Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 21 de janeiro de 2012

CORRUPÇÃO - José Sarney ganha o Trofeu Algemas de Ouro como o político mais corrupto de 2011

Isadora Peron, de O Estado de S.Paulo

O movimento anticorrupção 31 de Julho encerrou no domingo, dia 15 de janeiro, a votação no Facebook para escolher os políticos que mais abusam dos “malfeitos” no País.

Quem venceu a competição – com folga – foi o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), que recebeu 59,5% dos quase 7 mil votos. Em seguida veio o ex-ministro José Dirceu (PT), com 18,8%, e a deputada Jaqueline Roriz (PMN), com 8,4%.

Os três “competiram” com os seis ministros do governo Dilma demitidos ano passado após denúncias de irregularidades. Os critérios para a escolha dos candidatos foram definidos pelos organizadores do concurso.

A entrega do Troféu Algemas de Ouro está marcada para quinta-feira, dia 19, no baile pré-carnavalesco batizado de “Pega Ladrão”. A festa a fantasia acontece no Clube dos Democráticos, no tradicional bairro carioca da Lapa.

Segundo os organizadores do evento, a ideia do concurso surgiu para dar prosseguimento, de uma maneira mais leve e bem-humorada, às manifestações contra a corrupção que começaram ano passado.

Confira o resultado final da enquete no Facebook:
1º Lugar – Algemas de Ouro – José Sarney
2º Lugar – Algemas de Prata – José Dirceu
3º Lugar – Algemas de Bronze – Jaqueline Roriz

 
           

sábado, 5 de novembro de 2011

CORRUPÇÃO - STF blinda políticos e mantém sob sigilo identidade de 152 investigados

Jornal ‘Estado’ fez levantamento de autoridades públicas citadas em 200 inquéritos e identificou que mesmo nos casos em que não já segredo de Justiça só as iniciais são divulgadas, escondendo os nomes

Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo
 
BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) mantém em sigilo a identidade de 152 autoridades suspeitas de cometer crimes. Um procedimento adotado no ano passado como exceção, que visava a proteger as investigações, acabou tornando-se regra e passou a blindar deputados, senadores e ministros de Estado. Levantamento feito pelo Estado em aproximadamente 200 inquéritos mostrou que os nomes dos investigados são ocultados.

Apenas suas iniciais são expressas, mesmo que o processo não tramite em segredo de Justiça, o que torna praticamente impossível descobrir quem está sendo alvo de investigação. O Estado já havia revelado, em dezembro do ano passado, a adoção dessa prática no STF.

O inquérito aberto contra a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada recebendo dinheiro do esquema do mensalão do DEM no Distrito Federal, aparece no site do Supremo apenas com as iniciais da parlamentar: JMR (Jaqueline Maria Roriz). Outros seis inquéritos trazem as iniciais L.L.F.F. Só foi possível identificar que o investigado era o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) porque outra investigação com a mesma sigla foi levada ao plenário do tribunal recentemente.

Em outros casos, é possível inferir quem é o investigado por meio de uma pesquisa. Sabendo que a investigação foi aberta em um Estado específico, é necessário cruzar as iniciais com todos os nomes de deputados e senadores eleitos por esse mesmo Estado. Por esse procedimento é possível inferir que um inquérito aberto contra L.H.S. em Santa Catarina envolve o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC). Nesse caso, o Estado confirmou que se trata efetivamente do parlamentar e ex-governador catarinense. Mas na maioria das vezes essa pesquisa não é suficiente para saber quem está sob investigação no Supremo.

Proteção. A regra de identificar os investigados no STF apenas pelas iniciais foi baixada pelo presidente do tribunal, ministro Cezar Peluso, no fim do ano passado. A inovação tinha por objetivo proteger investigações que poderiam correr em segredo de Justiça. Esse procedimento está amparado no regimento interno do STF. Não se aplica aos demais tribunais.

