Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ESPORTEDUTO - DEM diz que vai pedir IMPEACHMENT de AGNELO, governador do DF

Pedido será protocolado na próxima segunda (7) na Câmara Legislativa.
Por meio da assessoria, Agnelo Queiroz disse que não vai se manifestar.
 
Sandro Lima
Do G1, em Brasília

O Democratas anunciou nesta quinta-feira (3) que vai protocolar na próxima segunda (7) pedido de impeachment do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), na Câmara Legislativa.

Segundo o presidente do DEM-DF, Alberto Fraga, o pedido será feito com base em denúncias do suposto envolvimento de Agnelo Queiroz em um esquema de desvio de verbas no Ministério do Esporte no período em que ele comandou a pasta.

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'Não tenho compromisso nenhum com erro de ninguém', diz Agnelo
Revistas apontam ligação de Agnelo com pivô de suposto esquema  Inquérito no STJ apura se Agnelo tem relação com suposto desvio

A assessoria de imprensa do governador informou que ele não se manifestará sobre o pedido de impeachment.

Reportagens das edições do último final de semana das revistas "Época" e "IstoÉ" apontam suposta relação entre Agnelo Queiroz e o policial militar do Distrito Federal João Dias Ferreira, que denunciou esquema de desvio de verbas no Ministério do Esporte. A denúncia de Ferreira provocou a crise política que resultou, no dia 26 de outubro, na demissão do ministro Orlando Silva, sucessor de Agnelo no comando do Ministério do Esporte.

As duas revistas trouxeram trechos de gravações que apontam ligação entre Agnelo e o policial João Dias. Questionado sobre as gravações, Agnelo Queiroz afirmou que não pode ser responsabilizado por erros ou irregularidades cometidas por conhecidos ou pessoas do seu antigo partido, o PC do B.

“Não tenho compromisso nenhum com erro de ninguém. As minhas relações, as pessoas com quem falei, que liguei, foram pessoas do meu partido, da minha amizade. Isso não interfere na minha relação institucional”, disse.

Apoio Apesar de Agnelo Queiroz ter maioria na Câmara Legislativa, Fraga disse acreditar que o pedido seja submetido à votação. “Vou entrar com o pedido, como presidente do DEM ou como cidadão, e espero que seja votado”, afirmou. Segundo Fraga, o pedido tem o apoio da Executiva Nacional do partido.

Ainda de acordo com Fraga, a posição independente do único parlamentar do DEM na Câmara Legislativa, Raad Massouh, não atrapalhará a apresentação e tramitação do pedido de impeachment.


Fonte G1 http://t.co/bVSUrIjH

terça-feira, 4 de outubro de 2011

CAIXA DE PANDORA - Justiça bloqueia bens de Arruda e Roriz

Justiça bloqueia bens de seis envolvidos na Caixa de Pandora
Entre os envolvidos estão os ex-governadores Arruda e Roriz.
Medida impede movimentação financeira de R$ 1 milhão dos acusados.
Do G1 DF com informações do DFTV
                 
A Justiça do Distrito Federal bloqueou os bens de seis envolvidos no suposto esquema de corrupção revelado pela Operação Caixa de Pandora. Entre eles estão os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda e Joaquim Roriz e o delator do esquema, Durval Barbosa. O pedido foi feito pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) na sexta-feira (30).
As seis pessoas estão impossibilitadas de movimentar bens como carros, imóveis e empresas que, juntos, somam cerca de R$ 1 milhão. Cinco deles aparecem nos vídeos que deflagraram a operação Caixa de Pandora.
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Em sua decisão, o juiz Álvaro Ciarlini diz que há provas suficientes de participação dos réus no esquema, como pagamento e recebimento de grandes quantias de dinheiro.
A assessoria de Joaquim Roriz informou que ainda não foi notificada da decisão. Os advogados de Arruda adiantaram que ele deve recorrer, pois não era governador na época das gravações. Já a advogada de Durval Barbosa afirmou que os bens deles já estavam bloqueados.
Os outros envolvidos, Omézio Pontes, ex-assessor de imprensa de Arruda. e Marcelo Toledo, policial civil aposentado, aguardam notificação da Justiça. Domingos Lamoglia foi procurado, mas não foi localizado. Ele era conselheiro do Tribunal de Contas do DF.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

