Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

ANDAMENTO DAS OBRAS - Belo Horizonte - MG #Copa2014


Com as obras, times de Belo Horizonte tiveram que jogar fora da capital
em 2011. Agora eles terão o Independência em 2012

Foto: Sylvio Coutinho/Divulgação

Belo Horizonte, MG

Estádio: Mineirão
Capacidade planejada: 69.950 torcedores

Sumário: Todo o processo de demolição do estádio já foi concluído e, apesar de ter enfrentado problemas com greves dos operários, as obras estão dentro do cronograma. Com 1.500 funcionários, cerca de 50 máquinas e 25 caminhões, o Mineirão é uma das obras mais avançadas do Brasil para a Copa do Mundo de 2014.

Andamento das obras: 45%

O que já foi feito: A demolição terminou; todas cadeiras e gramas antigas foram retiradas e doadas; os novos amortecedores foram instalados e o concreto da estrutura externa foi tratado.

O que tem por fazer: falta concluir a terraplanagem, que já está 95% pronta. Falta concluir fundações das áreas internas e externas, que estão em andamento. O que está mais atrasado é a construção da esplanada, que tem 75% das peças pré-moldadas prontas e 25% delas instaladas.

Previsão de conclusão: 21 de dezembro de 2012


6 jogos da Copa nesse estádio:

14/06 - C1 x C2
21/06 - F1 x F3
24/06 - D2 x D3
17/06 - H1 x H2
28/06 - oitavas
08/07 - semifinal

Fonte Terra
   

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

FRAUDE NA COPA - Ex-Senador Peruano põe goleada argentina em 1978 sob nova suspeita

O depoimento de um ex-senador peruano à Justiça levantou novas suspeitas de que a goleada da Argentina sobre o Peru, por 6 a 0, na Copa-1978 foi arranjada. O placar tirou a seleção brasileira da final daquele Mundial.
Genaro Ledesma Izquieta disse que a partida de futebol estava ligada a um acordo político costurado pelas ditaduras de Argentina e Peru e fez parte da Operação Condor, plano de cooperação entre regimes militares sul-americanos para eliminar opositores.
Segundo o jornal espanhol "El País", o ex-senador declarou à Justiça que o ex-ditador argentino Jorge Videla (1976-1981) recebeu 13 opositores do então ditador peruano Francisco Morales Bermúdez (1975-1980) como "prisioneiros de guerra" na Argentina.

Reprodução
Argentino Tarantini cabeceia a bola durante o 6 a 0 em 1978
Argentino Tarantini cabeceia a bola durante o 6 a 0 em 1978
Em troca, exigiu que sua seleção vencesse os peruanos na Copa do Mundo de 1978. O Mundial, jogado na Argentina e vencido pelo país-sede, foi usado como instrumento de promoção da ditadura.
Antes do início do evento, organizações de direitos humanos fizeram campanha contra a Copa e pressionaram para que ela não ocorresse.
Em 25 de maio de 1978, Izquieta e mais 12 opositores foram transportados em avião militar para Jujuy, no norte da Argentina, onde chegaram sem documentos ou dinheiro. Foram encaminhados para Buenos Aires, onde ficaram em prisões clandestinas.
Segundo Izquieta, as famílias dos presos peruanos acionaram organizações de direitos humanos, que pressionaram a Argentina a libertá-los. A França pagou as passagens para tirá-los de Buenos Aires.
"Ao ir para a França, nos salvamos do que Morales Bermúdez e Videla tinham combinado: o arremesso das pessoas ao mar durante um voo, para que não ficasse nenhum vestígio", disse Izquieta, referindo-se aos "voos da morte" usados pela ditadura para eliminar dissidentes.
Em 21 de junho, quase um mês após o sequestro dos 13 opositores e antes da libertação deles, a Argentina goleou o Peru por 6 a 0 e se classificou para a final da Copa.
Após o fim do regime de Morales Bermúdez, alguns dos 13 opositores, como Izquieta, voltaram para o Peru.
O ex-senador deu as declarações sobre a relação entre a goleada na Copa do Mundo e a Operação Condor a representantes do juiz argentino Norberto Oyarbide, que, na semana passada, pediu a prisão de Morales Bermúdez por sequestro e tortura.
Até então, as investigações apontavam as ditaduras de Chile, Bolívia, Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina, mas não do Peru, como membros da Operação Condor.
O ex-ditador peruano Morales Bermúdez, hoje com 90 anos, nega que tenha feito parte da Operação Condor e afirmou que não deve prestar contas à Justiça argentina.
Em resposta, Izquieta e outro dos prisioneiros de 1978, o ex-parlamentar Ricardo Letts, disseram que também vão acionar a Justiça peruana.

