Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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domingo, 30 de outubro de 2011

POLÍTICA NO RIO - Em entrevista @DepWagnerMontes diz que se prepara para 2014 #escracha

Mais novo integrante do PSD, Wagner Montes vai logo avisando: ‘Se houver desgaste, vou para outro partido’. Escraaaa-cha

POR ANDRÉ ZAHAR

Rio - O casamento com o PDT acabou, mas ele não está ‘solteiro’. Agora no PSD, o deputado estadual e apresentador de TV Wagner Montes busca liberdade para percorrer o estado e decidir se disputará o governo ou uma vaga no Senado em 2014.
Ele afirma que não faz de seu programa o próprio palanque eleitoral e que trocar de partido não significa abandonar as causas que tem defendido.

Wagner Montes promete não se submeter ao governo só porque o PSD é da base aliada, além de escolher sozinho quem apoiar na próxima eleição.

‘O DIA: O senhor era cotado para a prefeitura, recebeu vários convites para a Baixada Fluminense. Não quis se candidatar?
DEPUTADO ESTADUAL WAGNER MONTES: – O próprio PDT sugeriu que eu saísse candidato em algum município no Grande Rio. Fui chamado por vários partidos para concorrer no Rio de Janeiro e em outros municípios. Mas achei que não era a hora de ser candidato a prefeito. Eu nunca disse que seria candidato. Nunca. Na primeira pesquisa para a prefeitura, ligaram para o PDT, que apresentou três nomes e o meu nome disparou na frente. Dessa vez, pegaram a minha votação, que foi a maior da capital. Quando for candidato a prefeito, ao governo do estado ou ao Senado, eu vou dizer, mas isso lá em 2014.

Mas as pesquisas...
As pesquisas vão apontando. É bom porque estou vendo que o povo pede cada vez mais que eu saia candidato. Tenho me preparado. Não saí da primeira vez porque não tinha capacidade para ser prefeito nem governador. Durante os quatro anos de mandato, fui me aperfeiçoando, estudando, aprendendo, fui me capacitando para o cargo majoritário. Não quero ser um aventureiro, não quero ser mais um prefeito, mais um governador que passou pela história do Rio. Quando eu for candidato, serei o melhor.

A entrada no PSD está no projeto de se preparar? A entrada no PSD é um desafio muito bom. Tenho toda a possibilidade, a flexibilidade para trabalhar dentro do partido. Vou poder visitar todos os municípios do estado, participar da montagem dos diretórios. Vou viver a vida daquelas pessoas. É mais um projeto de qualificação. Quero chegar lá pronto para fazer um grande mandato.

O que espera do PSD? Que me tratem com o respeito que mereço como profissional, pela votação que tive. Porque o respeito político é o voto e o voto eu tenho. Espero também conseguir manter a minha independência.

O PSD vai lançar candidatos em várias cidades. Quem o senhor vai apoiar na eleição do ano que vem?
 Quem tiver o melhor programa de governo. Quem tiver condição de cumprir. Com esses anos todos, já sei se vai ter condição de fazer ou não. Estou me preparando para quando for candidato a prefeito, ao Senado ou ao governo poder dizer: ‘Vou poder fazer isso e isso. O que o candidato tal está prometendo, não vai poder fazer

Já tem os nomes dos que receberão seu apoio? Não, porque até agora eu não vi nenhum programa de governo de nenhum candidato a prefeito.

Alguém já pediu apoio? Eles têm direito de pedir. Dar o apoio é direito meu. Vou a qualquer palanque — e vou dizer em público — ‘ele sabe que é o seguinte: Só deve prometer aquilo que puder cumprir. Se não cumprir, vou ser o primeiro a escrachá-lo na televisão e o pau vai cantar em cima dele.’ Jogo muito aberto. Não faço politicagem. Já critiquei algumas vezes a (prefeita) Aparecida Panisset, de São Gonçalo, que é do PDT. Critiquei algumas vezes a (secretária estadual de Administração) Sheila Melo, que é do PDT. Já aplaudi algumas posições da Sheila, da Aparecida... Se fizer bem, não importa. Não faço do programa um palanque político meu. Falo de todos.

Como foi a conversa com o presidente do PDT e ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi? Uma conversa tranquila. Logicamente que o Lupi ficou sentido, como eu também fiquei sentido de sair. Mas era a hora de pensar um novo caminho. Se você vai trabalhar em outro lugar, vai chegar querendo mostrar serviço. É o que está acontecendo comigo, estou com gás novo.

