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terça-feira, 10 de abril de 2012

OPERAÇÃO PARAÍSO FISCAL - Réus da Operação Paraíso Fiscal voltam a ter prisão decretada:

Para MPF, afastamento de seis auditores da Receita Federal de Osasco acusados de “vender fiscalizações” e bloqueio de suas contas colocariam em risco a ordem pública e a aplicação da lei penal
A Procuradoria Regional da República da 3ª Região (PRR-3) obteve cassação de liminares concedidas pela juíza convocada Silvia Rocha e a consequente restauração da prisão preventiva de cinco auditores fiscais lotados na Receita Federal de Osasco (SP), além de um coligado, todos acusados de corrupção, advocacia administrativa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas a partir de um esquema milionário de “venda de fiscalizações” e fraudes no ressarcimento de tributos, desmantelado na chamada Operação Paraíso Fiscal.

Por maioria de votos, a 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) cassou as liminares que concediam o relaxamento das prisões a cinco auditores fiscais e decretou novamente as ordens de prisão preventiva contra todos eles, mais um outro integrante do grupo criminoso apontado como “sócio” de um dos auditores e que teria atuado como doleiro para ocultar valores.

Os auditores investigados têm gastos incompatíveis com seus rendimentos, veículos registrados em nome de familiares, titularidade de contas no exterior não declaradas às autoridades brasileiras e aplicações no mercado de capitais que chegam a 70 milhões de reais. Há fortes indícios de adulteração de processos fiscais e fraude em fiscalizações, além de elementos que indicam prática de advocacia administrativa para prestar assessoria em assuntos fiscais, incluindo formas variadas de burlar o pagamento de tributos.

Para manter a liberdade provisória obtida com as liminares, os advogados de defesa sustentavam que a segregação dos auditores fiscais seria desnecessária, uma vez que eles foram suspensos do exercício da função pública e tiveram suas contas bancárias e aplicações financeiras bloqueadas por decisão da 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo – especializada em crimes financeiros. Alegavam ainda constrangimento ilegal em razão de suposto excesso de prazo para o encerramento da instrução criminal e ausência de pressupostos que autorizassem o decreto de prisão.

Para a PRR-3, o requerimento para o decreto da prisão dos acusados foi “respaldado pelos elementos de prova robustos a demonstrar a existência da organização criminosa no interior da repartição pública”, além das provas obtidas nas buscas e apreensões após a deflagração da operação em agosto de 2011, e dos sequestros de valores e instauração de procedimento fiscal. As investigações endossaram ainda as suspeitas de evolução patrimonial dos réus, que por vezes se valiam de parentes e outros laranjas para ocultar valores muito acima de seus rendimentos.

Nas manifestações lançadas nos habeas corpus, a PRR-3 observou que “a decisão questionada pelos impetrantes encontra-se suficientemente fundamentada, à luz dos fartos elementos já produzidos pelas investigações levadas a cabo pela autoridade policial, decretada a prisão para garantia da ordem econômica e com vistas a preservar a produção de provas já que os investigados mencionados atuam há diversos anos na unidade da SRF em Osasco, sendo que lá mantêm contato com boa parte dos contadores, empresários e demais pessoas usualmente envolvidas com as atividades de fiscalização tributária. Destarte, se soltos, eles poderão atuar de modo a influenciar a obtenção de provas e prejudicar as novas fiscalizações que deverão ser efetuadas pela SRF”.

“Nesse contexto, patente a necessidade da segregação do paciente, que não resta suprida pela suspensão do exercício da função pública, face os laços mantidos com o âmbito do crime e antigos servidores, inclusive já aposentados, o que pode colocar em risco as provas levadas à instrução criminal”, prosseguiu a PRR-3 em sua manifestação, asseverando que a prisão preventiva dos auditores se faz necessária “também por conveniência da instrução criminal para assegurar a aplicação da lei penal e para garantia da ordem pública, evitando-se que os pacientes continuem a delinquir” e “para a necessária preservação da atuação do Poder Judiciário e sua credibilidade”. Além disso, destacou a “periculosidade e audácia na prática do crime (...) com a utilização de equipamentos para ocultar-se à interceptação telefônica, tática utilizada por criminosos familiarizados com a prática do crime e determinados à manutenção da conduta delitiva.”

Na mesma sessão, realizada em 3 de abril, foi julgado o habeas corpus de pessoa apontada como sócio de várias empresas pertencentes a um dos auditores denunciados no bojo da Operação Paraíso Fiscal e de realizar operações de câmbio através da modalidade dólar-cabo, ilegal, para ocultar valores obtidos no esquema criminoso. Ele pedia que o relaxamento da prisão concedida a seu sócio auditor em liminar fosse estendido a ele, mas o pedido foi denegado e a prisão preventiva, confirmada.

