez e Videla tinham combinado: o arremesso das pessoas ao mar durante um voo, para que não ficasse nenhum vestígio", disse Izquieta, referindo-se aos "voos da morte" usados pela ditadura para eliminar dissidentes.
Em 21 de junho, quase um mês após o sequestro dos 13 opositores e antes da libertação deles, a Argentina goleou o Peru por 6 a 0 e se classificou para a final da Copa.
Após o fim do regime de Morales Bermúdez, alguns dos 13 opositores, como Izquieta, voltaram para o Peru.
O ex-senador deu as declarações sobre a relação entre a goleada na Copa do Mundo e a Operação Condor a representantes do juiz argentino Norberto Oyarbide, que, na semana passada, pediu a prisão de Morales Bermúdez por sequestro e tortura.
Até então, as investigações apontavam as ditaduras de Chile, Bolívia, Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina, mas não do Peru, como membros da Operação Condor.
O ex-ditador peruano Morales Bermúdez, hoje com 90 anos, nega que tenha feito parte da Operação Condor e afirmou que não deve prestar contas à Justiça argentina.
Em resposta, Izquieta e outro dos prisioneiros de 1978, o ex-parlamentar Ricardo Letts, disseram que também vão acionar a Justiça peruana.

EM 1998, GOLEIRO DO PERU ADMITIU 'ARRANJO'
A goleada da Argentina sobre o Peru tirou o Brasil da decisão da Copa de 1978.
As seleções brasileira e argentina chegaram à rodada de definição dos finalistas empatadas em pontos na mesma chave. Se os dois times vencessem a última rodada pelo mesmo placar, a definição ocorreria no saldo de gols, favorável ao Brasil.
Na tarde do dia 21 de junho de 1978, a seleção venceu a Polônia por 3 a 1 e esperava o resultado da partida entre Argentina e Peru para garantir sua classificação à final.
Apenas uma vitória argentina por ao menos quatro gols de diferença, horas mais tarde, garantiria os anfitriões na final. E os peruanos foram goleados por 6 a 0. O Brasil foi eliminado e terminou o Mundial na terceira colocação, sem perder nenhum dos sete duelos que disputou.
Na final, a Argentina ganhou da Holanda por 3 a 1 e conquistou seu primeiro título da Copa do Mundo. Na plateia, estava o então ditador da Argentina, Jorge Videla.
A goleada dos anfitriões levantou denúncias de subornos a jogadores do Peru.
Em 1998, o goleiro da seleção peruana naquela partida, Ramón "El Loco" Quiroga, que nasceu na Argentina e falhou em alguns dos gols dos 6 a 0, declarou "estar certo de que alguém ganhou" dinheiro com a goleada sofrida.
Em 1978, o governo de Videla concedeu ao Peru um empréstimo e carregamento de 14 mil toneladas de trigo.

Fonte Folha
   

sábado, 19 de novembro de 2011

FRAUDE PARAGUAIA - Larissa Riquelme encanta como odalisca, mas permanência na ‘Dança’ é investigada por fraude

A permanência da modelo Larissa Riquelme no programa “Bailando por um sueño”, a “Dança dos Famosos da Argentina”, está sendo investigada. O canal El Trece, que produz o programa “Showmatch”, descobriu que as ligações e mensagens encaminhadas para a permanência da morena foi comprada por uma empresa de telefonia do Paraguai, na qual ela é garota propaganda.


Tinelli conta a história da fraude ao lado de Larissa. No telão, a segunda mensagem enviada pela empresa Foto: Reprodução / El trece

A possível fraude foi revelada após a apresentação de Larissa Riquelme com a dança árabe. O apresentador repudiou a situação:

– Evidentemente que há uma promoção no Paraguai que desconhecíamos com o nome do programa também. É algo que eu gostaria de investigar, principalmente por usar o nome do programa de televisão da argentina e que permitem ajudar um personagem dele. Tudo isso gera dúvidas e eu vos digo: O que se passou? Nosso advogados estão investigando – disse Tinelli.

Larissa negou qualquer envolvimento com o caso. Na sua apresentação, uma das melhores durante a temporada do programa, a paraguaia mostrou toda desenvoltura como uma odalisca de primeira e conquistou uma das melhores notas da noite: 28 pontos.

Fonte Extra Leia mais: http://extra.globo.com/famosos/retratos-da-bola/larissa-riquelme-encanta-como-odalisca-mas-permanencia-na-danca-investigada-por-fraude-3266294.html#ixzz1e9SlkHoF





quarta-feira, 19 de outubro de 2011

CORRUPÇÃO - Antes de ser reeleito na AFA, Grondona é acusado de corrupção

Buenos Aires

 O presidente da AFA (Associação de Futebol Argentino), Julio Grondona, 80, foi eleito ontem à noite --era candidato-- único para o nono mandato como chefe do futebol argentino em meio a novas denúncias de corrupção.

Anteontem, a TV do país exibiu um vídeo gravado em dezembro em que Grondona aparece mencionando alguns negócios, a grana negra e ameaçando jornalistas críticos à sua gestão.

A gravação foi divulgada por Carlos Ávila, ex-diretor da Torneos y Competencias, empresa ligada ao Grupo Clarín, que perdeu os direitos do Nacional para a TV estatal.

É só a ponta do iceberg, disse o advogado de Ávila, Cúneo Libarona. Procurada, a AFA não se manifestou.

No cargo há 32 anos, Grondona disse que vai processar o ex-aliado por extorsão.

 FOnte Folha http://www1.folha.uol.com.br/esporte/992967-antes-de-ser-reeleito-na-afa-grondona-e-acusado-de-corrupcao.shtml

sábado, 8 de outubro de 2011

‘Nota do Brasil no Prêmio Nobel é ZERO’, afirma Alexandre Garcia

'Quem sabe teremos um Nobel da Paz para quem um dia, promover por aqui uma revolução na educação?', indaga o comentarista.



Quando vai chegar a vez de um brasileiro ganhar um Prêmio Nobel? O Nobel é quase um retrato dos países. O Brasil não tem nenhum. A pátria-mãe, o pequeno Portugal, tem quatro. A Alemanha tem 102, o Reino Unido tem 116 e os Estados Unidos têm 331.
Na América Latina, a Guatemala, Costa Rica, Colômbia e Peru têm prêmio Nobel. O Chile tem dois. O México tem três. Nossa vizinha Argentina tem dois da Paz, um de Medicina, um de Química. O Brasil tem zero.
Pode ser uma medida da atenção que o país dá à educação, do Fundamental ao Superior, à ciência, à tecnologia, à pesquisa. Quem sabe teremos um Nobel da Paz para quem um dia, promover por aqui uma revolução na educação?

Por enquanto, nossa nota no Nobel é zero

Fonte Bom dia Brasil http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/10/nota-do-brasil-no-premio-nobel-e-zero-afirma-alexandre-garcia.html


sexta-feira, 19 de março de 2010

INTERNACIONAL/ARGENTINA - Argentino faz casa com 6 milhões de garrafas (VEJA O VÍDEO)

da BBC Brasil
Um porteiro de uma escola na cidade de Quilmes, na Argentina, construiu sua casa utilizando 6 milhões de garrafas no lugar de tijolos. Tito Inginieri se inspirou lendo artigos sobre reciclagem na construção civil, e levou 20 anos preparando a "Mansão das Garrafas".
O local agora é visitado diariamente por dezenas de turistas, e Inginieri espera que eles ajudem a espalhar a ideia pela Argentina.
O engenheiro amador também planeja construir um alojamento para hóspedes no formato de um farol.