EM 1998, GOLEIRO DO PERU ADMITIU 'ARRANJO'
A goleada da Argentina sobre o Peru tirou o Brasil da decisão da Copa de 1978.
As seleções brasileira e argentina chegaram à rodada de definição dos finalistas empatadas em pontos na mesma chave. Se os dois times vencessem a última rodada pelo mesmo placar, a definição ocorreria no saldo de gols, favorável ao Brasil.
Na tarde do dia 21 de junho de 1978, a seleção venceu a Polônia por 3 a 1 e esperava o resultado da partida entre Argentina e Peru para garantir sua classificação à final.
Apenas uma vitória argentina por ao menos quatro gols de diferença, horas mais tarde, garantiria os anfitriões na final. E os peruanos foram goleados por 6 a 0. O Brasil foi eliminado e terminou o Mundial na terceira colocação, sem perder nenhum dos sete duelos que disputou.
Na final, a Argentina ganhou da Holanda por 3 a 1 e conquistou seu primeiro título da Copa do Mundo. Na plateia, estava o então ditador da Argentina, Jorge Videla.
A goleada dos anfitriões levantou denúncias de subornos a jogadores do Peru.
Em 1998, o goleiro da seleção peruana naquela partida, Ramón "El Loco" Quiroga, que nasceu na Argentina e falhou em alguns dos gols dos 6 a 0, declarou "estar certo de que alguém ganhou" dinheiro com a goleada sofrida.
Em 1978, o governo de Videla concedeu ao Peru um empréstimo e carregamento de 14 mil toneladas de trigo.

Fonte Folha
   

domingo, 6 de março de 2011

CONTAS ABERTAS - Gastos não previstos com a Copa do Mundo já chegam a quase R$ 73 milhões


Amanda Costa e José Cruz


Quando em julho de 2010 foi lançada a “matriz de responsabilidade” – competências da União, estados e municípios para a Copa 2014 –, o governo federal previa gastos de R$ 23,4 bilhões com obras de infraestrutura nas 12 cidades-sedes (veja tabela). Porém, sete meses depois, a previsão foi acrescida de quase R$ 73 milhões, com contratos e convênios extras, isto é, não previstos na matriz. São os chamados “investimentos não vinculados às cidades-sede”. Eles cobrem, basicamente, os custos administrativos ou decorrentes da promoção de eventos e estudos de viabilidade do mundial (veja tabela).

Enquanto isso, ainda não há orçamento finalizado para a construção de estádios, obras em estradas, aeroportos e sistemas de telecomunicações. São exigências que estavam no caderno de encargos assinado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que começam a preocupar a Fifa, conforme notícias que chegam de Zurique, sede da entidade.

Dos investimentos não previstos inicialmente, R$ 17,9 milhões foram pagos, elevando os desembolsos totais a R$ 248,1 milhões. Mas essa cifra representa apenas 1% do valor orçado na matriz de responsabilidades. Já os valores contratados chegam a R$ 8,9 bilhões, cerca de 38% do investimento previsto.

As informações são da Controladoria-Geral da União (CGU), que consolida os números a partir dos dados informados pelos organismos envolvidos. A ideia, segundo a assessoria de imprensa da CGU, é disponibilizar um sistema on-line para que os próprios gestores efetuem o lançamento dos gastos diretamente na plataforma. Assim, a divulgação das informações sobre os gastos dos governos com a preparação da Copa do Mundo ganharia maior celeridade. A última atualização traz informações sobre a situação dos convênios e contratados até janeiro deste ano, mas a manutenção é periódica.

Por mais atrativo que seja acompanhar a evolução das obras de um dos 12 estádios para a Copa do Mundo, os assuntos burocráticos também chamam a atenção, principalmente pelo volume de dinheiro que já consomem.


Por exemplo, um dos contratos que não estava previsto na matriz de responsabilidade, refere-se à consultoria através de “serviços de apoio ao gerenciamento para organização e realização da Copa”, no valor de R$ 13,2 milhões. Os beneficiados foram as empresas Enerconsult, Value Partners, Empresa Brasileira de Engenharia e Estrutura e Galo Publicidade e Marketing.

