Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 1 de abril de 2010

SÃO PAULO/ESTRADAS - Motoristas podem rodar pelo trecho do sul do rodoanel a partir desta quinta-feira

Governo prevê redução da caminhões na marginal Pinheiros e avenida dos Bandeirantes
Do R7

Ricardo Trida/Diário do Grande ABC/AE

Foto por Ricardo Trida/Diário do Grande ABC/AE

Motoristas só poderão rodar pelo trecho sul do rodoanel a partir da quinta-feira de acordo com governador José Serra (PSDB)
Os motoristas podem percorrer desde às 6h desta quinta-feira (1º) o trecho sul do rodoanel. Na tarde de quarta-feira (31), funcionários da Dersa - empresa estadual responsável pela obra - terminaram de fazer a sinalização e a limpeza da via. O novo trecho tem 57 km de extensão mais 4,4 km de interligação com a avenida Papa João 23, em Mauá, na Grande São Paulo. Apesar da liberação só ocorrer nesta quinta-feira, o trecho foi inaugurado na terça-feira (30) pelo governador José Serra (PSDB). A antecipação da cerimônia ocorreu porque Serra vai deixar o cargo ainda nesta semana para provavelmente concorrer à Presidência. Ele ressaltou que a obra é importante para todo o Estado de São Paulo e principalmente para a Baixada Santista.
Também durante a inauguração, o secretário de Transportes, Mauro Arce, disse que o impacto do novo trecho no trânsito da capital deve ser sentido já na saída do feriado da Páscoa.  A estimativa da Dersa é que o movimento de veículos pesados caia 43% na marginal Pinheiros e 37% na avenida dos Bandeirantes.
A construção do trecho sul foi iniciada em 28 de maio de 2007 e o custo total do empreendimento foi de R$ 5,03 bilhões. A estimativa é que o trecho receba de 47 mil a 50 mil veículos por dia, sendo que 30% devem ser caminhões.
Só na zona sul
Especialistas ouvidos pela reportagem do R7 informaram que a abertura do trecho sul do rodoanel deve melhorar o trânsito na zona sul de São Paulo, mas não vai resolver o problema em toda a capital paulista. Os consultores defendem outras políticas de transporte para evitar um possível esgotamento da fluidez no trecho sul, que liga a rodovia Régis Bittencourt ao sistema Anchieta-Imigrantes.
Segundo o professor da Escola Politécnica da USP Jaime Waisman, muitos caminhões vão deixar de circular pela marginal Pinheiros, avenida dos Bandeirantes e também pela avenida Roberto Marinho.

- O rodoanel vai ajudar a atenuar alguns problemas de trânsito em determinadas regiões, mas o problema todo [da capital paulista] não tem solução.

Para Waisman, os principais beneficiados serão os moradores da Grande São Paulo, ABC paulista e também de outras cidades que precisam seguir para a Baixada Santista e não terão mais de passar por dentro da capital.


- Uma pessoa, por exemplo, que sai de Campinas para Santos pode economizar de 40 minutos a uma hora se for pelo rodoanel.  O consultor em trânsito Horácio Figueira concorda que haverá um alívio no trânsito na zona sul, mas está preocupado com um possível aumento de veículos no trecho oeste para acessar o sul.

- Pelo que conheço do tramo oeste, o número de usuários já aumentou bastante desde a inauguração. No trecho mais carregado, entre a Castello Branco e a Raposo Tavares, pode haver problemas de congestionamento em alguns horários.

O secretário de Transportes admitiu que haverá aumento do movimento do trecho oeste. Segundo Arce, pelo menos 20% a mais de veículos são esperados.



 

 

terça-feira, 30 de março de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Inaugurado trecho do Rodoanel



As novas pistas do trecho sul vão aliviar o congestionamento na av. dos Bandeirantes e na marginal Pinheiros. Segundo o governo, a meta é retirar 40% dos caminhões nessas importantes vias da cidade.



Era pra ser uma vistoria nas obras. Mas acabou sendo a inauguração do trecho sul do Rodoanel.

O projeto demorou oito anos pra sair do papel. Mais de quarenta mil pessoas trabalharam direta e indiretamente na obra.

São sessenta e um quilômetros e quatrocentos metros até o sistema Anchieta-Imigrantes e a cidade de Mauá.

Uma das maiores dificuldades durante as obras de um trecho do Rodoanel foi minimizar os impactos ambientais.

As pontes têm uma caixa coletora para resíduos de óleo ou carga tóxica em caso de acidente na pista.

A inauguração foi hoje, mas os operários continuam trabalhando e as pistas só vão ser liberadas na quinta-feira, às seis da manhã.

"Nós estamos terminando uma série de coisas de última hora, algumas pinturas, nós tivemos incidência de chuva...No mês de janeiro, por exemplo, não trabalhamos”, esclarece Mauro Arce, secretário de estado dos Transportes.

As novas pistas vão aliviar o congestionamento na avenida dos Bandeirantes e na marginal Pinheiros.

São 63 mil caminhões por dia nas duas importantes vias da cidade e cada um deles ocupa o lugar de três carros de passeio.

“Eles fecham duas, às vezes até três faixas e fica esse problema”, diz Newton Moura, corretor de imóveis.

Metade da avenida dos Bandeirantes fica ocupada por caminhões e os congestionamentos no local fazem parte da rotina.

Como grande parte dos veículos pesados que passa pela avenida está indo para o Porto de Santos, ou vindo de lá, o cenário deve mudar com a liberação do trecho sul do Rodoanel.

Segundo o governo do estado, a meta é retirar 40% dos caminhões da marginal Pinheiros e da avenida dos Bandeirantes e também diminuir o tempo de viagem em até 69%.