 


 

quarta-feira, 17 de março de 2010

INTERNACIONAL/ARGENTINA - ATENÇÃO: Província argentina fará castração química de estupradores



 
da BBC Brasil
As autoridades da Província de Mendoza, no oeste da Argentina, anunciaram que em dois meses adotarão a castração química para prisioneiros condenados por estupro.
O governo da província tomou a decisão depois de constatar que 70% dos condenados por ataques sexuais são reincidentes.
Organizações de defesa das vítimas de estupro afirmam que o número é maior e chega a 90% dos estupradores.
A decisão do governador do Estado, Celso Jacque, causou grande comoção no país e alinhou a Argentina a países como a França, Suíça e Espanha, onde também se permite a castração química.
O método consiste em administrar medicamentos para diminuir o desejo sexual dos criminosos e seria aplicado de forma voluntária.
Segundo o jornal "El Clarín", os condenados que se submeterem ao tratamento receberão acompanhamento quando saírem da cadeia.
Método polêmico
Segundo estudos realizados nos Estados Unidos, França e Espanha, a castração química poderia diminuir em quase 60% a reincidência em estupradores.
Mesmo assim, sua aplicação é questionada por diversos setores.
Especialistas em direito advertem que a medida é inconstitucional e viola o convenção interamericana sobre direitos humanos.
Alguns psicólogos questionam a efetividade da castração química.
"Reduzir a libido de um estuprador não resolve outras questões que formam o perfil de alguém que abusa os outros, como seu desejo de ameaçar o outro", disse à BBC Mundo a psicóloga argentina Angélica Alfaro Lio.
Por outro lado, Maria Elena Leuzzi, mãe de uma vítima de estupro e integrante da ONG Ajuda a Vítimas de Estupro (Avivi, na sigla em espanhol), se mostrou totalmente contrária à castração química.
"Enquanto não demonstrarem que [ela] é 100% efetiva para evitar novos estupros, a única solução é deixar os criminosos presos, nas melhores condições possíveis", disse ela à BBC Mundo.
Castração
Há dois métodos de castração que serão usados em Mendoza: um consiste em aplicar uma injeção mensal no paciente de um hormônio que atua sobre os neurotransmissores que controlam a produção de esperma e testosterona; a outra inclui o consumo diário de uma pílula de acetato de ciproterona, uma substância que também inibe o desejo sexual.
Ambos os métodos provocam efeitos colaterais, que em alguns casos podem ser graves.
Apesar de questionada, muitos acreditam que a castração química é a solução mais factível para o problema de reincidência na maioria dos estupradores.
"É uma meia solução, mas é melhor do que nada", afirmou a psicóloga Angélica Alfaro Lio, que explicou que não existe tratamento psicológico para reverter a conduta de estupradores.
As autoridades informaram que, até agora, 11 prisioneiros condenados por abuso sexual já se apresentaram como voluntários para o programa de castração química, que começará a ser implementado na Província entre maio e junho deste ano.

 

sábado, 13 de março de 2010

ARGENTINA - Argentina espera lançar troca de dívida em março, diz secretário das Finanças



 
JORGE OTAOLA
da Reuters, em Buenos Aires
A Argentina prevê lançar seu demorado programa de troca de dívida não paga de 20 bilhões de dólares antes do final de março, já que os processos de autorização estão transcorrendo normalmente, disse no sábado o secretário das Finanças.
O funcionário ratificou por meio de declarações pelo rádio que as medidas buscam conseguir o retorno do país sul-americano ao mercado internacional de crédito, do qual está praticamente isolado.
O trâmites estão "transcorrendo pelo caminho normal e estamos muito confiantes de que teremos logo todas as aprovações para lançar a oferta da melhor maneira e o antes possível. Estamos apontando para março", disse Hernán Lorenzino numa entrevista com a cadeia radiofônica "Eco".
Lorenzino enfatizou que a "Argentina embarcou num caminho que tem como objetivo sua reinserção nos mercados internacionais não somente para financiar o setor público mas também o privado".
A operação contempla a troca de dívida pendente da reestruturação do 2005, quatro anos depois de que a Argentina ter declarado uma monumental moratória de uns 100 bilhões de dólares.
Lorenzino descartou que o atual conflito entre o Governo, o Congresso e a Justiça pelo uso de reservas do Banco Central como garantia de pagamento de dívida complique a operação, pela qual espera principalmente a aprovação da Comissão de Valores de Estados Unidos (SEC, por sua sigla em inglês).
"Hoje a prioridade é a troca, os mercados estão olhando para isso", disse Lorenzino.
A Argentina busca normalizar suas relações com o mundo financeiro nos momentos de aperto fiscal para logo voltar ao mercado voluntário de crédito e cobrir suas necessidades de financiamento.

 

GOVERNO LULA/INFRA-ESTRUTURA - Internacionalização da Eletrobrás se dará no continente americano

Plano estratégico da estatal prevê compra de ativos e novos projetos na Argentina, na Colômbia, nos EUA e no Peru
Irany Tereza
Tamanho do texto? A A A A
TENTATIVA - "Quase compramos uma empresa no Peru, mas a legislação de lá não permitiu", diz Muniz

A transformação da Eletrobrás na "Petrobrás do setor elétrico", como é o plano do governo, vai levar à internacionalização da empresa no continente americano, especialmente na Argentina, na Colômbia, nos Estados Unidos e no Peru. De acordo com o plano estratégico da estatal, que será divulgado este mês, com a apresentação da nova marca da companhia, a atuação internacional será prioritariamente em geração hidráulica e transmissão de energia.

"Vamos estudar principalmente a compra de ativos, mas podemos entrar também em novos projetos", afirmou ontem ao Estado o presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz. Atualmente, 34% do capital total da estatal estão em mãos de acionistas privados, sendo em torno de 20% desse total de estrangeiros. De acordo com cálculos da estatal, desde que o grupo lançou títulos na Bolsa de Nova York (American Depositary Receipts, ou ADRs, na sigla em inglês), em outubro de 2008, houve valorização de 25% nos papéis.

A Eletrobrás - que reúne 16 estatais - planeja constituir subsidiárias também fora do País. A escolha dos locais vai depender da aquisição de novos ativos, com ou sem parcerias internacionais. No Peru, por exemplo, está em estudos a construção de cinco hidrelétricas, com capacidade de 7 mil megawatts. "Quase compramos uma empresa no Peru, mas não deu certo porque a legislação de lá não permitia", diz Muniz.

No esforço para dar uma nova imagem ao grupo, foi encomendada à consultoria Ana Couto Branding Design uma marca nova para o grupo, que será apresentada no próximo dia 22. A logomarca, que custou R$ 1 milhão, segundo revelou Muniz, será unificada para todas as subsidiárias, que perderão suas marcas originais e terão seus nomes encimados pelo da Eletrobrás. "Na Petrobrás não é assim? Tudo a mesma cara? É isso que estamos fazendo", diz o presidente da holding.

