Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ministra diz que 54 mil novos servidores serão contratados em 2012

MARIANA CARNEIRO

DE SÃO PAULO

A ministra Miriam Belchior (Planejamento) afirmou nesta segunda-feira (19) que 54 mil novos funcionários públicos serão contratados no que vem. Ela afirma, no entanto, que isso não afetará o esforço fiscal apregoado pelo governo.

Segundo diz, a meta de superávit primário --que é o esforço para o pagamento de juros da dívida-- é de R$ 139 bilhões no ano que vem. "A meta cheia será cumprida", afirmou.

Ela defendeu as contratações que deverão ser feitas pelo governo.

"Não é possível aumentar o número de universidades e fazer o Pronatec sem contratar", disse a ministra, referindo-se aos planos anunciados pelo governo federal no campo educacional.

Belchior disse ainda que, neste número, está a reposição de funcionários que se aposentaram e substituições de terceirizações.

A ministra afirmou que o governo trabalha com a perspectiva de crescimento de 5% da economia por ano, nos próximos anos. Perguntada se pretende rever o Orçamento do ano que vem diante das incertezas da crise internacional e perspectiva de crescimento mais baixo, ela disse que ainda não revê os parâmetros utilizados.

"Estamos mantendo esses parâmetros. Em novembro, o governo pode revê-los, mas ainda estamos longe de novembro", disse.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

GOVERNO DILMA - Vai financiar quem concluiu ensino médio e busca escola técnica

Lisandra Paraguassu - O Estado de S.Paulo


O governo federal quer conceder financiamento aos trabalhadores que pretendem voltar a estudar. Uma das ações do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec), recém-anunciado pela presidente Dilma Rousseff, será instituir o Financiamento Estudantil (Fies) específico para quem terminou o ensino médio, mas quer fazer curso técnico.
Ernesto Rodrigues/AE-13/3/2007
Sem avaliação. Hoje, escolas de nível médio são ligadas ao Conselho Estadual de Educação



O novo Fies trará um efeito colateral positivo: como por lei o governo só pode financiar mensalidades de escolas com boa avaliação, o Ministério da Educação (MEC) prepara, pela primeira vez, um instrumento de avaliação do ensino técnico privado.

O financiamento tem como alvo pessoas que já terminaram os estudos, mas querem fazer uma qualificação técnica. A legislação atual permite o ensino técnico subsequente - ou seja, realizado após o ensino médio - desde que o curso tenha pelo menos 160 horas de duração.

Atualmente, a maior parte das vagas em escolas técnicas do País é pública, seja estadual ou federal. Ainda assim, existem 2.537 instituições privadas que oferecem 47% das matrículas existentes, o equivalente a 544,6 mil vagas.

O acesso às escolas públicas costuma ser quase tão disputado quanto uma vaga em uma universidade federal. Além disso, a maior parte delas é integrada ao ensino médio. A intenção do ministério, com o novo Fies, é permitir que os trabalhadores que estão no mercado consigam uma qualificação profissional de razoável qualidade, mesmo que o governo pague por isso.

Os juros do novo Fies - tanto para o ensino superior como para o técnico - baixaram. São, desde o início de 2011, de 3,4% ao ano. Esse era o índice para os cursos de licenciatura, enquanto para os demais os juros alcançavam 6% ao ano. O governo também extinguiu a necessidade de fiador para quem ganha até 1,5 salário mínimo, o que transforma o Fies quase em uma bolsa paga pelo governo.

A questão que não está totalmente resolvida é a da qualidade. A lei do Fies exige que apenas escolas com boa estrutura e bons resultados possam fazer parte do Fies. No ensino superior, usa-se o Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade). No ensino técnico, a avaliação está sendo criada.

"Por serem escolas de nível médio, elas são ligadas aos conselhos estaduais de educação. Não tínhamos poder sobre essas instituições privadas", diz o secretário de Ensino Técnico do MEC, Eliezer Pacheco. "Agora, acredito que a maior parte delas vai querer participar do Fies, o que nos abre a porta para a avaliação."

O secretário explica que a intenção não é fazer uma prova, como o Enade ou o Enem, mas um instrumento de avaliação com visitas in loco - o que já é feito no ensino superior, como parte da avaliação. "Estamos finalizando um instrumento de avaliação e veremos se a escola tem oficinas, bibliotecas, qual a formação dos professores. São quesitos como esses que usaremos para avaliar a instituição", disse ao Estado. É um processo demorado. Com isso, pode-se prever que, ao menos no início, o Fies vai funcionar com poucas vagas.

PARA LEMBRAR

Para financiar o ensino médio integral e o profissionalizante, o MEC quer usar uma dívida de R$ 3,3 bilhões que o Sistema S (Sesc, Sesi e Senai, entre outros) tem com o governo federal. O maior obstáculo é que a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), que coordena o Sistema S, não reconhece a dívida.

A origem da dívida é o salário-educação, um tributo de 2% sobre a folha de pagamento das empresas cobrado para financiar ações de educação, que é dividido entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Estados, municípios e Sistema S.

Em 2000, houve mudança na forma de cobrança. Anos depois, o governo descobriu que havia transferido verbas a mais para o Sistema S.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

EDUCAÇÃO - Dilma anuncia "ProUni" para o ensino técnico

Com o mote do início do ano letivo, a presidente Dilma Rousseff fez na noite desta quinta-feira seu primeiro pronunciamento em rede aberta de TV e rádio e anunciou a criação, ainda no primeiro trimestre, do Pronatec (Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica) --uma espécie de ProUni do ensino técnico, que era prometida por seu adversário na campanha eleitoral de 2010-- e a aceleração da implantação do Plano Nacional de Banda Larga, para dar acesso à Internet a escolas públicas e preço menor do acesso à população de baixa renda.


A presidente ainda afirmou que o governo está agindo para corrigir falhas no Enem e noSisu.
Dilma não deixou de embutir no texto uma crítica à progressão continuada, política educacional do Estado de São Paulo levada adiante pelo governo tucano de seu adversário nas eleições de 2010, o ex-governador José Serra. "[É preciso] acabar com esta trágica ilusão de ver aluno passar de ano sem aprender quase nada", afirmou a presidente.
Na fala, gravada na manhã da última terça-feira (8) no Palácio da Alvorada, Dilma reafirmou seu "compromisso com a educação". Usou um tom ufanista para dizer que se vive um momento em que "o Brasil se eleva, com vigor, a um novo patamar de nação".
A presidente estendeu a responsabilidade de melhorar a educação a "cada pai, cada aluno, cada professor, cada prefeito, cada governador, cada empresário, cada trabalhador" que, segundo ela, devem "tomar para si a tarefa de acompanhar, discutir, cobrar, propor e construir novos caminhos para nossa educação" e usou um tom mais emotivo do que o costumeiro. "Como presidenta, como mãe e avó, darei tudo de mim para liderar este grande movimento".