Pela regra, o ministro que for sorteado para relatar a investigação analisa se o processo deve ou não correr em segredo de Justiça. Se concluir que não há motivos para o sigilo, as iniciais serão tiradas e o nome completo será publicado no site

quinta-feira, 24 de março de 2011

Os Roriz - Família que se corrompe unida permanece unida



Família do ex-governador, incluindo duas filhas parlamentares, ‘ganhou’ 12 apartamentos em condomínio de luxo

Vannildo Mendes, O Estado de S. Paulo

O ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, suas três filhas e um neto, maior de idade, tornaram-se réus em ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público do DF e Territórios na 3.ª Vara de Fazenda Pública. Só a mulher escapou. Eles são acusados de ganhar, a título de propina, em 2006, quando Roriz era governador, 12 apartamentos de alto padrão no condomínio residencial Monet, construído com ajuda de dinheiro público.

O suposto presente, segundo as investigações, foi dado pela construtora WRJ Engenharia, a título de retribuição por um financiamento de R$ 6,7 milhões, obtido no banco estatal BRB, a mando de Roriz, para construção do condomínio. Um contrato de gaveta, apreendido em operação da Polícia Federal em 2010, comprovou que os imóveis foram repassados de forma camuflada ao clã Roriz.

Além de Roriz, são réus na ação suas filhas Jaqueline (deputada federal pelo PMN), Liliane (deputada distrital pelo PRTB) e Weslliane Neuls (empresária), e seu neto, Rodrigo Roriz.

Dois filhos de Liliane e um de Jaqueline deixaram de ser citados na ação, embora tenham recebido também apartamentos, porque eram menores de idade e foram representados pelas mães no negócio. Os donos da construtora e diretores do BRB envolvidos na fraude também são réus. A ação é assinada por cinco promotores do Núcleo de Combate a Organizações Criminosas.

A descoberta da fraude ocorreu em 2009, já no governo de José Roberto Arruda, preso e afastado do cargo por envolvimento no "mensalão do DEM". Como a construtora não pagou o empréstimo, o BRB, por ordem judicial, tomou os apartamentos para cobrir o prejuízo. Os moradores entraram com uma ação civil pública para não perder os imóveis. Descobriu-se então que os recibos do clã Roriz eram fajutos.

(Coment[ário: Quando se pensa que se viu tudo em matéria de falcatruas ou de suspeitas de falcatruas cometidas por Roriz e seu clã, aparece sempre algo novo. Pronta recuperação ao ex-governador, hospitalizado em São Paulo! Ele tem muitas coisas a acertar com a Justiça.)

quarta-feira, 9 de março de 2011

CASO JAQUELINE RORIZ - PSOL diz que fará denúncia hoje à Corregedoria



BRASÍLIA - O líder do PSOL na Câmara, deputado Chico Alencar (RJ), lembrou que desde sexta-feira o partido anunciou que tomará as medidas necessárias à abertura de investigação pela Câmara da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) @jaquelineroriz_ (veja o vídeo abaixo) . Chico Alencar ressaltou, porém, que a Corregedoria poderá ser provocada pelo próprio presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), e não obrigatoriamente por um partido político. Marco Maia já anunciou que está pedindo informações sobre o caso ao Ministério Público. Para o líder do PSOL, por ser corregedor, o deputado Eduardo da Fonte tem a obrigação de se pronunciar pelo caso.

- Não será por falta de denúncia (que a Corregedoria deixará de se pronunciar). Essa providência será tomada pelo PSOL na quarta ou quinta-feira. Mas entendo que o próprio presidente Marco Maia, a exemplo do ex-presidente Michel Temer na época do corregedor ACM Neto, deve pedir as providências. Os elementos são muito robustos para que ela seja avaliada do ponto de vista ético e de decoro parlamentar. A função de corregedor exige que ele se pronuncie sobre isso, até em Trípole (cidade da Líbia) é possível contactar as pessoas - disse Chico Alencar.

Fonte O Globo