A consultoria, que durante dez meses trabalhou na idealização do logo, uma alusão estilizada à geração de energia e ao meio ambiente, tem entre os clientes mais conhecidos a Coca-Cola, a distribuidora de combustíveis Ale e a empresa de cosméticos L"Oréal. "O novo símbolo marca definitivamente a transformação", diz Muniz.

Concluído o plano estratégico, que tem como meta transformar a Eletrobrás no "maior sistema empresarial global de energia limpa, com rentabilidade comparável à das melhores empresas do setor elétrico", a estatal inicia o plano de investimentos, que será apresentado no fim de junho. Muniz não adianta valores. Mas assegura que será bem mais robusto que o estabelecido para o período 2009-2012, com investimentos previstos de R$ 30 bilhões.

Desse total, foram investidos em 2009 R$ 5,4 bilhões e para este ano estão previstos mais R$ 9 bilhões. Nesses valores não estão incluídos novos projetos, como a participação da usina hidrelétrica de Belo Monte, por exemplo, que estarão contemplados no novo plano de investimentos. O presidente da estatal não comenta as resistências enfrentadas nas subsidiárias, que perderam autonomia em relação às decisões estratégicas, que passaram à responsabilidade da holding.

"Avisamos (às subsidiárias) no começo que não era uma mudança, era uma transformação. Do jeito que estava indo, íamos acabar em pouco tempo", diz Muniz. "Agora, todos os instrumentos já estão definidos. As decisões estratégicas já são tomadas no conselho de administração da Eletrobrás, o que dá tranquilidade inclusive ao investidor, que sabe que ninguém vai tomar atitude isolada."

Atualmente, a Eletrobrás só tem escritórios no exterior, para definir a compra dos ativos. O plano estabelece políticas para os próximos dez anos. De acordo com o próprio documento elaborado pelo grupo, a estatal tem um caminho muito extenso a percorrer. No ranking mundial das empresas mais rentáveis do setor elétrico, aparece na 21ª colocação. Outras brasileiras são mais bem classificadas, como a CTEEP (terceira), Celesc (quinta), Cemig (décima) e CPFL (14ª). A lista, elaborada pela Roland Berger World, foi baseada em desempenhos de 2005 a 2008.
 

 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Personagem do dia - María Estela Martínez de Perón

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


María Estela Martínez de Perón
María Estela Martínez 
de Perón
42.ª Presidente da Flag of Argentina.svg Argentina
Mandato: 1 de julho de 1974 a
24 de março de 1976
Precedido por: Juan Domingo Perón
Sucedido por: Junta Militar
de facto

Nascimento: 4 de Fevereiro de 1931 (78 anos)
La Rioja, Argentina
Partido: Partido Justicialista
Profissão: Dançarina[1]
Wp ppo.png
María Estela Martínez, conhecida como Isabelita Perón, (La Rioja, 4 de fevereiro de 1931) foi a primeira mulher que ocupou a presidência da República Argentina.
Martínez contraiu matrimônio em 1960 com Juan Domingo Perón, a quem havia conhecido em um clube no Panamá e o acompanhou em seu exílio espanhol. Em caráter de delegada pessoal de Perón, viajou à Argentina em 1965 para fazer frente ao fenômeno do neoperonismo.
Após o governo de Héctor José Cámpora, Perón regressou à Argentina para apresentar-se às eleições de 1973, em que obteve mais de 60% dos votos, derrotando a chapa Ricardo Balbín-Fernando de la Rúa, que havia sido postulada pela União Cívica Radical.
Isabelita tornou-se presidente após a morte de seu marido, que havia sido eleito numa chapa denominada Perón-Perón, pois ela era candidata à vice-presidência. Perón morreu em 1 de julho de 1974 e Martínez assumiu o cargo este mesmo dia.
Em 24 de março de 1976, foi deposta pela junta militar encabeçada por Jorge Rafael Videla, que deu origem ao chamado Proceso de Reorganización Nacional. Vive na Espanha desde 1981 numa espécie de auto-exílio. É filiada no Partido Justicialista (peronista).

Índice

O governo de Isabelita

Seu ministro de bem-estar social e secretário pessoal, José López Rega, conhecido como el Brujo, exerceu uma quase total influência sobre Isabelita nesta fase do governo. Em seu intento de fazer predominar os interesses da direita peronista sobre os diversos movimentos sociais, López Rega desviou fundos públicos para o financiamento de uma formação ilegal conhecida como Alianza Anticomunista Argentina, também conhecida como triple A. Tal grupo paramilitar, sob sua direção, empreenderia ações de ataque a figuras destacadas da esquerda que acabariam em atentados, seqüestros, torturas e assassinatos.
Da parte do governo a atitude de controle foi também rigorosa, intervindo em várias províncias dissidentes, universidades, sindicatos, canais de televisão privados, e reforçando a censura contra diários e revistas. Durante este período se viveram situações marcadas por um notório obscurantismo e uma quase completa inoperância administrativa em todos os níveis do governo.
A economia argentina também sofreu danos severos, com uma inflação galopante, uma paralisação dos investimentos de capital, a suspensão das exportações de carne para a Europa e o início do crescimento incontrolável da dívida externa. A solução de cunho monetarista tentada pelo ministro Alfredo Gómez Morales, um quadro histórico do peronismo, não teve êxito, e provocou uma forte retração da liquidez, iniciando um complicado processo de estagflação. A suspensão das compras de carne argentina pelo Mercado Comum Europeu piorou a situação.
Em junho de 1975, o novo ministro de Economia, Celestino Rodrigo, auspiciado por López Rega, aplicou uma violenta desvalorização da moeda acompanhada de aumentos de tarifas; o chamado Rodrigazo, parte do plano de López Rega para debilitar as pressões sindicais através do desprestígio de seus principais operadores, provocou entretanto a primeira greve geral contra um governo peronista. Em julho de 1975, diante da greve geral e da pressão nas ruas da CGT e, em especial da Unión Obrera Metalúrgica, López Rega se viu obrigado a renunciar a seu cargo no governo e abandonar o país.
Ante a crescente atividade dos grupos de esquerda —tanto os que atuavam dentro do peronismo, os Montoneros, como outros de linha marxista, o auto-denominado Exército Revolucionário do Povo — e de extrema direita, Martínez decidiu fortalecer a ação de governo. A renovação da cúpula militar, que incluiu entre outras medidas a designação de Jorge Rafael Videla para o comando do Exército Argentino, foi parte de um programa de endurecimento do controle, que incluiu também o fechamento de publicações opositoras. A decisão de recorrer à força militar desembocou na assinatura, em 1975, do decreto que dá início ao chamado Operativo Independencia, a intervenção das forças armadas na província de Tucumán que deu início à chamada Guerra Suja na Argentina. Martínez pediu licença do cargo durante alguns dias, deixando o exercício do cargo ao presidente provisional do Senado, Ítalo Lúder, entre 13 de setembro e 16 de outubro de 1975. Em um momento de especial tensão falando da sacada da Casa Rosada, ameaçou converter-se na mulher do chicote.
Apesar da crescente pressão militar, expressada em um levantamento controlado a duras penas da Força Aérea, Martínez se negou reiteradamente a renunciar, ainda que anunciasse a antecipação das eleições presidenciais para fins de 1976. Entretanto, a 24 de março desse ano um golpe de estado orquestrado pelos líderes das três forças, constituídos em junta militar pôs fim a seu governo. Acusada de malversação de fundos, Martínez foi posta em prisão domiciliar na Província de Neuquén e depois numa chácara na localidade de San Vicente, localizada na região metropolitana de Buenos Aires. Foi investigada pela Comissão Nacional de Recuperação Patrimonial (CoNaRePa) acerca de atos de corrupção.

