A Justiça do Rio condenou quatro ex-presidentes da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) por improbidade administrativa. Entre os condenados está Lutero de Castro Cardoso, que ocupou o cargo de 2005 a 2006 por indicação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Conforme a sentença do dia 28 passado, os ex-presidentes contrataram funcionários sem concurso público para cargos na Cedae, entre 2002 e 2006, gerando gastos que chegaram a mais de R$ 22 milhões.
Ainda segundo a decisão judicial, os cargos de confiança na Cedae passaram de 63 para 156 durante a administração dos quatro ex-dirigentes, enquanto 948 aprovados em concurso deixaram de ser chamados.
Acusados pelo Ministério Público Estadual, os quatro tiveram os direitos políticos suspensos por cinco anos e ficaram proibidos, por três anos, de ter contratos e benefícios com o poder público. Outra punição foi multa a ser calculada com base no salário que recebiam.
A reportagem não localizou o advogado de Cardoso.
Responsável pela defesa do também ex-presidente Celso Leitão Corrêa (abril de 2002 a janeiro de 2003), o advogado Márcio Deitos disse que vai recorrer da sentença. Segundo ele, Corrêa promoveu concurso público em 2002, mas o governo do Estado não nomeou os aprovados. A Cedae, segundo a Justiça, tem o mesmo argumento.
Outros dois condenados foram Celso Almeida Parisi e Aluizio Meyer de Gouvêa Costa. A reportagem também não localizou os advogados deles.