O PDT está numa situação complicada, mas o senhor está saindo pacificamente. O PDT está bem, tem grandes nomes. Tem a deputada Cidinha Campos, o Paulo Ramos, Luis Martins, que é o líder do partido na Assembleia, e outros nomes importantes que eu acho que vão levar o PDT com muita tranquilidade. O PDT é um partido que tem tradição, história, não se pode falar em política neste País e se omitir o nome de Leonel Brizola.

O PDT tem bandeiras conhecidas, mas o PSD é um partido novo.
Tem a bandeira da sustentabilidade, da geração de empregos, da redução de impostos aqui no Rio de Janeiro, que hoje correspondem a 35% do PIB. É um absurdo! Essas brigas do PSD serão minhas brigas daqui pra frente, mas trazendo comigo também as brigas do PDT. Ou seja, não sou do PSD e esqueci do PDT, estou trazendo o Cieps, a batalha pela educação, pelo trabalhismo e fazendo um aditamento das bandeiras defendidas pelo PSD.

Com a mudança de partido, vai passar a votar com o governo?Não. Coloquei uma única condição: liberdade total. Eu tenho de votar de acordo com os interesses do povo. Falo para mais de 2,5 milhões de pessoas todos os dias, então, tenho uma responsabilidade muito grande. E vou manter a minha independência. O relacionamento com o partido político é como um relacionamento de homem e mulher. Ninguém vai para um partido pensando em se separar, em deixar o partido um dia. Fiquei dez anos casado com o PDT. Nós nos separamos amigavelmente. O PDT não perdeu suas qualidades. Não perdi as minhas. Ele vai ser feliz e eu vou tentar a minha felicidade também. Amanhã, se houver um desgaste no PSD, vou para outro. É igual a casamento. Não deu certo você vai ficar solteiro a vida toda ou vai brigar para ter um relacionamento estável?

E como fica o governo? O governo falou bem, disse coisa boa, eu aplaudo. Errou? Pau no gato, sem massagem.

Fonte O Dia http://odia.ig.com.br/portal/rio/html/2011/10/wagner_montes_se_prepara_para_2014_202875.html

segunda-feira, 25 de abril de 2011

CPI DAS ARMAS - Delegados apontam falhas no combate às armas no RJ

Para eles, falta de infraestrutura estaria entre problemas.
CPI das Armas é feita por deputados na Assembleia Legislativa.

Do G1 RJ
 
A falta de infraestrutura administrativa, de tecnologia e de comunicação entre os órgãos competentes foi apontada como a principal falha no combate ao comércio ilegal de armamento no Estado do Rio durante uma audiência na CPI das Armas, na Assembleia Legislativa (Alerj). Segundo a assessoria da Alerj, as informações foram divulgadas nesta segunda-feira (25) por três representantes da Polícia Civil ouvidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o tráfico de armas, munições e explosivos no estado. Os policiais informaram ainda que nem o programa de informática de controle de armas de fogo, conhecido como Scaf, está em funcionamento.

CPI das Armas quer traçar um mapa da entrada do armamento nas favelas do Rio.

“O depoimento desnuda a fragilidade do poder público no controle do tráfico de armas. Não há um sistema de informação adequado. Não há comunicação sequer entre as delegacias, e a Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), que é a responsável pelo controle do tráfico de armas, não consegue ter sequer as informações em tempo real das armas apreendidas. Tem que solicitar informações por ofício que demoram seis meses. Não questiono nem a dificuldade de se obter informações junto à Polícia Federal e ao Exército, mas isso não ocorre nem dentro da Polícia Civil”, disse o presidente da CPI, deputado Marcelo Freixo (PSol).

Segundo a Alerj, a CPI ouviu a titular da Drae, delegada Bárbara Lomba Bueno, o titular do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), delegado Márcio Franco de Mendonça, e a diretora do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), Nely Soares. Para Freixo, os três depoimentos se completaram, pois mostraram que a polícia não trabalha de forma preventiva, porque não sistematiza as informações. A delegada Bárbara Lomba revelou, por exemplo, que não há uma cultura de rastreamento da arma no processo investigativo.

“Nosso departamento não é de investigação, mas estou querendo fazer isso. Uma investigação pautada é melhor. Se não houver comunicação entre as polícias, não identificaremos a origem do problema com rapidez. Teria que ter um sistema único ou algo parecido para que pudéssemos ter acesso direto aos arquivos das instituições envolvidas. Também é preciso que o controle da venda seja efetivo”, argumentou a delegada, informando que 58% das armas apreendidas são nacionais, 46% são de cano curto e 17% são estrangeiras.

De acordo com a Alerj, o titular do DGPE revelou que, há dois meses no cargo, está pedindo reforço de funcionários para a Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (Dfae). “São 40 servidores à disposição da Dfae para fechar esse controle do armamento. O objetivo da nova administração é primar por ter um quantitativo real das armas que temos e que transitam pelo estado”, afirmou, acrescentando ainda que um boletim interno determinou que todos os policiais entreguem suas armas de cano longo em até 15 dias.