Após a libertação

Uma vez libertada, em julho de 1981, se radicou em Puerta de Hierro, (Madrid). Seu exilio espanhol implicou na cessação quase absoluta de sua atividade política, ainda que tenha voltado ocasionalmente à Argentina. O plebiscito sobre o Canal de Beagle foi ocasião de sua última aparição como figura histórica do peronismo, cujos setores mais personalistas mantinham respeito pela viúva de Perón.

Pedido de extradição

A 12 de janeiro de 2007 foi detida na Espanha a pedido da Argentina saindo em liberdade provisória até a decisão da extradição, solicitada pelo governo argentino em 14 de fevereiro de 2007.
Em 28 de abril de 2008, o Tribunal Supremo Espanhol decidiu que os alegados delitos cometidos por Isabelita não são crimes contra a humanidade e portanto, estariam prescritos. A justiça da Espanha rejeitou o pedido de extradição.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Dia de 1a.Fundação de Buenos Aires

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Buenos Aires
9 de julio (Buenos Aires).JPG
Bandeira oficial de Buenos Aires
Brasão 
oficial de Buenos Aires
Bandeira Brasão
LocationBuenosAires.png
Coordenadas 34°33′13″S, 58°22′54″O
País Flag of Argentina.svg Argentina
Província Bandera-bonaerense.svg Buenos Aires
Prefeito Mauricio Macri
Área  
  Cidade km²
  Urbana 202,04 km²
Altitude 25 m
População  
  Cidade (2001) 2.995.805
Fuso horário
  Verão (DST)
ARST (UTC-3)
ARDT (UTC-2)
Gentílico: Portenho
Website: www.buenosaires.gob.ar

Buenos Aires (lit. "Bons Ares", em português) é a capital e maior cidade da Argentina, atualmente é a segunda maior área metropolitana da América do Sul, depois de São Paulo.[1] A cidade está localizada na costa oriental do Rio da Prata, na costa sudeste do continente sul-americano. A cidade de Buenos Aires não faz parte da Província de Buenos Aires e nem é sua capital, mas sim, é um distrito federal autônomo. A Grande Buenos Aires é a terceira maior aglomeração urbana da América Latina, com uma população de cerca de 13 milhões de habitantes.[2] Buenos Aires é considerada uma cidade global alfa pelo inventário de 2008 da Universidade de Loughborough (GaWC).[3]
Após os conflitos internos do século XIX, Buenos Aires foi federalizada e removida da Província de Buenos Aires em 1880. Os limites da cidade foram ampliadas para incluir as antigas cidades de Belgrano e Flores, que agora são bairros da cidade.
O setor de maior importância na economia é o dos serviços, que representa 74% do Produto Interno Bruto (PIB). A indústria manufatureira é o segundo, tendo gerado em 2006 $26.454 milhões - cerca de 17% do PIB.
A cidade é também o centro cultural de maior importância da Argentina e um dos principais da América Latina. A importante oferta cultural encontra-se representada na grande quantidade de museus, teatros e bibliotecas, sendo alguns deles os mais representativos do país. Também se destaca a atividade acadêmica, já que algumas das universidades mais importantes da Argentina têm sua sede em Buenos Aires. Deve destacar-se que a cidade foi eleita pela UNESCO como Cidade do Design em 2005.[4]
Buenos Aires foi originalmente nomeada após o santuário de "Nostra Signora di Bonaria" (italiano para "Nossa Senhora de Bonaria"), em Cagliari, na Sardenha. Na Constituição de 1994, a cidade tornou-se autônoma, daí o seu nome formal: Ciudad Autónoma de Buenos Aires, em Português, Cidade Autônoma de Buenos Aires. Pessoas nascidas em Buenos Aires são chamadas de "porteños".

Índice


Etimologia

Apesar de Juan de Garay a ter batizado de Santísima Trinidad y Puerto de Nuestra Señora del Buen Ayre, a cidade acabou por adotar Buenos Aires, através da mutação do nome do porto e primeiro nome da cidade.
Nuestra Señora del Buen Ayre era uma homenagem à Virgem da cidade italiana de Cagliari que protegia os navegantes. Este nome provinha de um templo pagão situado nas Ilhas Baleares (em latim Balnearium, ilhas "balneárias") dedicado à Deusa Branca (a divindade comum a todas as religiões da Europa pré-cristã). Quando o cristianismo se tornou a religião oficial do Império Romano, todos os templos foram convertidos em igrejas ou destruídos. Neste caso, foi aí colocada uma imagem da Virgem de Bonaria (deformação de "buen aire", aire sendo vento, no castelhano antigo), que terminaria dando nome à ilha de Bonaire, situada no mar do Caribe. A virgem foi rebatizada como Bon Aire devido à semelhança com a palavra Bonaria.

História

A mí se me hace cuento que empezó Buenos Aires: La juzgo tan eterna como el agua y como el aire.
Jorge Luis Borges, "Fundación Mítica de Buenos Aires"
Mapa de Buenos Aires em 1888.
A cidade foi fundada pela primeira vez em 3 de fevereiro de 1536 por Pedro de Mendoza, com o nome de Nuestra Señora del Buen Ayre. A cidade foi abandonada, arrasada pelos índios e refundada em 11 de junho de 1580 por Juan de Garay com o nome de Ciudad de la Santísima Trinidad y Puerto de Nuestra Señora del Buen Ayre.
Buenos Aires teve um escasso desenvolvimento até que em 1776 foi nomeada capital do Vice-reino do Rio da Prata. Desde esse momento começou a evoluir rapidamente devido ao impulso comercial que a beneficiou, desenvolvendo-se não apenas economicamente mas também culturalmente. A chegada de idéias liberais fomentou a criação de movimentos emancipadores, que desencadearam em 1810 a Revolução de Maio e a criação do primeiro governo pátrio.
Logo depois das guerras civis e da reunificação do país, Buenos Aires foi eleita lugar de residência do Governo Nacional, ainda que este carecesse de autoridade administrativa sobre a cidade, que formava parte da província de Buenos Aires. A necessidade do Governo Nacional de federalizá-la, somada ao movimento de tropas ordenado pelo governador da província, Carlos Tejedor, produziu em 1880 uma série de confrontos que terminariam com a derrota da província de Buenos Aires e a união da cidade ao sistema federal.
Em 1882, o Congresso Nacional criou a figura dos intendentes e o Conselho Deliberante da Cidade. O intendente não era eleito por voto popular e sim designado pelo Presidente da Nação em conformidade com o Senado. O primeiro a exercer o novo cargo foi Torcuato de Alvear, designado em 1883 por Julio A. Roca.
A partir do final do século XIX e princípios do século XX a cidade sofreu importantes transformações. A prosperidade econômica que atravessava o país, somada às preparações para o I Centenário da Revolução que se celebraria em 1910 permitiram que a infra-estrutura urbana se desenvolvesse. Isto incluiu não apenas a construção de novos edifícios, praças e monumentos, mas também uma melhoria geral nos serviços públicos que lhe permitiu contar em 1913 com o primeiro metrô Iberoamericano.
Com a Reforma da Constituição argentina de 1994 a cidade pôde contar com sua própria Constituição e com um governo autônomo de eleição direta. Em 30 de junho de 1996 celebraram-se as eleições que designariam o Chefe de Governo da Cidade, assim como os legisladores que sancionariam a Constituição da Cidade. Nas eleições para o Poder Executivo saiu vencedora a fórmula radical de Fernando de la Rúa, que assim se tornava no primeiro Chefe de Governo. Com dois meses de deliberações, a Convenção Constituinte sancionou, finalmente, em 1º de outubro de 1996 a Constituição da Cidade de Buenos Aires.
Em 2003 foi aí promulgada a União Civil,[5] tanto para os casamentos homossexuais como para os heterossexuais, tornando-se a primeira cidade na América Latina a oficializar este gênero de união.