MENSALÃO DO DEM - Disputa entre PF e Ministério Público atrasa denúncia

Inquérito policial foi concluído em abril do ano passado, mas procuradores veem pontos vagos e consideram investigação insatisfatória; sem processo aberto, não há réus do escândalo e os envolvidos, como Arruda, já foram vistos em praia e no exterior


Leandro Colon e Vannildo Mendes, de O Estado de S. Paulo


BRASÍLIA - O escândalo do "mensalão do DEM" no Distrito Federal, um dos maiores casos de corrupção da política brasileira, espera, há pelo menos seis meses, pela iniciativa do Ministério Público Federal de denunciar os envolvidos à Justiça. Neste período, abriu-se uma crise provocada por divergências entre os integrantes do MPF e da Polícia Federal - que na teoria são parceiros -, cabendo ao primeiro preparar uma eventual ação judicial contra os acusados. O inquérito ainda tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Polícia Federal encerrou as investigações em abril, sete meses após a abertura do inquérito, e entregou em agosto seu relatório final no qual aponta o ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM) como o chefe de uma "organização criminosa" para desviar recursos públicos por meio de empresas contratadas por seu governo. Não pode ser aberto processo se não for apresentada a denúncia. Isso significa que, na prática, até agora, não existe nenhum réu do caso.

O "mensalão do DEM" ganhou repercussão nacional em novembro de 2009 por causa dos vídeos em que políticos, entre eles Arruda, recebiam dinheiro vivo oriundo de recursos públicos. De lá para cá, os investigados começaram a retomar suas atividades, alguns, inclusive, no atual governo de Agnelo Queiroz (PT). Desde então, Arruda, cassado e preso durante o inquérito, foi visto em Nova York e numa praia da Bahia.

O Estado conversou com pessoas ligadas à investigação. A Procuradoria-Geral da República, representante do Ministério Público no inquérito, considerou insatisfatório o relatório da PF. Para os procuradores, o documento tem pontos vagos e pouco avançou em relação à megaoperação policial realizada com base nos depoimentos de Durval Barbosa, delator do esquema.

Integrantes da Procuradoria reclamam, por exemplo, dos métodos da PF e da sua demora em realizar a perícia no material apreendido. Esses elementos, avaliam os procuradores, contribuíram para a demora em elaborar uma denúncia consistente à Justiça. A missão na PGR é preparar algo ainda neste semestre.

A equipe do delegado Alfredo Junqueira, responsável pelo caso na polícia, considera que cumpriu sua missão e que a "Caixa de Pandora", nome dado à operação, é um caso encerrado na PF. Segundo um agente policial, a PF "fez sua parte". Os policiais não têm acesso à investigação desde abril, quando devolveram os autos à Justiça. No dia 9 de agosto, o relatório assinado pelo delegado foi enviado ao STJ.

Ânimos. A procuradora Raquel Dodge, que chefia o inquérito na PGR, mantém um contato distante e protocolar em relação ao delegado Junqueira. Desde abril de 2009 os dois não mais se falaram. Integrantes da polícia mencionam uma postura "executiva" de Dodge frente às investigações ao ter evitado acompanhar depoimentos, entre outras diligências. Ela delegou a tarefa à PF e aos promotores locais. Aliados de Dodge lembram que é prerrogativa de um procurador seguir ou não de perto essa etapa da apuração e criticam a postura do delegado Junqueira no episódio.

Já o ministro do STJ Arnaldo Esteves, que comanda o inquérito, relata a amigos que se mantém longe do processo. Ele assumiu o caso após o colega Fernando Gonçalves, seu antecessor nos autos, aposentar-se em abril. Esteves acredita que a investigação poderá sair do STJ caso o Tribunal de Contas do DF conclua a apuração do envolvimento do conselheiro Domingos Lamoglia no escândalo. Aliado de Arruda, ele foi afastado do cargo e responde a processo disciplinar. A investigação só está no STJ porque Lamoglia tem foro privilegiado. Caso ele seja cassado, o inquérito passa a tramitar na primeira instância.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

DISTRITO FEDERAL/CPI DA CORRUPÇÃO - Deputada abandona presidência de CPI da Corrupção após nova denúncia


