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sábado, 21 de janeiro de 2012

PRIVILÉGIO - Pressão dos juízes ressuscita auxílio para alimentação de R$ 710 mensais. A Conta é de R$ 82 mi

Resolução de junho de 2011 atendeu ao pleito de associações de magistrados e retomou o auxílio-alimentação, que havia sido cortado pela cúpula do Judiciário há sete anos

Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo



BRASÍLIA - O Tesouro vai gastar R$ 82 milhões de uma só vez com auxílio-alimentação para juízes federais e do Trabalho. O valor é referente a um longo período, desde 2004, quando a toga perdeu o benefício que nunca deixou de ser concedido a procuradores do Ministério Público Federal e à advocacia pública.

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Ajufe-23/2/2011
Como a Anamatra, Gabriel Wedy, da Ajufe, também defende benefício que ‘só os juízes não recebiam'


Ainda não há previsão orçamentária para o desembolso, mas os juízes pressionam pelo recebimento do que consideram direito constitucional. Eles repudiam que o "plus" seja privilégio. Estão na fila cerca de 1,8 mil juízes federais e 2,5 mil do trabalho.

O auxílio foi cortado há sete anos por decisão da cúpula do próprio Judiciário federal. Mas, em junho de 2011, acolhendo pleito das entidades de classe dos magistrados, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a Resolução 133, por meio da qual devolveu o bônus à classe.

Subscrita pelo presidente do CNJ, ministro Cezar Peluso, também presidente do Supremo Tribunal Federal, a resolução anota que "a concessão de vantagens às carreiras assemelhadas induz a patente discriminação, contraria ao preceito constitucional e ocasiona desequilíbrio entre as carreiras de Estado". Peluso, porém, votou contra o benefício no CNJ. Subscreve a resolução por presidir o órgão.

Desde a decisão do CNJ, o auxílio-alimentação voltou para o bolso dos juízes. São R$ 710 agregados ao contracheque da toga, mensalmente. A conta final, calculada sobre sete anos acumulados, mais correções do período, chega a R$ 82 milhões, segundo estimativa do Judiciário.

O estoque da dívida é alvo de intensa polêmica nos tribunais. A maioria dos magistrados considera justo serem contemplados com o valor total do crédito, retroativo a 2004; outros avaliam sobre a obediência ao prazo prescricional de cinco anos.

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) ingressou com ação judicial requerendo o pagamento inclusive dos atrasados. Decisão de primeiro grau acata o pedido, assegurando à classe verba relativa aos últimos cinco anos 

domingo, 4 de abril de 2010

CÂMARA DOS DEPUTADOS - Câmara gastará R$ 1,3 milhão para conforto dos deputados




  Josie Jeronimo
Publicação: 04/04/2010 08:39



A Câmara vai desembolsar R$ 1,3 milhão para comprar poltronas e cadeiras novas para os gabinetes das lideranças e dos partidos na Casa. Edital publicado na última segunda-feira convoca empresas interessadas em fornecer 300 sofás de um, dois e três lugares; 200 cadeiras fixas; 200 giratórias; e 1.050 poltronas de diferentes modelos.

Somente os 50 sofás de três lugares que renovarão alguns dos gabinetes da Câmara custarão mais de R$ 118 mil. O preço unitário previsto para as peças é de R$ 2.367,25, segundo o edital. A Casa também pretende pagar cerca de R$ 900 por modelo de poltrona de luxo, para receber bem os parlamentares que ocuparão o espaço na próxima legislatura.

De acordo com a assessoria da Casa, os novos móveis substituirão os sofás e poltronas antigas da área administrativa. A reforma dos móveis dos gabinetes não está prevista. O encerramento da licitação para a compra dos móveis está marcado para 14 de abril. A empresa vencedora terá 30 dias para entregar o material após requisição da Câmara.

Na primeira versão do edital, a Casa fez indicações de marca e modelos referenciais para os sofás e as cadeiras que mobiliarão os gabinetes dos líderes e dos representantes dos partidos na próxima legislatura. A indicação, no entanto, foi retirada em documento que corrigiu o primeiro anúncio de licitação do mobiliário. Agora, a Comissão de Licitação exige apenas padrão do material utilizado para forrar e estofar as peças.

A Casa ainda não abriu concorrência para renovar os móveis dos gabinetes dos parlamentares. A assessoria informou que o edital não tem previsão, mas que a Câmara precisa equipar com “móveis básicos” o escritório dos deputados. A decoração adicional dos gabinetes é responsabilidade dos eleitos para os próximos quatro anos.

Praça de alimentação
O Senado também planeja mudanças. No fim do mês, a Comissão de Licitação da Casa iniciou o processo de escolha da empresa responsável pela construção de praça de alimentação que custará R$ 1,9 milhão. A Presidência do Casa pretende terminar a obra ainda neste ano.

No edital, são informadas as características da estrutura de 800 mil metros quadrados que deve ser construída no estacionamento dos blocos de apoio do Senado. As lanchonetes deverão ficar em espaço coberto por estrutura metálica forrada com gesso.


 

sábado, 3 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/PREFEITURA - GREVE DE FOME NO HOSPITAL SOUZA AGUIAR


POR FERNANDO MOLICA
Rio - Funcionários do Hospital Souza Aguiar prometem fazer uma pequena greve de fome depois de amanhã. Em protesto contra a má qualidade da comida vão se recusar a tomar café, almoçar e jantar em seu local de trabalho.
Segundo o vereador Paulo Pinheiro (PPS), a Masan Comercial é responsável pela alimentação de funcionários, pacientes e acompanhantes de dez hospitais da rede municipal. Só no ano passado, a empresa recebeu R$ 21, 225 milhões da prefeitura. Alega que, pelo preço, a comida deveria ser bem melhor.