Geografia

Imagem de satélite do Rio da Prata, a câmera aponta para sudeste. Na margem direita destaca-se Buenos Aires e também a cidade de La Plata; na esquerda, destaca-se Montevideo, no Uruguai, próximo a a desembocadura do Rio Santa Lucía.
A Cidade de Buenos Aires é limitada pelo Rio da Prata, o Riachuelo e pela Avenida General Paz, que separa a cidade da província de Buenos Aires.
Buenos Aires se encontra quase em sua totalidade na região dos pampas, salvo algumas zonas como a Reserva Ecológica de Buenos Aires, a Cidade Esportiva do Club Atlético Boca Juniors ou Puerto Madero, que foram emergidas artificialmente mediante o rebaixamento das calhas do Rio da Prata. Anteriormente, a região era atravessada por diferentes arroios e lagoas, alguns dos quais foram rebaixados e outros encanados. Entre os arroios de importância estão os Terceros (do Sul, do Centro e do Norte), Maldonado, Vega, Medrano, Cildañez e White.

[editar] Clima

O clima da cidade é temperado oceânico, com temperatura média anual de 16,5 °C. Durante o inverno, as temperaturas oscilam entre os 3 °C e 18 °C, baixando, por vezes, até a 0 °C. O último registro de neve remontava a 1918 até uma nevasca de média intensidade atingir quase toda província de Buenos Aires no dia em que se comemora a independência da Argentina, 9 de julho de 2007.[6] No verão, as temperaturas ascendem a uma média de 28 °C. Apesar de não serem altas em comparação com as registradas no norte do país, provocam um sensível desconforto dada a relativamente elevada umidade ambiente.
A média de precipitações anuais é de 1,146 mm. As chuvas são mais comuns no outono, na primavera e no verão. Nos meses temperados, a precipitação carateriza-se por chuvas breves e de baixa intensidade, o que não impede o desenvolvimento normal da atividade humana.

Demografia

Imagem de satélite de Buenos Aires à noite.
Segundo o censo argentino de 2001, a cidade tem uma população de 2 776 138 pessoas. Mesmo assim, um informe posterior publicado pelo INDEC destinado a sanar os erros cometidos no censo estabelecia que a população a cidade se mantinha dentro dos 2,9 milhões de habitantes.[7]
Buenos Aires é uma cidade com uma importante densidade demográfica que ascende a 13 679,6 hab/km². No início do século XXI, devido ao envelhecimento (por escassa fecundidade dos estratos de classe média) da população nativa portenha, à emigração para o exterior e à substitução demográfica em grande medida provocada pelas crises econômicas, a mão de obra tornou-se escassa entre os nativos, o que obrigou os empresários locais a importá-la.
Vista de Buenos Aires.
De fato, cerca de 40% dos "porteños" não nasceu nem na cidade nem na Grande Buenos Aires. Trata-se de população que migrou das províncias do norte argentino e de outros países, principalmente limítrofes (se calcula que 316 739 de seus habitantes nasceram no exterior[8]).
A cidade tem um nível de delinquência relativamente alto, com uma taxa de 6 925,34 delitos anuais para cada 100 000 habitantes. Ainda assim, aproximadamente três quartos destes delitos são contra a propriedade, sendo a taxa de homicídios baixa: 4,57 homicídios anuais para cada 100 000 habitantes.

Governo e administração

Chefatura de Governo da Cidade, sede do Poder Executivo.
O Poder Executivo da Cidade é composto pelo Chefe de Governo, eleito para exercer o cargo durante quatro anos, mediante o voto dos cidadãos locais. Seu substituto natural é o Vice-chefe de Governo, que é, além disso, o presidente da Assembleia Legislativa da cidade de Buenos Aires. O atual chefe de Governo é Mauricio Macri.
O Poder Legislativo é composto pela Assembleia Legislativa da Cidade de Buenos Aires, integrada por sessenta deputados. Cada deputado permanece quatro anos em suas funções e a legislatura se renova por metades a cada dois anos.
O Poder Judiciário é constituído pelo Tribunal Superior de Justiça, o Conselho da Magistratura, o Ministério Público e os diferentes Tribunais da Cidade. Mesmo assim, sua organização, em termos de autonomia legislativa e judicial, é menor - em termos jurídicos - que a de qualquer das províncias que compõe a República Argentina. A Justiça, em assuntos de direito comum, executada na Cidade, rege-se pelo Poder Judicial da Nação, enquanto que o controle da Polícia Federal Argentina, no território da Cidade, é exercido pelo Poder Executivo Nacional.
Buenos Aires é administrada de forma descentralizada pelos Centros de Gestão e Participação, que foram substituídos, a partir de 2007, por um sistema de Comunas.




Subdivisões

Legalmente, a cidade se encontra dividida em 48 bairros - unidades territoriais que derivam das antigas paróquias estabelecidas no século XIX. Algumas destas unidades territoriais existem há décadas, ainda que outras sejam mais recentes. É o caso de Parque Chas, cujos limites foram estabelecidos em 18 de janeiro de 2006, quando foi publicada, no Diário Oficial, a Lei 1.907. A cidade tem sido, tradicionalmente, dividida em várias zonas, de designação e circunscrição não oficiais, como Bairro Parque e Abasto. Na atualidade, por motivos puramente comerciais, continuam a aparecer novas áreas com nomes inéditos.