MÁRCIO FALCÃO
da Sucursal de Brasília

Pela segunda vez, a CPI da Corrupção na Câmara Legislativa do Distrito Federal ficou sem presidente. A deputada distrital Eliana Pedrosa (DEM) anunciou nesta quinta-feira que vai se afastar do posto argumentando que há uma ingerência sobre as suas atribuições pela Mesa Diretora da Casa.
O afastamento ocorre depois de a Folha revelar que o governo do DF desviou R$ 1 milhão do programa Bolsa Família. Ex-secretária de desenvolvimento social, a deputada abandonou a presidência da CPI que investiga o mensalão do DEM.
Oficialmente, Eliana deixou a CPI da Corrupção após o presidente da Câmara Legislativa do DF, deputado Cabo Patrício (PT), ter convocado quatro servidores da Casa para auxiliarem na investigação.
Conforme a Folha revelou, Eliana Pedrosa era a responsável pela verba dada pelo governo federal para administrar o Bolsa Família. O dinheiro, no entanto, foi usado para construir cercas na secretaria, conforme auditoria do governo federal. A deputada diz que desconhece as irregularidades.
Segundo a deputada, a convocação de servidores foi "autoritária". "Meu perfil é o perfil de uma pessoa que trabalha, que respeita, que buscava resultados na CPI, e não posso aceitar esse tipo de atitude. Ainda que os presidentes venham se assemelhando a imperadores", disse a deputada.
Segundo a deputada, a movimentação da Mesa Diretora não tem respaldo do regimento interno e infringe o parágrafo oitavo do artigo 78 do das normas internas da Casa.
O texto estabelece que "ao presidente de comissão permanente e demais comissões no que for aplicável, compete (...) solicitar assessoria ou consultoria técnico-legislativa ou especializada".
O presidente interino da Câmara Distrital, Cabo Patrício (PT), rebateu às críticas da deputada e justificou que é sua prerrogativa designar funcionários para quaisquer comissões da Casa. O petista disse ainda que agiu para atender a uma reivindicação do relator da CPI, deputado Paulo Tadeu (PT). A Folha apurou que a convocação de servidores está acordada há mais de um mês entre os deputados.
Com a saída da deputada, a CPI da Corrupção mais uma vez fica paralisada. Após três meses de trabalho, a CPI ouviu apenas duas pessoas. Contudo, o delator do mensalão Durval Barbosa e o empresário Gilberto Lucena conseguiram na Justiça o direito de ficar calado e não prestaram depoimento.
O suplente de Eliana Pedrosa é o deputado Paulo Roriz (DEM), mais um ex-secretário do governo de José Roberto Arruda (sem partido). A CPI, no entanto, deverá eleger um novo presidente. O presidente temporário é o deputado Antônio Reguffe (PDT), que é oposicionista.

 


 

quarta-feira, 31 de março de 2010

POLÍTICA INTERNA - DEM está sob novo comando


Depois da intervenção provocada pela crise política no DF, executiva nacional define membros que irão representar a legenda na capital. Senador Adelmir Santana é o presidente

Samanta Sallum
Publicação: 31/03/2010 07:00 Atualização: 31/03/2010 01:51


Santana diz que partido quer se fortalecer e reconquistar o espaço
 político afetado nos últimos meses
  - (Carlos Moura/CB/D.A Press - 18/11/09 )
Santana diz que partido quer se fortalecer e reconquistar o espaço político afetado nos últimos meses

Depois de uma traumática dissolução da executiva regional, um novo comando para o DEM-DF foi definido e o partido agora pretende recuperar o prejuízo político dos últimos meses. O efeito foi provocado pelo fato de seu único governador eleito no país, José Roberto Arruda, ter sido denunciado por corrupção, preso por tentativa de suborno e cassado pela Justiça Eleitoral.

O comando do DEM-DF foi entregue ao senador Adelmir Santana. O partido na capital tinha antes Paulo Octávio como presidente, que teve de sair diante das pressões vindas com as denúncias da Operação Caixa de Pandora, o que o empurrou também à renúncia do cargo de vice-governador do DF. Houve dissolução do diretório regional e o senador Marco Maciel foi o escolhido para ser uma espécie de interventor. O DEM nacional passou a ele missão de reestruturar a legenda no DF. Mas, no fim das contas, a composição proposta por Maciel não foi exatamente a aprovada.

A executiva nacional decidiu abrigar no comando regional o deputado federal Alberto Fraga e os distritais Eliana Pedrosa, Paulo Roriz e Raad Massouh. Estes não constavam na lista de 11 nomes entregue, no dia 24 passado, pelo senador Marco Maciel. No entanto, em reunião na tarde de ontem, o comando nacional do DEM incluiu os nomes dos parlamentares. Maciel sugeriu uma executiva regional mais enxuta e, por cautela, deixar de fora dela ex-secretários do governo de Arruda. Mas o DEM avaliou que eles deveriam, sim, participar porque não foram citados até agora em denúncia alguma.

