Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

FARRA COM O DINHEIRO PUBLICO - Sarney autoriza contratação de 246 novos servidores

Num instante em que o notíciario está hipnotizado pelo escândalo do Ministério do Trabalho, José Sarney acomodou a assinatura sobre um documento controverso.

O tetrapresidente do Senado autorizou a realização de um concurso. Deseja-se contratar mais 246 servidores para o Senado.
Vão à folha 104 técnicos, 133 analistas legislativos e nove consultores. O número pode aumentar.
O edital de convocação do concurso prevê: havendo necessidade de mão de obra extra, pode-se convocar mais gente, conforme a ordem de classificação.

Por ordem de Sarney, a diretoria-geral do Senado pendurou na web uma nota. No texto, tenta-se justificar as novas contratações.

Acomoda-se a providência nos ombros dos senadores e –surpresa, espanto, estupefação—nas costas da “sociedade”:

“Isso se deve à crescente demanda por parte dos senadores e da sociedade pela ampliação do número de serviços prestados pela Casa”, anota o texto.

Afora “o crescimento exponencial da demanda por serviços”, menciona-se o “número crescente de aposentadorias de servidores do Senado.”

Segundo a nota, vestiram o pijama nos últimos dois anos e meio 652 funcionários. Algo que “torna essencial a realização de concurso.”

Como tudo o que envolve o Senado, a transparência é de cristal cica. O texto da diretoria geral tem 15 parágrafos.

Nenhum deles faz menção ao custo das novas contratações. Promete-se “respeitar rigorosamente a previsão orçamentária para contratação de pessoal.”

Arma-se do outro lado do prédio de Niemeyer outro ataque à bolsa da Viúva.

Um ano e meio depois de receberem reajuste de 40%, os servidores da Câmara estão na bica de ter os contracheques tonificados novamente em até 39%.
Patrocinado pela Mesa diretora, o projeto é relatado pelo deputado-sindicalista Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força.
Deve-se a informação ao repórter Eduardo Militão. Ele informa que a empreitada deve engordar as despesas salariais da Câmara em R$ 207 milhões anuais.

Afora o novo reajuste, a Câmara administra um esqueleto. O sindicato dos servidores cobra gratificações atrasadas. Coisa de R$ 300 milhões.

Como se vê, nem só de Carlos Lupi é feito o cotidiano de Brasília.





segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ministra diz que 54 mil novos servidores serão contratados em 2012

MARIANA CARNEIRO

DE SÃO PAULO

A ministra Miriam Belchior (Planejamento) afirmou nesta segunda-feira (19) que 54 mil novos funcionários públicos serão contratados no que vem. Ela afirma, no entanto, que isso não afetará o esforço fiscal apregoado pelo governo.

Segundo diz, a meta de superávit primário --que é o esforço para o pagamento de juros da dívida-- é de R$ 139 bilhões no ano que vem. "A meta cheia será cumprida", afirmou.

Ela defendeu as contratações que deverão ser feitas pelo governo.

"Não é possível aumentar o número de universidades e fazer o Pronatec sem contratar", disse a ministra, referindo-se aos planos anunciados pelo governo federal no campo educacional.

Belchior disse ainda que, neste número, está a reposição de funcionários que se aposentaram e substituições de terceirizações.

A ministra afirmou que o governo trabalha com a perspectiva de crescimento de 5% da economia por ano, nos próximos anos. Perguntada se pretende rever o Orçamento do ano que vem diante das incertezas da crise internacional e perspectiva de crescimento mais baixo, ela disse que ainda não revê os parâmetros utilizados.

"Estamos mantendo esses parâmetros. Em novembro, o governo pode revê-los, mas ainda estamos longe de novembro", disse.

terça-feira, 6 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/GOVERJ - Bombeiros contratados em caráter de emergência



Folgas de militares foram suspensas

POR BARTOLOMEU BRITO

Rio - Cerca de 600 bombeiros, entre oficiais e praças, foram empregados pelo Corpo de Bombeiros para atender a 51 casos de desabamentos, deslizamentos de terra e desbarrancamento nos municípios do Rio, Niterói, São Gonçalo, Nilópolis, Paracambí e Petrópolis, onde morreram 95 pessoas e outras 101 sairam feridas.
Chefe do Estado Maior da corporação, o coronel José Paulo Miranda, centralizou todas as operações no Centro de Operações onde se reuniram nas ultimas horas todo o Alto Comando. A maior preocupação dos bombeiros era com Niterói, onde aconteceram os maiores números de ocorrência fatais, com 48 mortos. As folgas dos militares foram suspensas, como também foi suspenso o trabalho administrativo dos quartéis. Para o oficial, os deslizamentos de terra aconteceram em encostas que não deveriam estar ocupadas por casas e barracos.
No fim da tarde de ontem, com a volta das chuvas intensas, o trabalho dos bombeiros foi suspenso, por determinação do coronel Carlos Bonfim, Chefe de Operações, devido as encostas onde eles atuavam apresentarem sinais de novos deslizamentos, com o solo totalmente saturado. "A retirada da tropa
destes locais é para que eles não exponham suas vidas.
Ao mesmo tempo em que eles saem destes locais para procurarem abrigo seguros nas proximidades, eles pedem aos moradores que deixem também as áreas de risco", afirmou o coronel. Os bombeiros estavam trabalhando desde o início da noite de segunda-feira, nas encostas, quando começaram as fortes chuvas
e os deslizamentos de terras começaram a dar seus primeiros sinais.