Economia

Em 2006 o Produto Interno Bruto (PIB) de Buenos Aires foi de aproximadamente $153,169 bilhões,[10] o que equivale a $50.622 per capita. O ingresso superior aos 16.700 dólares per capita triplica a média nacional e torna a cidade uma das de maior ingresso per capita da América Latina.
O principal setor econômico de Buenos Aires é o setor de Serviços, que representa 74% de seu PIB, muito maior que os 66% em nível nacional. O ramo de maior importância é o de serviços imobiliários, empresariais e de aluguel, que geram 31,799 bilhões de pesos.
O segundo ramo em importância são os serviços de transporte e comunicação, gerando 16,934 bilhões, é o terceiro são os serviços financeiros, gerando 14,758 bilhões de pesos. A cidade gera 67% do valor agregado deste ramo em nível nacional, concentrando 53% dos depósitos e 60% dos empréstimos.
A indústria representa 20% do PIB, gerando 26,454 bilhões de pesos. O desenvolvimento dos setores produtores de bens é elevado desde a saída da convertibilidade, já que desde 2001 teve um crescimento 65%, enquanto que os serviços cresceram 19%.
O PIB cresceu, em 2006, 11,4% em relação a 2005,[11] sendo a construção o setor de maior crescimento (em 34%), os serviços financeiros, com 25%, e os serviços de transporte e comunicação com 13%. O setor de serviços financeiros acumulo uma queda de quase 44% entre 2001 and 2004, mais está agora completamente recuperado.[12]
Nos últimos anos, Buenos Aires se converteu em um pólo turístico, em especial pela desvalorização do peso que originou uma baixa acentuada de custos para os visitantes estrangeiros. Entre 2002 e 2004, a quantidade de estabelecimentos hoteleiros aumentou em 10,7%, enquanto que a taxa de habitações ocupadas sofreu um importante aumento de 42,9%.[13]

Turismo


Um espetáculo de tango no Senhor Tango.
A cidade conta com o Aeroporto Internacional de Ezeiza (situado a 35 quilômetros da cidade) e com um aeroporto doméstico, o Aeroparque Jorge Newbery. É servida pelo terminal rodoviário de Retiro, de onde partem e chegam linhas de ônibus (autocarros) para todas as regiões do país e para cidades do Chile, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Brasil. Conta ainda com ferry-boats que a conectam com as cidades de Colônia do Sacramento e Montevidéu , no vizinho Uruguai.
Fica a 1630 quilômetros ao norte de outro importante destino turístico argentino, a cidade de Bariloche. Os shows de tango são um dos principais atrativos da cidade, até porque constituem uma das características mais afamadas da cultura argentina. São muitas as casas de espetáculos que apresentam shows variados de dança e música, muito procurados por quem faz turismo na cidade.

Locais de interesse

Obelisco de Buenos Aires, um dos principais símbolos da cidade.
Os lugares turísticos mais importantes se encontram no Centro Histórico da Cidade, setor formado praticamente pelos bairros de Monserrat e San Telmo. A cidade começou a se construir ao redor da Praça Maior, hoje Plaza de Mayo (Praça de Maio), onde as instituições administrativas da Colônia estavam instaladas.
A leste da Praça pode-se observar a Casa Rosada, atual sede do Poder Executivo da Argentina, onde, antigamente, se encontrava o Forte. Ao norte da Praça se encontra a Catedral Metropolitana, que ocupa o mesmo lugar desde os tempos coloniais, e o edifício do Banco de la Nación Argentina, cuja parcela era, na sua origem, propriedade de Juan de Garay. Outra importante instituição colonial, o Cabildo, está localizado a oeste e não se conserva em sua forma original já que parte de sua estrutura foi demolida para a abertura da Avenida de Maio e a diagonal Julio A. Roca. Ao sul se observa o edifício do antigo Congresso da Nação, onde atualmente funciona a Academia Nacional da História. E por último, a noroeste pode observar-se a Chefatura de Governo da Cidade, avançando até a Avenida de Maio.
A Avenida de Maio é considerada o Eixo Cívico, já que une a Casa Rosada com o Palácio do Congresso, sedes do Poder Executivo e do Poder Legislativo, respectivamente. Por esta avenida podem ser observados alguns edifícios de grande interesse cultural, arquitetônico e histórico: se encontram instalados a Casa da Cultura, o Palácio Barolo e o Café Tortoni, entre outros. Abaixo desta avenida corre a Linha A do metrô de Buenos Aires que, ao ser inaugurado em 1913, se converteu no primeiro da Ibero-América. Ao chegar ao final da artéria pode-se observar um conjunto de praças, decoradas com vários monumentos e esculturas, entre as quais se encontra uma cópia assinada de O Pensador de Rodin. Nas cercanias destas praças se encontram o Palácio do Congresso e o edifício da Confeitaria El Molino.
Vista de um dos lagos do Parque 3 de Fevereiro, conhecido como os Bosques de Palermo.
No Centro Histórico pode-se visitar, além disso, a Manzana de las Luces. Ali se encontram alojados vários edifícios com grande valor histórico, como a Igreja Santo Inácio e a sede do Colégio Nacional Buenos Aires. Pode-se ainda observar os túneis ocultos que corriam a cidade durante a época colonial ou o edifício onde funcionou o Concelho Deliberante, de 1894 a 1931.
Na área de San Telmo pode-se visitar a Praça Dorrego, onde todos os domingos se instala a famosa Feira de Antiguidades, junto, aliás, de vários estabelecimentos de antiquários. Encontra-se aí, também, um complexo jesuíta formado pela igreja de Nossa Senhora de Belém, a Paróquia de São Pedro Telmo e o Museu Penitenciário "Antonio Ballve". O Museu Histórico Nacional e o Parque Lezama, onde foram alojadas várias esculturas e monumentos situam-se também na mesma área.
A Torre Monumental foi uma doação de residentes britânicos, em comemoração do centenário da Revolução de Maio.
No bairro de Recoleta se encontra uma grande quantidade de pontos turísticos de grande valor cultural. Ali se pode encontrar a sede principal do Museu Nacional de Belas Artes, a Biblioteca Nacional, o Centro Cultural Recoleta, a Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires, a Basílica Nossa Senhora de Pilar, o Palais de Glace, o Bar La Biela e o Cemitério da Recoleta, onde se encontram alojados os restos de Eva Duarte de Perón.
No bairro de Retiro pode-se visitar a estação do mesmo nome, e percorrer vários monumentos e edifícios emblemáticos da cidade, como os monumentos aos Caídos na Guerra das Malvinas ao General San Martín, assim como a Torre Monumental e o Edifício Kavanagh, um dos mais altos da cidade.
O Museu de Arte Latino-americano de Buenos Aires, um dos mais importantes do país, se encontra no bairro de Palermo, onde também se situam os Bosques de Palermo, o Planetário, e o Zoológico de Buenos Aires.
Outro ponto turístico de importância, dado o seu relevo cultural é a Avenida Corrientes. Nela está instalada uma grande quantidade de teatros, incluindo o Teatro San Martín, além de outros locais de interesse, como o Passeio La Plaza e o Estádio Luna Park. Na intersecção desta avenida com a Avenida 9 de julio se encontra o Obelisco, um emblema da Cidade de Buenos Aires. Também foi instalado nesta avenida o Mercado de Abastecimento, que na atualidade foi convertido em um centro comercial.
Na atualidade, Buenos Aires se converteu no atrativo turístico da comunidade homossexual mais importante da América Latina.[14]

Hotelaria

Na imagem o Hotel Hilton à direita das Torres River View.
A Cidade de Buenos Aires oferece mais de 200 possibilidades de alojamento que representam 36 000 praças disponíveis.[15] Existem 17 hotéis cinco estrelas, 53 hotéis quatro estrelas, 42 hotéis três estrelas e 64 estabelecimentos de duas e uma estrela, e também 27 aparthotéis. Estes hotéis se encontram instalados em sua maioria na zona central da cidade, com fácil acesso aos principais pontos turísticos.
Também existem muitas hospedagens e alojamentos alternativos, para quem busca algo mais econômico. Estes estabelecimentos geralmente estão situados em bairros mais distantes, mas o sistema de transporte permite o traslado de uma forma fácil e econômica.
Como a cidade é um pólo universitário, existe uma grande quantidade de albergues juvenis e residências universitárias com custos acessíveis para os estudantes, provenientes tanto do interior do país como dos países limítrofes.