Outros membros do diretório antigo permanecem como Osório Adriano e Lindberg Cury. Flávio Cury também foi mantido como secretário-geral (veja quadro). Há novos membros, como o advogado Thiago Boverio e o professor da Universidade de Brasília (UnB) e cientista político João Paulo Peixoto.

Negociações
Adelmir Santana era um dos vices na composição passada. Agora, na Presidência, pretende reabrir as negociações com outros partidos, buscar alianças e recolocar o DEM-DF no centro das discussões no processo eleitoral de 2010. “Nossa pauta é da responsabilidade. O DEM não tem do que ter vergonha. Pelo contrário, foi o único partido a tomar medidas duras, quando viu seus integrantes envolvidos nas denúncias, o que outros não fizeram”, destacou Santana. Ele sinalizou a movimentação do partido em recuperar espaço político. “Vamos agora buscar o maior volume possível no cenário de disputa eleitoral. Estaremos em chapas majoritárias e teremos candidato à eleição indireta na Câmara”, confirmou.

O DEM quer se fortalecer e anuncia que vai lançar candidato próprio à eleição indireta para o mandato-tampão de governador. O nome deve ser definido ainda hoje na primeira reunião da nova executiva regional, marcada para as 11h30. O deputado Alberto Fraga, Osório Adriano e Lindberg Aziz Cury são cotados dentro do DEM como pré-candidatos a suceder Wilson Lima (PR) no GDF. Fraga, por sua vez, pode disputar a vaga ao Buriti, em outubro próximo.

O novo presidente do DEM-DF foi favorável à inclusão dos colegas parlamentares na nova composição. “É justo manter no comando regional os detentores de mandato e que não foram citados nas denúncias. São nosso patrimônio eleitoral”, comentou.

Os deputados distritais do DEM estavam tensos na tarde de ontem na Câmara. “Estamos preocupados, porque estamos fora das articulações e conversas”, chegou a comentar a deputada Eliana Pedrosa, horas antes de seu partido anunciar a nova composição do comando da legenda no DF, que ela quase ficou de fora.

O distrital Raad Massouh chegou a dizer que apoiava a candidatura de Wilson Lima na eleição indireta. Mas, ao saber da definição do DEM em ter candidato próprio, explicou: “Agora, a situação é diferente. Vou apoiar, claro, o candidato do meu partido”. Na carta enviada à executiva nacional, em que apresentava a proposta de reestruturação da regional, o senador Marco Maciel expressa que considera cumprida sua tarefa e que o comando nacional tomaria a decisão que considerasse mais adequada.



O DEM não tem do que ter vergonha.
"Pelo contrário, foi o único partido a tomar medidas duras, quando viu seus integrantes envolvidos nas denúncias, o que outros não fizeram"
Adelmir Santana, senador e presidente do DEM-DF



Quem é quem
Nova composição da executiva regional do DEM
Presidente regional
senador Adelmir Santana


Vice-presidentes
deputados federal Alberto Fraga, Osório Adriano e Lindberg Aziz Cury


Secretário-geral
Flávio Cury


Outros membros:
Eliana Pedrosa - deputada distrital
Paulo Roriz -deputado distrital
Raad Massouh - deputado distrital
Heitor Reis
Célio Minecutte - médico-pioneiro
José Vicente Estevanato - presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas
Roberto Parreira - ex-presidente da Embratur
Thiago Boverico - advogado do DEM
João Paulo Peixoto - professor da UnB e cientista político
Raimundo de Aquino



Perfil
Mandato herdado
Adelmir Santana herdou o mandato de senador de Paulo Octávio, de quem era suplente desde 2003. Com a eleição para vice-governador do Distrito Federal em 2007, Paulo Octávio deixou a vaga no Senado. Agora, Santana recebe outra herança de ex-vice-governador, mas deixada numa situação bem complicada: a vaga de presidente regional do Democratas (DEM).
O senador é presidente do Conselho Nacional do Sebrae, Sesc e Senac, além de presidente da Federação do Comércio (Fecomércio). Maranhense, 65 anos, afirma ter um coração brasiliense. Veio para Brasília ainda na época da construção, apostando na “capital da esperança”. Foi servidor público, dono de farmácia e representante de laboratório. Adelmir Santana faz parte das entidades nacionais representativas do empresariado e das micro e pequenas empresas. (SS)