Outro dado que chamou a atenção dos deputados da CPI, de acordo com a Alerj, foi o fato de as informações mais necessárias para uma investigação, como, por exemplo, a numeração das armas e do lote das munições, serem obtidas apenas com os fabricantes. “Hoje temos 1,5 mil armas para serem periciadas no ICCE. Só que não temos estrutura para ficar com todas elas. As informações do rastreamento não chegam com rapidez até o instituto. Algumas delas dependem de informações dos fabricantes”, revelou a perita criminal Nely Soares.

“Essa história de quem tem as informações mais precisas são os fabricantes é muito séria. Isso é uma falha grave”, disse Freixo. Também participaram da CPI os deputados Wagner Montes (PDT), Luiz Paulo (PSDB), Zaqueu Teixeira (PT) e Flávio Bolsonaro (PP). No dia próximo dia 2 de maio, a comissão ouvirá o coronel Diógenes Dantas Filho, do Ministério Público Militar, e, no dia 9 de maio, será a vez do juiz Marcelo Vilas, de Itaboraí.

A CPI já ouviu o ex-subchefe da Polícia Civil, Carlos Oliveira, que rebateu acusações feitas por uma testemunha que o levaram à prisão, durante a Operação Guilhotina, da Polícia Federal. Ele foi solto na quarta-feira (20) após a Justiça conceder um habeas corpus.

segunda-feira, 14 de março de 2011

CPI DO TRÁFICO DE ARMAS - CPI QUER LISTA DE INVESTIGADOS

Fernanda Porto @alerj

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que investigará o trafico de armas, explosivos e munições no estado foi instalada nesta segunda-feira (14/03). O grupo elegeu para a presidência o deputado Marcelo Freixo (PSol) e escolheu o deputado Wagner Montes (PDT) para a relatoria dos trabalhos. Os dois são os autores do requerimento que deu origem ao grupo de investigação. Zaqueu Teixeira (PT) foi eleito vice-presidente. Os parlamentares aprovaram ainda as cinco primeiras iniciativas da CPI. Dentre elas, destaca-se a solicitação de listas às Forças Armadas, polícias Federal, Civil, Militar, Corpo de Bombeiros e ao Sistema Penitenciário com os nomes dos investigados administrativamente por tráfico de armas nos últimos dez anos. As listas deverão conter as armas apreendidas e a situação judicial e administrativa de cada caso. “Para não sujarmos o nome de pessoas inocentes”, salientou Montes. Os parlamentares também aprovaram a oitiva do especialista em armas da ONG Viva Rio, o sociólogo Antônio Rangel Bandeira. “Será um depoimento de caráter pedagógico, fundamental para nossa maior compreensão sobre a situação”, explica Freixo.

Rangel vai expor seus estudos sobre o tema e fornecer à CPI dados de pesquisas mais recentes já na próxima segunda-feira (21/03), quando o grupo fará sua primeira reunião, às 15h, na sala 311. Neste dia, os demais membros também levarão nomes de outras pessoas que poderão ser ouvidas. Foi sugerido que representantes dos comerciantes e da indústria das armas também sejam chamados a fazer exposições. O grupo, do qual fazem parte ainda os deputados Flávio Bolsonaro (PP) e Luiz Paulo (PSDB), também aprovou o envio de ofício à secretaria estadual de Segurança Pública pedindo a relação de armamentos apreendidos na operação realizada em novembro no Complexo do Alemão. E a solicitação, à Polícia Civil, dos nomes dos dois agentes envolvidos no sumiço dos fuzis doados à corporação pela Marinha e que foram parar nas mãos de traficantes de drogas na mesma comunidade.

Os parlamentares aprovaram, por fim, a convocação de todos os acusados de envolvimento com o tráfico de armas da Operação Guilhotina. “Vamos pedir as listagens de todas as forças dos últimos dez anos e também a relação dos investigados pela Operação Guilhotina. Só nos interessam os casos de tráfico de armas, então todos que estiverem sendo investigados pela polícia também o serão por nós. Uma CPI é uma investigação política, ela se difere de uma investigação policial. Mas o ideal é que uma se some à outra”, argumentou Freixo, que espera desempenhar um trabalho de cooperação com as forças armadas, polícias e com a Secretaria de Segurança Pública. “Assim, saberemos traçar um diagnóstico, entenderemos o mecanismo desse mercado, quem traz, quem lucra e, assim, teremos condições de propor ações de combate a este crime”, adianta.