Uma sexta auditora fiscal, acusada de advocacia administrativa – portanto, crime de menor potencial ofensivo – pedia que fosse decretada a nulidade da decisão que designava audiência preliminar de transação penal oferecida pelo Ministério Público Federal sob o argumento de que a 2ª Vara Criminal Federal não seria o juízo competente para seu caso, e sim o juizado especial criminal. A PRR-3 destacou que, mesmo os fatos criminosos sendo considerados de menor potencial ofensivo, “na qualidade de auditora fiscal, acarretaram prejuízo (…) aos cofres públicos” e, como có-ré do esquema montado na Receita Federal em Osasco, “existe inequívoca situação de conexão e continência, de maneira que a competência para o processamento do delito de advocacia administrativa é atraída pela vara especializada”.

Por unanimidade, a 1ª Turma do TRF-3 acolheu os argumentos da PRR-3 e denegou o habeas corpus da auditora, reconhecendo a competência da 2ª Vara Criminal Federal.

Assim, por maioria de votos, a 1ª Turma do TRF da 3ª Região revogou todas as liminares concedidas nos habeas corpus e restaurou as prisões preventivas dos cinco auditores fiscais e do sócio de um deles no esquema criminoso.

Os mandados de prisão encontram-se com a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, para cumprimento. Os réus encontram-se foragidos e não foram presos até o presente momento.


Réus e Processos:João Francisco Nogueira Eisenmann (auditor): 0024442-25.2011.4.03.0000
José Cassoni Rodrigues Gonçalves (auditor): 0023750-26.2011.4.03.0000
José Geraldo Martins Ferreira (auditor): 0023504-30.2011.4.03.0000
Kazuo Tane (auditora): 0024760-08.2011.4.03.0000
Rogério César Sasso (auditor): 0023804-89.2011.4.03.0000
Carlos Dias Chaves (sócio de empresas de um dos auditores): 0025311-85.2011.4.03.0000
Patrícia Pereira Couto Fernandes (auditora acusada de advocacia administrativa): 0036347-27.2011.4.03.0000



Fonte MPF

domingo, 9 de maio de 2010

FAMÍGLIA SARNEY - Filho de Sarney enviou para a China verba desviada de obra, vê PF

da Reportagem Local

 


Fernando Sarney: na mira da Polícia Federal (foto: Arquivo JE) 
 

Hoje na Folha Reportagem de Leonardo Souza, publicada na edição de hoje da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal)., informa que a Polícia Federal levantou indícios de que o empresário Fernando Sarney enviou ilegalmente para fora do país dinheiro desviado de obras públicas. E por isso ele foi indiciado anteontem por evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Ele é filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
A Folha adiantou em março que autoridades da China confirmaram ao Ministério da Justiça brasileiro, no final do ano passado, que Fernando remeteu US$ 1 milhão para a província chinesa de Qingdao a partir de uma conta nas Bahamas, paraíso fiscal do Caribe. Esse dinheiro não foi declarado no Brasil, conforme a PF comprovou na Receita Federal.
A suspeita é a de que esse dinheiro teria sido desviado da obra da ferrovia Norte-Sul, projeto gerido pela Valec --estatal federal há décadas sob o domínio do presidente do Senado. Esse é um dos projetos prioritários do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Outro lado
O empresário Fernando Sarney tem negado sistematicamente, desde que a Polícia Federal iniciou a Operação Boi Barrica (rebatizada de Faktor), em 2008, envolvimento em esquemas de desvio de dinheiro público ou transações irregulares, no Brasil ou no exterior.
A Folha não conseguiu entrar em contato ontem com Fernando. Na sexta-feira, seu advogado, Eduardo Ferrão, confirmou que o empresário prestou depoimento à PF sobre transações financeiras no exterior, mas disse que não tinha informações sobre o indiciamento.

   
 VEJA TAMBÉM

Polícia Federal indicia Fernando Sarney pelo crime de evasão de divisas http://apatrulhadalama.blogspot.com/2010/05/famiglia-sarney-policia-federal-indicia.html

Famíglia Sarney
 

Fernando Sarney http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Sarney

Sarney Filho http://pt.wikipedia.org/wiki/Sarney_Filho

 Roseana Sarney  http://pt.wikipedia.org/wiki/Roseana_Sarney

 Jorge Murad Júnior http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Murad_J%C3%BAnior

 Rafaela Sarney http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/07/12/lobao-emprega-namorado-de-neta-de-sarney-204211.asp


sábado, 8 de maio de 2010

FAMÍGLIA SARNEY - Polícia Federal indicia Fernando Sarney pelo crime de evasão de divisas

   

Fernando Sarney: na mira da Polícia Federal (foto: Arquivo JE)

Ano passado, ele já havia sido indiciado por formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro


BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
A Polícia Federal indiciou nesta sexta-feira, 7, o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pelo crime de evasão de divisas. Ano passado, ele já havia sido indiciado por formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
O novo indiciamento se deve à descoberta, noticiada em julho de 2009 pelo Estado, de que Fernando Sarney enviara US$ 1 milhão para um banco em Qindao, na China. A remessa, não declarada à Receita Federal, teve como destino a conta da empresa Prestige Cycle Parts & Accessories Limited, que pelo nome, em inglês, seria uma empresa de peças e acessórios de bicicletas.
Antes de chegar à China, o dinheiro transitou por bancos de Nova York. A autorização para a transferência dos dólares para Qindao foi feita pelo próprio Fernando Sarney, cuja assinatura aparece num dos documentos obtidos pela PF. O Estado apurou que a Prestige existe, de fato, na China. A suspeita é de que a remessa tenha servido para compensar outra transação financeira internacional realizada por Fernando Sarney, numa operação conhecida como dólar-cabo. Além da conexão chinesa, a investigação descobriu indícios da existência de contas em paraísos fiscais do Caribe e da Europa.
A PF identificou a remessa para a China durante uma investigação sobre movimentações financeiras suspeitas de empresas da família Sarney. Filho mais velho do presidente do Senado, o empresário Fernando Sarney é o responsável pela administração dos negócios do clã. Fernando Sarney foi indiciado por evasão de divisas após prestar depoimento, em São Luís, ao delegado Márcio Adriano Anselmo, encarregado do caso. Os indiciamentos anteriores ocorreram em julho do ano passado.
Há cinco meses, o governo da Suíça localizou e bloqueou preventivamente uma conta do empresário no País. O governo brasileiro terá de enviar, em breve, documentos para as autoridades suíças caso queira que o bloqueio seja mantido. Os papéis, cuja tramitação passa pelo Departamento de Recuperação de Ativos (DRCI) do Ministério da Justiça, devem incluir indícios de que o dinheiro pode ter origem em supostos crimes cometidos pelo empresário no Brasil. O DRCI é subordinado à Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), comandada por Romeu Tuma Júnior.
O bloqueio foi feito após as autoridades suíças detectarem transferências suspeitas para contas de uma offshore (empresa sediada em paraíso fiscal) em Liechtenstein. As transferências foram realizadas meses depois que a Suíça começou a controlar com mais rigidez as transações em seu sistema bancário, que até então fazia do país um dos mais eficientes paraísos fiscais do planeta.
A investigação sobre os negócios da família Sarney se desdobrou em cinco inquéritos que, além dos crimes pelos quais Fernando já foi indiciado, apuram indícios de corrupção em órgãos do governo federal controlados por apadrinhados políticos de José Sarney. Dois desses inquéritos já estão perto da conclusão e o Ministério Público Federal deverá decidir em breve se denuncia ou não Fernando Sarney à Justiça.
Em julho de 2009, a pedido de Fernando Sarney, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal proibiu o Estado de publicar informações sobre a operação que originou os indiciamentos. No final do ano, quando já havia amainado a crise que quase derrubou o pai dele da presidência do Senado Federal, o empresário desistiu da ação. O Estado não concordou com a desistência por preferir que o mérito do processo seja julgado - e que a Justiça, finalmente, se manifeste pela ilegalidade da censura que hoje completa dura 281 dias.


veja também


Fernando Sarney http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Sarney

Sarney Filho http://pt.wikipedia.org/wiki/Sarney_Filho

 Roseana Sarney  http://pt.wikipedia.org/wiki/Roseana_Sarney

 Jorge Murad Júnior http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Murad_J%C3%BAnior

 Rafaela Sarney http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/07/12/lobao-emprega-namorado-de-neta-de-sarney-204211.asp

sexta-feira, 26 de março de 2010

FAMÍGLIA SARNEY - PF apura se filho de Sarney simulou comércio com a China

A Polícia Federal (PF) investiga se o filho mais velho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), simulou uma operação de comércio exterior para remeter ilegalmente recursos para fora do Brasil. A PF e o Ministério Público Federal (MPF) rastrearam contas de Fernando e, durante este trabalho, encontraram um suposto esquema que utilizaria de empresas fantasmas registradas em nome de laranjas para simular transações com a China, o que daria aspecto de legalidade a operações de evasão de divisas. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Segundo a reportagem, em uma primeira etapa, a empresa fantasma combina a importação de produtos chineses, com contrato de câmbio registrado no Banco Central. Em um segundo momento, o dinheiro seria depositado em uma conta na China em nome do exportador, mas a mercadoria não chegaria ao Brasil. De acordo com o jornal, ao procurar os supostos donos das empresas importadoras, os agentes encontraram pessoas humildes que teriam tido seus nomes usados indevidamente. O dinheiro da China acabaria em algum paraíso fiscal. O filho de Sarney não quis comentar o caso ao jornal.