Com a entrega do trecho sul, metade do Rodoanel está pronta. Isso interliga sete das dez rodovias que chegam a capital.

Mas quem usa a via Dutra, a Ayrton Senna e a Fernão Dias ainda tem que atravessar a cidade. As obras dos trechos leste e norte do Rodoanel ainda não começaram.

“Eu acho que o trecho leste ficará entregue no próximo mandato. Porque nós já vamos encaminhar a concorrência inclusive e a modelagem já fizemos do trecho leste”, fala José Serra, governador de São Paulo.

 


 

domingo, 14 de março de 2010

SÃO PAULO/CIDADE - Trânsito em São Paulo deve cair 12% com Rodoanel

Trecho Sul vai interligar Rodovias Anchieta, Imigrantes e Régis; melhoria será mais sensível na zona sul


Renato Machado e Rodrigo Brancatelli - O Estado de S. Paulo
Foram 17 anos de discussões, 1.020 dias de obra, 1.279 desapropriações, R$ 5 bilhões investidos e 147 mil m³ de pavimento de concreto colocados em 57 quilômetros, o equivalente a 600 edifícios de 20 andares. Tantos números só farão sentido quando responderem à pergunta: quanto o Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, a ser concluído no dia 27, vai melhorar o trânsito da maior metrópole brasileira?
Robson Fernandjes/AE
Robson Fernandjes/AE
Obras do Rodoanel, trecho sul
mais imagens Veja fotos de sobrevoo nas obras do Trecho Sul
Para a Prefeitura e para o governo estadual, o Trecho Sul vai valer todo o investimento se retirar de 40 mil a 55 mil caminhões das principais vias da capital, de um total de 210 mil que circulam todos os dias. Junto com a ampliação da Marginal do Tietê, também prometida para o fim do mês, a obra deve reduzir em até 12% os índices de congestionamento. Essa melhoria será ainda mais sensível na zona sul, em bairros como Brooklin, Itaim-Bibi e Campo Belo.
O Trecho Sul vai interligar as Rodovias Anchieta, Imigrantes e Régis Bittencourt, cortando sete municípios. Pretende assim aliviar em 37% o tráfego de veículos pesados na Avenida dos Bandeirantes e em 43% na Marginal do Pinheiros. "Quando se olha o mapa da Região Metropolitana de São Paulo, o que se vê é um grande nó na chegada das rodovias à capital. O Rodoanel é uma forma de desatá-lo, levando para fora da cidade um trânsito que não é dos moradores", afirma o secretário de Estado dos Transportes, Mauro Arce.
Traduzindo as porcentagens para a realidade do paulistano, que gasta em média duas horas e 43 minutos para ir ao trabalho e voltar, segundo dados do Movimento Nossa São Paulo, isso pode significar valiosos minutos a menos no trânsito. Para percorrer a Marginal do Pinheiros, o motorista vai levar de 45 a 70 minutos, e não mais uma hora e 35 minutos, como atualmente no horário de pico. Em um mês, isso pode virar tempo livre para ver ao menos três jogos de futebol.
Para quem usar o Rodoanel, o benefício também será nítido. O trajeto entre a região do ABC e Osasco, por exemplo, vai durar 35 minutos, uma vez que não será preciso passar pela capital - atualmente, ele é feito em uma hora e 20 minutos. Da Rodovia dos Imigrantes até a Régis Bittencourt, o tempo de viagem será de apenas 25 minutos, ante mais de uma hora e meia atual.
As estimativas mais otimistas do governo apontam que São Paulo vai ganhar R$179 milhões anuais em produtividade. "A obra está praticamente pronta", diz o prefeito Gilberto Kassab (DEM). "Será extraordinário para São Paulo, principalmente por reorganizar o trânsito."
Para traçar um retrato do Trecho Sul, pedaço que representa um terço dos 170 quilômetros de um traçado que futuramente circundará a Grande SP, o Estado percorreu pela primeira vez 48,5 quilômetros do trecho, em duas viagens aéreas e uma por terra, com técnicos da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa).
Muitos trechos do Rodoanel estão completamente prontos, até mesmo com sinalização no asfalto. Em alguns, no entanto, as equipes correm trabalhando em três turnos para tirar o atraso, como na parte entre as Rodovias dos Imigrantes e Anchieta, onde ainda predomina o barro. A secretaria mantém que pretende concluir tudo até o fim do mês.
Após a inauguração, os motoristas vão encontrar pistas planas e com curvas leves, o que permite um ritmo constante. A maior parte do trecho é ladeada por vegetação ou pelas represas Billings e do Guarapiranga. Mas a ocupação desordenada já ameaça - principalmente em São Bernardo, tomada por favelas.


 

 

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Laudo aponta falhas de execução em obra do Rodoanel

Do G1:

A Secretaria Estadual dos Transportes de São Paulo divulgou ontem laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) que aponta falhas na execução por parte das empresas Mendes Júnior, OAS e Carioca Engenharia na construção de um viaduto do Rodoanel Sul sobre a Rodovia Régis Bittencourt.

No dia 13 de novembro, três vigas de sustentação despencaram sobre carros que passavam pela estrada e deixaram três pessoas feridas. O viaduto tem 680 metros. Cada viga tinha 45 metros de comprimento e pesava 85 toneladas. Elas despencaram de uma altura de 20 metros, atingindo dois carros e um caminhão.

De acordo com o relatório, não foi feito um travamento adequado das vigas. Além disso, o atrito das vigas com as bases de apoio era insuficiente, segundo o documento.

Por último, o estudo do IPT aponta uma “falta de horizontalidade das superfícies das bases de apoio”, como uma das causas para a queda das vigas, que, devido a estas falhas na execução, não resistiram a uma “força horizontal”, não explicada no documento.