Outro contrato não previsto originalmente e que, sem licitação, custou R$ 1,4 milhão aos cofres públicos foi o assinado pelo Ministério do Esporte com a empresa Calandra Soluções, que fará o seguinte: “implantação da solução de gestão de informação e participação colaborativa, que será adotada para o acompanhamento e controle do Plano Diretor da Copa 2014”.

Detalhes

Avaliando-se as despesas até aqui realizadas observa-se que, de fato, receber uma Copa do Mundo de Futebol implica em comprometer recursos públicos para despesas de toda a ordem.

Por exemplo, a Fundação Getúlio Vargas recebeu R$ 3,6 milhões do Ministério do Turismo, em 2010, para dar “apoio técnico e pedagógico, gestão, monitoramente e avaliação do programa “Bem Receber Copa”. Mas o ministério pagou mais R$ 20 mil para a FJ Produções, de Brasília, para “organizar a reunião de trabalho” do programa "Bem Receber Copa”.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

COPA 2010 - Dos dez estádios da Copa da África do Sul, cinco são totalmente novos



   
Publicada em 26/05/2010 às 17h48m
Jorge Luiz Rodrigues, correspondente @panesp
JOHANNESBURGO - A Copa do Mundo-2014 no Brasil bem poderia usar aquele slogan de um comercial que proclamava "eu sou você amanhã". O atraso nas licitações e na construção dos estádios são enredos de um filme já visto na África do Sul. Orçados em 8,2 bilhões de rands (R$ 1,9 bilhão), em 2006, os estádios sul-africanos tiveram atrasos que motivaram críticas da Fifa. ( Confira o site especial da Copa 2010 )
Levantamento feito pelo GLOBO este mês, com base nos custos divulgados pelas nove prefeituras responsáveis pelos dez locais de jogos, aponta um valor total de 17,9 bilhões de rands (R$ 4,23 bilhões) nas construções e nas reformas. Isso representa um estouro de 9,7 bilhões de rands no orçamento (R$ 2,29 bilhões) feito quatro anos atrás. A justificativa é que o orçamento havia sido elaborado antes de os arquitetos das obras entregarem seus projetos finais, que eram muito mais caros do que o previsto.
Dos dez estádios, cinco (em Durban, Cidade do Cabo, Porto Elizabeth, Nelspruit e Polokwane) são totalmente novos, um (Soccer City, em Johannesburgo) foi 98% reconstruído e quatro (Ellis Park, em Johannesburgo, e os de Pretória, Bloemfontein, e Rustemburgo) foram reformados.
Veja também: histórias e curiosidades do continente da Copa da África 2010


Estádios

Soccer City
 
Um dos mais tradicionais estádios do continente, o antigo FNB Stadium foi palco da final da Copa Africna de Nações de 1996, quando a África do Sul conquistou  
SOCCER CITY (Johannesburgo): Inaugurado sábado passado, o maior dos palcos do Mundial-2010 poderá receber 88.460 torcedores nos oito jogos programados, entre eles Brasil x Costa do Marfim, no próximo dia 20. A Copa começa e termina no Soccer City, respectivamente, nos dias 11 de junho e 11 de julho. A reconstrução durou três anos e superou em US$ 133 milhões o orçamento inicial. O custo final ficou em 3,2 bilhões de rands (R$ 756 milhões). O design externo do estádio tem o formato de um pote usado como utensílio para cozinhar e beber caldos. Internamente, a acústica foi pensada para tornar ainda mais intimidador o barulho das vuvuzelas.


ELLIS PARK (Johannesburgo): Na Copa, terá capacidade para 61.639 torcedores e sediará sete partidas, entre elas a estreia da equipe treinada por Dunga no Mundial, no próximo dia 15, contra a Coreia do Norte. Quem assistiu ao filme "Invictus", de Clint Eastwood, conheceu um pouco o emblemático estádio, palco da histórica conquista dos Springboks na Copa do Mundo de Rúgbi -1995, quando começou, por obra de Nelson Mandela, a reconciliação do povo sul-africano, que um ano antes se livrara de décadas de segregação racial. Também no Ellis Park, em junho do ano passado, a seleção brasileira conquistou a Copa das Confederações ao vencer, de virada, os Estados Unidos por 3 a 2.