Infra-estrutura

Transporte

Praça Miserere, uma das estações mais movimentadas do Metro de Buenos Aires.
A complexidade da Cidade de Buenos Aires requer um sistema de transporte e de acessos à cidade igualmente complexo e extenso. A cidade não apenas necessita de um sistema de transporte para quem habita nela, como também para os habitantes do aglomerado que se transportam à cidade principalmente por motivos de trabalho.
A cidade conta com quatro acessos por rodovia, que se somam à grande quantidade de acessos existentes, como as pontes ou avenidas que cruzam a Avenida General Paz. Os acessos por estrada são a Rodovia Buenos Aires - La Plata, a Rodovia Ricchieri, o Acesso Oeste e o Acesso Norte. Estas rodovias permitem um acesso rápido a partir da província de Buenos Aires, ao contrário do resto dos acessos, onde o trânsito tende a ser pouco fluido a partir do final do horário comercial.
Trecho da Rodovia Pan-americana em Buenos Aires.
O meio de transporte de maior uso é o coletivo (ônibus), já que, com mais de 180 linhas, permite não só conectar diferentes pontos da cidade mas, também, alcançar diferentes partidos da província de Buenos Aires. O outro meio massivo utilizado para acessar a cidade é a rede ferroviária, já que todas as linhas férreas do país confluem em Buenos Aires. Algumas destas linhas têm conexão com o metrô, o que permite um traslado relativamente fluido a partir da região metropolitana bonaerense até diferentes zonas da cidade. Os trens também são usados pelos portenhos como meio de deslocamento rápido dentro da cidade.
O Metro de Buenos Aires , cuja tarifa é de apenas 1,10 pesos, conta com seis linhas em funcionamento (A, B, C, D, E, H), com uma extensão superior a 40 quilômetros. Além disso, e foram projectadas três linhas adicionais que ajudaram a conectar o sul com o norte da cidade. A Linha A é também uma atração turística porque ainda conserva os trens que se utilizavam em princípios do século XX, já que essa linha foi inaugurada em 1913, a mais antiga da América Latina.
O porto de Buenos Aires é o maior do país, e foi tradicionalmente a principal entrada marítima da Argentina.

Serviços públicos

Prédio da Aduana
O serviço de água corrente e esgotos foi administrado desde 1993 pela empresa Aguas Argentinas, até 2006, quando sua concessão foi rescindida. O serviço é administrado através de duas estações de tratamento: a Estação General San Martín e a Estação General Belgrano. A Estação de Tratamento General San Martín, inaugurada em 1913, se encontra localizada no bairro de Palermo, contando com uma superfície de 28,5 hectares e uma produção de 3 100 000 m³ de água diários. A Estação de Tratamento General Belgrano se encontra na província de Buenos Aires, na localidade de Bernal. Foi inaugurada em 1974 e conta com uma superfície de 36 hectares e uma produção de 1 700 000 m³ diários. Atualmente, se espera a criação, por parte do Poder Executivo Nacional, da nova empresa de serviços de domínio estatal, que se chamaria Aguas y Saneamiento Argentinos (AYSA).
O serviço de gás natural é administrado pela MetroGAS desde dezembro de 1992. Durante 2004 foram distribuídos um total de 4 468 328 m³ de gás, sendo 1 201 756 m³ para usuários residenciais, 371 575 m³ para Gás Natural Comprimido, 243 024 m³ para usuários comerciais, 120 119 m³ para indústrias, 2 484 045 m³ para usinas elétricas e 47 809 m³ para as entidades oficiais.[16]
O serviço elétrico se encontra a cargo de duas empresas: Edesur e Edenor. A área de cobertura da Edenor se encontra delimitada por: Dársena "D", rua sem nome, atrás da futura Rodovia Costeira, prolongação Avenida Pueyrredón, Avenida Córdoba, vias da Ferrovia San Martín, Avenida General San Martín, Zamudio, Tinogasta, Avenida General San Martín, Avenida General Paz e o Rio da Prata; enquanto que a Edesur se encarrega do serviço no resto da cidade. Segundo estimativas de 2004, a cidade gerou 14 783 018 MWh, consumindo apenas 9 689 504.
Prédio da Biblioteca Nacional
O serviço de telefones fixos é de responsabilidade da Telecom Argentina e Telefónica de Argentina. Estas empresas são as encarregadas de levar o serviço desde a privatização de ENTel, em 1990.
O serviço de coleta de resíduos se encontra organizado em seis zonas de coleta, nas quais o serviço é prestado por uma empresa diferente. Na Zona 1 (que inclui os CGP 1, 2S, 2N e 3) o serviço é administrado pela empresa Cliba, na Zona 2 (que inclui os CGP 13, 14O e 14E) é administrado pela empresa AESA Bs As, na Zona 3 (que inclui os CGP 4, 5 e 6) o serviço é administrado pela empresa UBASUR, na Zona 4 (que inclui os CGP 7 e 10) o serviço é administrado pela empresa Níttida, na Zona 5 (que inclui os CGP 8 e 9) é administrado pela empresa EHU e na Zona 6 (que inclui os CGP 11 e 12) é administrado pela empresa INTEGRA.
Seus habitantes contam com um elevado acesso aos serviços públicos: 99,9% conta com rede de água, a mesma quantidade conta com rede de eletricidade, 92,8% conta com rede de gás, 99,6% com iluminação pública, 99,3% com coleta de resíduos e 89,7% dos lares tem telefone. Estas cifras diminuem para a população residente em vilas, se bem que a totalidade de seus habitantes recebe água corrente (incluindo a torneira pública), 99,5% dispõe de energía elétrica, 93,1% de iluminação pública, 87,8 de coleta de resíduos e apenas 1,3% de gás corrente.[17]

