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terça-feira, 10 de abril de 2012

INFIDELIDADE PARTIDÁRIA - Com Flamengo em crise, Patrícia Amorim tem cargo na Câmara ameaçado

Processo movido pelo PSDB que pede a devolução do mandato de vereadora, hoje no PMDB, deve ser julgado nas próximas semanas

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro



Foto: Alexandre Vidal/Fla ImagemAmpliar
Os advogados de Patricia tentam salvar o mandato

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Presidente do Flamengo e vereadora do Rio de Janeiro, Patrícia Amorim enfrenta sérias turbulências em ambas as frentes. Enquanto no clube o futebol vai mal das pernas e corre sério risco de eliminação precoce na Libertadores, a principal meta do ano, na Câmara a ex-nadadora corre o risco de perder o restante do seu mandato por conta de uma possível infração partidária.

Ela deixou o PSDB em 2011 e se filiou ao PMDB. Porém, de acordo com o advogado dos tucanos, isso aconteceu sem uma justificativa adequada, o que ensejou um processo no TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) para devolução do mandato.

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A ação tem como base a resolução 22.610 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O artigo 1º da resolução diz: "O partido político interessado pode pedir, perante a Justiça Eleitoral, a decretação da perda de cargo eletivo em decorrência de desfiliação partidária sem justa causa. Considera-se justa causa: incorporação ou fusão do partido; criação de novo partido; mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; grave discriminação pessoal".

A perda do mandato tem, além de prejuízo político, uma perda financeira considerável, já que o salário dos vereadores do Rio é de R$ 15.031 mensais, excluídos benefícios e verba para contratação de assessores.

Advogado do PSDB, Rodrigo Cezar Custódio Nunes explicou ao iG que, ainda que perca o mandato atual, a ação em nada interfere na candidatura de Amorim para a eleição do próxima dia 7 de outubro. Ela se desvinculou do PSDB no início de outubro de 2011, antes da data limite de um ano para troca de partido antes de um novo pleito. Porém, o cargo atual está em risco e, segundo o advogado, a defesa da vereadora vem tentando "protelar o máximo possível o julgamento".

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A última audiência sobre o caso ocorreu no dia 28 de março, com oitiva de testemunhas. A sessão estava marcada inicialmente para o dia 21, mas Nunes afirmou que a defesa pediu adiamento por impossibilidade de as testemunhas comparecerem. Os advogados de Patrícia Amorim, segundo Nunes, também têm pedido provas como atas de reuniões do PSDB em 2010 e 2011. Ele afirma que já as juntou ao processo e que nenhuma relata um "fato agudo" que possa justificar a saída do partido.



Foto: Alexandre Vidal/Agência FotoBRAmpliar


A presidente Patricia Amorim

"Eles pediram provas alegando que são fundamentais, eu alego que são protelatórias. O prazo para juntar essas provas terminava hoje (quarta), mas são coisas que não apresentam nenhum fato agudo para justificar a saída dela. Uma discussão, uma agressão... Ganharam mais 10 dias com isso. Então já juntei essas provas, eles terão cinco dias para tomar ciência. A partir de segunda, são 48 horas para apresentar alegações finais. Espero que na semana que vem mesmo o processo já seja remetido ao TRE-RJ. O tribunal não tem prazo para marcar o julgamento, mas é a partir de 15 dias do recebimento. Cabe a nós ficar em cima", explicou Nunes.

O iG entrou em contato com três assessores de Patrícia Amorim, no Flamengo e no seu gabinete. Porém, não houve retorno da vereadora que tentará também no fim do ano a reeleição como mandatária do clube da Gávea.

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Indagado sobre as alegações de Amorim ao deixar o PSDB, Nunes afirmou: "Não alegou, só foi. Não teve uma alegação. Eu já estou na política há bastante tempo para entender que ela deve ter objetivos políticos no PMDB. Mas não teve nenhum fato assim específico. Eles, claro, alegam que teve motivação, perseguição, tudo o que puderem alegar do lado de lá. Mas não há fato nenhum, ela era inclusive membro do diretório executivo municipal. De repente, ela saiu do partido".



quinta-feira, 22 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Serra defende mandato de 5 anos e relembra JK


AE - Agência Estado
O pré-candidato a presidente José Serra (PSDB) defendeu hoje um mandato de cinco anos para presidente, governadores e prefeitos. "Analisando o Brasil como um todo, a reeleição não deu muito certo", afirmou. Serra afirmou que há tempo suficiente para se governar no período de cinco anos. Ele citou como exemplo o Plano de Metas do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que teve como objetivo fazer o Brasil "crescer 50 anos em 5".
Serra deu entrevista ao telejornal "SBT Brasil", apresentado pelos jornalistas Carlos Nascimento e Karyn Bravo. O pré-candidato do PSDB a presidente disse também que quer fazer a "batalha eleitoral" junto com o pré-candidato a senador Aécio Neves (PSDB-MG). "Ele em Minas e eu como candidato a presidente, vamos trabalhar juntos", disse, sem responder se há a possibilidade de Aécio ser o candidato a vice-presidente na chapa.
Sobre o Bolsa-Família, Serra prometeu reforçar, se for eleito, o projeto e procurar ligá-lo a questões como emprego para jovens, educação e saúde. "Acho que a gente tem de avançar e dar a ele um conteúdo que um dia permita que as pessoas tenham sua renda, mas este é um bom programa para ajudar famílias necessitadas", declarou.

Propostas
Dentro das propostas econômicas, o pré-candidato do PSDB disse ainda que continuará, caso vença as eleições, com as metas de inflação, o câmbio flutuante e a responsabilidade fiscal. Serra afirmou que, se vencer, quebrará um "círculo vicioso" que é a excessiva carga tributária, além de investir em infraestrutura de estradas, armazéns, portos e aeroportos. O pré-candidato criticou os "juros excessivamente elevados". "Não se resolve (a questão dos juros) de uma hora para outra, mas tem de ter isso na cabeça."
Serra afirmou que a saúde no País precisa melhorar. "Acho que, nos últimos anos, a saúde não foi para a frente", julgou. Quanto à educação, criticou a recente greve dos professores de São Paulo, onde foi governador. "A greve não mobilizou quase nada e teve caráter político-eleitoral", prosseguiu.
O pré-candidato disse ainda que o governo deve entrar como "coordenador e grande autoridade da segurança pública, porque a base do crime organizado é o contrabando de armas e o tráfico de drogas, que são combatidos pela administração federal". "Tem de entrar de corpo e alma (na segurança) porque é grave." Serra lembrou o episódio em que traficantes derrubaram um helicóptero no Rio. "Aquela arma (usada para a derrubada) era contrabandeada, então tem de ter uma reação muito mais poderosa e forte", acrescentou.

Críticas
Serra criticou também o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). O pré-candidato tucano advertiu que o MST é um movimento com finalidades políticas, que "não tem muito apreço pela democracia representativa".
Serra respondeu também às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à política externa "vira-latas" de governos anteriores. O ex-governador de São Paulo citou a quebra de patentes da indústria farmacêutica na época em que foi ministro da Saúde como "a maior vitória diplomática dentro de um conflito que o Brasil já teve". "A questão não é assim, branca e preta", ressaltou.