GREEN POINT (Cidade do Cabo): O mais polêmico dos estádios da Copa é também um dos mais bonitos, com visual impressionante. Tem 66.055 lugares e fica pertinho do famoso Waterfront, numa área do valorizado bairro de Green Point. Receberá oito jogos - o maior número, junto com o Soccer City e com o Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth - e custou 4,5 bilhões de rands (R$ 1,06 bilhão), o mais caro da Copa. Seu primeiro orçamento havia sido de 1,96 bilhão (R$ 463 milhões). A construção sofreu embargos ambientais e não tinha apoio nem da então prefeita da Cidade do Cabo (hoje, governadora da província do Cabo Ocidental), Helen Zille. A política mudou de opinião quando a Fifa ameaçou tirar a cidade do Mundial.


NELSON MANDELA BAY (Porto Elizabeth): Com 46.082 lugares, o estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, é um dos palcos esportivos mais belos do mundo. Construído entre um lago e o Oceano Índico e com uma cobertura em formato de velas içadas, seu custo foi de 2,1 bilhões (R$ 496 milhões). Uma das oito partidas marcadas para lá pode ser de tirar o fôlego: um encontro entre Brasil x Holanda, nas quartas de final, se as duas seleções passarem em primeiro lugar nos seus grupos e avançarem também nas oitavas.


MBOMBELA (Nelspruit): Inspirado na vida selvagem, tem torres de sustentação da cobertura em forma de girafas. Ao custo de 1,5 bilhão de rands (R$ 354 milhões), o Mbombela tem 43.589 lugares e sediará quatro jogos. Ironicamente, o estádio, localizado próximo aos limites do maior parque nacional sul-africano, o Kruger, teve problemas com o verde. Após inundação, o primeiro plantio do gramado foi removido, em novembro. Mudou-se o tipo da grama, mas também não deu certo. A grama original teve de ser replantada. O estádio foi o penúltimo a ser inaugurado, no dia 16 de maio, num amistoso da seleção sul-africana.


MOSES MABHIDA (Durban): Com 56 mil cadeiras fixas, foi planejado para diferentes configurações. No Mundial terá 69.957 lugares em sete jogos - entre eles, Portugal x Brasil, no dia 25 de junho, para o qual os ingressos já estão esgotados. A construção do Moses Mabhida custou R$ 833 milhões. Pensado para ganhar com o turismo, desde sua inauguração, em novembro passado, já faturou 4 milhões de rands (R$ 945 mil) com visitantes que fazem um passeio de teleférico até o topo do arco do estádio ou saltam de bungee jump. Tem 139 suítes, constantemente alugadas para festas de casamento e de aniversário. Do lado de fora, dispõe de centro de treinamento, com campo de rúgbi, pistas de atletismo, ciclismo e quadras.


PETER MOKABA (Polokwane): Com 45.264 assentos para o Mundial, o estádio de Polokwane receberá quatro partidas apenas na primeira fase. Custou 1,3 bilhão de rands (R$ 307 milhões), na província mais pobre e com maior número de negros da África do Sul. Por isso, apesar de ser uma terra apaixonada por futebol, a prefeitura encontra dificuldades para conseguir um arrendatário após a Copa. Polokwane não tem times profissionais nas duas divisões sul-africanas. Rúgbi e críquete, esportes da minoria branca, não pensam em se estabelecer ali.



FREE STATE (Bloemfontein):Com 45.058 lugares, o reformado estádio vai receber seis partidas do Mundial e tem uma particularidade: os torcedores de Bloemfontein, a 420 quilômetros de Johannesburgo, preferem cantar e dançar a soprar vuvuzelas. É lá que a seleção anfitriã vai decidir seu destino na primeira fase, quando enfrentar a França, no dia 22 de junho. Normalmente, é palco de jogos de rúgbi.



LOFTUS VERSFELD (Pretória): Construído em 1906, é o mais antigo estádio do Mundial, com capacidade para 49.365 mil pessoas. Passou por reforma para a Copa das Confederações, ano passado, ganhando mais uma arquibancada coberta e novas torres de iluminação. É a casa do melhor time de rúgbi do mundo na atualidade: o Blue Bulls, de Pretória, campeão do Super 14 (campeonato que reúne equipes sul-africanas, da Austrália e da Nova Zelândia), em 2009.