Saúde

Estatísticas
Primeiros socorros[18]
Centros de Saúde 38
CMB 37
Médicos de Cabecera 286
Dentistas de Cabecera 57
Mortalidade infantil[19]
Ano TMI Pré-natal Pós-natal
1990 16,0 10,7 5,3
1991 13,6 8,5 5,1
1992 14,4 10,2 4,2
1993 15,4 10,4 5,0
1994 14,0 9,6 4,4
1995 12,5 8,3 4,2
1996 14,3 9,6 4,7
1997 11,8 8,1 3,7
1998 12,6 8,7 4,0
1999 10,3 7,1 3,2
2000 9,0 5,9 3,1
2001 9,1 6,2 2,9
2002 9,9 6,3 3,6
2003 10,1 6,4 3,7
2004 8,5 5,7 2,8
A Cidade de Buenos Aires conta com 34 estabelecimentos hospitalares com atendimento totalmente gratuito, que funcionam dentro do sistema de saúde estatal. Mas a cidade conta também com um sistema de atendimento primário que se ocupa do atendimento de 80% dos casos, para distribuir o uso das instalações hospitalares e para que sejam utilizadas apenas nos casos de maior complexidade. Isto se deve principalmente ao fato da infra-estrutura hospitalar da cidade se encontrar bastante deteriorada, não apenas pela falta de equipamentos, mas também pela grande quantidade de casos provenientes da Grande Buenos Aires, que somados aos da cidade sobrecarregam o serviço.
Este sistema de atendimento primário é constituído pelos Centros de Saúde, os Centros Médicos de Bairro e os "Médicos de Cabecera" (médico de família). Os Centros de Saúde são integrados, entre outros, por médicos clínicos, pediatras, psicólogos e assistentes sociais, já que sua função não é apenas o atendimento, mas também a execução dos diferentes programas de prevenção. Os Centros Médicos de Bairro (CMB) cumprem a mesma função de prevenção e atendimento, mas este atendimento e entrega de medicamentos gratuitos está orientada para sectores considerados de risco. A instituição dos "Médicos de Cabecera" constitui outro sistema de descentralização, onde os médicos dos hospitais fazem atendimento e entrega gratuita de medicamentos em seus consultórios particulares.
A cidade conta também com uma grande quantidade de clínicas e consultórios privados, onde se destacam, mas não só, o Hospital Italiano (lugar onde se realizam muitos dos transplantes de órgãos na Argentina), a Clínica y Maternidad Suizo Argentina e a Clínica Favaloro.

Mortalidade infantil

A mortalidade infantil é um indicador que reflete indiretamente as condições socio-econômicas de uma sociedade, sobretudo pelo seu impacto nos setores mais desprotegidos. A Cidade de Buenos Aires tem uma das taxas mais baixas do país (8,5 por mil), apenas superada pela província da Terra do Fogo que gira em torno de quatro por mil.
No período 1990 - 2004 a taxa de mortalidade infantil sofreu uma baixa de 47%. Enquanto que em 1990 a taxa era de 16 por mil, em 2004 foi reduzida para 8,5 por mil. Mas existe na cidade uma disparidade muito grande entre o sul e o norte: enquanto que nos Centro de Gestão e Participação (CGP) da zona norte (2n, 14e, 14o, 13 e 12) a taxa é de 6,86 por mil, nos CGP da zona sul (3, 4, 5 e 8) a taxa ascende a 14 por mil.

Cultura

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Cultura de Buenos Aires
Teatro Colón, inaugurado em 25 de maio de 1908 É um dos teatros de ópera mais famosos do mundo.
Buenos Aires é a cidade de maior importância cultural do país e uma das principais na América Latina. A cidade tem um espectro cultural muito amplo devido à diversidade de quem a habitou ao longo de sua história. Um exemplo disso é um argot, o lunfardo, que se desenvolveu a partir de meados do século XIX nas zonas pobres de Buenos Aires, Rosário e Montevidéu. Este tipo específico de linguagem acusa influências idiomáticas provenientes da Itália, França, Galiza e Portugal, assim como da população negra e crioula local. O lunfardo ficou imortalizado em letras de música popular, particularmente no tango. A gastronomia portenha também se destaca por sua diversidade, ainda que o denominador comum seja o emprego de carnes e a influência da culinária italiana, muito difundida pelas correntes migratórias que aqui afluiam em princípios do século XX.
O elevado nível cultural da cidade pode ser apreciado através da sua grande quantidade de museus, teatros e bibliotecas. A Avenida Corrientes, em cujos cafés e bares tradicionais se desenvolveu o tango, em princípios e meados do século XX, é a artéria onde se encontram alguns dos teatros de maior importância. Buenos Aires conta com uma oferta diversa de artes de palco, dependendo muitos dos teatros de maior relevância diretamente do Governo da cidade: o Teatro Colón, o Teatro General San Martín, o Teatro Alvear, o Teatro Regio, o Teatro Sarmiento e o Teatro de la Ribera, entre outros. Atividade teatral que se estende, pelos vários bairros da cidade, com as companhia independentes, como o Teatro Nacional Cervantes, o Centro Cultural Recoleta, o Centro Cultural General San Martín, o Teatro Maipo, entre outros.
O Teatro Nacional Cervantes é o único teatro nacional da República Argentina.
O Governo da cidade administra dez museus que abarcam diferentes temáticas: desde as artes plásticas (Museu de Artes Plásticas Eduardo Sívori) até à história (Museu Histórico de Buenos Aires Cornelio de Saavedra), passando pelo cinema (Museu do Cinema Pablo Ducrós Hicken). Também existem muitos museus dependentes do Governo Nacional (como o Museu da Casa Rosada) ou de fundações (como o Museu de Arte Latino-americano de Buenos Aires).
A cidade dinamiza ainda 26 bibliotecas públicas que contam com mais de três centenas de milhar de exemplares. Existem ainda muitas bibliotecas dependentes dos diferentes Poderes da Nação, assim como das diferentes universidades que se encontram na capital.
Buenos Aires distingue-se, ainda, como o maior centro editorial do país, já que ali estão sediadas as editoras mais relevantes, e onde se editam os diários e revistas de maior tiragem. A indústria editorial de Buenos Aires é uma das mais competitivas da região e a densidade de livrarias é bastante alta. É possível conseguir, com alguma facilidade, livros antigos, primeiras edições e publicações em diferentes idiomas, sobretudo nos estabelecimentos comerciais localizados na Avenida de Maio e na Avenida Corrientes, entre Callao e 9 de Julio.
Uma tradição importante é a dos Festejos de Carnaval. Existem em Buenos Aires 103 murgas, agrupando mais de dez mil pessoas. Anualmente, juntam-se mais de 800 mil pessoas para desfrutar da música, baile e canto que oferecem estes grupos, na grande quantidade de corsos que se realizam nos bairros portenhos.

Referências

  1. R.L. Forstall, R.P. Greene, and J.B. Pick, "Which are the largest? Why published populations for major world urban areas vary so greatly", City Futures Conference, (University of Illinois at Chicago, July 2004) – Table 5 (p.34)
  2. Population projections (PDF). Página visitada em 2009-08-09.
  3. www.lboro.ac.uk The World According to GaWC 2008 – Retrieved on 2009-07-06.
  4. Buenos Aires, Argentina appointed UNESCO City of Design..
  5. Veja Lei 1004.
  6. Título ainda não informado (favor adicionar).
  7. Informe publicado pelo INDEC (PDF)..
  8. segundo o Censo 2001 do INDEC.
  9. Ley Nº 682.
  10. A preços básicos, Dirección General de Estadísticas y Censos. Informe de Resultados Nº334.
  11. A preços constantes de 1993.
  12. Ministerio de Economía de la Nación.
  13. Encuesta de Ocupación Hotelera (EOH), Dirección General de Estadística y Censos (G.C.B.A.) y Secretaría de Turismo de la Ciudad de Buenos Aires.
  14. Segundo Infobae.com.
  15. Segundo o Sítio oficial de Turismo da Cidade.
  16. Segundo a ENARGAS.
  17. Segundo Enquete Anual de Lares 2004.
  18. Segundo G.C.B.A. [1].
  19. Dirección General de Estadística y Censos de la Ciudad de Buenos Aires

[editar] Ver também

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Commons-logo.svg Imagens e media no Commons

[editar] Ligações externas