Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

INFLAÇÃO - Inflação semanal acelera para 0,43%

Aceleração nos preços dos alimentos impulsionou a taxa maior do IPC-S

Alessandra Saraiva, da Agência Estado 

RIO - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) mostrou aceleração no terceiro desempenho do mês. O índice subiu 0,43% até a quadrissemana finalizada em 22 de novembro, após avançar 0,38% no indicador anterior, de até 15 de novembro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esta foi a maior taxa para o indicador desde a primeira semana de outubro de 2011 (0,50%).

Nesta apuração, quatro das sete classes de despesa pesquisadas para cálculo do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços, entre a segunda e a terceira quadrissemana de novembro.

A aceleração nos preços dos alimentos (0,42% para 0,62%) impulsionou a taxa maior do IPC-S que saltou de 0,38% para 0,43% entre a segunda e a terceira quadrissemana de novembro. Nesta classe de despesa, a inflação das carnes bovinas tornou-se mais intensa (de 1,49% para 2,25%) no período.

Mais três grupos apresentaram aceleração de preços ou deflação mais fraca. É o caso de
Transportes (de -0,09% para -0,03%), Vestuário (de 0,64% para 0,71%) e Despesas Diversas (de 0,11% para 0,18%).

Em contrapartida, houve desaceleração de preços em Habitação (de 0,51% para 0,46%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,47% para 0,38%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,41% para 0,37%).

Entre os produtos pesquisados, as mais expressivas altas de preço no IPC-S de até 22 de novembro foram apuradas em tomate (16,28%); batata-inglesa (13,72%); e tarifa de eletricidade residencial (1,03%). Já as mais significativas quedas de preço foram registradas em leite tipo longa vida (-3,56%); pimentão (-20,43%); e alho (-10,57%). (Alessandra Saraiva)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

UPP - Seguro de carro mais barato

UPPs fazem preços médios das apólices dos veículos caírem 15% após a virada do ano

POR AURÉLIO GIMENEZ
Rio - O preço médio dos seguros de automóveis no Estado do Rio ficou até 15,7% mais barato em janeiro deste ano. Segundo o Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio, algumas das regiões que observaram maiores quedas foram Madureira (-20,5%) e Copacabana (-13,5%), onde foram instaladas duas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Nova Iguaçu e Niterói também apresentaram redução, em torno de 12%, no valor das apólices.
Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Proprietário de um Peugeot, o arquiteto Francisco de Assis afirma que há “gordura” nos preços dos seguros | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
A queda, de acordo com o Clube dos Corretores do Rio, levou em conta o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), que registrou no ano passado baixa de 12,57%, se comparado com 2009, para o item seguro de veículos em todo País. Em Nova Iguaçu, por exemplo, o preço médio de seguros de carros populares como Palio, Celta e Fiesta caiu de R$ 1.400, em 2009, para R$ 1.200, em dezembro de 2010, uma redução de 14%.

Um dos fatores para a diminuição no valor das apólices no Rio tem relação com quedas nos índices de roubos de veículos nessas regiões. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam que a incidência desse crime caiu 16,3% na comparação entre novembro de 2010 e o mesmo período de 2009, no estado.

“A presença das UPPs tem sido importante para a redução dos crimes e isso se reflete na queda dos índices das apólices”, afirma o presidente do Clube dos Corretores, Amilcar Vianna.

'Valor pode cair mais', diz arquiteto

O arquiteto Francisco de Assis, 72 anos, comemora a redução nos índices das apólices de seguros. Proprietário de um modelo Peugeot 2005, ele diz que os preços poderiam baixar mais, já que a economia do País está aquecida.

“Há muita gordura nesse segmento, e a concorrência é grande. Então, é natural haver redução de preço, que poderia ser menor ainda”, comenta o arquiteto.

Já o comerciante Elder Augusto do Vale Maio, 47, diz não ver muita diferença nos preços, ano após ano. Segundo ele, há cinco anos que seu veículo circula pela cidade sem proteção. “Moro em Vila Isabel, bairro considerado perigoso pelas seguradoras, o que eleva o preço dos seguros. Acho os valores altos e, por isso, prefiro não pagar”, conta o comerciante. 

Perfil do motorista influi no preço

Presidente do Clube dos Corretores do Rio de Janeiro, Amilcar Vianna diz que vários fatores determinam o valor de seguro de automóveis: “Se a UPP está num bairro, e os bandidos fogem para outro, onde começa haver muitos assaltos, certamente quem mora nessa região pagará um preço maior pelo seguro”.

Idade do proprietário, sexo, estado civil, ano do veículo, local de residência e se tem ou não garagem também são itens que contribuem na formação do preço da apólice. 

“Nos Estados Unidos, há quem cobre por quilômetro rodado. Aqui, já fizeram estudos nesse sentido. Quem sabe, um dia, será mais barato deixar o carro em casa”, brinca Vianna.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

APOSENTADORIA DE POLÍTICOS - Aposentadoria para 658 ex-parlamentares e 602 viúvas


Desativado em 1997, modelo de pensões custará R$ 88 milhões neste ano aos cofres públicos

Antigo regime permitia solicitar o benefício depois de oito anos de mandato; foi trocado por novo plano em 1999

Maria Clara Cabral e Gabriela Guerreiro, Folha de S. Paulo

O Congresso vai gastar neste ano R$ 88 milhões para o pagamento de aposentadorias e pensões a ex-parlamentares, seus parentes e ex-servidores que ainda recebem benefícios pelo extinto IPC (Instituto de Previdência dos Congressistas).

O modelo, desativado em 1997, concede privilégios que foram extintos pelo Legislativo após mudança de sistema.

Estão vinculados ao regime 583 ex-deputados, 75 ex-senadores e 602 viúvas de congressistas, além de ex-servidores, cujo número não foi informado pelo Congresso.

Sozinho, o Senado gasta, mensalmente, R$ 938,2 mil com o pagamento aos beneficiários do IPC.

O antigo modelo concedia vantagens como requerer aposentadoria proporcional após oito anos de mandato, com direito a 25% do valor total de seu salário - com o mínimo de 50 anos de idade.