ROYAL BAFOKENG (Rustemburgo): É o único dos estádios da Copa que não está numa cidade ou numa township. Pertence a uma tribo poderosa, o Reino de Bafokeng, que domina as minas de platina da província de North West, onde fica a cidade de Rustemburgo, a 18 quilômetros do estádio. Reformado, terá 44.530 lugares, mas o sorteio reservou logo para a primeira das seis partidas o confronto entre Inglaterra e Estados Unidos - as duas torcidas estrangeiras que compraram mais ingressos para o Mundial.
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sexta-feira, 9 de abril de 2010

COPA DE 2010 - Fifa apresenta modelo de ingressos para a Copa do Mundo (Veja)

 
Fifa divulga como serão os bilhetes | Foto: Reprodução internet
Rio - A Fifa apresentou, nesta sexta-feira, os ingressos para a Copa do Mundo de 2010, que será realizada na África do Sul a partir de 11 de junho.
Durante o evento, um bilhete em "tamanho-família" foi mostrado, com os detalhes destacados, como o nome do torcedor, que virá impresso, e o assento específicado, inclusive com a entrada do estádio a ser utilizada.
A apresentação, feita pelo diretor-geral da entidade, Jerome Valcke, realizada em Soweto, também anunciou que a última etapa de vendas dos ingressos acontece a partir de 15 de abril.
Segundo Valcke, o objetivo principal da organização é facilitar a venda dos ingressos do Mundial. Com exceção da final, serão vendidas entradas para os 63 jogos da Copa.
As vendas serão feitas nos centros oficiais, nas cidades-sede, e por meio do site oficial e central de telefones oficiais.


 


 

sábado, 3 de abril de 2010

COPA DE 2010 - CBF libera uso do Twitter durante a Copa da África


SÉRGIO RANGEL
da Folha de S.Paulo, no Rio

Os jogadores da seleção vão poder twittar durante a Copa do Mundo. A CBF decidiu liberar o uso do microblog pelos convocados até dentro da concentração na África do Sul.
Pelo menos três titulares (Kaká, Luis Fabiano e Gilberto Silva) já escrevem no Twitter. Outros dois selecionáveis (Ronaldinho e Alex Silva) também utilizam frequentemente o site, que foi desenhado para abrigar uma rede social construída por meio de mensagens via telefone celular (daí a limitação a 140 caracteres para cada texto).
"Os atletas vão poder postar sem problemas. A única restrição que vamos fazer é de não abordar assuntos internos de dentro da seleção em público. Essa é a mesma recomendação que fazemos aos atletas quando vão se expor em outros meios de comunicação", disse Rodrigo Paiva, assessor da CBF.
Em 2008, o COI (Comitê Olímpico Internacional) impediu os atletas de manterem fotoblogs durante os Jogos de Pequim. Eles também eram proibidos de atualizarem seus sites pessoais com imagens sobre o evento. A regra valia a partir do momento em que o atleta passava a fazer parte da delegação.
Quem violasse a norma estaria sujeito a punições, que incluíam a "retirada da credencial", pena semelhante às de atletas flagrados no antidoping.
Na ocasião, não havia uma regulamentação sobre o uso do Twitter, que ainda engatinhava na audiência. Criado em março de 2006, o Twitter é o microblog com o maior número de usuários na internet -há outros serviços semelhantes, mas nenhum com tal notoriedade.
O volante Gilberto Silva é o que mais twitta na seleção, com várias mensagens postadas diariamente. Com mais de 11 mil seguidores, Silva posta, via celular, até do vestiário. "Olá pessoal, ótima vitória hoje contra o Atromitos fora de casa 0x3 e rumo ao titulo, quase lá...", escreveu o atleta no último domingo, após o jogo do Panathinaikos, pelo Campeonato Grego.
Além de comentar sobre as partidas do time, ele gosta de falar a respeito das rotinas de treinos em Atenas e das vitórias do Atlético-MG, seu ex-clube.
Sucesso no Twitter, Kaká tem mais de 380 mil seguidores. O jogador escreve em português e inglês. Apesar de tanto assédio, o meia do Real Madrid deu um tempo no microblog depois de sua mulher se envolver em polêmica no dia da eliminação do clube espanhol na Copa dos Campeões da Europa.
No dia 10 de março, Caroline Celico, mulher de Kaká, usou o Twitter para criticar o técnico chileno Manuel Pellegrini. Ela encaminhou pelo seu perfil no microblog uma mensagem feita por Diogo Kotscho, assessor do brasileiro, chamando Pellegrini de "covarde". No dia seguinte, a mensagem foi retirada.
"Técnico covarde sempre tira um jogador cobrado para tentar tirar o foco da própria incompetência", diz o texto escrito por Kotscho e depois repassado por Carolina. Desde então, Kaká não postou mais nada no microblog.